16 março 2026

Negociação conduzida por promotora garante retomada do transporte público em São Luís

A greve dos rodoviários que paralisou o transporte público de São Luís foi suspensa nesta segunda-feira (16) após uma rodada de negociações conduzida pelo Ministério Público. A mediação foi liderada pela promotora Lítia Cavalcanti, que reuniu representantes das empresas de transporte e do sindicato da categoria para tentar pôr fim ao impasse que afetava milhares de usuários do sistema.

Após mais de três horas de reunião na Promotoria do Consumidor, foi firmado um acordo mínimo entre as partes. Pelo entendimento, as empresas se comprometeram a pagar até a manhã desta terça-feira (17) a diferença salarial referente ao reajuste de 5,5% determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região. Com isso, a previsão é de que os ônibus voltem a circular normalmente nas primeiras horas do dia.

Além do pagamento imediato, ficou estabelecido que as empresas terão prazo até o dia 31 de março para apresentar uma solução definitiva relacionada ao reajuste salarial e ao pagamento do ticket alimentação dos trabalhadores. Caso o compromisso não seja cumprido, a categoria poderá retomar o movimento grevista após a data estipulada.

Mediação do Ministério Público

A atuação do Ministério Público foi decisiva para a suspensão da paralisação. A promotora Lítia Cavalcanti conduziu as negociações entre empresários e trabalhadores, buscando um entendimento que permitisse a retomada do transporte público na capital maranhense.

Nos bastidores das discussões, a avaliação de participantes do encontro é que a mediação institucional foi determinante para viabilizar o acordo emergencial que garantiu o retorno do serviço à população.

Debate sobre gestão do transporte

A paralisação também reacendeu o debate sobre a condução da política de mobilidade urbana em São Luís. Durante as negociações, representantes da categoria apontaram que a prefeitura participou das discussões, mas não apresentou propostas consideradas suficientes para resolver o impasse.

A greve desta segunda-feira foi mais uma interrupção do sistema durante a gestão do prefeito Eduardo Braide. O histórico recente de paralisações tem gerado críticas e pressões por soluções estruturais para o transporte coletivo da capital.

Com a suspensão do movimento, a expectativa agora é de normalização do serviço nesta terça-feira, enquanto trabalhadores e empresas seguem negociando os pontos pendentes do acordo.

Alunos da UFMA criticam postura da universidade em meio à crise do transporte público

A manutenção das atividades acadêmicas em meio à crise no transporte público em São Luís provocou forte reação de estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Em manifestações e notas divulgadas nas redes sociais, alunos criticaram a decisão da universidade de manter o calendário letivo mesmo durante a paralisação dos rodoviários.

De forma irônica, estudantes questionaram as alternativas para chegar ao campus: “Qual dessas soluções vocês preferem? Vamos voando, de carroça ou andando?”. Segundo eles, a situação evidencia um problema maior: a dificuldade de acesso à universidade durante a greve do transporte coletivo.



Os estudantes argumentam que a universidade não pode se tornar um espaço elitista, onde apenas quem possui carro, moto ou dinheiro para complementar o valor do voucher oferecido pela prefeitura consegue frequentar as aulas. Outro ponto levantado diz respeito aos alunos que utilizam o benefício para se deslocar ao trabalho e que, diante da paralisação, enfrentam dificuldades até mesmo para retornar para casa.

A decisão de manter as aulas também foi questionada por entidades estudantis. Integrantes do Centro Acadêmico de Ciências Sociais afirmaram que um cronograma atrasado não pode servir como justificativa para ignorar os impactos da greve no cotidiano dos universitários. “Afinal, somos nós os mais prejudicados com isso”, afirmaram.

No debate interno, o tom das críticas se intensificou. Dirigentes e militantes da UJS/PCdoB, bolsistas da PROAES e fundações e membros do chamado “DCE fake de Danilo Lopes” chegaram a chamar o reitor Fernando Carvalho de “burro, jumento ou asno”, expressão utilizada em meio à indignação com a nota informativa divulgada pela universidade sobre a greve dos rodoviários.

Para os estudantes, a posição institucional da UFMA não leva em consideração as diferentes realidades vividas pelos alunos. Diante da situação, o Centro Acadêmico de Ciências Sociais orientou que estudantes entrem em contato com os professores responsáveis pelas disciplinas para solicitar o cancelamento das aulas ou alternativas que evitem prejuízos acadêmicos.

A principal preocupação é que alunos que não consigam chegar ao campus sejam penalizados com faltas. “O que não pode é pôr falta nos alunos que faltarão essas aulas”, diz a orientação divulgada pelo centro acadêmico.

Além das dificuldades de mobilidade, estudantes também relataram problemas de infraestrutura no campus. Segundo relatos, o campus passou o dia inteiro sem energia elétrica e, em alguns setores, o problema persistiu no dia seguinte. O COLUN foi citado como um dos locais afetados, com registros de goteiras, salas sem luminárias e outras deficiências estruturais.

Diante desse cenário, alunos cobram sensibilidade da administração universitária e medidas que considerem as dificuldades enfrentadas durante a paralisação do transporte público na capital maranhense.

Em tempos: Os “meninos” de Mister Mojaro transformaram o grande “Rei-tor” em motivo de chacota nas redes sociais — os mesmos que, na gestão passada, fizeram o mesmo com o magnífico anterior. Curiosamente, os atuais empoderados e cooptados por bolsas de pesquisa não foram suficientes para satirizar e humilhar o “Boca Treme-Treme”. Um ano antes da eleição para reitor, ele já havia sido deposto pelos seus próprios aliados.

