12 dezembro 2025

Elites perversas, cartas marcadas e o retrocesso político que afasta o PDT das bases populares

Nos últimos dias, um vídeo do ex-prefeito de Igarapé Grande, Erlanio Xavier, reacendeu um debate necessário e incômodo sobre os rumos do PDT no Maranhão. Ao citar seu nome e o de Márcio Honaiser como possíveis candidatos a deputado federal, Erlanio expôs ainda que involuntariamente um problema profundo: a transformação do PDT em um partido guiado por uma elite fechada, distante das bases comunitárias e incapaz de dialogar com movimentos populares históricos do estado.    

A fala é emblemática. Mostra que, para determinados grupos, as eleições seguem sendo conduzidas em um tabuleiro de cartas marcadas, sempre com os mesmos nomes, os mesmos acordos e a mesma lógica de poder interno. Nada mais distante da tradição do PDT que, no tempo de Dr. Jackson Lago, se construía justamente a partir da participação popular e da força das comunidades organizadas.  

Hoje, sob a liderança do senador Weverton Rocha, o partido se apresenta cada vez menos como instrumento democrático e cada vez mais como um espaço restrito, elitizado e impermeável à renovação popular.

MACAIB: UM MOVIMENTO QUE NUNCA MORREU

Enquanto as lideranças partidárias se fecham em si mesmas, o Movimento MACAIB  Centro Matriz das Comunidades, nascido ainda em 1990, segue vivo, atuante e amplamente enraizado tanto na região metropolitana de São Luís quanto no interior do Maranhão.

O MACAIB não apenas resistiu ao tempo: expandiu-se.

Com seus Núcleos Microrregionais, Redes de Massa Mobilizadoras e as extensões SURIMMACAIB, espalhou-se por todo o estado. Lideranças formadas na grande ilha passaram a atuar também no interior, levando formação, consciência política, protagonismo comunitário e projetos sociais.

O resultado é um movimento gigante, com capilaridade real e legitimidade comprovada.

E mais: um movimento que tem projeto, tem base, tem organicidade e que hoje se organiza em defesa da Lei MACAIB e de uma candidatura popular a deputado federal, construída a partir das comunidades.

POR QUE NÃO UM FEDERAL DO MACAIB?

Se o PDT fosse, de fato, o partido que diz ser um partido democrático, de massa, das comunidades, como por exemplo seus antigos distritais, a pergunta seria inevitável:

Por que não defender uma candidatura popular do MACAIB ao invés de repetir os mesmos nomes de sempre?

Por que Marcio Honaiser e Erlanio?

Por que aceitar passivamente esse pacote pronto, típico de decisões palacianas, e ignorar um movimento comunitário que existe há mais de três décadas, nunca deixou de atuar, está presente em São Luís e no interior, tem capilaridade social, defende políticas inovadoras como a CAOEXDASC  Cota Ampla de Ônibus Extraordinários Diários das Comunidades e os FUNSOMDASC  Fundo Social Municipal das Comunidades, e quer, finalmente, disputar espaço institucional em nível federal?

A resposta é simples e dura: a elite só pensa nela.

O vídeo de Erlanio é o retrato disso. Mostra que há um projeto de poder interna corporis, sem participação popular e sem disposição de abrir espaço a movimentos comunitários.

A direção deste blog recorda uma pergunta feita a Sebastião Santos no momento de seu reingresso ao PDT, em 2023. Questionado sobre o motivo da volta ao partido, o líder comunitário respondeu com serenidade: acreditava no projeto político de Weverton Rocha para o Maranhão. Disse ainda que sua filiação contribuiria para uma chapa majoritária sólida e para uma chapa proporcional fortalecida por nomes comunitários, além de garantir espaço ao Movimento MACAIB para desenvolver seus projetos idealizados pelas bases.

No entanto, relatos posteriores apontam uma profunda decepção do líder com o partido, sobretudo pelas decisões tomadas pelo próprio senador. Este blog chegou a imaginar que, nas plenárias de 2025 realizadas na região metropolitana, a direção estadual do PDT abraçaria a Lei MACAIB, especialmente porque o nome de Weverton era constantemente lembrado nos bastidores do movimento.

Resta, então, a pergunta que não quer calar: Se, como sempre afirmou Sebastião Santos, o senador Weverton tem compromisso com as comunidades, por que não defende a candidatura a deputado federal do Movimento MACAIB dentro do PDT? Com o respeito devido à história de lutas e conquistas do líder comunitário, este blog deixa o espaço aberto para sua manifestação.

A PERGUNTA QUE ECOA: CADÊ VOCÊ, SEBASTIÃO SANTOS?

Nos bastidores da militância, cresce uma inquietação legítima: A candidatura federal do MACAIB está sob pressão? Quem está tentando impedir este projeto?

Fontes comunitárias afirmam que existem dificuldades internas para convencer parte das bases a desistirem do nome defendido pelo movimento e que há pressões externas, citando: Weverton Rocha, grupos ligados ao PDT, nomes tradicionais como Erlanio Xavier, e até menções a Astro de Ogum.

O blog que publica esta matéria não acusa, mas pergunta, como é papel do jornalismo crítico: Quem tem medo de um federal das comunidades?

A FORÇA DE UM MOVIMENTO QUE NUNCA PEDIU NADA EM TROCA

Curiosamente, ao longo de mais de 30 anos, o líder Sebastião Santos, principal articulador do MACAIB, nunca cobrou apoio do movimento para seus próprios projetos eleitorais.

A cada eleição, diversos membros disputam cargos pelo estado, especialmente em São Luís, sem imposição de lideranças.

Mas agora, com a Lei MACAIB, o movimento se reorganiza para defender um projeto maior: um mandato federal que represente a massa comunitária do Maranhão.

E faz sentido.

Porque o MACAIB tem legitimidade, tem povo, tem capilaridade, tem história, tem base sólida, tem núcleos espalhados pela grande ilha e pelo interior, e tem um projeto concreto para municípios: FUNSOMDASC  Fundo Social Municipal das Comunidades, CAOEXDASC  Cota Ampla de Ônibus Especiais Extraordinários Diários das Comunidades, COPSOINDASC  Consórcio Público Social Intermunicipal das Comunidades e políticas de justiça social e municipalismo avançado.

Nenhuma candidatura de "cartas marcadas" apresenta isso.

O QUE O PDT TEM A DIZER SOBRE ISSO?

Já que os nomes de Erlanio, Márcio Honaiser e Weverton Rocha foram citados pelas próprias bases, o espaço está aberto para que expliquem por que não apoiam uma candidatura comunitária legítima, esclareçam por que o PDT insiste em ignorar o MACAIB, respondam às acusações de elitização interna, e, no caso do senador Weverton, expliquem também as denúncias envolvendo INSS e a compra de fazenda milionária.

O debate está posto.

O silêncio, neste caso, fala mais do que discursos decorados.

