31 março 2026

Prefeitura de Arari investe quase R$ 700 mil em publicidade e decisão gera críticas

A gestão municipal de Arari, na Baixada Maranhense, está no centro de um novo debate após a contratação de uma empresa de publicidade com investimento significativo. A prefeita Simplesmente Maria autorizou a celebração de um contrato no valor de R$ 698.804,00 com a agência R N Brito Lima, sediada em Bacabal.

De acordo com informações divulgadas, o objetivo do contrato é fortalecer a comunicação institucional e melhorar a imagem da administração municipal, que enfrenta um período marcado por críticas e denúncias envolvendo a condução da gestão.

A iniciativa, no entanto, provocou reações entre moradores e lideranças políticas locais. Parte da população questiona a destinação de recursos públicos para ações de publicidade em um momento em que áreas consideradas essenciais, como saúde e educação, ainda demandam investimentos mais robustos.

Especialistas em administração pública apontam que ações de comunicação são importantes para garantir transparência e aproximação com a população, mas ressaltam a necessidade de equilíbrio na aplicação dos recursos, especialmente em municípios com limitações orçamentárias.

O caso reacende o debate sobre prioridades na gestão pública e o uso de verbas para promoção institucional. A expectativa agora gira em torno dos resultados práticos do investimento e de sua capacidade de impactar positivamente a percepção da população sobre a administração municipal.

Osmar Filho destaca avanço da Avenida Metropolitana na Grande São Luís

O avanço das obras da Avenida Metropolitana, na Grande São Luís, foi destacado pelo deputado estadual Osmar Filho durante a entrega da segunda etapa do projeto, realizada no último sábado (28). A obra é considerada uma das principais intervenções de mobilidade urbana em andamento no Maranhão.

A nova etapa contempla a entrega de 4,36 quilômetros de vias, interligando bairros importantes da capital maranhense, desde o São Raimundo até o Parque Independência, chegando à rotatória da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). A expectativa é de que cerca de 1 milhão de pessoas sejam beneficiadas diretamente, em aproximadamente 50 bairros da região.

Durante a cerimônia, que contou com a presença do governador Carlos Brandão e do secretário Orleans Brandão, Osmar Filho ressaltou os impactos positivos da obra no cotidiano da população. Segundo ele, a ampliação da via deve melhorar significativamente o deslocamento urbano, além de contribuir para a qualidade de vida dos moradores.

O parlamentar também enfatizou o potencial econômico da intervenção. De acordo com ele, a valorização imobiliária e o fortalecimento do comércio local são efeitos diretos da melhoria da infraestrutura urbana nas áreas contempladas.

O governador Carlos Brandão classificou a Avenida Metropolitana como a maior obra de mobilidade urbana já realizada no estado. O projeto prevê, ao final, cerca de 40 quilômetros de avenidas duplicadas, conectando municípios estratégicos da Ilha, como São Luís, São José de Ribamar e Paço do Lumiar. A estrutura inclui ainda ciclovias, calçadas com acessibilidade e iluminação em LED.

Agenda política e articulação com comunidades

Após a inauguração, Osmar Filho participou de um encontro com lideranças e apoiadores das zonas rurais da capital. Ao lado da vereadora Clara Gomes e do deputado federal Juscelino Filho, o parlamentar reforçou o compromisso com as demandas das comunidades.

Durante o encontro, ele destacou a importância de manter uma relação próxima com a população, especialmente nas regiões rurais, que enfrentam maiores desafios de acesso a serviços públicos. Osmar também elogiou a atuação de Juscelino Filho, apontando-o como parceiro fundamental na viabilização de ações e investimentos para essas localidades.

A entrega da nova etapa da Avenida Metropolitana reforça o esforço do governo estadual em ampliar a infraestrutura viária e promover integração entre os municípios da Grande Ilha, com reflexos diretos na mobilidade, economia e qualidade de vida da população.

26 março 2026

Militância do PCdoB reage com frieza à solenidade proposta por Rodrigo Lago


Está circulando o convite da Assembleia Legislativa do Maranhão para a solenidade de comemoração dos 104 anos do PCdoB. A cerimônia será realizada na ALEMA no próximo dia 27, às 16h, e foi solicitada por indicação do deputado estadual Rodrigo Lago, filiado ao partido.

No entanto, a militância não está empolgada com o evento, principalmente os filiados mais antigos e históricos, justamente pelo fato de a iniciativa partir de Rodrigo Lago.

Isso porque o deputado nunca foi militante do partido. É considerado apenas um “dinista” que se abrigou na legenda comunista, sem vínculos ou identidade com a militância.

Outro fator que afasta a militância histórica é o fato de que o pai de Rodrigo, o ex-deputado estadual Aderson Lago, foi um forte opositor do PCdoB, sendo considerado por alguns como um verdadeiro inimigo da sigla. Os comunistas não esquecem que Aderson Lago sempre manteve fortes laços ideológicos com a direita no Maranhão e no Brasil, o que ainda hoje causa desconfiança e desconforto entre os militantes.

Outro ponto é que Rodrigo Lago tem se posicionado como um ferrenho opositor do governador Carlos Brandão, embora o partido nunca tenha debatido ou decidido adotar uma postura de oposição ao governo estadual. Para boa parte da militância, essa posição é um erro, já que Brandão integra a base do governo Lula, e o PCdoB sempre priorizou as questões nacionais — aspectos que, até agora, não foram devidamente explicados.

Além disso, há a percepção de que Rodrigo Lago estaria com um pé no PSB, visando apenas a sua reeleição.

Diante desse cenário, muitos avaliam que Rodrigo Lago não é a pessoa mais indicada para liderar a celebração do aniversário da trincheira de figuras como João Amazonas, Renato Rabelo e tantos outros militantes com verdadeira história de luta pelo partido no Brasil.

24 março 2026

Mutirão de saúde com Osmar Filho e Clara Gomes alcança mais de 1.200 atendimentos em São Luís

Uma série de ações voltadas à saúde e assistência social movimentou comunidades de São Luís no último fim de semana. As iniciativas, lideradas pelo deputado estadual Osmar Filho em parceria com a vereadora Clara Gomes, resultaram em mais de 1.200 atendimentos gratuitos à população.

As atividades ocorreram nos bairros Vila Brasil, na zona rural, e Cruzeiro de Santa Bárbara, reunindo centenas de moradores em busca de serviços médicos. Entre os atendimentos ofertados estavam consultas em clínica geral, ginecologia, oftalmologia — com exames e distribuição de óculos — além de serviços de saúde bucal.

