26 fevereiro 2026

Empregadores têm até sexta-feira para entregar informe de rendimentos do IRPF 2026

Os empregadores de todo o país têm até esta sexta-feira (27) para fornecer aos trabalhadores o informe de rendimentos referente ao ano-calendário 2025. O documento é indispensável para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026.

O informe reúne todos os valores recebidos pelo contribuinte ao longo do ano passado e serve como base para o envio correto das informações à Receita Federal. Sem ele, o trabalhador pode ter dificuldades para declarar seus rendimentos ou até cair na malha fina por inconsistências nos dados.

Além das empresas, instituições financeiras e corretoras de valores também devem disponibilizar até o mesmo prazo os informes com a movimentação de aplicações financeiras de seus clientes em 2025.

Quem deve emitir

A responsabilidade pela emissão do documento é da chamada fonte pagadora. Isso inclui desde empresas de todos os portes — inclusive microempreendedores individuais (MEIs) que tenham empregados — até órgãos públicos e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no caso de aposentados e pensionistas.

No informe de rendimentos devem constar informações como:

Total do salário bruto recebido no ano-base;

Valor do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF);

Contribuições previdenciárias;

Benefícios concedidos, como vale-alimentação e vale-refeição;

Outras deduções eventualmente aplicáveis.

Especialistas recomendam que o contribuinte confira atentamente todos os dados assim que receber o documento, verificando se os valores correspondem aos contracheques e comprovantes de pagamento.

Nova faixa de isenção

Desde 1º de janeiro de 2026, passou a valer a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil estão totalmente isentos do tributo.

Para quem recebe até R$ 7.350 por mês, há um desconto progressivo, com redução maior do imposto para rendimentos mais próximos do limite de R$ 5 mil.

A expectativa é que as regras detalhadas e o calendário oficial de entrega da declaração do IRPF 2026 sejam divulgados em breve pela Receita Federal. Enquanto isso, reunir a documentação com antecedência é fundamental para evitar atrasos e possíveis penalidades.

23 fevereiro 2026

Prazo para pagar IPVA 2026 com desconto de 10% termina nesta sexta (27)

Os proprietários de veículos no Maranhão têm até a próxima sexta-feira (27) para quitar o IPVA 2026 em cota única com desconto de 10%. Após o prazo, o imposto ainda poderá ser pago, mas apenas de forma parcelada e sem o benefício do abatimento.

A opção com desconto é válida exclusivamente para o pagamento à vista. Quem optar pelo parcelamento poderá dividir o valor em até três vezes, com vencimento da primeira parcela previsto para o mês de março.

O procedimento deve ser realizado de forma on-line, por meio do site da Secretaria de Estado da Fazenda do Maranhão (Sefaz), na área destinada ao IPVA 2026 e débitos anteriores. Também é possível acessar as informações pelo portal do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA). Não é necessário comparecer presencialmente a uma unidade de atendimento.

Alíquotas variam conforme tipo e valor do veículo

No estado, as alíquotas do IPVA são definidas de acordo com o tipo e o valor venal do veículo:

1% para ônibus, caminhões, micro-ônibus e motocicletas com valor de até R$ 10 mil;

2% para motocicletas com valor superior a R$ 10 mil;

2,5% para veículos avaliados em até R$ 150 mil;

3% para veículos com valor venal acima de R$ 150 mil.

Formas de pagamento

O imposto pode ser pago nas agências da Caixa Econômica Federal, Bradesco e Banco do Brasil, além de casas lotéricas e correspondentes bancários. Também há a opção de pagamento via PIX, utilizando o QR Code disponível no Documento de Arrecadação Estadual (DARE), ou por cartão de crédito, diretamente na página do IPVA no site da Sefaz.

A recomendação do Governo do Estado é que os contribuintes não deixem para a última hora, evitando congestionamentos no sistema e possíveis transtornos no processamento do pagamento.

Multas de trânsito rendem mais de R$ 132 milhões à Prefeitura de São Luís em cinco anos

Um levantamento divulgado pelo site Folha do Maranhão revela que a gestão do prefeito Eduardo Braide já arrecadou R$ 132.166.107,74 com multas de trânsito aplicadas pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís (SMTT). O montante corresponde ao período entre 2021 e janeiro de 2026, conforme dados disponíveis no Portal da Transparência do Município.

De acordo com o levantamento, com exceção do primeiro ano de mandato, a arrecadação anual superou significativamente os valores inicialmente previstos no orçamento municipal, chegando em alguns casos a quase triplicar a estimativa.

Em 2021, primeiro ano da atual gestão, foram arrecadados R$ 10.513.982,48 em multas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). No ano seguinte, o valor subiu para R$ 16.134.953,49.

O crescimento mais expressivo ocorreu a partir de 2023, quando a arrecadação alcançou R$ 32.916.497,26 — praticamente o dobro do registrado em 2022. Em 2024, último ano do primeiro mandato, o montante chegou a R$ 34.932.815,75. Já em 2025, a cifra subiu novamente, atingindo R$ 36.291.004,02.

Somente em janeiro de 2026, a Prefeitura de São Luís arrecadou R$ 1.376.854,74 com penalidades aplicadas pela SMTT.

Em novembro do ano passado, o juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da capital maranhense, declarou ilegais as multas aplicadas pela Prefeitura a motoristas por licenciamento vencido.

Segundo a decisão, a SMTT utilizava enquadramento incorreto do CTB, aplicando penalidade gravíssima destinada a veículos não licenciados em situações de simples atraso documental. O magistrado também apontou irregularidades na fiscalização por meio de câmeras e cruzamento de dados, sem abordagem presencial, sem sinalização obrigatória e sem registro adequado do videomonitoramento.

Na sentença, o juiz destacou que o modelo adotado configurou desvio de finalidade com viés arrecadatório, citando aumento superior a 30% na previsão de arrecadação com multas no orçamento municipal. A Justiça determinou a anulação das autuações, a suspensão imediata das cobranças e a correção do sistema de fiscalização.

No mesmo período, a Folha do Maranhão revelou a existência de um ranking interno de produtividade entre agentes de trânsito da capital. O levantamento, referente a setembro de 2025, apontou números elevados de autuações, com um servidor registrando 1.338 multas em apenas um mês — média superior a 40 por dia.

