O PDT do Maranhão enfrenta um momento de tensão durante a campanha eleitoral de 2026. Candidatos que integram as chapas proporcionais passaram a manifestar insatisfação com a condução da campanha, principalmente em relação à estrutura oferecida pelo partido, à distribuição de recursos e à falta de reuniões e orientações.
De acordo com relatos atribuídos a integrantes da legenda, o descontentamento já chegou ao ponto de alguns candidatos avaliarem a possibilidade de retirar suas candidaturas. Entre os nomes citados estão Pastor Amorim e Charles dos Carrinhos.
Um dos integrantes da nominata afirmou que os candidatos estariam sem acompanhamento da direção partidária desde o início da campanha. A principal reclamação envolve a ausência de reuniões, orientação política e suporte para o desenvolvimento das atividades eleitorais.
A situação ganha maior dimensão diante dos recursos destinados ao partido. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o PDT recebeu mais de R$ 169 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha em 2026.
No Maranhão, os recursos também foram distribuídos entre candidatos às eleições proporcionais e majoritárias. A concentração dos repasses passou a ser questionada internamente por integrantes das chapas, que cobram maior equilíbrio na utilização do dinheiro destinado às campanhas.
O cenário é considerado ainda mais delicado porque o PDT possui uma trajetória histórica de protagonismo político no Maranhão. A legenda já governou São Luís e chegou ao Governo do Estado, principalmente durante o período de liderança de Jackson Lago.
Atualmente, entretanto, o partido disputa a eleição em um contexto diferente, sem o mesmo espaço institucional de décadas anteriores e enfrentando dificuldades para organizar suas chapas.
Com a campanha em andamento, a expectativa dentro da legenda é de que as reclamações sejam discutidas e que a direção consiga reduzir o desgaste entre os candidatos. Caso contrário, a crise interna poderá ter reflexos no desempenho eleitoral do partido.





