20 fevereiro 2026

Helena Duailibe participa da inauguração do CAPS AD III no João Paulo

A deputada estadual Helena Duailibe (PP) participou, na quinta-feira (19), da inauguração do novo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III), no bairro João Paulo, em São Luís. A cerimônia contou com a presença do governador Carlos Brandão e marcou o reforço da rede estadual de saúde mental.

Durante o evento, a parlamentar destacou o impacto social do equipamento para a comunidade. Ex-moradora do bairro e médica, Helena ressaltou a relevância do serviço para o acolhimento e a ressocialização de pessoas que enfrentam dependência de álcool e outras drogas.

“É uma alegria ver o João Paulo receber um serviço tão necessário. O CAPS AD III representa cuidado, dignidade e uma oportunidade real de reconstrução para muitas famílias”, afirmou a deputada, ao agradecer ao governador pela iniciativa.

O novo CAPS AD III funcionará em regime integral, com atendimento 24 horas por dia, inclusive à noite, nos fins de semana e feriados. A unidade atuará no manejo de crises, acolhimento noturno e acompanhamento contínuo dos usuários, com base na atenção psicossocial territorial e na estratégia de redução de danos.

A estrutura contará com até oito leitos destinados ao acolhimento noturno de usuários já acompanhados pelo serviço. A permanência será de curta duração e dependerá de indicação clínica da equipe multiprofissional, não configurando internação hospitalar, mas um recurso terapêutico transitório dentro da rede de atenção psicossocial.

O espaço dispõe de leitos de acolhimento, posto de enfermagem, farmácia, salas para atendimento individual e coletivo, ambiente para atendimento familiar, salas de oficinas terapêuticas, espaço multimídia, refeitório e área de convivência, além de banheiros adaptados e setores administrativos.

Com a entrega do equipamento, o Governo do Estado amplia o acesso ao tratamento humanizado para pessoas com transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas, fortalecendo a política pública de saúde mental e descentralizando os serviços especializados na capital maranhense.

19 fevereiro 2026

Ex-estrategista do PP no Maranhão, Alberto da Conceição Dias falece aos 69 anos

Faleceu no último dia 16 de fevereiro, aos 69 anos, o articulador político e acadêmico Alberto da Conceição Dias. Com trajetória marcada pela atuação nos bastidores da política maranhense e dedicação à formação acadêmica, ele deixa esposa, filhos, amigos e um legado de compromisso público.

Natural do bairro Lira, em São Luís, Alberto nasceu na Rua da Mangueira e cresceu em uma família de cinco irmãos. Ao longo da vida, construiu carreira voltada à gestão pública e à articulação partidária. Entre 2007 e 2017, atuou estrategicamente no Partido Progressista (PP), colaborando com lideranças políticas e gestores municipais do Maranhão.

Nesse período, trabalhou ao lado do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão, contribuindo em estratégias e táticas políticas que marcaram sua atuação nos bastidores.

Graduado em Administração Pública pela Faculdade Atenas Maranhense (FAMA), Alberto especializou-se em Recursos Humanos e, no fim de 2025, concluiu o curso de Direito na Faculdade Laboro. Sua monografia abordou “A importância da atuação dos catadores de material reciclável frente à degradação ambiental em São Luís-MA”, trabalho dedicado à esposa, Judite Alexandre Oliveira, e aos filhos Kessia, Kleilson, Kelly, Eduardo, Marcos, Anderson, Alberto Junior, Hamaiyana, Paulo Roberto e Esther.

A direção da instituição lamentou a perda. A reitora da Laboro, professora doutora Sueli Tonial Pistelli, que cumpre agenda internacional, manifestou pesar e destacou o perfil cordial e respeitoso do formando. A faculdade informou que fará uma homenagem póstuma no dia 26 de março, durante a solenidade de colação de grau da turma 2025.2.

Amigos e colegas ressaltaram o espírito agregador e a capacidade de diálogo de Alberto. Em manifestações públicas, ex-companheiros de jornada política e acadêmica o descreveram como um homem de inteligência emocional marcante e perseverança.

Nas redes sociais, mensagens destacam sua trajetória de superação e dedicação à família e aos estudos, especialmente pela conquista recente do diploma de Direito, alcançada poucos meses antes de sua partida.

10 fevereiro 2026

Prefeitura de São Luís quita subsídio atrasado e greve de rodoviários é suspensa

A Prefeitura de São Luís efetuou, nesta segunda-feira (10), o pagamento do valor referente ao complemento do subsídio do sistema de transporte público coletivo, que estava pendente desde janeiro de 2026. A informação foi divulgada pelo site Observatório da Blogosfera, que apontou que o prefeito Eduardo Braide (PSD) determinou a liberação imediata do recurso às vésperas de uma paralisação total do sistema.

O montante pago foi de R$ 1.459.692,76, valor destinado ao complemento da 50ª parcela do subsídio concedido às empresas concessionárias do transporte urbano da capital maranhense.

Com o repasse realizado, a Greve Geral anunciada pelos trabalhadores rodoviários foi suspensa, evitando a interrupção completa do transporte público na cidade.