Dados semelhantes teriam sido observados em setores como Videomonitoramento, Grupo de Operações e GTT, reforçando o alto volume de penalidades aplicadas.

A divulgação do ranking provocou reação entre os próprios agentes, que classificaram a prática como estímulo à competição por número de multas, reforçando críticas sobre um possível foco arrecadatório na política de trânsito municipal.

O volume de recursos arrecadados ao longo de cinco anos, somado às decisões judiciais e às denúncias internas, intensificou o debate sobre a condução da política de trânsito na capital. Críticos apontam que a fiscalização estaria mais direcionada à geração de receita do que à promoção da segurança viária e da organização do tráfego.

Até o momento, a Prefeitura não se manifestou oficialmente sobre os questionamentos levantados pelo levantamento e pelas decisões judiciais.

Com informações Folha do Maranhão 

21 fevereiro 2026

Demissão em massa na 1001 afeta transporte em 15 bairros da Grande São Luís

Funcionários da empresa de ônibus Expresso Rei de França, conhecida como 1001, participaram de uma reunião na manhã deste sábado (21) e parte deles assinou acordo de demissão. A medida provoca impactos diretos no sistema de transporte público e compromete a circulação de coletivos em pelo menos 15 bairros da Grande São Luís.

A decisão ocorre em meio a uma crise financeira que a empresa enfrenta desde o ano passado, marcada por atrasos salariais e paralisações sucessivas.

Bairros afetados

Com a redução das atividades, seguem prejudicadas as linhas que atendem comunidades como:

Ribeira

Viola Kiola

Vila Itamar

Tibiri

Cohatrac

Parque Jair

Parque Vitória

Alto do Turu

Vila Lobão

Vila Isabel Cafeteira

Vila Esperança

Pedra Caída

Recanto Verde

Forquilha

Ipem Turu

Moradores dessas regiões relatam dificuldades para se deslocar ao trabalho e a compromissos essenciais, especialmente no fim de semana.

Reunião e acordos rescisórios

Durante o encontro realizado nesta manhã, trabalhadores de diferentes setores foram informados sobre a situação operacional da empresa. Parte da categoria aderiu a acordos rescisórios. Segundo relatos de funcionários, nem todos os direitos trabalhistas serão quitados de imediato.

Em nota oficial, a Expresso Rei de França afirmou que não houve decretação de falência e que a empresa segue em funcionamento, adotando medidas administrativas para reorganização das atividades.

A direção informou ainda que os acordos apresentados tiveram caráter voluntário, permitindo aos trabalhadores acesso ao saque do FGTS e ao seguro-desemprego como forma de garantir amparo neste período de transição.

Histórico de paralisações

A crise se arrasta desde novembro de 2025. A primeira greve ocorreu em 14 de novembro, quando rodoviários suspenderam as atividades por salários atrasados e falta de pagamento de benefícios como plano de saúde e tíquete-alimentação. O movimento durou 12 dias.

Em 24 de dezembro, véspera de Natal, nova paralisação voltou a afetar o serviço, sendo encerrada cinco dias depois. Já em 26 de janeiro deste ano, motoristas realizaram outra interrupção total da frota após pagamento parcial dos vencimentos.

No comunicado divulgado, a empresa atribuiu a atual situação financeira a dificuldades estruturais do sistema de transporte coletivo urbano, destacando atrasos e ajustes nos repasses de subsídios públicos destinados ao custeio da operação.

A Expresso Rei de França afirmou ainda que mantém diálogo com o poder público, sindicatos e autoridades competentes para buscar a regularização dos fluxos financeiros e a preservação dos postos de trabalho.

Enquanto isso, passageiros seguem enfrentando incertezas quanto à regularidade das linhas e à normalização do serviço na capital maranhense.

20 fevereiro 2026

Helena Duailibe participa da inauguração do CAPS AD III no João Paulo

A deputada estadual Helena Duailibe (PP) participou, na quinta-feira (19), da inauguração do novo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III), no bairro João Paulo, em São Luís. A cerimônia contou com a presença do governador Carlos Brandão e marcou o reforço da rede estadual de saúde mental.

Durante o evento, a parlamentar destacou o impacto social do equipamento para a comunidade. Ex-moradora do bairro e médica, Helena ressaltou a relevância do serviço para o acolhimento e a ressocialização de pessoas que enfrentam dependência de álcool e outras drogas.

“É uma alegria ver o João Paulo receber um serviço tão necessário. O CAPS AD III representa cuidado, dignidade e uma oportunidade real de reconstrução para muitas famílias”, afirmou a deputada, ao agradecer ao governador pela iniciativa.

O novo CAPS AD III funcionará em regime integral, com atendimento 24 horas por dia, inclusive à noite, nos fins de semana e feriados. A unidade atuará no manejo de crises, acolhimento noturno e acompanhamento contínuo dos usuários, com base na atenção psicossocial territorial e na estratégia de redução de danos.

A estrutura contará com até oito leitos destinados ao acolhimento noturno de usuários já acompanhados pelo serviço. A permanência será de curta duração e dependerá de indicação clínica da equipe multiprofissional, não configurando internação hospitalar, mas um recurso terapêutico transitório dentro da rede de atenção psicossocial.

O espaço dispõe de leitos de acolhimento, posto de enfermagem, farmácia, salas para atendimento individual e coletivo, ambiente para atendimento familiar, salas de oficinas terapêuticas, espaço multimídia, refeitório e área de convivência, além de banheiros adaptados e setores administrativos.

Com a entrega do equipamento, o Governo do Estado amplia o acesso ao tratamento humanizado para pessoas com transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas, fortalecendo a política pública de saúde mental e descentralizando os serviços especializados na capital maranhense.

19 fevereiro 2026

Ex-estrategista do PP no Maranhão, Alberto da Conceição Dias falece aos 69 anos

Faleceu no último dia 16 de fevereiro, aos 69 anos, o articulador político e acadêmico Alberto da Conceição Dias. Com trajetória marcada pela atuação nos bastidores da política maranhense e dedicação à formação acadêmica, ele deixa esposa, filhos, amigos e um legado de compromisso público.

Natural do bairro Lira, em São Luís, Alberto nasceu na Rua da Mangueira e cresceu em uma família de cinco irmãos. Ao longo da vida, construiu carreira voltada à gestão pública e à articulação partidária. Entre 2007 e 2017, atuou estrategicamente no Partido Progressista (PP), colaborando com lideranças políticas e gestores municipais do Maranhão.