O MARANHÃO PRECISA DE UM FEDERAL DAS COMUNIDADES

Com a força de sua militância e a capilaridade nos municípios, o Movimento MACAIB demonstra que é vivo, é forte, é popular, é legítimo, e está pronto para disputar.

As elites podem continuar distribuindo cartas marcadas, mas a pergunta que ecoa é simples: Até quando o PDT vai ignorar o único movimento de massa ainda vivo no Maranhão? 

A história, a coerência e o povo sabem a resposta.      

A negligência da SEMED e o silêncio de Eduardo Braide, estagiários vivem humilhação com atrasos na bolsa, desvio de função e agora são ameaçados com faltas mesmo sem terem dinheiro para ir trabalhar

A educação pública de São Luís continua dependendo diariamente da força e da coragem de jovens estagiários que, com dedicação e sacrifício pessoal, mantêm vivas as rotinas das escolas municipais. Esses estudantes universitários, muitos da periferia, equilibram estudos, dificuldades financeiras e longos deslocamentos para garantir que as crianças da rede tenham o mínimo de acompanhamento pedagógico que a estrutura da Prefeitura não oferece. No entanto, o que deveria ser uma experiência formativa se transformou em um cenário de angústia, injustiça e desrespeito. Mais uma vez, a bolsa mensal está atrasada, sem previsão de pagamento e sem qualquer explicação clara por parte da Secretaria Municipal de Educação.

O que se vê é uma coletânea de relatos dolorosos sobre endividamento, desespero e humilhação. Nos grupos de mensagens dos estagiários, as falas são uníssonas. São jovens que não têm dinheiro sequer para a passagem de ônibus, que tentam manter a rotina mesmo sem garantia de que terão o mínimo para voltar para casa. A cada nova mensagem, a precariedade se revela em toda sua dimensão. O atraso da bolsa não é apenas um inconveniente, é um ataque direto à sobrevivência de estudantes que dependem desse valor para tudo, desde deslocamento até alimentação.

E diante desse cenário dramático, surge um novo elemento ainda mais revoltante. Um comunicado de uma gestora enviado a um grupo de estagiários afirma, de forma técnica e fria, que continuará registrando as ausências dos estudantes que não comparecerem ao estágio, porque, segundo sua interpretação, o atraso só se caracteriza formalmente após trinta dias sem pagamento. Em outras palavras, enquanto a Prefeitura atrasa deliberadamente a bolsa, enquanto jovens não têm dinheiro para pegar um ônibus, enquanto estagiários vivem angústia e insegurança, a gestão escolar reforça que vai registrar falta como se a ausência fosse uma escolha pessoal e não consequência direta do descaso da SEMED.



É uma cena cruel. Estagiários sem dinheiro para chegar na escola e gestores pressionados pelo sistema sendo orientados a registrar faltas, como se esses estudantes não estivessem sendo vítimas de uma falha administrativa da Prefeitura. A mensagem demonstra o tamanho da desconexão entre a realidade e a burocracia que sustenta a atual gestão da educação municipal. A Prefeitura não paga, os estudantes não têm recursos financeiros, mas mesmo assim são penalizados com faltas e advertências. Uma lógica perversa que empurra jovens universitários para a humilhação e para o medo.

Para entender por que isso é ainda mais grave, é preciso lembrar a função desses estagiários. O programa de estágio da SEMED deveria ser uma experiência supervisionada, com foco no apoio pedagógico. O que se vê, porém, é desvio de função em larga escala. Estagiários assumem turmas inteiras, substituem professores, mediam conflitos, aplicam atividades e realizam tarefas administrativas. São tratados como trabalhadores efetivos, porém sem direitos, sem salários e sem proteção. A Prefeitura se beneficia de seu trabalho, mas quando chega a hora de assumir sua responsabilidade, vira o rosto.

E o problema se agrava porque, segundo informações repassadas pelo próprio IEL, a instituição responsável pelo repasse, o pagamento não foi realizado porque a Prefeitura não enviou o recurso. Ou seja, o culpado é claro, direto e inequívoco. A SEMED não pagou, o IEL não pôde repassar, e os estagiários ficaram à própria sorte. A responsabilidade é da gestão municipal, e não há argumento capaz de transferir essa culpa para outra instância. É o dinheiro público que não foi movimentado, é a obrigação da Prefeitura que não foi cumprida.

E aqui entra o silêncio mais incômodo, o silêncio da gestão Eduardo Braide. Não há nota oficial, não há calendário de pagamento, não há previsão. Não há sequer a humildade política de admitir o problema e dialogar com os estudantes afetados. A Prefeitura opta pelo silêncio enquanto centenas de jovens sofrem, passam necessidade e são expostos ao constrangimento de não ter sequer o valor da passagem.

O atraso da bolsa em dezembro agrava ainda mais a situação. Este é o mês em que as famílias mais precisam de recursos. Os estagiários não têm décimo terceiro, muitos sustentam filhos, muitos ajudam nas despesas de casa. E mesmo assim, são deixados de lado, como se suas vidas fossem uma variável secundária na equação administrativa da Prefeitura. A indignação cresce porque a sensação é de abandono absoluto.

O mais revoltante é observar que, mesmo sabendo de tudo isso, algumas gestoras, pressionadas pela SEMED e pelo receio de serem responsabilizadas, informam que vão continuar registrando falta dos estagiários. Essa postura expõe uma perversidade institucional. O estudante não tem condições de ir trabalhar porque a própria gestão pública não paga o que deve, mas ainda assim será punido. Uma punição injusta, desumana e desconectada da realidade concreta de jovens que já estão emocionalmente esgotados.

Os estagiários, mesmo diante da desinformação e do abandono, continuam tentando resistir. Organizam abaixo assinados, expõem nas redes sociais, cobram respostas do IEL e da SEMED, e tentam construir alguma forma de unidade para enfrentar uma estrutura que insiste em ignorá los. A ausência de transparência aumenta ainda mais a sensação de desamparo. Parte dos estudantes afirma que algumas pessoas receberam informações internas da SEMED e que reuniões foram realizadas, mas essas informações não foram repassadas a todos. Essa comunicação seletiva aumenta o ruído, aprofunda o desalento e reforça a percepção de que existe uma gestão dividida entre os que têm acesso às informações e os que são deixados no escuro.

É preciso que a cidade saiba o que acontece dentro das escolas. É preciso revelar que a educação municipal depende do trabalho precarizado de estagiários explorados. É preciso dizer claramente que o prefeito Eduardo Braide tem responsabilidade direta sobre o sofrimento desses jovens, sobre a falta de pagamento, sobre o desvio de função e agora também sobre as faltas injustas registradas quando o estudante não tem nem mesmo o valor da passagem.

A crise das bolsas não é um acidente administrativo, é um sintoma da falta de planejamento, da falta de compromisso com a educação e da falta de respeito com a vida das pessoas. A Prefeitura escolheu não repassar, a SEMED escolheu não comunicar, o prefeito escolheu se calar. E enquanto essas escolhas políticas são feitas, centenas de jovens seguem sendo humilhados, penalizados e responsabilizados por um erro que não cometeram.