Na Vila Brasil, as ações “Saúde da Gente” e “Cuidar dos Olhos” concentraram grande parte do público no domingo (22). Durante o evento, Osmar Filho destacou a importância de ampliar o acesso da população a serviços básicos. Já Clara Gomes ressaltou o impacto social das iniciativas, enfatizando a promoção de dignidade por meio da saúde preventiva.


Moradores também reconheceram os avanços na região. Lideranças comunitárias destacaram melhorias na infraestrutura local, como obras de pavimentação, associadas à atuação parlamentar.

No sábado (21), mesmo sob chuva, o bairro Cruzeiro de Santa Bárbara registrou forte adesão da população às ações, demonstrando a demanda por atendimentos gratuitos na capital maranhense.

As atividades contaram com apoio do governador Carlos Brandão, do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão e de parlamentares federais, ampliando o alcance das iniciativas.

Ação solidária na Semana Santa

Além dos atendimentos de saúde, o deputado participou de uma ação solidária de distribuição de peixes durante a Semana Santa. A iniciativa ocorreu nos bairros Vila Luizão e Divinéia, com organização do vereador Marquinhos, e teve como objetivo apoiar famílias em situação de vulnerabilidade.

A entrega reforçou o caráter social da mobilização, alinhando assistência básica e ações solidárias em um período tradicionalmente marcado pela reflexão e ajuda ao próximo.

Allan Garcês vive sua última semana como deputado federal pelo Maranhão

O médico paraense Allan Garcês encerra, nesta semana, sua passagem pela Câmara dos Deputados como suplente em exercício pelo Maranhão. Ele ocupava a vaga do titular André Fufuca, que deve retornar ao mandato parlamentar nos próximos dias.

A mudança ocorre em meio ao calendário eleitoral de 2026. Atual ministro do Esporte, Fufuca precisa deixar o cargo no Executivo até o início de abril para se adequar às regras de desincompatibilização exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, já que é pré-candidato ao Senado.

Com o retorno do titular, Garcês deixa automaticamente o posto que ocupava de forma temporária. Ele assumiu a função após Fufuca ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o governo federal.

Nas eleições de 2022, Allan Garcês conquistou pouco mais de 18 mil votos, garantindo a primeira suplência na chapa do Progressistas. Apesar da experiência recente em Brasília, o cenário político para 2026 não indica, até o momento, uma candidatura competitiva do médico, que ainda não anunciou filiação partidária para o próximo pleito.

A saída marca o fim de um ciclo breve no Legislativo federal, de participação pífia, apesar de gastos estratosféricos em seu gabinete; nada contribuiu para a melhoria do povo maranhense. Sem conteúdo programático e com bandeira de “direita”, usou o mandato para dividir, agredir e atacar seus colegas de ideologia fascista. Apenas isso. A expectativa agora está voltada ao reposicionamento político de Garcês nos próximos meses. No nosso ver, nunca mais pisará os pés em Brasília, a não ser que Fufuca permita; mas aí seria contradição ser o senador de Lula no Maranhão e eleger um peão de Bolsonaro deputado federal.

Alunos denunciam problemas após consumo de refeições no restaurante da UFMA

Um possível caso de intoxicação alimentar envolvendo estudantes da Universidade Federal do Maranhão ganhou repercussão nesta terça-feira (24), após diversos relatos nas redes sociais indicarem que alunos passaram mal depois de se alimentarem no Restaurante Universitário (RU) da instituição.

De acordo com publicações feitas por estudantes, os sintomas teriam surgido após o consumo de refeições servidas no RU Central, na última segunda-feira (23). Náuseas, vômitos e desconforto abdominal estão entre os problemas mencionados. A dimensão do caso ainda não foi oficialmente confirmada, mas enquetes informais organizadas por alunos em grupos de WhatsApp e outras plataformas digitais apontam para um número significativo de pessoas afetadas.



Diante da situação, estudantes cobram esclarecimentos e providências por parte da universidade, além da apuração da qualidade dos alimentos fornecidos. Muitos destacam que o restaurante universitário é essencial para a permanência estudantil, sendo, em diversos casos, a principal fonte de alimentação diária.

Além disso, há pedidos para que a empresa responsável pelo fornecimento das refeições seja responsabilizada, caso sejam constatadas irregularidades. Os alunos também reforçam a importância de fiscalização rigorosa das condições sanitárias, a fim de garantir a segurança alimentar dentro do ambiente acadêmico.

Até o momento, a Universidade Federal do Maranhão não divulgou nota oficial sobre o caso. A expectativa é de que a instituição se manifeste após a apuração dos fatos.

Autoridades de saúde podem ser acionadas para investigar o ocorrido e verificar se houve falhas no preparo, armazenamento ou distribuição dos alimentos servidos aos estudantes.

Fernando Carvalho é alvo de críticas após receber recursos provenientes de emendas parlamentares para a realização de uma reforma apontada como superficial e sem efetividade prática, descrita por opositores como um “elefante branco com pinturas”. Além disso, há questionamentos sobre a ausência de prestação de contas desses valores e sobre a piora na qualidade da alimentação oferecida a estudantes e servidores. A situação se agrava diante de denúncias de que, de forma inédita, alunos do COLUN estariam impedidos de se alimentar no Restaurante Universitário da UFMA, o que tem gerado indignação, especialmente por atingir jovens em condição de vulnerabilidade.

Paralelamente, Danilo Lopes, conhecido como Mojarinho, também é citado por supostamente negligenciar as demandas do restaurante, sendo acusado de autorizar supostos eventos festivos "calouradas" no espaço atribuído ao chamado “fake DCE”, no Centro de Convenções, com relatos de consumo de bebidas alcoólicas e outras práticas. Como se não bastasse, estudantes ainda relatam insatisfação com o cardápio recente, em especial com o prato denominado “escalope escuro com champignon”, amplamente criticado por causar desconforto, levando à comparação com comidas tradicionais que seriam mais adequadas ao público atendido.

Fonte: Observatório da Blogosfera 

Em meio à crise, Carlos Brandão busca apoio parlamentar para retirar Felipe Camarão do cargo

A tensão política no Maranhão ganhou novos contornos nos últimos dias diante de movimentações envolvendo o governador Carlos Brandão e o vice-governador Felipe Camarão. Nos bastidores, aliados e parlamentares relatam uma corrida contra o tempo que pode redefinir o cenário político estadual.