Nesse período, trabalhou ao lado do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão, contribuindo em estratégias e táticas políticas que marcaram sua atuação nos bastidores.

Graduado em Administração Pública pela Faculdade Atenas Maranhense (FAMA), Alberto especializou-se em Recursos Humanos e, no fim de 2025, concluiu o curso de Direito na Faculdade Laboro. Sua monografia abordou “A importância da atuação dos catadores de material reciclável frente à degradação ambiental em São Luís-MA”, trabalho dedicado à esposa, Judite Alexandre Oliveira, e aos filhos Kessia, Kleilson, Kelly, Eduardo, Marcos, Anderson, Alberto Junior, Hamaiyana, Paulo Roberto e Esther.

A direção da instituição lamentou a perda. A reitora da Laboro, professora doutora Sueli Tonial Pistelli, que cumpre agenda internacional, manifestou pesar e destacou o perfil cordial e respeitoso do formando. A faculdade informou que fará uma homenagem póstuma no dia 26 de março, durante a solenidade de colação de grau da turma 2025.2.

Amigos e colegas ressaltaram o espírito agregador e a capacidade de diálogo de Alberto. Em manifestações públicas, ex-companheiros de jornada política e acadêmica o descreveram como um homem de inteligência emocional marcante e perseverança.

Nas redes sociais, mensagens destacam sua trajetória de superação e dedicação à família e aos estudos, especialmente pela conquista recente do diploma de Direito, alcançada poucos meses antes de sua partida.

10 fevereiro 2026

Prefeitura de São Luís quita subsídio atrasado e greve de rodoviários é suspensa

A Prefeitura de São Luís efetuou, nesta segunda-feira (10), o pagamento do valor referente ao complemento do subsídio do sistema de transporte público coletivo, que estava pendente desde janeiro de 2026. A informação foi divulgada pelo site Observatório da Blogosfera, que apontou que o prefeito Eduardo Braide (PSD) determinou a liberação imediata do recurso às vésperas de uma paralisação total do sistema.

O montante pago foi de R$ 1.459.692,76, valor destinado ao complemento da 50ª parcela do subsídio concedido às empresas concessionárias do transporte urbano da capital maranhense.

Com o repasse realizado, a Greve Geral anunciada pelos trabalhadores rodoviários foi suspensa, evitando a interrupção completa do transporte público na cidade.

De acordo com a publicação, o pagamento foi feito em caráter emergencial diante do risco iminente de paralisação total do sistema, o que poderia deixar milhares de usuários sem transporte.

O valor é oriundo de acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre a Prefeitura de São Luís, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET).

O complemento do subsídio é destinado às empresas concessionárias responsáveis pela operação do transporte coletivo, entre elas: Viação Primor, Consórcio Upaon-Açu, Consórcio Via SL e Consórcio Central, conforme previsto na legislação municipal e nos contratos de concessão em vigor.

O pagamento garante o cumprimento das obrigações trabalhistas e contribui para manter o funcionamento do sistema, que vinha sendo alvo de críticas e instabilidade nos últimos dias.

SET reage a declarações e diz que crise do transporte em São Luís ainda não foi resolvida

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) divulgou nota pública rebatendo declarações recentes sobre a crise do transporte coletivo na capital maranhense. Segundo a entidade, a situação não pode ser tratada como resolvida por meio de discursos políticos, pois envolve problemas estruturais e técnicos que ainda persistem no sistema.

De acordo com o sindicato, ao afirmar que a crise estaria superada sem que tenha havido mudanças concretas, a gestão municipal evidencia falhas na fiscalização, no cumprimento dos contratos e na manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do transporte público — atribuições que, conforme o SET, são responsabilidades diretas do poder concedente.

Na nota, o SET também criticou acusações genéricas direcionadas a empresários do setor, apontando que não é aceitável imputar condutas ilícitas sem apuração técnica ou respaldo de órgãos de controle.

A entidade reforçou confiança nas instituições fiscalizadoras e informou que já está adotando medidas administrativas e jurídicas, inclusive de caráter reparatório, para preservar a integridade institucional das empresas e esclarecer os fatos.

Por fim, o sindicato destacou que a crise do transporte público não será resolvida com narrativas, mas sim com gestão técnica, cumprimento das obrigações contratuais e definição clara das responsabilidades entre as partes envolvidas.

Transporte público de São Luís pode parar novamente nesta quarta-feira (11)

O sistema de transporte público coletivo de São Luís vive um dos momentos mais críticos dos últimos anos e pode sofrer nova paralisação já a partir desta quarta-feira (11). A possibilidade de greve foi apontada durante discussões recentes envolvendo empresários do setor e o Ministério Público do Maranhão (MPMA), que avaliam que o serviço entrou em colapso devido a falhas na gestão municipal e problemas no repasse do subsídio destinado ao funcionamento do sistema.

De acordo com informações apresentadas por representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET), a crise se agravou após inconsistências no pagamento do subsídio municipal, mecanismo utilizado para reduzir o impacto do custo operacional nas tarifas pagas pelos usuários e garantir o pagamento dos trabalhadores.

A promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti, destacou que o cenário atual é resultado de uma série de impasses e falta de avanço nas negociações entre Prefeitura e operadores do sistema. Segundo ela, a paralisação pode ocorrer por falta de pagamento dos rodoviários, e, caso isso aconteça, não há garantia de quando o serviço poderá ser retomado.

O MPMA, inclusive, já ingressou com uma Ação Civil Pública diante da gravidade da situação, após tentativas frustradas de solucionar o problema por meio do diálogo com a Prefeitura de São Luís.

Nesta segunda-feira (09), a Câmara Municipal de São Luís realizou uma convocação da secretária municipal de Transportes, Manuella Fernandes, para prestar esclarecimentos sobre o cenário do transporte coletivo. No entanto, a gestora não compareceu. Também não participaram representantes da Procuradoria Geral do Município e da Controladoria Geral.

Com as ausências, a reunião acabou se transformando em uma audiência pública, na qual foram apresentados dados que apontam o agravamento financeiro do sistema. Durante o encontro, o representante do SET, Benedito Pires, afirmou que o transporte coletivo já se encontra em colapso e revelou que existe ação judicial em tramitação que pode permitir que empresas deixem de operar o serviço.