A cidade de São Luís precisa reagir. Porque a educação não pode ser construída à base de improviso, exploração e silêncio. E porque nenhum estudante deveria ser punido por não ter dinheiro de passagem quando a própria Prefeitura é a responsável por esse caos.

10 dezembro 2025

Após arquivamento de impeachment, Braide volta ao centro de controvérsia com denúncia no TCE-MA

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, tornou-se novamente alvo de questionamentos formais após o arquivamento do pedido de impeachment na Câmara Municipal. Um servidor aposentado da administração municipal, Liberalino Paiva Sousa, protocolou no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) uma representação que acusa o gestor de descumprir a legislação referente ao teto salarial do funcionalismo.

A denúncia aponta que a Prefeitura estaria ignorando a lei municipal que elevou o subsídio do prefeito para R$ 38 mil e redefiniu o teto remuneratório dos servidores. Segundo o servidor, mesmo após decisões judiciais que confirmaram a validade imediata da norma, o Executivo segue aplicando o limite anterior, de R$ 25 mil.

O documento entregue ao TCE-MA reúne decisões judiciais, contracheques, notificações e registros de comunicação enviados à Secretaria Municipal de Administração — todos, segundo o denunciante, sem retorno. Entidades de auditores também cobram esclarecimentos sobre a não implementação do novo teto e sobre o pagamento retroativo das diferenças.

Liberalino sustenta que a conduta da gestão configura violação ao artigo 49 da Lei Orgânica do Município, o que poderia caracterizar infração político-administrativa. Esse mesmo impasse jurídico motivou o pedido de cassação de Braide na Câmara, arquivado nesta terça-feira (9) pela Presidência da Casa sob o argumento de que um processo extremo como o impeachment seria precipitado diante de uma disputa ainda sob análise judicial.

Com a decisão do Legislativo, o caso ganha novo rumo no âmbito do controle externo. A representação pode resultar na abertura de investigação no TCE-MA e, posteriormente, no Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Caso as irregularidades sejam comprovadas, as consequências podem incluir penalidades administrativas e até inelegibilidade para o prefeito.

Enquanto isso, o tema segue repercutindo entre servidores e especialistas em gestão pública, que cobram mais transparência e definição clara sobre a aplicação da lei que reajustou o teto salarial no município.

Prioridade do PT a Felipe Camarão amplia pressão sobre Brandão e redesenha o tabuleiro político de 2026

A decisão do Partido dos Trabalhadores de incluir Felipe Camarão na lista de pré-candidaturas prioritárias para 2026 reorganizou o cenário eleitoral no Maranhão e expôs, mais uma vez, o desgaste interno enfrentado pelo grupo do governador Carlos Brandão. O movimento do PT, interpretado como um gesto direto do presidente Lula, reacendeu debates sobre a sucessão estadual e fragilizou o projeto político liderado pela família Brandão.

O episódio se soma à crise provocada meses atrás, quando o PSB – partido de Brandão – passou por uma reviravolta que deixou o governador isolado dentro da própria sigla, em pleno exercício do mandato. A derrota política foi silenciosa, mas profunda, e colocou em xeque a capacidade de articulação do grupo governista.

Analistas avaliam que a insistência do entorno do governador em sustentar um discurso de unidade e viabilidade eleitoral criou uma bolha em torno do Palácio dos Leões. Internamente, aliados mantiveram projeções consideradas irreais por parlamentares e lideranças regionais, alimentando expectativas que não encontraram respaldo na prática.

A estratégia buscava preservar o projeto familiar, que tem o secretário Orleans Brandão como potencial candidato ao governo. Porém, tanto as pesquisas quanto os alinhamentos nacionais passaram a apontar em direção contrária.

Nos últimos meses, Brandão intensificou conversas com atores políticos em Brasília. Procurou aproximação com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira e, em outra frente, buscou aval do ex-presidente José Sarney para influenciar Lula na escolha do nome apoiado pelo governo federal no Maranhão.

O governador também reforçou investimentos em comunicação, ampliou agendas públicas e promoveu o sobrinho Orleans em eventos institucionais. Apesar do esforço, nenhuma das iniciativas teve o efeito esperado: o nome de Orleans não ganhou tração e o PT consolidou Felipe Camarão como o representante da esquerda em 2026.

Com a oficialização da prioridade do PT, Brandão entra na etapa final de sua gestão com pouco espaço para manobra. Resta-lhe quatro meses ou, no máximo, um ano de governo, dependendo de suas escolhas para a disputa eleitoral.

Se permanecer no cargo, terá de enfrentar um ambiente político desconfiado, dividido e marcado por três candidaturas competitivas: Eduardo Braide, Lahesio Bonfim e agora Felipe Camarão, fortalecido pelo apoio do presidente Lula.

No centro das discussões está a pré-candidatura de Orleans Brandão, que deve contar com o apoio de parte do centrão e de grupos tradicionais da política maranhense. No entanto, a estratégia traz consigo o peso das críticas ao que especialistas chamam de “familismo político”, envolvendo nomes como Pedro Lucas Fernandes, Maura Jorge e lideranças regionais que mantêm estruturas herdadas de seus pais ou padrinhos políticos.

Esse cenário reforça o desafio do grupo Brandão: sustentar um projeto que enfrenta resistência dentro e fora da base e que, até agora, não conseguiu demonstrar força suficiente para reagir às mudanças de rota impostas pelo campo progressista nacional.

09 dezembro 2025

PT confirma Felipe Camarão entre candidaturas prioritárias de 2026 e destaca liderança construída pelo diálogo no Maranhão

A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores aprovou, no último domingo (7), a resolução que define os estados onde a legenda terá candidatura própria ao governo em 2026. Entre os oito nomes considerados estratégicos para a disputa, o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, foi novamente confirmado como uma das principais apostas do PT.

A decisão reforça o espaço político conquistado por Camarão dentro da sigla e reconhece o trabalho que ele vem desempenhando no estado. Conhecido por manter uma agenda constante de diálogo com lideranças políticas, movimentos sociais, comunidades religiosas e setores produtivos, Camarão é visto internamente como um dos quadros mais preparados e agregadores do partido no Nordeste.

Ao longo dos últimos anos, Felipe Camarão ampliou sua presença política no Maranhão mantendo o que chama de “escuta ativa pelo estado”, visitando municípios, participando de debates regionais e fortalecendo pontes com diferentes setores da sociedade. Esse estilo dialogado, segundo dirigentes petistas, tem sido fundamental para consolidar sua liderança e posicioná-lo como nome natural para a sucessão estadual.

A postura conciliadora e o trânsito que mantém entre alas distintas do campo progressista são apontados como diferenciais. Nos bastidores do partido, dirigentes avaliam que o vice-governador conseguiu construir uma imagem de gestor comprometido, sensível às demandas populares e alinhado às diretrizes nacionais da legenda — sem deixar de manter proximidade com o governo estadual.

