06 fevereiro 2026

PT inicia celebrações de 46 anos com foco em debates estratégicos e reeleição de Lula, destaca Felipe Camarão

As comemorações pelos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) tiveram início nesta semana, marcadas por um clima de reencontro entre militantes, lideranças e representantes políticos da legenda. O momento foi definido como uma oportunidade de reflexão e articulação sobre os rumos do Brasil e os próximos desafios do partido.

Em publicação nas redes sociais, o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, ressaltou a importância da data e destacou o caráter estratégico do encontro, que reúne debates sobre o futuro do país e a consolidação de projetos políticos defendidos pela sigla.

“É um momento de reencontro, reflexão e debates estratégicos sobre o país que queremos”, afirmou.

Camarão também destacou a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e reforçou o simbolismo da união entre lideranças e militância em um cenário político que exige mobilização e planejamento.

“É uma honra participar ao lado do presidente Edinho Silva e de tantos companheiros e companheiras que lutam por dias melhores para o nosso povo”, pontuou.

Durante a mensagem, o vice-governador também sinalizou que o partido já trabalha com foco no futuro eleitoral, defendendo a continuidade do projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Vamos em frente, preparando os próximos passos e a reeleição do presidente Lula”, completou.

As celebrações devem seguir com encontros, debates internos e mobilizações políticas em diferentes estados, reforçando a trajetória histórica do partido e sua atuação no cenário nacional.

Álvaro Pires elogia atuação do TRT, mas alerta: ônibus podem continuar parados em São Luís

Mesmo após avanços nas negociações conduzidas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a greve dos trabalhadores rodoviários de São Luís pode não chegar ao fim de forma imediata. O alerta foi feito por Álvaro Pires, que parabenizou o empenho e a condução do desembargador Gerson de Oliveira durante as audiências que buscam encerrar o movimento paredista.

Segundo Álvaro, apesar da condução firme do magistrado e do esforço para garantir uma solução institucional para o impasse, os ônibus ainda não devem sair das garagens, uma vez que a Prefeitura de São Luís não teria apresentado as planilhas de custos do sistema nem oferecido proposta concreta para assegurar o reajuste salarial reivindicado pelos rodoviários.

Ele destacou que, diferentemente da MOB (Agência Estadual de Mobilidade Urbana), a gestão municipal não apresentou documentos técnicos que possam embasar os números discutidos nas audiências no TRT, o que, na avaliação dele, dificulta qualquer avanço definitivo nas negociações.

Álvaro Pires também criticou o histórico recente da administração municipal, classificando o atual cenário como mais uma crise no transporte público e apontando que esta seria a nona greve registrada durante a gestão do prefeito Eduardo Braide.

Para ele, a Prefeitura tem se limitado a acusações públicas e gravação de vídeos, sem apresentar dados concretos que comprovem irregularidades ou inconsistências no sistema, especialmente em relação aos custos operacionais das empresas e à viabilidade financeira do reajuste salarial.

A paralisação prolongada do transporte coletivo continua afetando diretamente milhares de usuários, principalmente trabalhadores e estudantes que dependem dos ônibus para se deslocar diariamente.

Álvaro Pires afirmou que, sem diálogo efetivo por parte da Prefeitura e sem apresentação das planilhas para confrontar os números debatidos no TRT, o movimento tende a se arrastar, tornando ainda mais grave o impacto social e econômico na capital maranhense.

“A população de São Luís é quem mais sofre. Sem transparência e sem proposta concreta, dificilmente teremos um final feliz”, reforçou.

A expectativa agora é que novas rodadas de negociação sejam realizadas nos próximos dias para tentar destravar o impasse e garantir a retomada do transporte público na cidade.

Edson Gaguinho é acusado de agredir blogueiro na Câmara e gera revolta em São Luís

O vereador Edson Gaguinho, da Câmara Municipal de São Luís, voltou a ser alvo de forte repercussão negativa após denúncias que envolvem duas situações graves: questionamentos sobre seu suposto patrimônio milionário e, mais recentemente, a acusação de ter agredido e intimidado verbalmente o blogueiro Rafael da Juventude dentro da própria sede do Legislativo municipal.

O episódio, considerado por muitos como inadmissível e vergonhoso, reacendeu o debate sobre ética, postura institucional e o respeito que representantes públicos devem ter diante da imprensa e da sociedade.

Nos últimos dias, informações divulgadas em redes sociais e comentadas por lideranças comunitárias apontam que o parlamentar teria acumulado um patrimônio estimado em cerca de R$ 15 milhões, valor que tem provocado questionamentos sobre a compatibilidade com os rendimentos oficiais de um vereador.

Segundo relatos que circulam na capital, entre os bens atribuídos a Gaguinho estariam imóveis no Jardim Eldorado e na Vila Janaína, além da suposta posse de um posto de combustível, o que teria elevado ainda mais o valor total de seus bens.