Um documento referente à memória de cálculo do mês de janeiro indica divergências nos valores que deveriam ser repassados aos consórcios responsáveis pelo transporte.

Segundo o material, o cálculo do valor por passageiro equivalente indicava determinado montante, mas a Prefeitura teria realizado o pagamento com valor diferente, gerando um déficit de R$ 171.536,70.

Além do erro contábil, foi apontado que houve desconto no subsídio, reduzindo significativamente o repasse destinado ao pagamento dos salários dos rodoviários, o que pode inviabilizar o funcionamento do sistema e provocar a paralisação dos ônibus nas primeiras horas de quarta-feira.

Caso a paralisação se confirme, São Luís deve amanhecer sem ônibus, prejudicando diretamente trabalhadores, estudantes, comerciantes e a população em geral, além de causar impactos econômicos imediatos em toda a capital.

A crise expõe mais uma vez o desgaste do sistema de transporte público da cidade e a dificuldade de articulação entre Prefeitura, empresários e trabalhadores para garantir a continuidade do serviço.

Com informações Observatório da Blogosfera 

09 fevereiro 2026

Assembleia Legislativa do Maranhão vai instalar Frente Parlamentar Católica na próxima terça-feira

A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) realizará, na próxima terça-feira (10), às 8h30, a solenidade de instalação da Frente Parlamentar Católica Apostólica Romana, em cerimônia marcada para o Auditório Gervásio Santos (Plenarinho), em São Luís.

A iniciativa é de autoria da deputada estadual Dra. Helena Duailibe (PP), que defende a criação do grupo como um espaço institucional voltado ao fortalecimento de pautas relacionadas aos valores e princípios da Igreja Católica dentro do Parlamento estadual.

De acordo com a parlamentar, a Frente nasce com a missão de promover a liberdade religiosa, incentivar o respeito à dignidade da vida, reforçar a valorização da família e atuar no enfrentamento de possíveis casos de perseguição religiosa.

Além disso, a deputada destacou que o grupo deverá contribuir com a construção de políticas públicas alinhadas à doutrina social da Igreja, além de apoiar ações sociais e educativas desenvolvidas por instituições católicas no Maranhão.

A criação da Frente no âmbito estadual segue uma tendência já consolidada em outras casas legislativas do país. A Frente Parlamentar Católica foi instituída no Senado Federal em 2024, na Câmara dos Deputados em 2023 e ampliada em 2024, além de ter sido criada na Câmara Municipal de São Luís em 2025.

A solenidade contará com a presença do arcebispo de São Luís, Dom Gilberto Pastana, além de parlamentares, lideranças religiosas e representantes da sociedade civil.

TJMA restabelece autonomia da Câmara de São Luís e suspende ordem que travava a pauta legislativa


Em decisão proferida em regime de plantão, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) deferiu parcialmente o efeito suspensivo no Agravo de Instrumento interposto pela Câmara Municipal de São Luís e suspendeu o trecho da liminar que determinava a paralisação da tramitação e votação de qualquer outra proposição legislativa, restabelecendo a autonomia do Parlamento municipal para organizar sua própria pauta.

O recurso foi interposto contra decisão da Vara de Interesses Difusos e Coletivos que, acolhendo pedido do Município de São Luís, autorizou a aplicação provisória de dispositivos do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2026), determinou a implantação imediata do reajuste do magistério, impôs prazo para votação do orçamento e ainda fixou multa diária pessoal ao presidente da Câmara.

A Câmara de Vereadores sustentou que a medida representava ingerência indevida em matéria interna corporis e afronta à autonomia do Poder Legislativo.

A decisão, proferida pela desembargadora Graça Soares Amorim, reconhece que a determinação de “congelar” toda a agenda legislativa extrapola os limites constitucionalmente admissíveis de intervenção do Judiciário, por interferir em matéria interna do Poder Legislativo e substituir a deliberação política do Parlamento por ordem judicial.

Conforme a decisão, o TJMA suspende a ordem que obrigava a Câmara a “parar tudo” e travar a tramitação de qualquer outro projeto até votar orçamento e PPA.

Isso restaura a autonomia legislativa para a Câmara organizar sua própria pauta, sem intervenção judicial sobre a agenda interna.

Também proíbe a edição de novos atos normativos suplementares que ampliem despesas/criem obrigações financeiras a partir desta decisão, declarando nulos os atos posteriores até que o PLOA seja votado.

A desembargadora registra que a separação dos poderes exige deferência institucional e que há limites para interferência judicial no processo legislativo. Aponta, também, como excessiva a ordem de “congelar” toda a pauta, por invadir a autonomia interna do Legislativo.

A decisão reduz a multa diária ao presidente da Câmara para R$ 5 mil, limitada à prerrogativa de pautar as matérias orçamentárias, e sugere que o presidente do Legislativo municipal e o prefeito de São Luís façam uma reunião institucional no prazo de 48 horas, com o objetivo de superar o impasse e garantir que direitos fundamentais da população não fiquem reféns de disputas políticas.

06 fevereiro 2026

PT inicia celebrações de 46 anos com foco em debates estratégicos e reeleição de Lula, destaca Felipe Camarão

As comemorações pelos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) tiveram início nesta semana, marcadas por um clima de reencontro entre militantes, lideranças e representantes políticos da legenda. O momento foi definido como uma oportunidade de reflexão e articulação sobre os rumos do Brasil e os próximos desafios do partido.

Em publicação nas redes sociais, o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, ressaltou a importância da data e destacou o caráter estratégico do encontro, que reúne debates sobre o futuro do país e a consolidação de projetos políticos defendidos pela sigla.

“É um momento de reencontro, reflexão e debates estratégicos sobre o país que queremos”, afirmou.

Camarão também destacou a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e reforçou o simbolismo da união entre lideranças e militância em um cenário político que exige mobilização e planejamento.

“É uma honra participar ao lado do presidente Edinho Silva e de tantos companheiros e companheiras que lutam por dias melhores para o nosso povo”, pontuou.

Durante a mensagem, o vice-governador também sinalizou que o partido já trabalha com foco no futuro eleitoral, defendendo a continuidade do projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Vamos em frente, preparando os próximos passos e a reeleição do presidente Lula”, completou.

As celebrações devem seguir com encontros, debates internos e mobilizações políticas em diferentes estados, reforçando a trajetória histórica do partido e sua atuação no cenário nacional.