Além do Maranhão, o PT definiu candidaturas próprias em outros sete estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Piauí e Rio Grande do Norte. Em três deles, governadores petistas disputarão a reeleição; nos demais, nomes como Camarão são considerados competitivos para liderar palanques estaduais fortes e alinhados ao projeto nacional do partido.

De acordo com o deputado Jilmar Tatto (SP), vice-presidente do PT e coordenador do Congresso Nacional da sigla, a estratégia busca fortalecer candidaturas viáveis sem comprometer a prioridade máxima da legenda: a reeleição do presidente Lula. “Há estados em que o PT precisa, sim, disputar o governo. E no Maranhão temos um nome consolidado, preparado e com capacidade de conduzir esse debate”, afirmou.

Mesmo após ser novamente citado entre os nomes prioritários, Felipe Camarão tem evitado discutir abertamente o processo eleitoral e continua focado em sua atuação institucional. Ele segue realizando reuniões, visitas a municípios e agendas comunitárias, reforçando um estilo de atuação marcado pela proximidade com a população.

Aliados afirmam que seu compromisso é seguir dialogando e construindo convergências, mantendo um ambiente político estável no estado — uma marca que, segundo eles, explica sua crescente projeção nacional.

Com a resolução aprovada, Camarão passa a integrar oficialmente o seleto grupo de lideranças que o PT pretende levar às disputas estaduais em 2026, consolidando seu nome como uma das principais referências do partido no Nordeste.

Presidente da Câmara de São Luís é acusado de violar decreto federal ao arquivar denúncia contra Eduardo Braide

Uma decisão do presidente da Câmara Municipal de São Luís, Paulo Victor, reacendeu o debate sobre transparência e legalidade no processo legislativo da capital maranhense. O parlamentar é acusado de ter cometido possível crime de responsabilidade ao arquivar, de forma isolada, uma representação apresentada por servidores municipais contra o prefeito Eduardo Braide, que incluía acusações de improbidade administrativa, infrações político-administrativas e possíveis crimes de responsabilidade.

A controvérsia ganhou força porque, segundo especialistas em Direito Público e o próprio texto do Decreto-Lei 201/67, o presidente da Câmara não possui autoridade legal para rejeitar ou arquivar unilateralmente denúncias dessa natureza. A norma determina, de forma expressa, que toda denúncia deve ser lida na primeira sessão após o protocolo, cabendo exclusivamente ao plenário decidir se o pedido será ou não recebido.

Após o protocolo da denúncia, o presidente da Casa tem apenas atribuições formais e procedimentais:

Verificar os requisitos formais da denúncia.

Encaminhar o documento para leitura na sessão seguinte;

Colocar imediatamente em votação o recebimento;

Em caso de aprovação, sortear os membros da Comissão Processante na mesma sessão;

Encerrar sua participação no processo, salvo convocações regimentais.


Ou seja, é vedado ao presidente avaliar o mérito, rejeitar ou arquivar o pedido sem votação. Caso existam falhas formais, o máximo que poderia ocorrer seria a devolução da representação ao denunciante para correções — jamais o arquivamento definitivo.

Juristas consultados avaliam que o ato de Paulo Victor pode ser considerado nulo, visto que teria violado o artigo 5º do Decreto-Lei 201/67 e o princípio constitucional da colegialidade. A decisão monocrática também abre margem para que o denunciante ou qualquer vereador ingresse com Mandado de Segurança, buscando reverter o arquivamento.

Além disso, críticos afirmam que a atitude do presidente ocorre em meio a um ambiente de tensão entre a Câmara e o prefeito Eduardo Braide, o que torna o episódio ainda mais sensível.

A questão promete movimentar os bastidores da Câmara Municipal de São Luís nos próximos dias. Parlamentares da oposição avaliam possíveis medidas contra o presidente, enquanto aliados de Paulo Victor argumentam que ele agiu dentro de sua interpretação regimental.

O caso ainda não foi oficializado no plenário, mas a pressão política e jurídica deve aumentar, especialmente diante de análises que apontam que o arquivamento poderia configurar, em tese, crime de responsabilidade.

Até o momento, o presidente da Câmara não se pronunciou publicamente sobre a acusação de ilegalidade em sua decisão.

08 dezembro 2025

Pesquisa que circula nas redes sobre impeachment de Braide levanta dúvidas sobre metodologia e timing político

Uma pesquisa divulgada nas redes sociais nesta segunda-feira (8) reacendeu o debate sobre o processo de impeachment do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). O levantamento afirma que 90,1% dos entrevistados seriam contrários à abertura do processo de cassação, mas a metodologia e a forma como os dados foram apresentados levantaram questionamentos entre especialistas e lideranças políticas.

Segundo a divulgação, 705 pessoas foram ouvidas no dia 6 de dezembro. O número, no entanto, representa menos de 1% da população da capital maranhense, que hoje ultrapassa 1.089.215 habitantes. A disparidade levou analistas a classificarem o resultado como “insuficiente para medir a opinião geral da cidade”, ainda que a pesquisa cite margem de erro de 3,7 pontos percentuais.

Outro ponto que chamou atenção foi a formulação da pergunta sobre o impeachment. A pesquisa teria utilizado como premissa a versão defendida pelo próprio prefeito, de que o processo na Câmara seria motivado pela recusa de um aumento salarial. Especialistas em opinião pública observam que perguntas com viés podem induzir respostas mais favoráveis ao gestor, distorcendo a percepção real do eleitorado.

O levantamento também aponta que 84,8% dos ludovicenses considerariam Braide o gestor que mais tem feito pela cidade, contra 7% atribuídos ao governador Carlos Brandão (PSB) e 2,6% à Câmara Municipal. O cenário, descrito como “perfeito demais”, contrasta com o momento político enfrentado pelo prefeito, alvo de um pedido formal de cassação.

O processo em andamento na Câmara de São Luís reúne acusações de descumprimento de leis municipais, cortes em vencimentos de servidores, aposentados e pensionistas e controvérsias envolvendo reajustes salariais. O caso segue em análise pelos vereadores.

Nos bastidores, dirigentes políticos e analistas afirmam que o surgimento repentino da pesquisa — sem identificação clara de instituto, histórico de levantamentos ou registro formal — acendeu o alerta sobre o uso de consultas não verificadas como instrumento de narrativa política. A popularização de gráficos e números produzidos sem rigor metodológico tem se intensificado nas redes e grupos de WhatsApp durante períodos de crise política.

Para especialistas, pesquisas sem transparência sobre responsáveis, amostragem e metodologia não contribuem para o debate público e podem ser utilizadas para pressionar instituições ou influenciar a opinião de setores da sociedade.

O desfecho do processo contra Braide, no entanto, dependerá exclusivamente do andamento na Câmara Municipal. Até lá, novas manifestações públicas e tentativas de influenciar o debate devem continuar ganhando força no ambiente digital.

