12 agosto 2026

Mais de 20 milhões de brasileiros convivem com doença renal crônica, aponta levantamento

Mais de 20 milhões de brasileiros vivem com doença renal crônica (DRC), doença que compromete progressivamente o funcionamento dos rins e pode exigir terapia renal substitutiva em casos avançados. O número representa aproximadamente 10% da população brasileira.

Dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024 apontam que mais de 170 mil pessoas já dependem de terapia renal substitutiva no país. Entretanto, pesquisadores alertam que o número real de pacientes pode ser superior ao registrado devido às dificuldades de identificação da doença em suas fases iniciais.

Um estudo que envolveu mais de 14 mil pessoas de grupos considerados de alto risco investigou justamente essa possibilidade. O trabalho constatou que exames fundamentais para o diagnóstico da DRC ainda são pouco solicitados na prática clínica.

A creatinina, medida por meio de exame de sangue, é utilizada para avaliar a função dos rins. Já a albuminúria permite detectar a presença de proteínas na urina, uma alteração que pode indicar comprometimento renal.

Segundo a pesquisa, menos de 5% dos participantes que fizeram o exame de creatinina tiveram também a albuminúria solicitada. Após uma campanha nacional de rastreamento, o percentual não chegou a 7%.

O resultado reforça a preocupação dos especialistas com o chamado subdiagnóstico. Como a doença pode não apresentar sintomas nos primeiros estágios, o paciente pode não perceber alterações até que a função renal esteja significativamente comprometida.

O diagnóstico antecipado permite adotar medidas para controlar os fatores de risco, preservar a função dos rins e diminuir a possibilidade de complicações cardiovasculares. Em determinadas situações, também pode contribuir para retardar ou evitar a necessidade de diálise.

Diabetes e hipertensão estão entre os principais fatores associados à DRC. Obesidade, tabagismo, idade avançada, doenças cardiovasculares e histórico familiar também aumentam o risco.

Para o Ministério da Saúde, a prevenção passa pelo controle desses fatores e pela adoção de hábitos de vida que favoreçam a saúde dos rins.

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