Álvaro Pires elogia atuação do TRT, mas alerta: ônibus podem continuar parados em São Luís

Mesmo após avanços nas negociações conduzidas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a greve dos trabalhadores rodoviários de São Luís pode não chegar ao fim de forma imediata. O alerta foi feito por Álvaro Pires, que parabenizou o empenho e a condução do desembargador Gerson de Oliveira durante as audiências que buscam encerrar o movimento paredista.

Segundo Álvaro, apesar da condução firme do magistrado e do esforço para garantir uma solução institucional para o impasse, os ônibus ainda não devem sair das garagens, uma vez que a Prefeitura de São Luís não teria apresentado as planilhas de custos do sistema nem oferecido proposta concreta para assegurar o reajuste salarial reivindicado pelos rodoviários.

Ele destacou que, diferentemente da MOB (Agência Estadual de Mobilidade Urbana), a gestão municipal não apresentou documentos técnicos que possam embasar os números discutidos nas audiências no TRT, o que, na avaliação dele, dificulta qualquer avanço definitivo nas negociações.

Álvaro Pires também criticou o histórico recente da administração municipal, classificando o atual cenário como mais uma crise no transporte público e apontando que esta seria a nona greve registrada durante a gestão do prefeito Eduardo Braide.

Para ele, a Prefeitura tem se limitado a acusações públicas e gravação de vídeos, sem apresentar dados concretos que comprovem irregularidades ou inconsistências no sistema, especialmente em relação aos custos operacionais das empresas e à viabilidade financeira do reajuste salarial.

A paralisação prolongada do transporte coletivo continua afetando diretamente milhares de usuários, principalmente trabalhadores e estudantes que dependem dos ônibus para se deslocar diariamente.

Álvaro Pires afirmou que, sem diálogo efetivo por parte da Prefeitura e sem apresentação das planilhas para confrontar os números debatidos no TRT, o movimento tende a se arrastar, tornando ainda mais grave o impacto social e econômico na capital maranhense.

“A população de São Luís é quem mais sofre. Sem transparência e sem proposta concreta, dificilmente teremos um final feliz”, reforçou.

A expectativa agora é que novas rodadas de negociação sejam realizadas nos próximos dias para tentar destravar o impasse e garantir a retomada do transporte público na cidade.

Edson Gaguinho é acusado de agredir blogueiro na Câmara e gera revolta em São Luís

O vereador Edson Gaguinho, da Câmara Municipal de São Luís, voltou a ser alvo de forte repercussão negativa após denúncias que envolvem duas situações graves: questionamentos sobre seu suposto patrimônio milionário e, mais recentemente, a acusação de ter agredido e intimidado verbalmente o blogueiro Rafael da Juventude dentro da própria sede do Legislativo municipal.

O episódio, considerado por muitos como inadmissível e vergonhoso, reacendeu o debate sobre ética, postura institucional e o respeito que representantes públicos devem ter diante da imprensa e da sociedade.

Nos últimos dias, informações divulgadas em redes sociais e comentadas por lideranças comunitárias apontam que o parlamentar teria acumulado um patrimônio estimado em cerca de R$ 15 milhões, valor que tem provocado questionamentos sobre a compatibilidade com os rendimentos oficiais de um vereador.

Segundo relatos que circulam na capital, entre os bens atribuídos a Gaguinho estariam imóveis no Jardim Eldorado e na Vila Janaína, além da suposta posse de um posto de combustível, o que teria elevado ainda mais o valor total de seus bens.

A situação chama atenção principalmente por conta de sua trajetória pessoal, já que, conforme é lembrado por moradores, o vereador teria sido conhecido no passado por trabalhar como camelô.

A nova polêmica também trouxe de volta comentários sobre um episódio anterior envolvendo o vereador, que teria sido alvo de ação policial e chegou a ser preso em sua residência, na Vila Janaína, segundo relatos de pessoas ligadas aos bastidores políticos locais.

Embora o caso pertença ao passado, o fato voltou a ser citado justamente porque a atual repercussão gira em torno da evolução financeira do parlamentar, que muitos consideram “rápida demais” e sem explicações públicas claras.

Mas o que mais gerou indignação foi a denúncia feita pelo blogueiro Rafael da Juventude, que afirma ter sido alvo de intimidação, agressões verbais e abordagem agressiva por parte de Edson Gaguinho dentro da Câmara Municipal.

O caso é ainda mais grave por ter ocorrido dentro de um espaço que deveria representar o oposto da violência: um ambiente de debate democrático, respeito institucional e liberdade de expressão.

Para comunicadores e observadores políticos, o comportamento atribuído ao vereador ultrapassa qualquer limite aceitável.

Afinal, é impossível normalizar que um agente público, eleito para representar o povo, aja com hostilidade contra um profissional da comunicação por conta de críticas ou questionamentos.

A denúncia expõe um cenário preocupante: quando um vereador reage com agressividade a críticas, o recado que fica é de tentativa de silenciamento e abuso de autoridade moral.

É um comportamento que não pode ser tratado como “desentendimento comum”. Agressão e intimidação são atos graves, principalmente quando partem de alguém que ocupa cargo público e deveria ser exemplo de equilíbrio e respeito.

A imprensa — seja ela tradicional ou independente — tem papel essencial na fiscalização do poder público. E quando um representante tenta calar um comunicador com gritos, ameaças ou agressões, quem está sendo atacada é a própria democracia.

Rafael da Juventude informou que já estaria adotando medidas legais para responsabilizar o vereador, e o caso pode se desdobrar tanto na esfera judicial quanto política.

Ao mesmo tempo, cresce a cobrança para que órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público, acompanhem não apenas o episódio de agressão, mas também os questionamentos envolvendo o patrimônio atribuído ao parlamentar.

Em tempos em que a sociedade cobra transparência e responsabilidade, o comportamento atribuído ao vereador Edson Gaguinho representa um retrocesso.

A população espera de um parlamentar postura, civilidade e compromisso com o cargo. Agressão contra jornalista ou blogueiro é inadmissível, e qualquer tentativa de intimidar a imprensa precisa ser tratada com a seriedade que merece.

O caso segue repercutindo e pode ganhar novos desdobramentos nos próximos dias.