06 dezembro 2025

Liberação de emenda a Paulo Victor acirra clima na Câmara antes de sessão decisiva contra Braide

Às vésperas de uma das sessões mais tensas da atual legislatura, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, autorizou o pagamento de uma emenda parlamentar de R$ 300 mil destinada pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Victor. O repasse, que beneficiará o Clube de Mães Orgulho do Saber, localizado na Cidade Olímpica, será executado por meio da Secretaria Municipal de Desporto e Lazer (Semdel) e consta como programado para segunda-feira (8), segundo dados do Portal da Transparência.

A liberação ocorre após meses de atraso — a emenda está pendente desde setembro — e no momento em que o prefeito enfrenta uma crescente pressão política. Braide tenta impedir o avanço do processo de cassação apresentado após a ofensiva judicial que envolve o reajuste de seu próprio salário, usado como teto remuneratório para servidores municipais. A queixa foi protocolada por dois servidores aposentados, ambos acima de 75 anos, que afirmam ter sofrido cortes superiores a 30% em seus vencimentos e acusam o prefeito de descumprir decisões judiciais e a legislação municipal.

Nos últimos dias, a tensão entre Executivo e Legislativo se intensificou. O Controle Interno da Câmara notificou formalmente a prefeitura pelo não cumprimento da Lei Municipal nº 7.729/2025, anexando seis decisões judiciais — incluindo determinações do STF, do TJMA e um mandado de segurança — que obrigam Braide a restabelecer o pagamento correto dos subsídios.

A partir dessas cobranças, surgiram relatos de que representantes do governo municipal teriam buscado apoio de vereadores para revogar a lei, oferecendo em troca a liberação de emendas parlamentares que estavam represadas.

Nesse cenário, o pagamento da emenda de Paulo Victor é visto por interlocutores da Câmara como um gesto de caráter político, direcionado ao principal articulador da Casa justamente na antevéspera da votação que definirá se o processo de impeachment será aberto ou arquivado.

A sessão decisiva está marcada para a manhã de terça-feira, 9 de dezembro, e deve ocorrer sob forte clima de pressão e intensa movimentação nos bastidores.

Denúncia de violência doméstica feita por Mariana Brandão agita cenário político e cobra posicionamento do governo

A vice-prefeita de Paço do Lumiar, Mariana Brandão — sobrinha do Carlos Brandão, governador do Maranhão — tornou público, na manhã deste sábado (6), que teria sido vítima de agressões praticadas pelo então companheiro, Ítalo Augusto Reis Carvalho. Nas redes sociais, ela postou imagens que, segundo afirma, retratam marcas no corpo decorrentes de violência doméstica. 

Mariana justificou a exposição das imagens afirmando que vinha sofrendo pressões e julgamentos por ter encerrado o relacionamento. No relato, disse que jamais aceitaria continuar calada diante do que classificou como agressões “dentro de casa”. Embora tenha apagado a postagem minutos depois, prints circulam amplamente em grupos de mensagem e redes sociais. 

O caso provocou grande repercussão por envolver uma figura pública e por atingir diretamente o núcleo político da família no poder. Apesar da gravidade das acusações, até o momento nenhuma nota oficial foi divulgada pela família Brandão nem por representantes do governo ou da prefeitura — o que intensifica a cobrança por esclarecimentos. 

O silêncio oficial contrasta com a forte repercussão nas redes e nos bastidores políticos. A divulgação das imagens reacende o debate sobre violência doméstica, especialmente em contextos de poder, e coloca sob pressão não apenas o denunciado, mas também instituições e atores públicos responsáveis por investigar e responder a essa denúncia.

Cabe lembrar que esta denúncia — se confirmada — ocorre num ambiente já sensível em Paço do Lumiar, marcado por polêmicas envolvendo contratos públicos milionários e estruturas de poder familiar. 

04 dezembro 2025

Após denúncia, UFMA reativa parte dos bebedouros do RU, mas estudantes seguem sem acesso pleno à água potável

Três semanas após a interrupção total do fornecimento de água nos bebedouros do Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal do Maranhão, a repercussão de uma denúncia publicada pelo Blog forçou a administração a adotar medidas emergenciais. Dois dos seis equipamentos voltaram a funcionar, ainda de forma limitada, revelando que a solução poderia ter sido tomada com antecedência.

Durante 21 dias, estudantes enfrentaram uma situação considerada crítica: um bebedouro interditado, quatro sem qualquer funcionamento e outro liberando apenas água quente — inadequada para consumo em São Luís, cidade marcada por altas temperaturas devido à sua localização próxima à Linha do Equador. A falta de acesso à água potável atingiu milhares de alunos especialmente nos horários de maior movimento, como almoço e jantar.

Com a pressão pública, a UFMA restabeleceu parcialmente o serviço, mas o retorno de apenas dois bebedouros está longe de atender à demanda diária do restaurante universitário. Relatos de filas, disputa por espaço e escassez continuam frequentes, reforçando a percepção de que a resposta da administração foi insuficiente e tardia.

Apesar da gravidade da situação, o pró-reitor de Assistência Estudantil, Danilo Lopes, e o reitor Fernando Carvalho não se manifestaram até o momento. A ausência de posicionamento oficial contrasta com o discurso de “eficiência” e “inovação” constantemente divulgado pela gestão universitária.

O episódio reacende o debate sobre a fragilidade da assistência estudantil na UFMA e evidencia, mais uma vez, que providências concretas só são adotadas após forte pressão externa. O blog seguirá acompanhando o caso e cobrando providências para que todos os bebedouros sejam plenamente restabelecidos, garantindo aos estudantes o direito básico à água potável.

03 dezembro 2025

Pedido de cassação contra Eduardo Braide chega à Câmara de São Luís e deve ser analisado nos próximos dias

Uma representação protocolada nesta terça-feira (2) reacendeu o clima de tensão política na capital maranhense ao pedir a cassação do mandato do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). O documento, apresentado por um servidor municipal aposentado, acusa o gestor de infrações político-administrativas e crime de responsabilidade.

A denúncia foi encaminhada à Mesa Diretora da Câmara Municipal e distribuída à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e à Comissão de Orçamento, que deverão emitir parecer sobre a admissibilidade do pedido.

Segundo o documento, Braide teria descumprido a Lei Municipal nº 7.729/2025, que estabelece o subsídio do prefeito e determina o teto remuneratório no âmbito do município. A representação sustenta que, apesar da legislação vigente, o Executivo não estaria aplicando corretamente o teto, ao mesmo tempo em que teria autorizado cortes considerados ilegais nos contracheques de servidores, aposentados e pensionistas desde novembro de 2024.

O autor afirma ainda que o prefeito teria adotado postura “seletiva” no cumprimento das normas, gerando prejuízo financeiro a categorias específicas e violando os princípios de legalidade e moralidade administrativa.