De acordo com informações que circulam entre deputados, o governador enfrenta dificuldades para avançar, pela via judicial, em tentativas de afastamento do vice. Diante desse impasse, teria passado a articular uma nova estratégia política dentro da Assembleia Legislativa do Maranhão.

A principal iniciativa em discussão seria a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o objetivo de gerar um fato político que enfraqueça o vice-governador. A proposta, no entanto, ainda encontra resistência entre parlamentares, que demonstram cautela diante do cenário e das possíveis repercussões institucionais.

O movimento ocorre em meio a um prazo decisivo: até o início de abril, Carlos Brandão precisa deixar o cargo caso opte por disputar uma vaga no Senado. Esse fator tem acelerado as articulações e ampliado a pressão nos bastidores do Legislativo.

Segundo análises políticas, uma eventual retirada de Felipe Camarão da linha sucessória poderia abrir caminho para uma eleição indireta na Assembleia. Nesse contexto, surge o nome de Orleans Brandão como possível alternativa, hipótese que alimenta debates sobre a condução do processo sucessório no estado.

Apesar das movimentações, a estratégia enfrenta obstáculos. Além das dificuldades jurídicas apontadas por interlocutores, há desconforto entre deputados diante de pressões para adesão a medidas consideradas precipitadas. O ambiente político, segundo relatos, é de cautela e divisão.

Nos bastidores, o episódio é interpretado por diferentes atores como parte de uma disputa mais ampla pelo controle político do Executivo estadual, com desdobramentos que podem impactar diretamente o cenário eleitoral e institucional do Maranhão nos próximos meses.

19 março 2026

Polícia desarticula esquema milionário que usava empresas de fachada no Maranhão

Uma ação integrada entre a Polícia Civil do Distrito Federal e a Polícia Civil do Maranhão avançou no combate a uma organização criminosa suspeita de atuar em um amplo esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Batizada de “Resina Oculta”, a operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (19) e alcançou alvos em diferentes regiões do país.

No Maranhão, as diligências se concentraram em São Luís e São José de Ribamar, onde foram cumpridos um mandado de prisão temporária e três de busca e apreensão. De acordo com as investigações, os suspeitos fariam parte de um grupo responsável por abastecer o tráfico e movimentar grandes quantias por meio de empresas de fachada e operações financeiras digitais.

Segundo a coordenação da investigação no Distrito Federal, o esquema utilizava negócios fictícios para ocultar a origem ilícita dos recursos. Apenas uma dessas empresas teria movimentado cerca de R$ 30 milhões em pouco mais de um mês, o que evidencia a dimensão da estrutura criminosa.

Na capital maranhense, foram identificadas ao menos 22 empresas ligadas ao grupo. Os mandados foram executados em imóveis localizados em áreas valorizadas da cidade, além de uma residência no bairro Araçagi, em São José de Ribamar. Neste endereço, o investigado alvo da prisão também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Durante a operação, equipes da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico apreenderam uma pistola calibre .40, munições de diferentes calibres, além de equipamentos eletrônicos como notebooks, celulares e dispositivos de armazenamento. Todo o material será periciado para aprofundar as apurações.

Ao todo, a ofensiva resultou no cumprimento de 41 mandados de busca e apreensão e nove de prisão nos estados do Distrito Federal, Maranhão, Goiás e Amazonas. As autoridades destacam que o trabalho continua com o objetivo de identificar outros integrantes e mensurar completamente o alcance do esquema criminoso.

Com informações Jornal Itaqui Bacanga 

17 março 2026

Corte do STF pune parlamentares por corrupção em repasses a município maranhense

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, condenar sete dos oito réus acusados de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar. Entre os condenados estão os deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, além do ex-parlamentar Bosco Costa.

Os três foram considerados culpados pelo crime de corrupção passiva, acusados de solicitar propina em troca da liberação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. As penas variam de cinco a seis anos e cinco meses de prisão, todas em regime inicial semiaberto, além da aplicação de multas.

De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo teria cobrado cerca de R$ 1,6 milhão em propina para viabilizar o envio de aproximadamente R$ 6,7 milhões em emendas ao município maranhense. O valor exigido representaria cerca de 25% dos recursos destinados.

As investigações apontaram que os parlamentares atuavam diretamente na indicação das verbas, enquanto outros integrantes ficavam responsáveis por intermediar e cobrar os pagamentos indevidos. Mensagens, registros bancários e depoimentos reforçaram a tese de que havia uma atuação coordenada para obtenção de vantagem ilícita.

Relator do caso, o ministro Cristiano Zanin afirmou que ficou comprovado o uso da função pública para obtenção de benefícios indevidos, caracterizando o chamado “tráfico de função pública”. Segundo ele, as emendas parlamentares foram utilizadas como “moeda de troca” em negociações ilegais com o Executivo municipal.

Zanin também destacou que há provas de que Josimar Maranhãozinho exercia papel de liderança no esquema, coordenando a destinação dos recursos e a divisão dos valores obtidos.

Apesar das condenações por corrupção, a Corte afastou a acusação de organização criminosa. Para os ministros, não ficou comprovada a existência de uma estrutura estável e permanente voltada à prática contínua de crimes.

Esse entendimento resultou, inclusive, na absolvição de um dos réus, que respondia exclusivamente por esse tipo de acusação.

O processo também revelou indícios de pressão sobre o então prefeito da cidade, incluindo abordagens consideradas intimidatórias. Segundo o relator, houve tentativas reiteradas de cobrança, com indícios de chantagem para garantir o pagamento da propina.

Além das penas de prisão, o STF determinou o pagamento solidário de aproximadamente R$ 1,6 milhão por danos morais coletivos. Os condenados também ficarão inelegíveis e terão os direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação.

No caso dos deputados federais, caberá à Câmara dos Deputados decidir sobre a compatibilidade do cumprimento da pena com o exercício dos mandatos.

Durante o julgamento, ministros como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o relator e destacaram a gravidade do caso, sobretudo por envolver recursos da saúde e práticas que, segundo eles, distorcem o uso legítimo das emendas parlamentares.

A decisão marca um dos julgamentos mais relevantes recentes envolvendo o uso irregular de verbas públicas no país.

Pagamento de R$ 402 mil em obra de Buriti vira alvo de investigação federal

Uma denúncia envolvendo um contrato de pavimentação asfáltica no município de Buriti foi encaminhada pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão ao Tribunal de Contas da União após indícios de irregularidades no pagamento de serviços.

