24 outubro 2026

Eleições 2026: boca de urna é crime e pode levar à prisão neste domingo (25)

A disputa eleitoral chega à sua etapa decisiva neste domingo (25), e uma das principais preocupações da Justiça Eleitoral é combater a chamada boca de urna. A prática, considerada crime, ocorre quando alguém tenta influenciar a decisão de outros eleitores durante o dia da votação.

A proibição vale para candidatos, apoiadores e demais cidadãos. Distribuir material de campanha, abordar pessoas nas proximidades dos locais de votação para pedir votos ou organizar manifestações coletivas de propaganda são exemplos de condutas que podem configurar irregularidades.

De acordo com a legislação eleitoral, quem for flagrado praticando boca de urna poderá responder criminalmente, com pena de detenção de seis meses a um ano e pagamento de multa. A pena privativa de liberdade poderá ser substituída por prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período.

A legislação também estabelece limites para manifestações políticas coletivas até o encerramento da votação, especialmente quando envolvem grupos organizados, vestimentas padronizadas e materiais de propaganda.

Por outro lado, usar uma camiseta de candidato, um adesivo ou um broche não constitui, por si só, crime eleitoral. A manifestação individual e silenciosa é permitida.

Os eleitores que presenciarem possíveis irregularidades poderão registrar denúncias por meio do aplicativo Pardal, disponibilizado gratuitamente pela Justiça Eleitoral.

A ferramenta possibilita informar o local da ocorrência e encaminhar fotos, vídeos e outros elementos que auxiliem na apuração.

A orientação é respeitar as regras eleitorais e garantir que cada cidadão possa exercer seu direito ao voto livremente, sem pressões ou constrangimentos.

Saúde do Maranhão enfrenta denúncias de desabastecimento, suspensão de cirurgias e interrupção de tratamentos

A rede estadual de saúde do Maranhão está no centro de uma onda de denúncias envolvendo falta de medicamentos, suspensão de procedimentos cirúrgicos e dificuldades no atendimento de pacientes. A situação tem provocado críticas ao governo Carlos Brandão (MDB) e mobilizado parlamentares que cobram providências urgentes para evitar o agravamento dos problemas.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou dificuldades enfrentadas por pacientes do Hospital de Câncer do Maranhão. Segundo o parlamentar, pessoas em tratamento oncológico estariam há mais de duas semanas sem receber sessões de quimioterapia devido à falta de medicamentos específicos.

Outro estabelecimento citado nas denúncias é o Hospital da Ilha, em São Luís. Conforme os relatos apresentados, problemas nos sistemas de climatização teriam comprometido o funcionamento de setores essenciais, incluindo o centro cirúrgico e unidades de terapia intensiva, provocando a suspensão de procedimentos e exames.

As dificuldades também envolveriam o abastecimento de materiais hospitalares. Uma manifestação atribuída ao Sindicato dos Atacadistas de Medicamentos do Estado do Maranhão (Sindamed) aponta atrasos nos pagamentos a fornecedores, situação que estaria prejudicando a distribuição de medicamentos e insumos.

A crise ultrapassaria os limites da rede estadual. Na Câmara Municipal de São Luís, o vereador Dr. Joel alertou que a redução de atendimentos em hospitais estaduais estaria aumentando a procura por unidades municipais, como o Socorrão I e o Hospital da Cidade.

Diante das denúncias, parlamentares defendem a adoção de medidas emergenciais para garantir o funcionamento dos hospitais e a continuidade dos tratamentos.

A situação exige esclarecimentos da Secretaria de Estado da Saúde sobre o abastecimento de medicamentos, a manutenção dos equipamentos e os prazos para normalização dos serviços.

As informações sobre as interrupções e suas causas ainda dependem de confirmação independente e manifestação oficial do governo estadual.

23 outubro 2026

Lula ou Flávio? Datafolha aponta 50% para cada e regra eleitoral pode favorecer petista em empate absoluto

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) apresentou um cenário de equilíbrio entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento, os dois candidatos aparecem com 50% dos votos válidos, percentual que desconsidera votos brancos, nulos e eleitores indecisos.

Nas intenções de voto totais, Flávio Bolsonaro registra 47%, contra 46% de Lula. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores presencialmente entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-09709/2026.

Um detalhe previsto na legislação brasileira estabelece que, caso os candidatos obtenham exatamente a mesma quantidade de votos no segundo turno, será considerado eleito aquele que tiver maior idade.

