12 agosto 2026

Sombra da Lua passa pelo Hemisfério Norte e deixa o Brasil fora do eclipse solar total

Um dos principais fenômenos astronômicos de 2026 acontece nesta quarta-feira (12), quando um eclipse solar total poderá ser observado em uma faixa limitada do Hemisfério Norte. Apesar da grande expectativa internacional, o evento não poderá ser visto do Brasil.

A totalidade será registrada em partes da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e em uma pequena região de Portugal. Em outros pontos da Europa, da América do Norte e do noroeste da África, o eclipse será parcial.

A diferença ocorre por causa da trajetória da sombra projetada pela Lua. Durante o alinhamento entre Sol, Lua e Terra, a umbra — região mais escura da sombra lunar — percorrerá áreas do Hemisfério Norte sem atingir o território brasileiro.

Um eclipse solar acontece durante a fase de Lua Nova, quando o satélite natural passa entre a Terra e o Sol. Dependendo da posição do observador, a Lua pode bloquear apenas uma parte do Sol ou encobri-lo completamente.

Nas áreas sob a umbra, ocorre a totalidade. Já nas regiões alcançadas pela penumbra, apenas parte do disco solar fica escondida, caracterizando um eclipse parcial.

A faixa de totalidade é estreita justamente porque corresponde ao caminho percorrido pela umbra. Cerca de 15,2 milhões de pessoas vivem dentro dessa faixa no eclipse desta quarta-feira. Com a inclusão das áreas de eclipse parcial, o fenômeno alcança aproximadamente 980 milhões de pessoas.

A totalidade terá duração inferior a dois minutos na maior parte do trajeto. Nos pontos mais próximos do centro da faixa, poderá ultrapassar dois minutos, mas não deverá chegar a dois minutos e meio.

Para quem estiver nas áreas de visibilidade, a observação exige cuidados. Óculos próprios para eclipses, certificados segundo a norma ISO 12312-2, são recomendados. Óculos de sol comuns não são suficientes.

Outra opção indicada pelo Observatório Nacional é o vidro de soldador com tonalidade 14 ou superior. A observação direta do Sol sem proteção pode causar danos permanentes à visão.

Também é preciso atenção com telescópios, binóculos e câmeras. Esses equipamentos devem utilizar filtros solares específicos instalados na parte frontal. O uso de óculos para eclipse, por si só, não torna seguro observar o Sol através desses instrumentos.

No Brasil, portanto, será necessário aguardar uma próxima oportunidade para acompanhar um eclipse solar visível em território nacional.

Mais de 20 milhões de brasileiros convivem com doença renal crônica, aponta levantamento

Mais de 20 milhões de brasileiros vivem com doença renal crônica (DRC), doença que compromete progressivamente o funcionamento dos rins e pode exigir terapia renal substitutiva em casos avançados. O número representa aproximadamente 10% da população brasileira.

Dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024 apontam que mais de 170 mil pessoas já dependem de terapia renal substitutiva no país. Entretanto, pesquisadores alertam que o número real de pacientes pode ser superior ao registrado devido às dificuldades de identificação da doença em suas fases iniciais.

Um estudo que envolveu mais de 14 mil pessoas de grupos considerados de alto risco investigou justamente essa possibilidade. O trabalho constatou que exames fundamentais para o diagnóstico da DRC ainda são pouco solicitados na prática clínica.

A creatinina, medida por meio de exame de sangue, é utilizada para avaliar a função dos rins. Já a albuminúria permite detectar a presença de proteínas na urina, uma alteração que pode indicar comprometimento renal.

Segundo a pesquisa, menos de 5% dos participantes que fizeram o exame de creatinina tiveram também a albuminúria solicitada. Após uma campanha nacional de rastreamento, o percentual não chegou a 7%.

O resultado reforça a preocupação dos especialistas com o chamado subdiagnóstico. Como a doença pode não apresentar sintomas nos primeiros estágios, o paciente pode não perceber alterações até que a função renal esteja significativamente comprometida.

O diagnóstico antecipado permite adotar medidas para controlar os fatores de risco, preservar a função dos rins e diminuir a possibilidade de complicações cardiovasculares. Em determinadas situações, também pode contribuir para retardar ou evitar a necessidade de diálise.

Diabetes e hipertensão estão entre os principais fatores associados à DRC. Obesidade, tabagismo, idade avançada, doenças cardiovasculares e histórico familiar também aumentam o risco.

Para o Ministério da Saúde, a prevenção passa pelo controle desses fatores e pela adoção de hábitos de vida que favoreçam a saúde dos rins.

11 agosto 2026

Saiba quem deve tomar a vacina contra o sarampo e como funciona o esquema de doses

A vacinação é a principal ferramenta para impedir a circulação do sarampo e proteger principalmente crianças contra as formas graves da doença. Com o registro de novos casos em 2026 e o alerta do Ministério da Saúde sobre o risco de reintrodução do vírus no Brasil, a atenção ao calendário de imunização ganhou ainda mais importância.

O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido por meio de gotículas e partículas respiratórias eliminadas durante tosse, espirro, fala ou respiração.

De acordo com as orientações apresentadas pelo Ministério da Saúde, a proteção de rotina começa aos 12 meses de idade.