Em tempos: O vereador Edson Gaguinho (União Brasil) foi preso no dia 10 de agosto de 2023, exatamente há dois anos, em sua residência no bairro Vila Riod, em São Luís, durante uma operação do Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

Na ocasião, Gaguinho foi flagrado mantendo dois veados e uma arara em cativeiro, situação que configura crime ambiental. Durante as buscas, também foram encontradas munições e uma arma de fogo dentro do imóvel.

A ação fazia parte de uma investigação que apura um esquema milionário de desvio de emendas parlamentares na Câmara Municipal. Após ser detido, o vereador foi liberado mediante pagamento de fiança.

Os animais apreendidos foram encaminhados ao Ibama.

Ou seja, o histórico já aponta envolvimento em práticas criminosas — e agora ele ainda terá que responder por agressão contra o jornalista Rafael da Juventude.

05 fevereiro 2026

MP vai cobrar Prefeitura de São Luís por atraso no repasse de emendas para o Hospital Aldenora Bello

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) deve intensificar a cobrança junto à Prefeitura de São Luís para que sejam liberados recursos destinados ao Hospital do Câncer Aldenora Bello, referência no tratamento oncológico no estado. A medida ocorre após vereadores denunciarem o não pagamento de emendas parlamentares impositivas voltadas à área da saúde.

O procurador-geral de Justiça, Danilo Castro, determinou que as Promotorias de Justiça da Saúde e da Probidade Administrativa instaurem procedimento administrativo para apurar a ausência de repasse de valores previstos no orçamento municipal.

Na manhã desta quinta-feira (05), Danilo Castro recebeu um grupo de vereadores que reivindicam o pagamento de R$ 12 milhões, montante destinado à construção de uma ala pediátrica no Hospital Aldenora Bello, com previsão de 90 leitos para atendimento de crianças com câncer.

Durante a reunião, o vereador Raimundo Penha destacou que a representação protocolada junto ao MP busca garantir que os recursos sejam efetivamente liberados, evitando prejuízos diretos à população.

“É urgente a liberação de R$ 12 milhões que vão possibilitar ao Aldenora Bello ampliar a assistência a crianças com câncer. É uma obra que não pode esperar”, afirmou.

A vereadora Flávia Berthier também reforçou que o Legislativo recorreu ao Ministério Público após tentativas frustradas de diálogo com a gestão municipal.

Segundo ela, a direção do hospital pediu apoio para conseguir ampliar o atendimento e melhorar a qualidade do serviço prestado a pacientes pediátricos. “É uma causa nobre e emergencial, é um tratamento que não pode esperar”, enfatizou.

O procurador-geral Danilo Castro garantiu prioridade absoluta ao caso e afirmou que o MP irá buscar esclarecimentos formais sobre o motivo do atraso no pagamento das emendas.

“O pagamento das emendas impositivas é um direito constitucional do parlamento, e se as instituições a que se destinam estão devidamente habilitadas elas têm que receber os recursos”, declarou.

A reunião contou ainda com a presença dos promotores Ednarg Marques, secretário para Assuntos Institucionais, e Reginaldo Carvalho, secretário de Investigação.

De acordo com os parlamentares, a implantação da ala pediátrica do Hospital Aldenora Bello exige um investimento total de R$ 20 milhões. Desse montante, R$ 12 milhões já foram assegurados no orçamento de 2025 por meio de emendas parlamentares, mas seguem sem liberação pela Prefeitura de São Luís.

Os vereadores informaram ainda que pretendem destinar mais R$ 8 milhões ainda este ano para completar o valor necessário.

Com a obra, a capacidade da unidade hospitalar será ampliada em mais 100 leitos. O número de leitos pediátricos passará dos atuais 23 para 90, além da possibilidade de instalação de 32 novos leitos para adultos.

Caso o repasse seja realizado em tempo hábil, a previsão é que o projeto seja concluído até o final de 2026.

Participaram da reunião com o procurador-geral os vereadores Raimundo Penha, Flávia Berthier, Octávio Soeiro, Nato Júnior, Concita Pinto, Marquinhos, Professora Magnólia, Clara Gomes, Marlon Botão, Marcos Castro, Anderson Borges, Beto Castro, Daniel Oliveira, Edson Gaguinho, Raimundo Júnior e Rommeo Amin.

Também assinam o documento os vereadores Andrey Monteiro, Antônio Garcez, Astro de Ogum, André Campos, Fábio Filho, Marcelo Poeta, Thay Evangelista, Thyago Freitas e Wendell Martins.

Com o procedimento instaurado, a expectativa é que o Ministério Público pressione a administração municipal para garantir a liberação imediata dos recursos e destravar o projeto considerado essencial para o atendimento oncológico infantil em São Luís.

04 fevereiro 2026

Adiamento de aulas no IEMA Cohab gera revolta e expõe falhas de gestão


O início das aulas no IEMA Pleno São Luís–Cohab foi oficialmente adiado, conforme comunicado divulgado pela gestão da unidade. A justificativa apresentada é a realização de uma reforma estrutural que ainda se encontra em fase de finalização, atingindo laboratórios, cozinha, refeitório e outros ambientes da escola.


Apesar do tom institucional do aviso, o adiamento provocou indignação entre alunos, pais e moradores da Cohab, que questionam a falta de planejamento e a ausência de uma data concreta para o início do ano letivo. No comunicado, a gestão limita-se a informar que as aulas começarão “tão logo encerrem as obras”, sem estabelecer prazos ou garantias.

Para a comunidade escolar, o problema vai além da reforma. Pais relatam que a situação se arrasta há meses e que a falta de organização compromete o direito dos estudantes à educação. “Não é aceitável que o ano letivo comece sem condições mínimas e sem transparência. Os alunos ficam no prejuízo”, afirmou um responsável.

As críticas também recaem sobre a direção-geral do IEMA, comandada por Cricielle Muniz. Nos bastidores, cresce a percepção de que a gestão estaria desconectada da realidade enfrentada pelos alunos da Cohab, enquanto a diretora se mantém distante das cobranças locais. A ausência de um posicionamento direto da direção-geral sobre o caso reforça o sentimento de abandono relatado por estudantes e familiares.

Outro ponto criticado é o fato de a comunicação oficial se restringir às redes sociais e grupos de WhatsApp, o que, segundo moradores, não substitui o diálogo direto com a comunidade e nem resolve a incerteza vivida pelos alunos.