Além das questões remuneratórias, a representação cita possível desvio de finalidade em gastos públicos realizados em 2024. Parte desses apontamentos já é alvo de análise por técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), conforme menciona o próprio documento apresentado à Câmara.

Ao final, o denunciante solicita que seja aberto processo político-administrativo contra o prefeito e que o caso seja encaminhado ao Ministério Público do Maranhão e ao TCE para aprofundamento das investigações.

A expectativa é de que o pedido seja colocado em pauta ainda nesta semana. Caso a representação seja admitida, a Casa iniciará um rito semelhante ao previsto na Lei Orgânica do Município, que pode resultar desde arquivamento até a cassação do mandato do prefeito.

Até o momento, a Prefeitura de São Luís não se manifestou oficialmente sobre as acusações.

02 dezembro 2025

Candidatos Contestam Processo Seletivo da SEMA por Aprovar Apenas Estagiários Já Ativos

Uma retificação no cronograma do processo seletivo de bolsistas do Programa de Desenvolvimento em Gestão Ambiental (PDGA), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), desencadeou uma série de denúncias e questionamentos sobre a transparência da seleção.

De acordo com relatos enviados à reportagem, o resultado final divulgado no dia 26 de novembro teria aprovado exclusivamente candidatos que já atuavam como estagiários dentro da própria SEMA. As denúncias apontam que não houve, na prática, um processo seletivo, mas apenas a manutenção de estagiários que já integravam a pasta, sem abertura real para novos concorrentes.

Candidatos que acompanharam o processo afirmam que nenhuma etapa concreta de seleção — como entrevistas, análise comparativa de currículos ou prova — teria sido realizada para justificar o resultado final. A lista de aprovados, segundo os denunciantes, seria composta apenas por nomes já conhecidos dentro da secretaria.

“Eles chamaram exatamente as mesmas pessoas que já estavam lá. Não houve transferência, nem substituição, nem oportunidade para novos candidatos. A seleção simplesmente manteve quem já estava”, relata uma candidata que participou da inscrição, mas prefere não se identificar.

A retificação do cronograma, publicada dias antes da divulgação do resultado final, gerou ainda mais dúvidas entre os participantes. Para muitos, a mudança reforçou a percepção de que o processo estava direcionado.

Especialistas em gestão pública consultados pela reportagem destacam que, embora não seja ilegal que estagiários já vinculados à pasta participem da seleção, é necessário garantir igualdade de condições, critérios objetivos e transparência, sobretudo em programas financiados com recursos públicos.

Até o momento, a SEMA não divulgou nota oficial sobre as denúncias. A reportagem solicitou esclarecimentos à secretaria e aguarda resposta sobre os critérios adotados, a composição da banca avaliadora e os procedimentos efetivamente realizados ao longo da seleção.

Enquanto isso, candidatos cobram a revisão do resultado e maior fiscalização por parte de órgãos de controle e transparência, argumentando que o processo, tal como conduzido, coloca em dúvida a credibilidade do programa e pode prejudicar oportunidades para novos estudantes interessados em atuar na área ambiental.

Fonte: A Capital Slz 

Prefeitura de São Luís desembolsa quase R$ 9 milhões em transporte por aplicativo durante greve de motoristas

A paralisação de motoristas de duas empresas do transporte coletivo em São Luís gerou um gasto expressivo aos cofres municipais. Em apenas 10 dias, a Prefeitura desembolsou R$ 8.743.636,35 para custear corridas por aplicativo destinadas aos usuários afetados pelo movimento grevista. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (2).

De acordo com as informações, o valor total envolve R$ 5.524.060,31 já pagos à 99 Tecnologia e outros R$ 3,2 milhões empenhados, conforme a Nota de Empenho nº 260/2025.

A medida foi adotada após o prefeito Eduardo Braide (PSD) decidir não repassar cerca de R$ 400 mil em subsídios solicitados pelas empresas de ônibus para manter a operação durante a greve. O montante recusado é quase 20 vezes menor que o valor posteriormente direcionado ao transporte por aplicativo.

Ao anunciar a alternativa emergencial, Braide justificou que não faria repasses porque as empresas estariam operando com apenas 80% da capacidade. No entanto, a Lei Complementar nº 07/2025, que regulamenta o uso de transporte por aplicativo em situações excepcionais, determina que o recurso só deve ser utilizado quando menos de 60% da frota estiver circulando.

A discrepância entre a justificativa e o texto da legislação tem alimentado críticas de especialistas e observadores da gestão municipal, que apontam flexibilização de regras e falta de fiscalização adequada.

O gasto expressivo reacendeu o debate sobre prioridades orçamentárias. Técnicos ouvidos por veículos independentes afirmam que valores semelhantes poderiam financiar reformas de escolas, ampliação de serviços essenciais e melhorias no sistema de saúde municipal.

Além disso, críticos argumentam que a Câmara Municipal tem se mostrado distante das discussões sobre o tema, deixando sem resposta questionamentos acerca de transparência, legalidade e eficiência do gasto emergencial.

O episódio se soma a outros embates públicos entre a Prefeitura e o setor de transporte coletivo. Nos últimos anos, Braide alternou declarações contra as empresas, denúncias de suposta má gestão do sistema e negociações que incluíram aumento de repasse para garantir o fim de greves anteriores.

Enquanto isso, a população segue enfrentando instabilidade no serviço de transporte público, com impactos diretos na mobilidade urbana e no cotidiano de trabalhadores e estudantes.

Com informações Blog Observatório da Blogosfera 

28 novembro 2025

Crise interna e disputa por comando: movimentações de Marcus Brandão provocam tensão no MDB nacional

A condução política do MDB no Maranhão voltou ao centro do debate interno do partido após novas movimentações do presidente estadual da sigla, Marcus Brandão. A tentativa de fortalecer o controle familiar sobre o diretório local tem causado desconforto entre lideranças nacionais e reacendido discussões sobre os rumos da legenda no estado.

Desde que aliados do Palácio dos Leões passaram a defender a continuidade do grupo Brandão no comando do MDB maranhense, dirigentes históricos demonstram preocupação com o que classificam como uma “interferência desmedida” e uma tentativa de concentrar poder partidário. Nos bastidores, integrantes da cúpula nacional avaliam que Marcus Brandão estaria ultrapassando limites internos para manter influência na máquina pública estadual.

De acordo com relatos de dirigentes, um dos episódios que mais chamou atenção nos últimos meses foi a suposta orientação para que deputados federais maranhenses adotassem posicionamento crítico a ministros do Supremo Tribunal Federal. A iniciativa, considerada incomum e destoante da postura tradicional do MDB, teria sido recebida com reserva pela direção nacional.

Lideranças ligadas à Fundação Ulysses Guimarães afirmam ainda que Marcus Brandão tem se afastado dos debates internos do partido. O dirigente estadual não participou do encontro nacional promovido em outubro, em Brasília — evento considerado estratégico para alinhamento das pautas partidárias de 2026.

