13 novembro 2018

GOVERNADOR COMUNISTA CENSURA PROFESSORA DENTRO DA UEMA A DIVULGAR ENTREVISTA COM FERREIRA GULLAR



Na véspera da votação do projeto Escola sem Partido na Câmara dos Deputados, o governador Flávio Dino (PCdoB) editou decreto garantindo Escolas com Liberdade e sem Censura no estado, num claro manifesto de oposição ao projeto, defendido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O texto assegura que todos os professores, estudantes e funcionários são livres para expressar os próprios pensamentos e opiniões na rede estadual do Maranhão.

Mas quanta contradição governador! Mudou o discurso agora? Veja o relato dessa professora! A censura imposta pela UEMA, já no seu governo! Leia a seguir:

A professora doutora em Letras trouxe a tona a prática que Flávio Dino (PCdoB), adotou na UEMA em 2015. O governador editou na segunda-feira (12), um Decreto garantindo Escolas com Liberdade e Sem Censura no Maranhão, nos termos do artigo 206 da Constituição Federal. “Falar em “Escola Sem Partido” tem servido para encobrir propósitos autoritários incompatíveis com a nossa Constituição e com uma educação digna”, disse o chefe do executivo estadual.

De acordo com a professora, ela foi vítima de censura. Ao produzir o documentário “Simplesmente Gullar”, que foi exibido na XIII Semana de Letras da UEMA, Maya Felix teve parte do seu trabalho “cortado” por uma funcionária designada para a assistir a tudo que seria exibido no evento universitário. A parte suprimida era uma crítica de Ferreira Gullar ao PCdoB.

Maya Felix diz ter ficado estarrecida com a postura da UEMA e comparou o Maranhão a Coreia do Norte. 

Veja a postagem da professora na íntegra:

Sabe o que é engraçado? Muito engraçado mesmo? É que em 2015 eu era diretora do Curso de Letras da Universidade Estadual do Maranhão e fui ao Rio de Janeiro gravar uma entrevista para um documentário com o Ferreira Gullar. Esse documentário seria apresentado na abertura da XIII Semana de Letras da Uema, que organizei. Pois bem. Na entrevista, Ferreira Gullar criticou não só a esquerda, mas o PC do B, partido desse governador democrático. Isso tudo foi censurado do vídeo. Foi cortado do documentário “Simplesmente Gullar”, produzido por mim e pela Universidade Estadual do Maranhão. Havia uma funcionária designada para assistir a tudo e ver o que era “adequado” ou não, bem ao estilo Coreia do Norte de ser. Isso tudo eu vivi. Fiquei estupefata de ver Ferreira Gullar sendo CENSURADO em pleno século XXI, dentro de uma universidade, com o aval de professores e de autoridades. O maior poeta que o Maranhão já teve foi censurado em suas opiniões políticas dentro de seu próprio estado. Isso o governador do PC do B não conta. Também não conta os casos de perseguição política e de assédio moral em órgãos públicos do Maranhão. É uma memória muito seletiva.

SARNEY FILHO SERÁ O NOVO MINISTRO DO MEIO AMBIENTE NO DISTRITO FEDERAL


O deputado federal Sarney Filho (PV-MA) foi escolhido pelo governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) para assumir a atual secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal. Conhecido também como Zequinha Sarney, o advogado foi ministro do Meio Ambiente entre 2016 e abril de 2018.

Filho do ex-presidente da República, José Sarney, Zequinha se elegeu deputado estadual pelo Maranhão, em 1979. Na eleição seguinte, garantiu cargo de deputado federal pelo PSD, posto para o qual foi reeleito nos seis períodos seguintes. Antes de chegar ao PV, partido que integra atualmente, Zequina também passou pelo Arena, PFL e Democratas.

Em 1999, quando Fernando Henrique Cardoso foi reeleito presidente, Zequinha comandou o Ministério do Meio Ambiente pela primeira vez, entre 1999 e 2002. Ao deixar o cargo, o deputado filiou-se ao Partido Verde, e é o atual líder da bancada da legenda na Câmara dos Deputados.

Em maio de 2016, foi convidado pelo presidente Michel Temer (MDB) para voltar ao comando do Ministério do Meio Ambiente, onde permaneceu até abril deste ano. Na frente ambiental, destacou-se pelo antagonismo ao agronegócio. Levantou debates no Congresso sobre a prevenção de incêndios florestais e agressões a unidades de conservação.

Uma das principais atuações do futuro secretário de Meio Ambiente no Ministério foi no desastre da Samarco, que destruiu parte da cidade de Mariana, em Minas Gerais. Zequinha se recusou a assinar o termo de conformidade que permitiria à mineradora voltar a atuar no município.