Nesse cenário hipotético, Lula seria beneficiado por ser mais velho que Flávio Bolsonaro.

Entretanto, os 50% registrados para cada candidato na pesquisa não representam uma previsão de empate absoluto na apuração. Os percentuais são estimativas estatísticas e estão sujeitos à margem de erro.

Outro dado relevante do levantamento é a presença de eleitores que ainda não definiram seu voto.

Na pesquisa espontânea, Flávio Bolsonaro aparece com 46%, enquanto Lula registra 45%. O percentual de indecisos subiu de 3% para 4%.

Com a proximidade da votação, a mobilização dos eleitores e a decisão daqueles que permanecem indecisos podem ser determinantes para o resultado final.

O segundo turno acontece neste domingo, 25 de outubro, quando os brasileiros escolherão o próximo presidente da República.

22 outubro 2026

Bares e restaurantes podem ter prejuízos com Lei Seca de 22 horas no Maranhão

A decisão de restringir a comercialização de bebidas alcoólicas durante 22 horas no Maranhão, no próximo domingo (25), reacendeu o debate sobre os impactos econômicos da chamada Lei Seca no setor de bares e restaurantes.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a proibição está prevista para começar à meia-noite e terminar somente às 22h, abrangendo praticamente todo o dia do segundo turno das eleições.

A restrição poderá afetar estabelecimentos que dependem da movimentação de consumidores aos domingos, especialmente aqueles que comercializam bebidas alcoólicas como parte importante de suas atividades.

O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, criticou a adoção da Lei Seca, afirmando que a medida representa uma intervenção nas atividades comerciais sem demonstrar resultados efetivos para a segurança do processo eleitoral.

De acordo com a entidade, a experiência do primeiro turno mostrou que a realização das eleições não depende necessariamente da suspensão da venda de bebidas alcoólicas.

A associação também chama atenção para os possíveis reflexos sobre trabalhadores e empresários, que podem enfrentar redução de receitas durante o período de restrição.

Apesar de ser adotada em alguns estados, a Lei Seca não é uma exigência da legislação federal para as eleições brasileiras.

Cada unidade da Federação pode ter regras próprias, conforme as decisões das autoridades competentes.

No segundo turno de 2026, oito estados terão restrições estaduais, enquanto Rondônia aplicará a medida apenas em quatro municípios.

A Abrasel defende que as autoridades considerem a responsabilidade individual dos cidadãos e busquem alternativas que preservem a segurança eleitoral sem prejudicar o funcionamento das atividades econômicas.

21 outubro 2026

Gestão Fred Campos amplia rede de saúde de Paço do Lumiar com entrega de novo CAPSi

A gestão do prefeito Fred Campos realizou, nesta terça-feira (20), mais uma entrega na área da saúde pública de Paço do Lumiar. Trata-se do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi), equipamento destinado ao atendimento especializado de crianças e adolescentes.

A inauguração representa uma ampliação da estrutura municipal de assistência psicossocial e busca facilitar o acesso da população a serviços de acompanhamento em saúde mental.

Sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), a unidade reúne profissionais de diferentes especialidades e ambientes destinados ao atendimento individual e coletivo.

O espaço dispõe de brinquedoteca, farmácia, consultórios, fraldário, banheiros adaptados, cozinha e sala de descanso.

Ampliação dos serviços especializados

O CAPSi atenderá crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes, incluindo situações relacionadas ao uso prejudicial de álcool e outras drogas.

A assistência será organizada por meio do Projeto Terapêutico Singular (PTS), instrumento que permite estabelecer estratégias específicas de acompanhamento conforme as necessidades identificadas pela equipe.

Além das consultas, poderão ser desenvolvidas oficinas, grupos terapêuticos, orientação familiar e visitas domiciliares.

A cerimônia de inauguração reuniu o prefeito Fred Campos, a secretária de Saúde, Ana Lúcia, a diretora Rubenilda Teixeira e representantes do sistema de Justiça, entre eles o juiz Douglas Martins e o promotor Samaroy Batalha.

Atendimento à população

O novo centro está localizado na Avenida 14, próximo à Escola Bandeira Tribuzzi, e funcionará das 7h às 19h.

O acesso ocorrerá por demanda espontânea, permitindo que os responsáveis procurem diretamente o serviço para avaliação inicial.

A entrega do equipamento faz parte das ações anunciadas pela administração municipal para fortalecer a rede pública de saúde e ampliar a assistência especializada em Paço do Lumiar.