A tensão aumentou após a realização de uma convenção estadual que, segundo aliados históricos do MDB, foi articulada para conduzir o filho de Marcus Brandão à presidência do diretório estadual. O movimento ocorreu antes mesmo de a executiva nacional definir quem substituirá Baleia Rossi na liderança nacional da sigla.

A indicação de um nome jovem, sem histórico eleitoral e sem experiência administrativa, reacendeu críticas dentro do partido. Para parte da militância e de ex-dirigentes, o MDB maranhense estaria sendo transformado em um instrumento de interesses familiares, destoando do legado de lideranças como José Sarney, João Alberto e da ex-governadora e deputada federal Roseana Sarney.

Nos bastidores de Brasília, dirigentes têm se referido ao episódio como uma “situação delicada” e avaliam possíveis medidas para reequilibrar a condução política da legenda no Maranhão. A cúpula nacional teme que as disputas internas prejudiquem a estratégia partidária para as eleições municipais de 2026 e para a recomposição de bancadas estaduais.

Enquanto isso, no Maranhão, aliados do governo defendem que o MDB siga alinhado ao Palácio dos Leões, argumentando que a unidade fortaleceria o campo governista no próximo pleito.

A indefinição sobre a presidência nacional do MDB e o avanço das articulações locais indicam que o partido deve enfrentar semanas decisivas. Entre pressões internas, críticas públicas e disputas silenciosas, o futuro do comando da sigla no Maranhão segue aberto — e cada vez mais observado pela política nacional.

Com informações Os Analistas 

O Museu das Galhadas Inaugura Nova Ala

Em Louvre’aes, onde todo mundo se acha Mona Lisa mas metade só domina a arte da dissimulação, o Baita Casal virou exposição permanente.

A denúncia no Peta Diário sobre as viagens “culturais” ao famoso museu só confirmou o que a cidade inteira já comentava no café da manhã:

não era turismo, era fuga.

Tentativa patética de reanimar um casamento que só respirava por aparelhos sentimentais — e desligados.

Porque, sejamos francos:

dinheiro compra passagem, hotel e vinho francês.

O que ele não compra é caráter.

E muito menos fidelidade.

É nesse cenário que ressurge o Moujaro, o bonitão cheio de poder, vaidade e gabinete climatizado.

Um homem capaz de mover processos, verbas e corações alheios — menos o próprio, que sempre teve a firmeza emocional de um gel de cabelo barato.

Dessa vez, o seu “terceiro turno de afeto” tinha nome empresarial: Dejavu Serviços.

E foi déjà vu mesmo: mesmos erros, mesma história, mesmas portas fechadas.

Só que agora com um detalhe cruel:

virou romance de verdade.

Amor à primeira vista, daqueles que fazem até o amante acreditar que encontrou a “alma gêmea”… quando, na verdade, encontrou só alguém com tempo e interesse.

Enquanto isso, o casamento oficial tentava se sustentar com acordos inúteis, pactos secretíssimos e silêncios tão pesados que fariam tremer os corredores de Louvre’aes.

A caixa de Pandora, coitada, já estava mais remendada que promessa antiga — e estufando.

A grande questão agora corre solta pela cidade, nos bares, nos gabinetes, nos grupos de WhatsApp bem discretos e nada éticos:

Será que dessa vez a galhada cabe debaixo do tapete?

A resposta é simples:

não.

Porque quando o chifre vira questão de logística,

quando a mentira exige planejamento estratégico,

quando o romance ilegal ganha trilha sonora…

meu amigo, aí não é mais casamento.

É só teimosia —

com assinatura reconhecida em cartório.

Mais detalhes nos próximos capítulos.

27 novembro 2025

Prefeitura divulga datas de rematrícula e vagas para novos alunos na rede pública

A Secretaria Municipal de Educação de São Luís (Semed) divulgou nesta quinta-feira (27) o calendário oficial de matrículas para o ano letivo de 2026 na rede municipal de ensino. O processo será realizado totalmente online e inclui rematrículas, transferências internas, pré-matrículas e cadastro de novos estudantes. Segundo a pasta, a medida visa garantir mais eficiência, organização e segurança aos responsáveis durante a inscrição.

As primeiras etapas já estão em andamento, e os pais devem ficar atentos aos prazos para não perder a vaga.

Cronograma das matrículas 2026

Rematrícula e transferência interna: 12 a 28 de novembro de 2025

Pré-matrícula (grupos prioritários, creches e escolas de tempo integral): 12 a 28 de novembro de 2025

Efetivação das matrículas dos pré-matriculados: 2 a 10 de janeiro de 2026

Matrículas para novos alunos: A partir de 12 de janeiro de 2026

Início das aulas: 26 de janeiro de 2026


A rematrícula e a transferência interna devem ser realizadas por meio do portal do aluno (aluno.geduc.com.br), utilizando o código fornecido pela própria escola. O resultado das solicitações de transferência será divulgado em 6 de dezembro de 2025.

Já as pré-matrículas seguem até 28 de novembro, contemplando:

Estudantes com deficiência;

Filhos ou dependentes de vítimas de violência doméstica;

Alunos com irmãos já matriculados na mesma escola.


As inscrições podem ser feitas no site www.saoluis.ma.gov.br/semed.

Pais e responsáveis interessados em vagas de creche ou escolas de tempo integral também devem realizar a pré-matrícula até 28 de novembro. O resultado será publicado em 12 de dezembro.

Efetivação e matrículas para novos alunos

Entre 2 e 10 de janeiro, quem for contemplado na pré-matrícula deverá comparecer presencialmente à unidade indicada, levando a documentação exigida para concluir o processo.

Para novos alunos, as inscrições serão abertas a partir de 12 de janeiro de 2026, exclusivamente pelo site da Semed. Não haverá lista de resultado. Após preencher o formulário, a família deverá:

Imprimir ou salvar o comprovante gerado;

Comparecer à escola escolhida em até 5 dias úteis para apresentar os documentos.


Para famílias que não possuem acesso à internet ou encontram dificuldades no preenchimento do formulário, a Semed disponibilizará pontos de apoio presencial com equipes preparadas para orientar os responsáveis.

Encerramento do ano letivo

22 de dezembro de 2025: término das atividades escolares

26 de janeiro de 2026: retorno às aulas


Em nota, a Semed afirmou que o processo de matrícula integra um conjunto de ações para fortalecer a educação pública em São Luís, priorizando equidade e acesso. A gestão reforçou o compromisso de garantir que todos os estudantes tenham condições de ingressar e permanecer na escola com acolhimento e suporte.

Mais informações estão disponíveis no site: www.saoluis.ma.gov.br/semed.

25 novembro 2025

Moradores da Zona Rural I recebem consultas e óculos em ação do deputado Osmar Filho

A Zona Rural I de São Luís recebeu, no último domingo (23), mais uma etapa do programa “Cuidar dos Olhos”, promovido pelo deputado estadual Osmar Filho (PDT). A ação ocorreu no Residencial Mato Grosso e garantiu atendimento médico e odontológico gratuito a moradores da região e comunidades vizinhas, como Coquilho, Tajipuru e Carapoeira.

