Os impactos que uma possível intensificação dos fenômenos climáticos pode provocar no Maranhão estarão no centro das discussões do Workshop Super El Niño, marcado para segunda-feira (31), em São Luís. A programação será realizada das 8h às 18h, no Auditório do Centro Cultural e Administrativo do Ministério Público do Estado.
O encontro reunirá representantes do poder público, especialistas, universidades, instituições de pesquisa, setor produtivo, movimentos sociais e comunidades tradicionais para discutir estratégias de adaptação e mitigação diante da emergência climática.
A programação considera as particularidades do território maranhense, que possui diferentes biomas e ecossistemas, incluindo áreas de Amazônia, Cerrado, Mata dos Cocais e regiões costeiras com manguezais.
A partir desse cenário, os participantes deverão discutir temas como disponibilidade de água, aumento das queimadas, impactos sobre a agricultura, conservação da biodiversidade e proteção de comunidades tradicionais.
Outro eixo do evento será o fortalecimento das políticas públicas ambientais. A proposta é ampliar a articulação entre conhecimento científico, ações governamentais e participação social para melhorar a preparação do estado diante de eventos climáticos extremos.
O Fórum Maranhense de Meio Ambiente e Emergência Climática (FOMAEC), responsável pela organização, também deverá apresentar propostas para aprimorar o monitoramento e a gestão ambiental.
Entre as medidas estão a criação de um Observatório Maranhense da Emergência Climática, um banco estadual de dados climáticos e mecanismos integrados para acompanhar focos de queimadas. A capacitação dos municípios também aparece entre as estratégias defendidas.
Para o professor Ronald Chaves, presidente e coordenador do FOMAEC, a participação da sociedade é fundamental para que as medidas sejam construídas de forma coletiva.
Segundo ele, o workshop será uma oportunidade para que os participantes tenham acesso a pesquisas e dados técnicos, além de contribuírem com propostas para o enfrentamento dos desafios climáticos.
O objetivo final é estabelecer uma agenda de governança capaz de ampliar a resiliência do Maranhão e orientar ações ambientais nos próximos anos.

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