12 abril 2026

Tripulação da Artemis II celebra retorno histórico após missão ao redor da Lua

Os quatro astronautas da missão Artemis II foram recebidos com aplausos e emoção após retornarem à Terra, marcando um feito histórico na exploração espacial. A recepção ocorreu no Centro Espacial Johnson, menos de 24 horas após o pouso da cápsula no Oceano Pacífico.

A missão, conduzida pela NASA, levou os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen a um sobrevoo da Lua, tornando-se a primeira jornada tripulada ao satélite natural desde 1972. Durante os nove dias de viagem, a equipe percorreu cerca de 406 mil quilômetros, estabelecendo um novo recorde de distância para uma missão tripulada.

Visivelmente emocionado, o comandante Reid Wiseman destacou o vínculo criado entre os tripulantes e a intensidade da experiência. Segundo ele, apesar do sonho de explorar o espaço, o retorno à Terra e à convivência com familiares e amigos ganha um novo significado após a missão.

A astronauta Christina Koch, primeira mulher a participar de uma viagem desse tipo, protagonizou um dos momentos mais marcantes da cerimônia ao interromper sua fala para conter a emoção. Ao descrever a visão do planeta a partir do espaço, ela comparou a Terra a um “bote salva-vidas suspenso no universo” e reforçou a ideia de união entre os habitantes do planeta.

Já Victor Glover ressaltou o sentimento de gratidão pela experiência, enquanto Jeremy Hansen enfatizou o valor humano da missão, destacando a coragem e o espírito de colaboração da equipe.

A cápsula Orion enfrentou temperaturas extremas, próximas de 3.800 °C, ao reentrar na atmosfera terrestre a quase 40 mil km/h antes de pousar com segurança próximo à costa da Califórnia.

Especialistas apontam que o sucesso da Artemis II abre caminho para novas etapas do programa lunar. Para o ex-astronauta Clayton C. Anderson, a missão representa um avanço decisivo rumo à construção de uma base na Lua e ao desenvolvimento de tecnologias que poderão viabilizar futuras viagens a Marte.

Segundo ele, o satélite natural deve funcionar como uma plataforma estratégica para testes e exploração de recursos, como água e gelo, essenciais para missões mais longas no espaço profundo.

Com o êxito da Artemis II, a NASA reforça seus planos de ampliar a presença humana além da órbita terrestre, inaugurando uma nova fase na exploração espacial.

10 abril 2026

Troca na direção do CCH amplia críticas e reacende debate sobre democracia interna

 


A destituição do professor Luciano da Silva Façanha do cargo de diretor do Centro de Ciências Humanas (CCH) desencadeou forte repercussão na comunidade acadêmica e ampliou críticas à condução administrativa da universidade. A decisão, conforme relato do próprio docente, foi comunicada na última quarta-feira (9), sob a justificativa de que a portaria que o mantinha na função havia expirado, levando a reitoria a nomear um novo gestor para o centro.

Em nota, Façanha afirmou ter sido “surpreendido” pela medida, classificando-a como motivo de “estranheza, desconforto e insegurança”. Ele destacou que foi eleito para o cargo e argumentou que, em casos semelhantes, é prática institucional a recondução do diretor como pró-tempore até a realização de novas eleições — procedimento que, segundo ele, não foi adotado desta vez.

O professor também ressaltou que manteve, durante sua gestão, uma relação institucional com a administração superior, pautada pelo respeito às decisões colegiadas e às deliberações do Conselho do CCH. Diante disso, questionou os critérios utilizados pela reitoria. “Por que justamente o diretor do CCH não foi reconduzido? Trata-se de um ato administrativo ou de uma manobra política?”, indagou, levantando dúvidas sobre o compromisso democrático da gestão universitária.


A decisão também motivou manifestações de diferentes setores da universidade. O Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) declarou “perplexidade” diante do afastamento e criticou a ausência de transparência no processo, afirmando que a medida “gera insegurança” e pode representar desrespeito à escolha da comunidade acadêmica. O programa destacou ainda que a situação deve ser questionada junto à administração superior e alertou para possíveis traços de autoritarismo. “O que está em jogo neste momento é a nossa liberdade de ação e expressão”, afirmou em nota.