O mutirão contabilizou mais de mil atendimentos e distribuiu cerca de 500 óculos para pacientes com diagnóstico oftalmológico. Além da especialidade ocular, a população também teve acesso a consultas com clínico geral, ginecologista e serviços de saúde bucal, reforçando o caráter de atendimento amplo do projeto.

Osmar Filho destacou que o programa só vem crescendo graças ao apoio do Governo do Estado.

> “Quero mais uma vez agradecer ao governador Carlos Brandão e ao secretário Orleans Brandão, que são fundamentais para impulsionar nosso mandato em favor das pessoas, da cidade e de todo o Maranhão”, afirmou o parlamentar.

A vereadora Clara Gomes (PSD), que além de acompanhar o trabalho é parceira do projeto em diversas frentes comunitárias, ressaltou o compromisso com as áreas mais afastadas da capital:

> “A gente fica muito feliz em proporcionar um momento tão importante como esse, porque demonstra o nosso compromisso em estar aqui ao lado de vocês”, disse.

A ação foi bem recebida pelos moradores. A liderança comunitária Evania Santos elogiou a organização e o impacto social.

> “Achei o projeto do deputado Osmar incrível! Muitas pessoas de baixa renda precisam desse tipo de atendimento e não conseguem acesso. Tudo foi muito bem organizado, com profissionais atenciosos. Estou imensamente feliz e grata”, declarou.

Realizado por meio de emenda parlamentar e em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o “Cuidar dos Olhos” tem como objetivo levar atendimento especializado a regiões com menor oferta de serviços médicos. O programa também oferece exames, orientações e encaminhamentos para cirurgias quando necessário.

Além de São Luís, o projeto fez paradas recentes em Matinha, Olinda Nova, Cajari e São José de Ribamar. Nos próximos dias, a agenda se estenderá para os municípios de Viana e Penalva, na Baixada Maranhense, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa.

24 novembro 2025

Jimmy Cliff, ícone mundial do reggae, morre aos 81 anos na Jamaica

O mundo da música perdeu, nesta segunda-feira (24), uma de suas vozes mais marcantes. O cantor e compositor jamaicano Jimmy Cliff, considerado um dos pilares do reggae, faleceu aos 81 anos, em sua residência, na Jamaica, após sofrer uma convulsão seguida de pneumonia.

A informação foi confirmada por sua esposa, Latifa, por meio de nota divulgada à imprensa internacional. Em mensagem emocionada, ela agradeceu aos fãs, amigos e à equipe médica que acompanhou o artista nos últimos momentos.

> “É com profunda tristeza que compartilho que meu marido, Jimmy Cliff, partiu após uma convulsão seguida de pneumonia. (...) Aos fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi sua força durante toda a carreira”, declarou.

Latifa também pediu privacidade à família durante o período de luto:

> “Peço que respeitem nossa privacidade neste momento. Jimmy, meu querido, descanse em paz. Cuidarei de cumprir todos os seus desejos.”

Jimmy Cliff foi um dos maiores responsáveis por levar o reggae e o ska jamaicano para o mapa mundial. Suas músicas ultrapassaram fronteiras, tornando-se trilhas da luta social e da resistência cultural nos anos 1960 e 1970. Entre seus maiores sucessos estão clássicos como:

“The Harder They Come”

“You Can Get It If You Really Want”

“Many Rivers to Cross”


Sua voz inconfundível e suas letras carregadas de crítica social fizeram com que Cliff se tornasse não apenas um cantor, mas um símbolo de identidade cultural para a Jamaica e para o reggae.

O artista conquistou respeito além do público: recebeu prêmios internacionais, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de grandes filmes e foi inspiração para gerações de músicos — do reggae tradicional ao pop contemporâneo.

Artistas de diferentes estilos sempre reconheceram a importância de Jimmy Cliff para o cenário mundial. Sua capacidade de unir vibrações caribenhas com mensagens universais sobre justiça, esperança e liberdade tornou seu trabalho atemporal.

Mesmo afastado dos palcos nos últimos anos, sua obra continuava sendo revisitada e regravada, provando que seu impacto permanece vivo, transmitido de voz em voz, em cada ritmo que ecoa das ruas de Kingston às playlists globais.

Jimmy Cliff deixa um legado artístico incalculável e uma multidão de admiradores que agora celebram sua vida e obra. A Jamaica e o universo do reggae se despedem de uma de suas maiores referências, mas seus versos continuam dispostos a atravessar rios, como diz seu próprio clássico: “Many Rivers to Cross”.

Jimmy Cliff agora descansa em paz. A música, porém, nunca deixará de tocá-lo.

21 novembro 2025

Greve geral do transporte pode atingir São Luís após atrasos e quebra de acordo judicial

O sistema de transporte público de São Luís pode enfrentar uma nova paralisação nos próximos dias. O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Maranhão (STTR-MA) notificou oficialmente as empresas do setor após o não pagamento do adiantamento salarial do mês de novembro, que deveria ter sido efetuado no dia 20. Segundo a entidade, nenhuma empresa realizou o depósito.

A situação se agrava devido ao atraso anterior, ocorrido em outubro, quando o pagamento também não foi efetuado dentro do prazo. De acordo com o sindicato, se as remunerações não forem regularizadas em até 72 horas, será decretada greve geral, afetando todo o serviço de ônibus na capital.


O impasse estaria diretamente ligado ao não repasse do subsídio municipal às empresas de transporte. O último pagamento feito pela Prefeitura de São Luís ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET) ocorreu em 10 de outubro de 2025 e era referente ao mês de setembro.

O repasse faz parte de um acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com a participação da gestão municipal. Entretanto, segundo o sindicato, a administração do prefeito Eduardo Braide vem descumprindo os prazos nos meses subsequentes.

Além do atraso no pagamento de novembro, em 30 de novembro vence o prazo para o depósito da primeira parcela do 13º salário dos rodoviários. Se não houver regularização até essa data, os trabalhadores podem acumular dois meses de pendências, agravando o risco de paralisação prolongada.

A possível greve deverá atingir motoristas, cobradores e demais funcionários, podendo comprometer a circulação de ônibus em toda a cidade e afetar diretamente a rotina de milhares de usuários do transporte coletivo.

Com a notificação enviada às empresas e consórcios e o ultimato de 72 horas, os rodoviários aguardam uma solução rápida. Caso contrário, São Luís poderá enfrentar novamente uma crise no transporte, marcada por atrasos, lotações, redução de frota e longas filas nos terminais.

A prefeitura ainda não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia de descumprimento do acordo judicial nem sobre o possível atraso do subsídio. Enquanto isso, a cidade vive a expectativa de mais um capítulo de instabilidade em um dos serviços públicos mais essenciais à população.

Com informações Observatório da Blogosfera