O caso diz respeito à gestão do ex-prefeito José Arnaldo Araújo Cardoso e envolve também os então secretários Francisco das Chagas Santos Martins e Ana Cristina Araújo Cardoso.

A denúncia foi apresentada pela empresa Enciza Engenharia Civil Ltda, que questiona o pagamento de R$ 402.380,01 realizado em dezembro de 2022. O valor refere-se a um contrato firmado a partir da Tomada de Preços nº 011/2018, cujo prazo de vigência havia sido prorrogado apenas até dezembro de 2020.

De acordo com a análise técnica, o pagamento feito dois anos após o encerramento do contrato levanta dúvidas sobre sua legalidade. Outro ponto relevante identificado pelo tribunal é que os recursos utilizados na obra são oriundos de repasse federal, vinculados ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Diante da utilização de verbas da União, o TCE-MA concluiu que não possui competência para julgar o mérito da denúncia, decidindo encaminhar o caso ao TCU. Além disso, cópias do processo foram enviadas ao Ministério Público Federal e à Controladoria-Geral da União, que poderão adotar medidas no âmbito de suas atribuições.

Com o envio, a apuração passa a ser conduzida por órgãos federais de controle, que deverão analisar possíveis irregularidades no contrato e no pagamento realizado.

TCE aponta falhas em transparência de Porto Franco, mas arquiva processo após correções

Uma análise realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão apontou inconsistências no Portal da Transparência da Prefeitura de Porto Franco. O levantamento foi conduzido por equipe técnica da Corte, que verificou a ausência ou divulgação incompleta de informações obrigatórias ao público.

O processo envolve o prefeito Deoclides Antônio Santos Neto Macedo e a controladora-geral do município, Joseany Abreu da Silva Aguiar, responsáveis pela gestão e disponibilização dos dados oficiais.

De acordo com relatório do setor de fiscalização do tribunal, o portal institucional apresentava falhas no cumprimento das exigências legais relacionadas à transparência pública, especialmente no que diz respeito à divulgação de informações previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Lei de Acesso à Informação.

Ao julgar o caso, os conselheiros reconheceram as irregularidades iniciais, mas consideraram as justificativas apresentadas pelos gestores, além das correções implementadas ao longo do processo. Segundo o TCE, avaliações posteriores indicaram evolução no nível de transparência do município, que passou a alcançar classificação “B” e, em seguida, nota “A” em novas análises.

Diante desse cenário, a Corte optou por não aplicar sanções aos responsáveis, emitindo apenas recomendação para que a prefeitura mantenha o portal atualizado de forma contínua, em conformidade com a legislação vigente.

Com a decisão do plenário, o processo foi oficialmente arquivado.

Deputado critica “dinismo”, aponta influência institucional e levanta debate sobre liberdade de imprensa

O deputado estadual Yglésio Moyses afirmou, durante discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão, que o grupo político associado ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, atua como um “sistema de poder” no estado. Segundo o parlamentar, essa estrutura teria influência que ultrapassa o campo político e alcança diferentes instituições.

A declaração ocorreu durante pronunciamento em que Yglésio comentou uma operação da Polícia Federal envolvendo o jornalista Luís Pablo. Para o deputado, o caso levanta questionamentos sobre liberdade de imprensa e já teria repercussão além do país.

Durante o discurso, o parlamentar fez duras críticas ao grupo político adversário, associando suas práticas ao que classificou como métodos típicos do comunismo. Segundo ele, haveria uma lógica de atuação baseada em acusações direcionadas a opositores, além de episódios que, em sua visão, indicariam perseguição política.

Yglésio também mencionou situações passadas para sustentar a existência de seletividade no tratamento a diferentes grupos políticos no estado.

O deputado elevou o tom ao direcionar críticas diretamente a Flávio Dino, a quem acusou de manter atuação política mesmo após assumir cadeira no Supremo Tribunal Federal. Na avaliação do parlamentar, o ministro estaria em movimento de projeção nacional, possivelmente mirando disputas futuras, como as eleições presidenciais de 2030.

Ao abordar o ambiente institucional, Yglésio afirmou que há um avanço sobre prerrogativas políticas e liberdade de expressão. Ele citou o caso envolvendo o jornalista como um indicativo de pressão crescente sobre a imprensa.

O discurso ocorre em meio a um cenário de intensificação das disputas políticas no Maranhão, com articulações de grupos e possíveis pré-candidaturas já em curso para os próximos pleitos eleitorais.

Fachin defende autocontenção no Supremo Tribunal Federal e cobra ética rigorosa de ministros

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, destacou a importância de uma conduta responsável e equilibrada por parte dos ministros da Corte diante dos desafios atuais do Judiciário. A declaração foi feita nesta segunda-feira (16), durante aula magna em um curso de Direito no Centro Universitário de Brasília (Ceub).

Na ocasião, o magistrado enfatizou que juízes devem manter comportamento exemplar tanto na esfera pública quanto na privada, evitando atitudes que possam comprometer a imagem institucional. Fachin também criticou interpretações personalistas da Constituição, ressaltando que o texto deve ser aplicado com base em princípios coletivos e não em visões individuais.

O ministro ainda reforçou que integrantes do STF devem evitar comentários públicos sobre processos em andamento e rejeitar qualquer tipo de vantagem oferecida por partes interessadas, como forma de preservar a imparcialidade das decisões.

Ao abordar o funcionamento das instituições, Fachin reafirmou a importância da harmonia entre os Poderes e defendeu a autocontenção do Judiciário como um sinal de respeito à ordem constitucional, e não de fragilidade.

Como proposta para aprimorar a conduta interna da Corte, o presidente do STF voltou a defender a implementação de um Código de Ética para os ministros. A iniciativa está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia e ganha força em meio a debates recentes sobre transparência e responsabilidade no Judiciário.

16 março 2026

Negociação conduzida por promotora garante retomada do transporte público em São Luís

A greve dos rodoviários que paralisou o transporte público de São Luís foi suspensa nesta segunda-feira (16) após uma rodada de negociações conduzida pelo Ministério Público. A mediação foi liderada pela promotora Lítia Cavalcanti, que reuniu representantes das empresas de transporte e do sindicato da categoria para tentar pôr fim ao impasse que afetava milhares de usuários do sistema.

Após mais de três horas de reunião na Promotoria do Consumidor, foi firmado um acordo mínimo entre as partes. Pelo entendimento, as empresas se comprometeram a pagar até a manhã desta terça-feira (17) a diferença salarial referente ao reajuste de 5,5% determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região. Com isso, a previsão é de que os ônibus voltem a circular normalmente nas primeiras horas do dia.