Em tempos 2: Enquanto isso, a oposição cresce e vai se fortalecendo ainda mais, especialmente agora diante de documentos que supostamente apontam para casos de improbidade administrativa e possível falsidade ideológica envolvendo grupos ligados à PROAES.

PF apreende canetas emagrecedoras ilegais em bagagem de passageiro no aeroporto de São Luís

Uma fiscalização de rotina da Polícia Federal resultou na apreensão de medicamentos irregulares no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís. Entre os produtos encontrados estavam canetas emagrecedoras e frascos contendo a substância tirzepatida, transportados sem autorização sanitária.

A apreensão ocorreu na madrugada de domingo (15), durante inspeção realizada por agentes federais no terminal. Os medicamentos estavam na bagagem de um passageiro que havia embarcado em Foz do Iguaçu, no estado do Paraná.

De acordo com a Polícia Federal, os produtos entraram no país sem autorização dos órgãos reguladores e sem o recolhimento dos tributos exigidos para importação. Todo o material foi recolhido e encaminhado para a sede da corporação, onde serão realizados os procedimentos legais.

A substância tirzepatida é utilizada em medicamentos voltados ao tratamento de obesidade e diabetes, mas sua importação e comercialização dependem de controle rigoroso e autorização específica das autoridades sanitárias. Por conta das irregularidades, o passageiro poderá responder por contrabando e infração sanitária.

Este foi o segundo caso semelhante registrado no aeroporto da capital maranhense em menos de uma semana. Na última quinta-feira (12), agentes federais já haviam apreendido frascos de substâncias utilizadas em medicamentos para emagrecimento durante abordagem a um casal que também havia embarcado em Foz do Iguaçu.

Autoridades de saúde alertam que o uso indiscriminado das chamadas “canetas emagrecedoras”, popularizadas nas redes sociais, pode provocar efeitos adversos graves e deve ocorrer somente com prescrição e acompanhamento médico.

10 março 2026

Impasse salarial leva rodoviários a ameaçar nova paralisação do transporte na capital

O sistema de transporte público de São Luís pode enfrentar uma nova paralisação nos próximos dias. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) anunciou que a categoria concedeu prazo de 72 horas para que as empresas regularizem pendências trabalhistas, sob risco de greve geral.

De acordo com o sindicato, as empresas do setor não estariam cumprindo a decisão da Justiça do Trabalho que determinou reajuste salarial de 5,5% sobre o salário base dos rodoviários. A denúncia foi feita após trabalhadores relatarem que o pagamento realizado na última sexta-feira (6) ocorreu sem a aplicação do aumento, enquanto em alguns casos os salários sequer teriam sido depositados.

O presidente do sindicato, Marcelo Brito, afirmou que a categoria cobra apenas o cumprimento do que foi estabelecido judicialmente. Segundo ele, o prazo estipulado busca evitar prejuízos maiores à população que depende do transporte coletivo na capital maranhense.

Além do reajuste salarial, os rodoviários reivindicam a atualização do valor do ticket alimentação e de outros benefícios previstos na Convenção Coletiva de Trabalho. De acordo com o sindicato, essas garantias também estariam sendo descumpridas pelas empresas.

O STTREMA informou ainda que encaminhou ofícios às autoridades responsáveis pelo sistema de transporte e aos órgãos competentes relatando o descumprimento da decisão judicial. Caso as irregularidades não sejam resolvidas dentro do prazo estabelecido, a categoria poderá iniciar uma paralisação geral das atividades.

Até o momento, as empresas responsáveis pelo transporte público da capital maranhense não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações feitas pelo sindicato.

Direção do PSOL descarta federação com PT e mantém estratégia eleitoral no Maranhão

O pré-candidato ao governo do Maranhão e dirigente nacional do PSOL, Enilton Rodrigues, afirmou em entrevista à TV Mirante que o partido decidiu não avançar na proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da decisão, a legenda seguirá dialogando com outras siglas do campo progressista no estado.

De acordo com Enilton, a posição foi definida durante reunião da direção nacional do partido e não altera a estratégia política do PSOL no Maranhão. Segundo ele, a sigla mantém o plano de disputar as eleições estaduais com candidatura própria ao governo.

Durante o encontro, o diretório nacional aprovou três pontos principais: o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno das eleições presidenciais, a renovação da federação partidária com a Rede Sustentabilidade e a rejeição da proposta de federação com o PT. A aliança com o partido foi rejeitada por 76% dos votos dos dirigentes nacionais.

No Maranhão, o PSOL já iniciou a organização de sua chapa para a disputa eleitoral. Além da pré-candidatura de Enilton Rodrigues ao governo do estado, a legenda também pretende lançar candidatura ao Senado com o nome de Antônia Cariombo.

Mesmo sem a federação com o PT, Enilton destacou que o partido mantém diálogo com outras legendas de esquerda, como o próprio PT, o PCdoB, o PV e o PSB. Segundo ele, a orientação é fortalecer alianças programáticas sem abrir mão da autonomia política da sigla no estado.

O dirigente também afirmou que o PSOL não pretende firmar alianças com grupos ligados ao bolsonarismo e seguirá construindo um programa próprio de governo. Entre as propostas defendidas pelo partido estão a implantação da tarifa zero no transporte público, a valorização dos servidores e a ampliação das políticas públicas.

Por fim, Enilton ressaltou que a legenda considera importante a unidade das forças de esquerda, mas avalia que possui condições de disputar o governo do Maranhão de forma independente. Ele afirmou ainda que o PSOL gostaria de contar com o apoio do presidente Lula no estado, embora reconheça que a decisão dependerá das articulações políticas em nível nacional.