Neste ano, Sarney Filho disputou o cargo de Senador da República pelo Maranhão. Recebeu 752 mil votos, mas não foi eleito. (Correio Braziliense)



12 novembro 2018

MÉDICOS AMEAÇAM GREVE SE FLÁVIO DINO NÃO QUITAR SEUS SALÁRIOS



Os médicos que prestam serviço para o Governo do Estado informaram que interromperão atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas a partir desta segunda-feira (12), nas Upas e diversos hospitais. A decisão foi tomada, após o não cumprimento do acordo para quitação dos salários atrasados de setembro.

Veja a nota:

Devido ao atraso no pagamento dos médicos prestadores de serviços para o governo do estado do Maranhão, estão suspensos os atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas nas seguintes hospitais: Coroatá, Matões do Norte, Pinheiro, Peritoró e Caxias, além de algumas UPAS.

Está insustentável essa situação, pois além dessa redução do valor dos plantões através do decreto 1044 / 18, chega a ser desumana e imoral esse atraso sem justificativa com prejuízos reais para a população.

Os médicos e a sociedade não merecem esse tratamento.

Ass. Médicos do Maranhão

Por Diego Emir

SECRETARIA DO ESTADO DA SAÚDE ANUNCIA FIM DO CONTRATO DA FORÇA ESTADUAL DA SAÚDE

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, por meio de nota, o encerramento do contrato com a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) para a execução do programa Força Estadual de Saúde (Fesma).

O fim da iniciativa já havia sido anunciado por membro das equipes, que foram chamados a uma reunião com o governo na semana passada.

Apesar disso, a SES jura que não vai acabar com o programa, apenas reformulá-lo e expandi-lo a mais cidade.

Vale aguardar.

Abaixo, a nota da SES sobre o assunto.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que o objetivo da reunião desta quinta-feira (8) visa esclarecer sobre a reformulação da Força Estadual de Saúde (Fesma) como parte das ações estratégicas do Governo para fortalecimento da Atenção Primária nos municípios maranhenses para os próximos quatro anos.

A SES comunica que, a partir da nova configuração, a atuação da Força será expandida para mais cidades. Deste modo, além de levar em consideração as localidades com menor de Índice de Desenvolvimento Humano, a Fesma também servirá de instrumento técnico e de pesquisa sob análise estratégica do Conecta SUS.

A Secretaria esclarece, ainda, que o contrato com a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) para execução do programa Força Estadual de Saúde encerrou no dia 1º de novembro. A SES comunica que um novo contrato será firmado ainda este ano.

COMUNISTA FLÁVIO DINO DECRETA "LEI DO SIGILO" NAS ESCOLAS DO ESTADO

Sob o pretexto de garantir a “liberdade” e tentar, mais uma vez, se colocar dentro do debate nacional, o governador Flávio Dino anunciou em suas redes sociais um decreto que deve garantir sigilo nas escolas do estado.

Com pouco mais de uma página, apenas cinco artigos e um punhado de incisos, o decreto do governador se atém a garantir direitos que já são previstos na Constituição Federal e seguidos na maioria absoluta de todas as instituições de ensino do estado.

O artigo 1º estabelece que estudantes, professores e funcionários são livres para expressar pensamento e opiniões. O artigo 2º exige da Secretaria de Estado da Educação o cumprimento do artigo 206 da Constituição Federal acerca da “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento arte e o saber”. O artigo 3º, em seu parágrafo único, concede apenas as unidades de ensino o direito de reportar a Secretaria de Educação. O artigo 4º estipula a proibição de gravações dentro de salas de aula e durante atividades de ensino.



Apesar de decreto para garantir liberdade de pensamento, Governo do Maranhão já foi acusado de fazer política nas escolas do estado pela grande imprensa.

Para o Lourival Souza, diretor da Organização Expresso da Liberdade, o decreto é redundante. “Tudo nesse decreto já é previsto em lei. Chega a ser vergonhoso que um governador exija de uma secretaria o cumprimento da Constituição”, disse.

Para Lourival, a administração pública é regida pelo princípio da publicidade e a educação é uma das atividades que mais merece publicidade. “Essa atividade nem de longe pode ser sigilosa”.

Lourival ainda denunciou o efeito prático do novo decreto. “Esse decreto não traz nenhuma novidade além de tirar dos alunos e pais a possibilidade de denunciar abusos nas escolas para a Secretaria de Educação e a proibição de gravação de vídeos em sala de aula e ambientes de ensino por professores, alunos e/ou funcionários em sala de aula ou em atividades”, explicou.

O professor Dídimo Matos, que trabalha na rede estadual e municipal, teme por efeitos colaterais da lei. Segundo ele, os smartphones hoje serem como mecanismo de defesa. “Como você vai gravar um agressor sem o consentimento dele? Não vai poder? E se algum aluno assediar o professor? Só poderemos gravar se ele autorizar? Acho que essa lei pode acabar mais prejudicando do que ajudando”.

“Graças aos vídeos gravados em salas de aulas, nós sabemos quem são os bons e maus professores e os bons e maus alunos. A educação brasileira, que é uma das piores do mundo, não merece mais essa caixa preta”, finalizou.