Além do pagamento imediato, ficou estabelecido que as empresas terão prazo até o dia 31 de março para apresentar uma solução definitiva relacionada ao reajuste salarial e ao pagamento do ticket alimentação dos trabalhadores. Caso o compromisso não seja cumprido, a categoria poderá retomar o movimento grevista após a data estipulada.

Mediação do Ministério Público

A atuação do Ministério Público foi decisiva para a suspensão da paralisação. A promotora Lítia Cavalcanti conduziu as negociações entre empresários e trabalhadores, buscando um entendimento que permitisse a retomada do transporte público na capital maranhense.

Nos bastidores das discussões, a avaliação de participantes do encontro é que a mediação institucional foi determinante para viabilizar o acordo emergencial que garantiu o retorno do serviço à população.

Debate sobre gestão do transporte

A paralisação também reacendeu o debate sobre a condução da política de mobilidade urbana em São Luís. Durante as negociações, representantes da categoria apontaram que a prefeitura participou das discussões, mas não apresentou propostas consideradas suficientes para resolver o impasse.

A greve desta segunda-feira foi mais uma interrupção do sistema durante a gestão do prefeito Eduardo Braide. O histórico recente de paralisações tem gerado críticas e pressões por soluções estruturais para o transporte coletivo da capital.

Com a suspensão do movimento, a expectativa agora é de normalização do serviço nesta terça-feira, enquanto trabalhadores e empresas seguem negociando os pontos pendentes do acordo.

Alunos da UFMA criticam postura da universidade em meio à crise do transporte público

A manutenção das atividades acadêmicas em meio à crise no transporte público em São Luís provocou forte reação de estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Em manifestações e notas divulgadas nas redes sociais, alunos criticaram a decisão da universidade de manter o calendário letivo mesmo durante a paralisação dos rodoviários.

De forma irônica, estudantes questionaram as alternativas para chegar ao campus: “Qual dessas soluções vocês preferem? Vamos voando, de carroça ou andando?”. Segundo eles, a situação evidencia um problema maior: a dificuldade de acesso à universidade durante a greve do transporte coletivo.



Os estudantes argumentam que a universidade não pode se tornar um espaço elitista, onde apenas quem possui carro, moto ou dinheiro para complementar o valor do voucher oferecido pela prefeitura consegue frequentar as aulas. Outro ponto levantado diz respeito aos alunos que utilizam o benefício para se deslocar ao trabalho e que, diante da paralisação, enfrentam dificuldades até mesmo para retornar para casa.

A decisão de manter as aulas também foi questionada por entidades estudantis. Integrantes do Centro Acadêmico de Ciências Sociais afirmaram que um cronograma atrasado não pode servir como justificativa para ignorar os impactos da greve no cotidiano dos universitários. “Afinal, somos nós os mais prejudicados com isso”, afirmaram.

No debate interno, o tom das críticas se intensificou. Dirigentes e militantes da UJS/PCdoB, bolsistas da PROAES e fundações e membros do chamado “DCE fake de Danilo Lopes” chegaram a chamar o reitor Fernando Carvalho de “burro, jumento ou asno”, expressão utilizada em meio à indignação com a nota informativa divulgada pela universidade sobre a greve dos rodoviários.

Para os estudantes, a posição institucional da UFMA não leva em consideração as diferentes realidades vividas pelos alunos. Diante da situação, o Centro Acadêmico de Ciências Sociais orientou que estudantes entrem em contato com os professores responsáveis pelas disciplinas para solicitar o cancelamento das aulas ou alternativas que evitem prejuízos acadêmicos.

A principal preocupação é que alunos que não consigam chegar ao campus sejam penalizados com faltas. “O que não pode é pôr falta nos alunos que faltarão essas aulas”, diz a orientação divulgada pelo centro acadêmico.

Além das dificuldades de mobilidade, estudantes também relataram problemas de infraestrutura no campus. Segundo relatos, o campus passou o dia inteiro sem energia elétrica e, em alguns setores, o problema persistiu no dia seguinte. O COLUN foi citado como um dos locais afetados, com registros de goteiras, salas sem luminárias e outras deficiências estruturais.

Diante desse cenário, alunos cobram sensibilidade da administração universitária e medidas que considerem as dificuldades enfrentadas durante a paralisação do transporte público na capital maranhense.

Em tempos: Os “meninos” de Mister Mojaro transformaram o grande “Rei-tor” em motivo de chacota nas redes sociais — os mesmos que, na gestão passada, fizeram o mesmo com o magnífico anterior. Curiosamente, os atuais empoderados e cooptados por bolsas de pesquisa não foram suficientes para satirizar e humilhar o “Boca Treme-Treme”. Um ano antes da eleição para reitor, ele já havia sido deposto pelos seus próprios aliados.

Em tempos 2: Enquanto isso, a oposição cresce e vai se fortalecendo ainda mais, especialmente agora diante de documentos que supostamente apontam para casos de improbidade administrativa e possível falsidade ideológica envolvendo grupos ligados à PROAES.

PF apreende canetas emagrecedoras ilegais em bagagem de passageiro no aeroporto de São Luís

Uma fiscalização de rotina da Polícia Federal resultou na apreensão de medicamentos irregulares no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís. Entre os produtos encontrados estavam canetas emagrecedoras e frascos contendo a substância tirzepatida, transportados sem autorização sanitária.

A apreensão ocorreu na madrugada de domingo (15), durante inspeção realizada por agentes federais no terminal. Os medicamentos estavam na bagagem de um passageiro que havia embarcado em Foz do Iguaçu, no estado do Paraná.

De acordo com a Polícia Federal, os produtos entraram no país sem autorização dos órgãos reguladores e sem o recolhimento dos tributos exigidos para importação. Todo o material foi recolhido e encaminhado para a sede da corporação, onde serão realizados os procedimentos legais.

A substância tirzepatida é utilizada em medicamentos voltados ao tratamento de obesidade e diabetes, mas sua importação e comercialização dependem de controle rigoroso e autorização específica das autoridades sanitárias. Por conta das irregularidades, o passageiro poderá responder por contrabando e infração sanitária.

Este foi o segundo caso semelhante registrado no aeroporto da capital maranhense em menos de uma semana. Na última quinta-feira (12), agentes federais já haviam apreendido frascos de substâncias utilizadas em medicamentos para emagrecimento durante abordagem a um casal que também havia embarcado em Foz do Iguaçu.