A situação chama atenção principalmente por conta de sua trajetória pessoal, já que, conforme é lembrado por moradores, o vereador teria sido conhecido no passado por trabalhar como camelô.

A nova polêmica também trouxe de volta comentários sobre um episódio anterior envolvendo o vereador, que teria sido alvo de ação policial e chegou a ser preso em sua residência, na Vila Janaína, segundo relatos de pessoas ligadas aos bastidores políticos locais.

Embora o caso pertença ao passado, o fato voltou a ser citado justamente porque a atual repercussão gira em torno da evolução financeira do parlamentar, que muitos consideram “rápida demais” e sem explicações públicas claras.

Mas o que mais gerou indignação foi a denúncia feita pelo blogueiro Rafael da Juventude, que afirma ter sido alvo de intimidação, agressões verbais e abordagem agressiva por parte de Edson Gaguinho dentro da Câmara Municipal.

O caso é ainda mais grave por ter ocorrido dentro de um espaço que deveria representar o oposto da violência: um ambiente de debate democrático, respeito institucional e liberdade de expressão.

Para comunicadores e observadores políticos, o comportamento atribuído ao vereador ultrapassa qualquer limite aceitável.

Afinal, é impossível normalizar que um agente público, eleito para representar o povo, aja com hostilidade contra um profissional da comunicação por conta de críticas ou questionamentos.

A denúncia expõe um cenário preocupante: quando um vereador reage com agressividade a críticas, o recado que fica é de tentativa de silenciamento e abuso de autoridade moral.

É um comportamento que não pode ser tratado como “desentendimento comum”. Agressão e intimidação são atos graves, principalmente quando partem de alguém que ocupa cargo público e deveria ser exemplo de equilíbrio e respeito.

A imprensa — seja ela tradicional ou independente — tem papel essencial na fiscalização do poder público. E quando um representante tenta calar um comunicador com gritos, ameaças ou agressões, quem está sendo atacada é a própria democracia.

Rafael da Juventude informou que já estaria adotando medidas legais para responsabilizar o vereador, e o caso pode se desdobrar tanto na esfera judicial quanto política.

Ao mesmo tempo, cresce a cobrança para que órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público, acompanhem não apenas o episódio de agressão, mas também os questionamentos envolvendo o patrimônio atribuído ao parlamentar.

Em tempos em que a sociedade cobra transparência e responsabilidade, o comportamento atribuído ao vereador Edson Gaguinho representa um retrocesso.

A população espera de um parlamentar postura, civilidade e compromisso com o cargo. Agressão contra jornalista ou blogueiro é inadmissível, e qualquer tentativa de intimidar a imprensa precisa ser tratada com a seriedade que merece.

O caso segue repercutindo e pode ganhar novos desdobramentos nos próximos dias.

Em tempos: O vereador Edson Gaguinho (União Brasil) foi preso no dia 10 de agosto de 2023, exatamente há dois anos, em sua residência no bairro Vila Riod, em São Luís, durante uma operação do Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

Na ocasião, Gaguinho foi flagrado mantendo dois veados e uma arara em cativeiro, situação que configura crime ambiental. Durante as buscas, também foram encontradas munições e uma arma de fogo dentro do imóvel.

A ação fazia parte de uma investigação que apura um esquema milionário de desvio de emendas parlamentares na Câmara Municipal. Após ser detido, o vereador foi liberado mediante pagamento de fiança.

Os animais apreendidos foram encaminhados ao Ibama.

Ou seja, o histórico já aponta envolvimento em práticas criminosas — e agora ele ainda terá que responder por agressão contra o jornalista Rafael da Juventude.

05 fevereiro 2026

MP vai cobrar Prefeitura de São Luís por atraso no repasse de emendas para o Hospital Aldenora Bello

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) deve intensificar a cobrança junto à Prefeitura de São Luís para que sejam liberados recursos destinados ao Hospital do Câncer Aldenora Bello, referência no tratamento oncológico no estado. A medida ocorre após vereadores denunciarem o não pagamento de emendas parlamentares impositivas voltadas à área da saúde.

O procurador-geral de Justiça, Danilo Castro, determinou que as Promotorias de Justiça da Saúde e da Probidade Administrativa instaurem procedimento administrativo para apurar a ausência de repasse de valores previstos no orçamento municipal.

Na manhã desta quinta-feira (05), Danilo Castro recebeu um grupo de vereadores que reivindicam o pagamento de R$ 12 milhões, montante destinado à construção de uma ala pediátrica no Hospital Aldenora Bello, com previsão de 90 leitos para atendimento de crianças com câncer.

Durante a reunião, o vereador Raimundo Penha destacou que a representação protocolada junto ao MP busca garantir que os recursos sejam efetivamente liberados, evitando prejuízos diretos à população.