Enquanto o IEMA divulga comunicados genéricos, estudantes seguem sem aulas, pais sem respostas claras e a Cohab sem a garantia de que a educação pública está sendo tratada como prioridade. O episódio evidencia falhas de gestão e levanta questionamentos sobre a responsabilidade administrativa diante do impacto direto na vida de centenas de alunos.

03 fevereiro 2026

Divergência bilionária entre orçamento aprovado e arrecadação real levanta suspeitas sobre gestão Braide

Um levantamento sobre as contas públicas de São Luís aponta uma diferença expressiva entre os valores previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) encaminhada pela gestão do prefeito Eduardo Salim Braide (PSD) e a arrecadação efetivamente registrada pelo município ao longo do exercício financeiro de 2025. Os dados indicam que a Prefeitura teria subestimado receitas, prática que pode gerar questionamentos administrativos, políticos e jurídicos.

De acordo com informações levantadas por analistas do orçamento municipal, a LOA de 2025 enviada à Câmara Municipal estimava receitas e despesas em aproximadamente R$ 5,4 bilhões. No entanto, ao final do exercício, a arrecadação efetiva teria alcançado R$ 6,25 bilhões, valor que ainda pode ser ampliado após a consolidação definitiva dos números fiscais.

Este não seria um caso isolado. Estudos sobre as contas do município apontam que, pelo quarto ano consecutivo, a arrecadação real superou de forma significativa os valores previstos na peça orçamentária aprovada pelo Legislativo. A projeção é de que a arrecadação consolidada possa chegar a R$ 6,6 bilhões, gerando um superávit superior a R$ 1,1 bilhão em relação ao orçamento inicialmente apresentado.

Especialistas alertam que a subestimação recorrente de receitas pode comprometer os princípios de planejamento, transparência e controle fiscal, previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Entre os exemplos citados está a área da Cultura, que teve orçamento aprovado em cerca de R$ 26 milhões, mas cujas despesas já ultrapassaram R$ 110 milhões. Outro caso envolve a Taxa de Iluminação Pública, cuja arrecadação é estimada anualmente em torno de R$ 75 milhões, embora os valores efetivos pagos pela população já tenham ultrapassado R$ 88 milhões.

Essas diferenças levantam dúvidas sobre a fidelidade das estimativas apresentadas à Câmara Municipal e sobre o controle do gasto público ao longo do exercício.

Em sessão extraordinária realizada no início de janeiro, os vereadores analisaram o Projeto de Lei nº 0355/2025, que fixa o orçamento do município para o exercício seguinte em R$ 6,03 bilhões. Parlamentares da Casa avaliam os dados com cautela, diante do histórico recente de divergências entre previsão e arrecadação.

Juristas ouvidos por órgãos de acompanhamento fiscal apontam que a subestimação intencional de receitas, se comprovada, pode caracterizar infração político-administrativa, conforme o Decreto-Lei nº 201/1967, além de possíveis enquadramentos na Lei de Responsabilidade Fiscal e na legislação que trata de crimes contra as finanças públicas.

Dependendo da existência de dolo e das consequências práticas, o caso pode resultar em apuração pela Câmara Municipal ou pelo Poder Judiciário, inclusive sob a ótica de ato de improbidade administrativa.

As críticas à condução do orçamento ganham ainda mais peso diante de debates como o Passe Livre Estudantil, aprovado em plebiscito, mas ainda não implementado pela gestão municipal, apesar do crescimento significativo da arrecadação.

O tema deve continuar no centro das discussões políticas em São Luís, com reflexos diretos na relação entre Executivo e Legislativo e no acompanhamento das contas públicas por órgãos de controle e pela sociedade civil.

Fonte: Observatório da Blogosfera 

Crise no transporte: MP cobra ajuste de conduta da Prefeitura para garantir equilíbrio do sistema

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) propôs à Prefeitura de São Luís a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o objetivo de corrigir distorções na gestão do transporte coletivo urbano e restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão do serviço.

A proposta foi apresentada pela promotora de justiça Alineide Martins Rabelo Costa, titular da 1ª Promotoria de Defesa do Consumidor, que aponta falhas administrativas do Município como fatores determinantes para a instabilidade enfrentada pelo sistema de transporte público da capital.

De acordo com o MP, a manutenção do equilíbrio contratual é condição essencial para garantir a continuidade, a regularidade e a qualidade do serviço oferecido à população. O órgão destaca que, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), a Prefeitura deixou de cumprir o reajuste anual da tarifa de remuneração previsto em contrato, comprometendo a sustentabilidade financeira das concessionárias.

Essa situação, ainda conforme o Ministério Público, impacta diretamente a capacidade das empresas de manter investimentos, renovar frota e assegurar a operação regular do sistema, o que se reflete na qualidade do serviço prestado aos usuários.

Além do descumprimento contratual, a Promotoria também critica decisões administrativas adotadas pelo Município no âmbito da política de mobilidade urbana. Entre os principais pontos levantados está a priorização de medidas emergenciais financiadas com recursos públicos, em detrimento de investimentos estruturantes no sistema regular de transporte coletivo — responsável por atender diariamente a maior parte da população de São Luís.

Para o MP-MA, o Termo de Ajustamento de Conduta surge como o instrumento mais adequado para corrigir essas distorções, restabelecer a legalidade, garantir segurança jurídica às partes envolvidas e criar condições para um planejamento mais eficiente do transporte público.

A expectativa do órgão ministerial é de que o eventual acordo contribua para a construção de um modelo de transporte coletivo mais equilibrado financeiramente, eficiente na prestação do serviço e capaz de atender, de forma contínua e sustentável, às necessidades da população ludovicense.

Gastos milionários com vouchers por aplicativo reacendem crise do transporte em São Luís

A retomada do uso de vouchers para corridas por aplicativo pela Prefeitura de São Luís, anunciada como resposta à paralisação do transporte coletivo, voltou a gerar polêmica e questionamentos jurídicos e financeiros. A principal crítica gira em torno da ausência de um novo processo formal de credenciamento que dê respaldo legal à medida adotada neste novo momento de greve.

De acordo com informações apuradas, o único chamamento público conhecido para esse tipo de serviço ocorreu ainda durante a primeira paralisação do sistema de ônibus. Nas greves seguintes, a gestão municipal optou por adotar um modelo emergencial, que resultou em gastos elevados. Somente em novembro, foram desembolsados R$ 5.973.027,62 para custear viagens por aplicativo. Em dezembro, o valor chegou a R$ 2.741.989,05. Somados, os pagamentos ultrapassam R$ 8,7 milhões em apenas dois meses.