Autoridades de saúde alertam que o uso indiscriminado das chamadas “canetas emagrecedoras”, popularizadas nas redes sociais, pode provocar efeitos adversos graves e deve ocorrer somente com prescrição e acompanhamento médico.

10 março 2026

Impasse salarial leva rodoviários a ameaçar nova paralisação do transporte na capital

O sistema de transporte público de São Luís pode enfrentar uma nova paralisação nos próximos dias. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) anunciou que a categoria concedeu prazo de 72 horas para que as empresas regularizem pendências trabalhistas, sob risco de greve geral.

De acordo com o sindicato, as empresas do setor não estariam cumprindo a decisão da Justiça do Trabalho que determinou reajuste salarial de 5,5% sobre o salário base dos rodoviários. A denúncia foi feita após trabalhadores relatarem que o pagamento realizado na última sexta-feira (6) ocorreu sem a aplicação do aumento, enquanto em alguns casos os salários sequer teriam sido depositados.

O presidente do sindicato, Marcelo Brito, afirmou que a categoria cobra apenas o cumprimento do que foi estabelecido judicialmente. Segundo ele, o prazo estipulado busca evitar prejuízos maiores à população que depende do transporte coletivo na capital maranhense.

Além do reajuste salarial, os rodoviários reivindicam a atualização do valor do ticket alimentação e de outros benefícios previstos na Convenção Coletiva de Trabalho. De acordo com o sindicato, essas garantias também estariam sendo descumpridas pelas empresas.

O STTREMA informou ainda que encaminhou ofícios às autoridades responsáveis pelo sistema de transporte e aos órgãos competentes relatando o descumprimento da decisão judicial. Caso as irregularidades não sejam resolvidas dentro do prazo estabelecido, a categoria poderá iniciar uma paralisação geral das atividades.

Até o momento, as empresas responsáveis pelo transporte público da capital maranhense não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações feitas pelo sindicato.

Direção do PSOL descarta federação com PT e mantém estratégia eleitoral no Maranhão

O pré-candidato ao governo do Maranhão e dirigente nacional do PSOL, Enilton Rodrigues, afirmou em entrevista à TV Mirante que o partido decidiu não avançar na proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da decisão, a legenda seguirá dialogando com outras siglas do campo progressista no estado.

De acordo com Enilton, a posição foi definida durante reunião da direção nacional do partido e não altera a estratégia política do PSOL no Maranhão. Segundo ele, a sigla mantém o plano de disputar as eleições estaduais com candidatura própria ao governo.

Durante o encontro, o diretório nacional aprovou três pontos principais: o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno das eleições presidenciais, a renovação da federação partidária com a Rede Sustentabilidade e a rejeição da proposta de federação com o PT. A aliança com o partido foi rejeitada por 76% dos votos dos dirigentes nacionais.

No Maranhão, o PSOL já iniciou a organização de sua chapa para a disputa eleitoral. Além da pré-candidatura de Enilton Rodrigues ao governo do estado, a legenda também pretende lançar candidatura ao Senado com o nome de Antônia Cariombo.

Mesmo sem a federação com o PT, Enilton destacou que o partido mantém diálogo com outras legendas de esquerda, como o próprio PT, o PCdoB, o PV e o PSB. Segundo ele, a orientação é fortalecer alianças programáticas sem abrir mão da autonomia política da sigla no estado.

O dirigente também afirmou que o PSOL não pretende firmar alianças com grupos ligados ao bolsonarismo e seguirá construindo um programa próprio de governo. Entre as propostas defendidas pelo partido estão a implantação da tarifa zero no transporte público, a valorização dos servidores e a ampliação das políticas públicas.

Por fim, Enilton ressaltou que a legenda considera importante a unidade das forças de esquerda, mas avalia que possui condições de disputar o governo do Maranhão de forma independente. Ele afirmou ainda que o PSOL gostaria de contar com o apoio do presidente Lula no estado, embora reconheça que a decisão dependerá das articulações políticas em nível nacional.

Marquinhos Silva critica gestão da Câmara de São Luís e projeta disputar presidência em 2027

O vereador Marquinhos Silva (União Brasil) afirmou que pretende disputar a presidência da Câmara Municipal de São Luís no biênio 2027–2028 e fez críticas à atual condução da Casa durante entrevista ao Programa Palpite, da rádio O Imparcial. Com quatro mandatos consecutivos, o parlamentar avaliou o cenário político municipal, comentou a relação entre Legislativo e Executivo e apresentou propostas para mudanças no funcionamento do parlamento ludovicense.

Durante a entrevista, Marquinhos apontou falhas na gestão do atual presidente da Câmara, Paulo Victor, afirmando que a instituição enfrenta problemas de representatividade e transparência. Segundo ele, a condução do Legislativo teria se distanciado de seu papel principal, que é representar os interesses da população.

Para o vereador, a função do parlamentar municipal vai além da produção de leis. Ele destacou que os vereadores atuam diretamente nas comunidades e mantêm contato constante com as demandas da população, funcionando como um elo entre os bairros e o poder público.

Entre as iniciativas defendidas por Marquinhos está a ampliação de projetos com impacto social, como medidas voltadas para famílias de baixa renda. Ele citou, por exemplo, a proposta que prevê isenção da taxa de iluminação pública para moradores em situação de vulnerabilidade.

Projeto para comandar a Câmara

Ao comentar seus planos políticos, Marquinhos Silva declarou que pretende disputar a presidência da Câmara nos próximos anos. Segundo ele, o objetivo seria promover uma reorganização administrativa e recuperar a credibilidade da instituição junto à sociedade.

Entre as propostas apresentadas estão a mudança da sede do Legislativo municipal para um prédio considerado mais adequado, além da criação de iniciativas como uma Câmara Itinerante e o fortalecimento de canais de participação popular, como ouvidorias.

O vereador também defendeu maior transparência na gestão da Casa. De acordo com ele, é necessário ampliar o acesso da população às informações sobre o funcionamento do parlamento e a aplicação dos recursos públicos.

Marquinhos Silva também fez críticas à gestão do prefeito Eduardo Braide, apontando falta de diálogo entre o Executivo municipal e o Legislativo. Segundo o vereador, há dificuldades na interlocução institucional e na execução de emendas parlamentares destinadas a áreas como saúde e assistência social.

Ele afirmou que, apesar do crescimento do orçamento municipal nos últimos anos, a administração precisaria ampliar os canais de escuta com diferentes setores da sociedade e com os próprios vereadores.