Além disso, integrantes da comunidade acadêmica e da sociedade civil organizada manifestaram publicamente “espanto e profundo descontentamento” com a decisão. Segundo o posicionamento, o professor Luciano Façanha, diretor eleito do CCH, não foi reconduzido ao cargo de forma pro tempore após o término de sua gestão, mesmo sem a realização imediata de novas eleições. No lugar, outro docente foi empossado sem consulta prévia ao Conselho de Centro.

Para os signatários, ações dessa natureza desconsideram a vontade da comunidade acadêmica, fragilizam os processos democráticos e abrem espaço para práticas autocráticas no ambiente universitário, comprometendo a transparência na gestão pública. O grupo também avalia que o episódio evidencia falta de diálogo da administração superior e aponta para procedimentos considerados intervencionistas.

O posicionamento destaca ainda o contexto recente de desafios enfrentados pelas universidades públicas entre 2016 e 2022 e afirma que, em um momento de reconstrução democrática, medidas como essa ferem o princípio da igualdade na administração pública. Diante disso, os manifestantes repudiam a decisão, solidarizam-se com o professor Luciano Façanha e defendem sua recondução ao cargo para o qual foi eleito democraticamente.

No mesmo sentido, o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC) também veio a público expressar “profunda insatisfação” com o ocorrido e solicitou respeito aos processos democráticos da universidade, bem como ao Conselho do Centro de Ciências Humanas.

O episódio também reacendeu uma série de questionamentos que circulam entre docentes, estudantes e servidores:

Qual a justificativa para o não cumprimento do prazo regimental na eleição de diretores?

Por que não foram realizadas eleições gerais conforme estabelecem o estatuto e o regimento da universidade?

O que explica o silêncio da APRUMA diante desse cenário?

Quais interesses estão sendo efetivamente atendidos?

Para setores da comunidade acadêmica, o caso não se resume a um atraso administrativo, mas revela um possível processo de erosão da governança universitária, com fragilização das instâncias democráticas e enfraquecimento da autonomia institucional.

Há também o alerta de que, em momentos anteriores, situações semelhantes mobilizaram reações imediatas, incluindo o acionamento do Ministério Público Federal, em defesa da legalidade, da transparência e da democracia interna. Nesse contexto, o silêncio institucional prolongado é interpretado como algo que ultrapassa a neutralidade e pode ser visto como conivência.

As críticas reforçam que a universidade não pode atuar à margem de seus próprios instrumentos normativos. O respeito ao estatuto e ao regimento é apontado como fundamento da legitimidade de qualquer gestão. Sem isso, avaliam, não há governança consolidada, mas uma condução considerada precária, vulnerável e passível de questionamentos.

Ao se despedir do cargo, Façanha agradeceu o apoio recebido durante sua gestão e afirmou que continuará atuando no ambiente acadêmico. “Saio com o ânimo renovado para o enfrentamento político na universidade e certo do modelo de instituição pública que defendo”, declarou.

Até o momento, a reitoria não se manifestou publicamente sobre as críticas. O caso segue em debate, ampliando discussões sobre autonomia universitária, transparência administrativa e os limites das decisões discricionárias na gestão pública.

Jamys Gualhardo filia-se ao Avante e projeta candidatura à Câmara Federal



SÃO JOSÉ DE RIBAMAR – O cenário político da Região Metropolitana de São Luís registrou uma movimentação estratégica nesta janela partidária. O líder político Jamys Gualhardo oficializou sua saída do partido Democratas para se filiar ao Avante. A mudança ocorre em um momento crucial e sinaliza a intenção de Gualhardo em disputar uma vaga de deputado federal no próximo pleito.

Consolidação de Base e Histórico Eleitoral

Gualhardo vem construindo uma trajetória ascendente na região. Em 2016, quando disputou em São Luís, obteve 516 votos. Após transferir seu domicílio eleitoral para São José de Ribamar — fixando base na região dos Parques — o líder comunitário ampliou seu capital político, alcançando 626 votos para vereador na última eleição. Analistas políticos apontam que, ao somar o desempenho histórico nas duas cidades, Gualhardo inicia a pré-campanha com um piso eleitoral superior a 1 mil votos nominais, um número expressivo para lideranças de base que buscam ascensão ao legislativo federal.

Pautas Estratégicas

Além do forte trabalho comunitário, Jamys Gualhardo tem concentrado sua atuação em temas como trânsito e transporte. Por se tratarem de pautas de competência da União, o domínio sobre esses assuntos é visto como um diferencial técnico que pode dar substância à sua plataforma política no Congresso Nacional.