A falta de transparência sobre a base legal que sustenta essas despesas tem provocado reações na Câmara Municipal. Vereadores apontam que a prefeitura pode estar utilizando credenciamentos antigos para justificar pagamentos atuais, mesmo diante de um cenário completamente distinto, com nova paralisação e volume financeiro muito superior. Para parlamentares, a ausência de contratos atualizados fragiliza juridicamente a iniciativa e pode atrair questionamentos dos órgãos de controle.

Outro ponto que chama atenção é o impacto financeiro da política de vouchers quando comparado ao custo do transporte coletivo tradicional. Enquanto o subsídio pago às empresas de ônibus gira em torno de R$ 1,35 por passageiro, o custo médio de uma corrida por aplicativo utilizada como voucher chega a aproximadamente R$ 30. Na avaliação de críticos, o município acaba direcionando recursos elevados para um serviço individual, em detrimento de investimentos estruturais em um sistema que atende milhares de usuários simultaneamente.

Nos bastidores do Legislativo, a avaliação é de que a prefeitura tem evitado enfrentar o núcleo da crise, que envolve negociação trabalhista e reequilíbrio econômico do sistema de transporte. Relatos de vereadores indicam que, em reunião realizada nesta terça-feira (3) no Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (TRT-MA), o representante do Executivo municipal não tinha autorização para discutir reajuste salarial da categoria nem revisar subsídios ou a tarifa técnica, o que teria frustrado qualquer avanço nas negociações.

Parlamentares também veem na condução da crise um componente político. A crítica recorrente é de que o prefeito Eduardo Braide aposta em soluções emergenciais com forte apelo nas redes sociais, enquanto evita o desgaste de assumir compromissos estruturais com empresários e trabalhadores do setor. “A prefeitura prefere anunciar medidas paliativas do que resolver o problema de forma definitiva”, resumiu um vereador, sob condição de anonimato.

Com o sistema de ônibus ainda instável, despesas extraordinárias em crescimento e dúvidas sobre a legalidade dos pagamentos, a política de vouchers, que deveria ser temporária, passa a ser encarada como mais um fator de tensão entre Executivo, Legislativo e a população, que continua enfrentando incertezas para se deslocar pela capital maranhense.

Entre o silêncio das férias e articulações internas, UFMA entra em período decisivo

Enquanto os câmpus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) entram oficialmente no período de férias acadêmicas, com rotina reduzida e horários especiais de funcionamento, uma série de movimentos internos revela que o silêncio institucional pode ser apenas uma cortina para disputas que se intensificam nos bastidores da maior universidade pública do estado. 

A UFMA, que mantém serviços essenciais em funcionamento mesmo durante o recesso — como setores de segurança, manutenção, tecnologia e unidades administrativas em horário especial — registra um fluxo menor de atividades acadêmicas, mas vive um momento de articulações políticas e mobilizações que prometem marcar o calendário de 2026. 

Segundo observadores da comunidade universitária, o período de férias, que segue até 1º de março com funcionamento administrativo reduzido das 8 h às 14 h, pode representar mais do que simples descanso: seria tempo de preparação para debates intensos que se avizinham. 

Na avaliação de setores críticos à atual gestão, a aparente tranquilidade nas vagas do campus contrasta com a movimentação dos grupos que disputarão posições estratégicas na instituição a partir de abril, quando se inicia o processo eleitoral para a Reitoria e para cargos de direção em centros e unidades acadêmicas.

Com o calendário eleitoral se aproximando, vozes dentro e fora da universidade afirmam que a discussão sobre cargos de liderança já começou informalmente, e que temas sensíveis — como critérios de seleção de bolsistas, transparência na distribuição de recursos e relações entre a administração superior e outras instâncias acadêmicas — devem ser pontos centrais do debate. 

Críticas relatadas por setores da comunidade estudantil e docente incluem alegações de favorecimentos e nepotismo nas gestões anteriores, levantando questionamentos sobre práticas que teriam sido naturalizadas ao longo dos anos. Para esses grupos, as eleições não serão apenas uma disputa por votos, mas uma oportunidade de confrontar narrativas e exigir transparência e responsabilidade nas decisões administrativas. 

A UFMA vem enfrentando desafios nos últimos meses que vão além das questões eleitorais. Em diversas instituições federais pelo país, incluindo a própria UFMA, movimentos grevistas de docentes e servidores continuam reivindicando melhores condições de trabalho, reajustes salariais e políticas públicas mais robustas para a educação superior pública. 

Além disso, episódios como a suspensão de aulas em tempos de crise — seja por motivos de segurança ou por ajustes no calendário acadêmico — têm afetado o ritmo de atividades, exigindo respostas rápidas da administração para garantir o bem-estar da comunidade acadêmica. 

Com o retorno das atividades letivas previsto para março, a UFMA entra em um período decisivo: além de iniciar formalmente as etapas do processo eleitoral, a instituição precisará lidar com questões internas que marcaram o último ciclo e que, segundo analistas, serão intensificadas à medida que a eleição se aproxima.

Para muitos estudantes e servidores, a expectativa é de uma disputa que ultrapassa os limites dos discursos institucionais e que possa realmente colocar em pauta não apenas agendas políticas, mas também propostas de gestão que dialoguem com demandas concretas da comunidade acadêmica.

O recesso pode até parecer um momento de calmaria, mas, como dizem alguns atores da universidade, “a tempestade já começou”.

Em tempos: O fracasso institucional da gestão de Fernando Carvalho tornou-se evidente. O silêncio do antigo gestor levanta questionamentos: seria cumplicidade ou arrependimento? O cenário permanece em aberto e pode surpreender, já que os próximos meses prometem reviravoltas impressionantes.

Em tempos 2: A saída de um antigo aliado de uma função importante e estratégica abriu um abismo e aprofundou as incertezas sobre o futuro político de Fernando Carvalho. O editorial teve acesso a documentos que podem expor pelo menos três pró-reitores e colocar, de vez, o “magnífico” no radar do Ministério Público Federal. Resta aguardar: a mágoa ainda pode crescer — e os desdobramentos prometem ser contundentes.