Na análise sobre a política maranhense, o parlamentar comentou ainda a relação entre o governador Carlos Brandão e aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. Na avaliação de Marquinhos, divergências políticas entre grupos que compunham a mesma base têm influenciado o cenário estadual.

O vereador declarou apoio à gestão de Brandão e destacou a atuação do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, a quem atribuiu capacidade de diálogo com prefeitos e lideranças do interior do estado.

Ao projetar o cenário eleitoral, Marquinhos Silva afirmou acreditar que o grupo político ligado ao governador deve chegar fortalecido às eleições de 2026, principalmente pela articulação com os municípios maranhenses.

A entrevista completa com o vereador foi transmitida no Programa Palpite, da rádio O Imparcial, onde o parlamentar detalhou suas avaliações sobre a política local, estadual e nacional.

06 março 2026

Projeto de formação em cinema etnográfico entrega certificados e kits audiovisuais a escolas da rede estadual

A cerimônia de entrega de certificados e kits audiovisuais do curso de Formação em Documentário e Cinema Etnográfico, realizada nesta quinta-feira (5), no auditório do IEMA Pleno São Luís/Centro, marcou o surgimento de uma nova geração de pensadores da imagem. O evento celebrou a transferência de tecnologia e conhecimento para estudantes e professores que, historicamente, estavam apenas diante das câmeras e agora passam a assumir o controle da própria narrativa.

As escolas participantes do projeto que produziram no mínimo cinco obras audiovisuais tiveram direito a receber um kit de produção, composto por ilha de edição, câmera, microfone boom e gravador. Ao todo, quatro instituições da rede estadual foram contempladas: o IEMA/Centro, o IEMA/Gonçalves Dias, o Liceu Maranhense e a escola Dr. Antônio Jorge Dino, localizada no bairro São Cristóvão.

O projeto foi realizado com apoio da Lei Rouanet,  patrocínio da Equinox Gold, produção da FazCine Educação, com apoio da Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA), Sesc e Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Educação. A iniciativa vai além do ensino técnico de operação de equipamentos audiovisuais, buscando explorar a subjetividade de estudantes e professores e transformar a sala de aula em um espaço de resistência cultural e preservação da memória.



Para os jovens do IEMA, a formação em cinema etnográfico representa a conquista do direito à própria imagem. Ao aprenderem a documentar o cotidiano, as festas populares e os dilemas sociais sob uma perspectiva antropológica, os estudantes deixam de ser consumidores passivos de mídia para se tornarem produtores de cultura. Já os professores assumem o papel de mediadores dessa nova alfabetização visual, considerada essencial para uma educação integral e crítica.

O coordenador do projeto e professor das disciplinas de direção de fotografia, produção, direção e antropologia visual em cinema, Emilson Ferreira, destacou a importância de descentralizar o acesso aos meios de produção audiovisual. Segundo ele, o projeto contou com uma formação de 200 horas destinada aos professores, iniciada em julho de 2024 e finalizada em dezembro de 2025, além de quatro oficinas voltadas aos estudantes nas áreas de câmera, som, produção e edição, cada uma com carga horária de 10 horas.

“A base teórica que norteou este projeto foi a antropologia fílmica, área do conhecimento que dialoga com qualquer disciplina. Possibilitamos a participação de professores da área de ciências exatas, ciências biológicas, e outras, os quais desenvolveram pesquisas com seus alunos que resultou em 14 filmes etnográficos. Cada filme teve mais de uma versão, pois nós trabalhamos na perspectiva metodológica do Jean Rouch onde o objeto é construído de forma coletiva colaborativa. Teve filme que tiveram seis versões a partir do olhar dos estudantes. E o legal de cada esboço feito fizemos uma parceira com o Cinema do Sesc onde o filme era exibido, debatido com a comunidade, estudantes, professores, cineastas e personagens da produção onde depois os estudantes voltavam a campo para melhorar sua pesquisa audiovisual faziam uma nova versão e de novo a gente exibia o produto”, explicou Emilson Ferreira.

Durante a formação, foram ofertadas mais de 1.800 vagas para estudantes e professores que tiveram contato, pela primeira vez, com a prática e a operação do cinema, passando por etapas de pesquisa, produção e pós-produção, com o objetivo de desenvolver novas metodologias de ensino.

“Professores e estudantes foram envolvidos no mundo do cinema. E a contribuição que este curso dá é a formação de novos atores sociais, produtores culturais, no cenário audiovisual do nosso estado. Essa experiência também envolveu professores e pesquisadores da Universidade Federal do Pará e do Paraná onde os professores destas escolas tiveram um contato mais acadêmico da pesquisa no viés da antropologia fílmica”, acrescentou o coordenador.

Legado físico e intelectual

A entrega dos kits audiovisuais — compostos por ilhas de edição, câmeras e sistemas de captação de áudio — garante que o projeto tenha continuidade para além da cerimônia de encerramento. As escolas contempladas passam a atuar como polos de produção cultural independente.

O investimento da Equinox Gold e o suporte da FIEMA, por meio da Lei de Incentivo, consolidam uma política de responsabilidade social voltada para o fortalecimento do talento humano no estado.

Com os certificados em mãos e os equipamentos disponíveis, os novos documentaristas se preparam agora para as janelas de exibição, quando o público poderá acompanhar produções que revelam um Maranhão filmado por quem vive sua realidade cotidiana.

Para Stefanie Freire, de 18 anos, ex-aluna do IEMA/Centro e participante da formação, a experiência representou uma descoberta sobre o universo do cinema.

“Eu minha colega Camile Porto lideramos a produção sobre os Casarões de São Luís, e para nós foi muito bom porque envolvemos uma boa parte dos alunos da escola a conhecer mais sobre a história dos abandonos dos casarões de São Luís. Percebemos que estes casarões estão em estado de degradação ao longo do tempo e queríamos que este trabalho despertasse uma conscientização para preservá-los, pois eles fazem parte de nossa história”, explicou a estudante, que pretende cursar jornalismo.

Escândalo envolvendo dono do Banco Master pode ter desdobramentos políticos em Brasília

As investigações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, começam a revelar possíveis conexões entre o sistema financeiro e figuras influentes da política nacional. O caso, acompanhado de perto por autoridades e analistas, já provoca repercussão nos bastidores de Brasília e pode ter reflexos em diferentes estados, incluindo o Maranhão.