Manobra Partidária

A escolha pelo Avante é interpretada como uma "jogada habilidosa". Dentro da nova sigla, Gualhardo deve encontrar um ambiente de maior competitividade interna, com chances reais de figurar entre os candidatos mais votados do partido. A movimentação também acompanha o alinhamento político com Augusto Cury, reforçando o grupo que busca renovação de quadros na política maranhense.

O mercado político agora aguarda os próximos passos da pré-campanha, observando como essa base comunitária se comportará diante de um desafio de alcance estadual.



08 abril 2026

Arquidiocese de São Luís lança corrida inédita que une fé, esporte e solidariedade

A Arquidiocese de São Luís anunciou a realização da primeira edição da Corrida Corpus Christi, evento que promete integrar espiritualidade, prática esportiva e ações solidárias na capital maranhense. A iniciativa marca a abertura oficial das celebrações de Corpus Christi em 2026.

A prova está programada para o dia 3 de maio, com largada às 6h, na Avenida Litorânea, um dos principais cartões-postais da cidade. A expectativa da organização é reunir cerca de 2 mil participantes, entre atletas profissionais, corredores amadores, famílias e fiéis.

Segundo o arcebispo de São Luís, Dom Gilberto Pastana, a proposta vai além da atividade física. “A corrida é uma oportunidade de celebrar a vida, a saúde e a fé, promovendo também a convivência e o bem-estar coletivo”, destacou.

Integração entre corpo, fé e qualidade de vida

Com percursos de 5 km, 10 km e caminhada livre, o evento foi planejado para atender diferentes perfis de participantes. A proposta inclusiva busca incentivar desde iniciantes até corredores mais experientes, reforçando o caráter comunitário da ação.

A iniciativa surge em um contexto de crescimento das corridas de rua em São Luís, que tem se consolidado como um dos polos da modalidade no Nordeste. Nos últimos anos, houve aumento significativo no número de provas e praticantes, cenário que agora passa a dialogar também com a dimensão espiritual.

Para a Igreja Católica, a prática esportiva também pode ser entendida como expressão de cuidado com o corpo, considerado templo do Espírito Santo. Nesse sentido, a corrida se apresenta como uma extensão da vivência religiosa, unindo movimento, saúde e devoção.

As inscrições já estão disponíveis pela internet, com vagas limitadas no primeiro lote. Os participantes terão direito a kit com camiseta oficial, medalha, sacola e chip de cronometragem.

A organização espera consolidar a Corrida Corpus Christi como parte permanente do calendário esportivo e religioso da cidade. A expectativa é que o evento se torne tradição, reunindo, a cada ano, um público ainda maior em torno da fé, da saúde e da integração social.

A proposta é transformar a Avenida Litorânea em um espaço de encontro coletivo, onde corrida, espiritualidade e solidariedade caminham lado a lado.

Lote de dipirona é retirado do mercado por risco à segurança, diz Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (8), o recolhimento de um lote de dipirona injetável após a identificação de irregularidades na qualidade do produto. A medida atinge o lote 24112378 da dipirona monoidratada 500 mg/ml, fabricada pela Hypofarma.

De acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União, além do recolhimento, ficam suspensas a comercialização, a distribuição e o uso do lote afetado em todo o território nacional. A decisão foi tomada após a confirmação de desvio de qualidade, caracterizado pela presença de partículas não dissolvidas na solução — elemento considerado estranho à formulação e potencialmente prejudicial à segurança do paciente.

A dipirona é amplamente utilizada no Brasil como analgésico e antitérmico, sendo comum em ambientes hospitalares e em tratamentos de dor e febre. Por isso, a determinação da Anvisa acende um alerta para unidades de saúde e profissionais que utilizam o medicamento, que devem verificar imediatamente os estoques.

Em nota oficial, a Hypofarma esclareceu que o problema está restrito a um único lote do produto e reforçou o compromisso com os padrões de qualidade exigidos pelos órgãos reguladores. A empresa também destacou que continua investindo na modernização de seus processos produtivos e na adoção de novas tecnologias industriais, com o objetivo de aprimorar os controles e garantir a segurança dos medicamentos disponibilizados no mercado.

A Anvisa orienta que instituições e distribuidores que possuam o lote afetado interrompam o uso imediatamente e sigam os procedimentos de recolhimento estabelecidos pela empresa fabricante. Pacientes que tenham dúvidas devem procurar orientação médica.