“É urgente a liberação de R$ 12 milhões que vão possibilitar ao Aldenora Bello ampliar a assistência a crianças com câncer. É uma obra que não pode esperar”, afirmou.

A vereadora Flávia Berthier também reforçou que o Legislativo recorreu ao Ministério Público após tentativas frustradas de diálogo com a gestão municipal.

Segundo ela, a direção do hospital pediu apoio para conseguir ampliar o atendimento e melhorar a qualidade do serviço prestado a pacientes pediátricos. “É uma causa nobre e emergencial, é um tratamento que não pode esperar”, enfatizou.

O procurador-geral Danilo Castro garantiu prioridade absoluta ao caso e afirmou que o MP irá buscar esclarecimentos formais sobre o motivo do atraso no pagamento das emendas.

“O pagamento das emendas impositivas é um direito constitucional do parlamento, e se as instituições a que se destinam estão devidamente habilitadas elas têm que receber os recursos”, declarou.

A reunião contou ainda com a presença dos promotores Ednarg Marques, secretário para Assuntos Institucionais, e Reginaldo Carvalho, secretário de Investigação.

De acordo com os parlamentares, a implantação da ala pediátrica do Hospital Aldenora Bello exige um investimento total de R$ 20 milhões. Desse montante, R$ 12 milhões já foram assegurados no orçamento de 2025 por meio de emendas parlamentares, mas seguem sem liberação pela Prefeitura de São Luís.

Os vereadores informaram ainda que pretendem destinar mais R$ 8 milhões ainda este ano para completar o valor necessário.

Com a obra, a capacidade da unidade hospitalar será ampliada em mais 100 leitos. O número de leitos pediátricos passará dos atuais 23 para 90, além da possibilidade de instalação de 32 novos leitos para adultos.

Caso o repasse seja realizado em tempo hábil, a previsão é que o projeto seja concluído até o final de 2026.

Participaram da reunião com o procurador-geral os vereadores Raimundo Penha, Flávia Berthier, Octávio Soeiro, Nato Júnior, Concita Pinto, Marquinhos, Professora Magnólia, Clara Gomes, Marlon Botão, Marcos Castro, Anderson Borges, Beto Castro, Daniel Oliveira, Edson Gaguinho, Raimundo Júnior e Rommeo Amin.

Também assinam o documento os vereadores Andrey Monteiro, Antônio Garcez, Astro de Ogum, André Campos, Fábio Filho, Marcelo Poeta, Thay Evangelista, Thyago Freitas e Wendell Martins.

Com o procedimento instaurado, a expectativa é que o Ministério Público pressione a administração municipal para garantir a liberação imediata dos recursos e destravar o projeto considerado essencial para o atendimento oncológico infantil em São Luís.

04 fevereiro 2026

Adiamento de aulas no IEMA Cohab gera revolta e expõe falhas de gestão


O início das aulas no IEMA Pleno São Luís–Cohab foi oficialmente adiado, conforme comunicado divulgado pela gestão da unidade. A justificativa apresentada é a realização de uma reforma estrutural que ainda se encontra em fase de finalização, atingindo laboratórios, cozinha, refeitório e outros ambientes da escola.


Apesar do tom institucional do aviso, o adiamento provocou indignação entre alunos, pais e moradores da Cohab, que questionam a falta de planejamento e a ausência de uma data concreta para o início do ano letivo. No comunicado, a gestão limita-se a informar que as aulas começarão “tão logo encerrem as obras”, sem estabelecer prazos ou garantias.

Para a comunidade escolar, o problema vai além da reforma. Pais relatam que a situação se arrasta há meses e que a falta de organização compromete o direito dos estudantes à educação. “Não é aceitável que o ano letivo comece sem condições mínimas e sem transparência. Os alunos ficam no prejuízo”, afirmou um responsável.

As críticas também recaem sobre a direção-geral do IEMA, comandada por Cricielle Muniz. Nos bastidores, cresce a percepção de que a gestão estaria desconectada da realidade enfrentada pelos alunos da Cohab, enquanto a diretora se mantém distante das cobranças locais. A ausência de um posicionamento direto da direção-geral sobre o caso reforça o sentimento de abandono relatado por estudantes e familiares.

Outro ponto criticado é o fato de a comunicação oficial se restringir às redes sociais e grupos de WhatsApp, o que, segundo moradores, não substitui o diálogo direto com a comunidade e nem resolve a incerteza vivida pelos alunos.

Enquanto o IEMA divulga comunicados genéricos, estudantes seguem sem aulas, pais sem respostas claras e a Cohab sem a garantia de que a educação pública está sendo tratada como prioridade. O episódio evidencia falhas de gestão e levanta questionamentos sobre a responsabilidade administrativa diante do impacto direto na vida de centenas de alunos.