Segundo informações obtidas durante as apurações, o empresário mantinha interlocução frequente com integrantes da cúpula política nacional. Entre os nomes citados nas investigações estão o senador Ciro Nogueira e o advogado Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil.

Mensagens analisadas por investigadores indicariam um grau elevado de proximidade entre Vorcaro e lideranças políticas de destaque. Em uma das conversas já divulgadas, o banqueiro se refere a Ciro Nogueira como um “grande amigo de vida”, expressão que chamou atenção de autoridades e especialistas que acompanham o caso. O material também menciona encontros, viagens e articulações políticas que agora passam por análise dentro do conjunto de provas reunidas.

No cenário político do Maranhão, o caso passou a ser observado com cautela por envolver lideranças nacionais que mantêm relações políticas com representantes do estado.

No União Brasil, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes é considerado um dos principais aliados da direção nacional do partido e possui interlocução direta com Antonio Rueda. Já no Progressistas, o ministro do Esporte André Fufuca construiu sua trajetória política ao lado de Ciro Nogueira, atual presidente da legenda.

Apesar das conexões políticas, até o momento não há qualquer investigação ou acusação direcionada aos dois maranhenses. Ainda assim, analistas apontam que o caso pode lançar luz sobre as relações entre agentes do sistema financeiro e lideranças partidárias no país.

Nos bastidores do Congresso Nacional, o ambiente é de prudência. Parlamentares e dirigentes partidários aguardam os próximos desdobramentos das investigações conduzidas pela Polícia Federal, que analisa um grande volume de mensagens e documentos apreendidos durante a operação.

A avaliação reservada entre observadores políticos é que, dependendo das revelações contidas nesse material, o caso pode ultrapassar o campo financeiro e ganhar dimensão política mais ampla.

Caso novas informações surjam, o impacto pode atingir não apenas lideranças nacionais, mas também aliados regionais em diferentes estados. Entre parlamentares em Brasília, já circula a percepção de que o episódio pode revelar um sistema mais amplo de relações entre bancos, poder econômico e articulações partidárias no país.

03 março 2026

Operação “Tá na Conta” investiga esquema de corrupção e fraude à cota de gênero no interior do Maranhão

A Polícia Federal deflagrou, nesta semana, a Operação “Tá na Conta” para desarticular um suposto esquema de compra de desistência de candidaturas no município de Caxias. A ação apura indícios de corrupção eleitoral e violência política de gênero durante o processo eleitoral.

De acordo com a PF, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 19ª Zona Eleitoral. As diligências ocorreram em endereços residenciais e também em órgãos públicos nas cidades de Caxias (MA) e Teresina.

Entre os investigados estão dois agentes públicos.

As investigações apontam que lideranças políticas locais teriam atuado como mentores do esquema, oferecendo vantagens financeiras e promessas de cargos públicos para que candidatos adversários renunciassem às disputas. O objetivo seria enfraquecer partidos rivais e burlar a legislação que estabelece a cota mínima de candidaturas femininas.

Segundo a Polícia Federal, mensagens interceptadas revelam que os envolvidos chegaram a oferecer até R$ 50 mil para que uma candidata desistisse da corrida eleitoral. A estratégia, conforme a apuração, incluía pressionar mulheres a renunciarem, inviabilizando chapas completas e afetando diretamente a participação feminina no pleito.



As evidências também indicam que os supostos articuladores acompanhavam as abordagens em tempo real, recebendo registros fotográficos das residências das vítimas durante as tentativas de suborno.

A Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie, aparelhos eletrônicos e documentos que podem auxiliar no aprofundamento das investigações.

Os investigados poderão responder por corrupção eleitoral e por crimes relacionados à violência política contra a mulher. A Polícia Federal informou que as apurações continuam e que novas medidas não estão descartadas.

02 março 2026

Contratos milionários e ônibus precários: Ministério Público apura serviço em Buriti



O Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou Procedimento Administrativo para apurar possíveis irregularidades no serviço de transporte escolar oferecido pela Prefeitura de Buriti/MA. A decisão foi tomada após reivindicações de pais de alunos, que denunciaram as precárias condições dos veículos utilizados para levar estudantes da rede municipal às escolas.

De acordo com publicação oficial no Diário Eletrônico do MP-MA, a Promotoria de Justiça recebeu diversas reclamações sobre a falta de segurança e qualidade no transporte escolar. O caso, inicialmente registrado como Notícia de Fato, foi convertido em procedimento formal diante da gravidade das denúncias e da ausência de respostas satisfatórias da Prefeitura.



Contratos milionários em vigor

Apesar das denúncias, a Prefeitura de Buriti firmou dois contratos administrativos com a empresa J.A.S. Empreendimentos (CNPJ 35.121.755/0001-29) para prestação do serviço de transporte escolar no valor de R$ 3.060.000,00 (três milhões e sessenta mil reais).



Determinações do Ministério Público

Na portaria assinada pelo Promotor de Justiça José Orlando Silva Filho, foram estabelecidas medidas para dar andamento às investigações:

Encaminhamento de cópia da Portaria para publicação no Diário Eletrônico da Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão.

Nomeação da Técnica Ministerial Beatriz de Sousa Machado como secretária do procedimento, atuando sob compromisso de seu cargo.

Certificação nos autos sobre eventual ausência de resposta do município aos ofícios já expedidos.

Reiteração de ofício ao Secretário de Infraestrutura, em forma de requisição, para que apresente resposta dentro do prazo determinado.


Contradição entre contratos e realidade

O contraste entre os valores milionários pagos pela Prefeitura e as denúncias de pais e estudantes expõe uma possível falha grave na execução do serviço. Enquanto os contratos somam mais de três milhões de reais, relatos apontam que os veículos utilizados apresentam condições precárias, colocando em risco a integridade física dos alunos.

O Ministério Público determinou novas diligências e requisitou explicações da gestão municipal. Caso sejam confirmadas irregularidades, a Prefeitura poderá responder por má gestão de recursos públicos e violação do direito à educação segura.

Em tempos:

A investigação do MP-MA lança luz sobre um problema que afeta diretamente centenas de estudantes em Buriti. O caso evidencia a necessidade de transparência na aplicação dos recursos públicos e de fiscalização rigorosa para garantir que contratos milionários não se transformem em serviços de baixa qualidade, prejudicando o futuro das crianças e adolescentes do município.

A reportagem abre espaço para manifestação da Prefeitura Municipal de Buriti, da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria de Infraestrutura e da empresa J.A.S. Empreendimentos, citados nesta matéria