De acordo com a publicação, o pagamento foi feito em caráter emergencial diante do risco iminente de paralisação total do sistema, o que poderia deixar milhares de usuários sem transporte.

O valor é oriundo de acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre a Prefeitura de São Luís, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET).

O complemento do subsídio é destinado às empresas concessionárias responsáveis pela operação do transporte coletivo, entre elas: Viação Primor, Consórcio Upaon-Açu, Consórcio Via SL e Consórcio Central, conforme previsto na legislação municipal e nos contratos de concessão em vigor.

O pagamento garante o cumprimento das obrigações trabalhistas e contribui para manter o funcionamento do sistema, que vinha sendo alvo de críticas e instabilidade nos últimos dias.

SET reage a declarações e diz que crise do transporte em São Luís ainda não foi resolvida

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) divulgou nota pública rebatendo declarações recentes sobre a crise do transporte coletivo na capital maranhense. Segundo a entidade, a situação não pode ser tratada como resolvida por meio de discursos políticos, pois envolve problemas estruturais e técnicos que ainda persistem no sistema.

De acordo com o sindicato, ao afirmar que a crise estaria superada sem que tenha havido mudanças concretas, a gestão municipal evidencia falhas na fiscalização, no cumprimento dos contratos e na manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do transporte público — atribuições que, conforme o SET, são responsabilidades diretas do poder concedente.

Na nota, o SET também criticou acusações genéricas direcionadas a empresários do setor, apontando que não é aceitável imputar condutas ilícitas sem apuração técnica ou respaldo de órgãos de controle.

A entidade reforçou confiança nas instituições fiscalizadoras e informou que já está adotando medidas administrativas e jurídicas, inclusive de caráter reparatório, para preservar a integridade institucional das empresas e esclarecer os fatos.

Por fim, o sindicato destacou que a crise do transporte público não será resolvida com narrativas, mas sim com gestão técnica, cumprimento das obrigações contratuais e definição clara das responsabilidades entre as partes envolvidas.

Transporte público de São Luís pode parar novamente nesta quarta-feira (11)

O sistema de transporte público coletivo de São Luís vive um dos momentos mais críticos dos últimos anos e pode sofrer nova paralisação já a partir desta quarta-feira (11). A possibilidade de greve foi apontada durante discussões recentes envolvendo empresários do setor e o Ministério Público do Maranhão (MPMA), que avaliam que o serviço entrou em colapso devido a falhas na gestão municipal e problemas no repasse do subsídio destinado ao funcionamento do sistema.

De acordo com informações apresentadas por representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET), a crise se agravou após inconsistências no pagamento do subsídio municipal, mecanismo utilizado para reduzir o impacto do custo operacional nas tarifas pagas pelos usuários e garantir o pagamento dos trabalhadores.

A promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti, destacou que o cenário atual é resultado de uma série de impasses e falta de avanço nas negociações entre Prefeitura e operadores do sistema. Segundo ela, a paralisação pode ocorrer por falta de pagamento dos rodoviários, e, caso isso aconteça, não há garantia de quando o serviço poderá ser retomado.

O MPMA, inclusive, já ingressou com uma Ação Civil Pública diante da gravidade da situação, após tentativas frustradas de solucionar o problema por meio do diálogo com a Prefeitura de São Luís.

Nesta segunda-feira (09), a Câmara Municipal de São Luís realizou uma convocação da secretária municipal de Transportes, Manuella Fernandes, para prestar esclarecimentos sobre o cenário do transporte coletivo. No entanto, a gestora não compareceu. Também não participaram representantes da Procuradoria Geral do Município e da Controladoria Geral.

Com as ausências, a reunião acabou se transformando em uma audiência pública, na qual foram apresentados dados que apontam o agravamento financeiro do sistema. Durante o encontro, o representante do SET, Benedito Pires, afirmou que o transporte coletivo já se encontra em colapso e revelou que existe ação judicial em tramitação que pode permitir que empresas deixem de operar o serviço.

Um documento referente à memória de cálculo do mês de janeiro indica divergências nos valores que deveriam ser repassados aos consórcios responsáveis pelo transporte.

Segundo o material, o cálculo do valor por passageiro equivalente indicava determinado montante, mas a Prefeitura teria realizado o pagamento com valor diferente, gerando um déficit de R$ 171.536,70.

Além do erro contábil, foi apontado que houve desconto no subsídio, reduzindo significativamente o repasse destinado ao pagamento dos salários dos rodoviários, o que pode inviabilizar o funcionamento do sistema e provocar a paralisação dos ônibus nas primeiras horas de quarta-feira.

Caso a paralisação se confirme, São Luís deve amanhecer sem ônibus, prejudicando diretamente trabalhadores, estudantes, comerciantes e a população em geral, além de causar impactos econômicos imediatos em toda a capital.

A crise expõe mais uma vez o desgaste do sistema de transporte público da cidade e a dificuldade de articulação entre Prefeitura, empresários e trabalhadores para garantir a continuidade do serviço.

Com informações Observatório da Blogosfera