  • Aos 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral;

  • Aos 15 meses: segunda dose, normalmente com a vacina tetraviral;

  • Dos 5 aos 29 anos: pessoas sem vacinação adequada devem receber duas doses, respeitando intervalo mínimo de 30 dias;

  • Dos 30 aos 59 anos: quem não possui comprovação de vacinação anterior deve receber uma dose.

A Sociedade Brasileira de Imunizações considera protegido contra o sarampo quem recebeu duas doses ao longo da vida, com intervalo mínimo de um mês entre elas e aplicadas a partir dos 12 meses.

Em situações de risco elevado, como surtos ou exposição a casos da doença, a primeira dose pode ser antecipada para crianças a partir dos 6 meses.

Essa dose, porém, não substitui as duas doses previstas no esquema de rotina. Ou seja, mesmo a criança que recebeu a chamada “dose zero” deve continuar o calendário normalmente a partir dos 12 meses.

Em junho, o Ministério da Saúde recomendou a aplicação da dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses diante do cenário epidemiológico e do risco de reintrodução do sarampo no país.

Existem diferentes formulações capazes de oferecer proteção contra a doença. A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já a tetraviral também inclui proteção contra varicela, conhecida como catapora.

A dupla viral protege contra sarampo e rubéola e pode ser utilizada, por exemplo, em estratégias de bloqueio vacinal durante surtos.

A indicação da vacina e do número de doses deve levar em consideração a idade, o histórico de vacinação e a situação epidemiológica. Por isso, quem possui dúvidas sobre a própria situação vacinal deve procurar uma unidade de saúde.

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Mulheres que não foram vacinadas ou que possuem esquema incompleto devem receber a imunização no período do puerpério, conforme orientação dos profissionais de saúde.

Em situações de surto, autoridades podem adotar estratégias adicionais, incluindo a avaliação da necessidade de uma terceira dose para pessoas que já possuem o esquema completo.

A vacinação permanece como uma das medidas mais importantes para evitar novos casos e interromper a transmissão do sarampo.

Prefeitura de São Luís amplia orçamento da Cultura em mais de R$ 35 milhões em meio a cobranças de artistas

A Prefeitura de São Luís ampliou o orçamento destinado à Secretaria Municipal de Cultura (Secult) em mais de R$ 35 milhões, conforme informações apresentadas em levantamento divulgado nesta terça-feira (11). A suplementação teria como justificativa a existência de superávit financeiro.

Apesar do reforço orçamentário, artistas e grupos culturais que participaram da programação do São João promovido pelo município ainda relatam, segundo a publicação, dificuldades para receber pelos serviços prestados.

O levantamento aponta que a situação envolve diferentes trabalhadores e grupos culturais que participaram das festividades juninas. A ausência de previsão para a quitação desses pagamentos teria provocado questionamentos entre os profissionais do setor.

Paralelamente, a gestão municipal estaria planejando destinar aproximadamente R$ 20 milhões para ações relacionadas às comemorações pelo aniversário de São Luís. De acordo com o material divulgado, cinco instituições aparecem na disputa para administrar recursos destinados à programação.


Entre elas estão a Associação Alternativa e Recreativa Sociocultural B G Artes Música e Danças, o Instituto Cultural Nossa Senhora de Fátima, o Instituto de Estudos Sociais e Terapias Integrativas, o Instituto IGA e o Instituto Social e Educacional Renascer.

O caso reacende o debate sobre a execução do orçamento cultural da capital e sobre a prioridade no pagamento de artistas e demais profissionais que já prestaram serviços ao município.

As informações apresentadas têm como base levantamento divulgado pelo site Observatório da Blogosfera. A Prefeitura de São Luís e os responsáveis pelas instituições citadas não tiveram suas manifestações reproduzidas no texto-base.

Fonte: Observatório da Blogosfera 

10 agosto 2026

Eclipse solar total será visto em partes da Europa nesta quarta-feira; Brasil fica fora da faixa de visibilidade

O céu será palco de um dos principais fenômenos astronômicos do ano nesta quarta-feira (12): um eclipse solar total. O evento ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol e encobre completamente o disco solar para quem estiver na faixa de totalidade.

A sombra da Lua percorrerá uma região específica do planeta. Conforme dados da NASA, a totalidade poderá ser observada em áreas do norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, além de regiões do oceano Atlântico, Espanha e uma pequena área do extremo noroeste de Portugal.

Em locais situados fora da faixa de totalidade, será possível observar diferentes níveis de eclipse parcial. Entre as regiões que poderão ter alguma visibilidade estão partes da Europa, da América do Norte e do noroeste da África.

Confira os principais horários

No horário de Brasília, o eclipse parcial começará aproximadamente às 12h34. A primeira área do planeta a entrar na faixa de totalidade deverá registrar o início dessa etapa por volta das 13h58.

O máximo global do eclipse está previsto para aproximadamente 14h46. A duração máxima da totalidade será de cerca de 2 minutos e 18 segundos.

Apesar da magnitude do fenômeno, os moradores do Brasil não terão a possibilidade de observá-lo diretamente. Isso significa que cidades como São Luís e outras localidades brasileiras ficarão fora da faixa de visibilidade.

Transmissões são alternativa para brasileiros

Para acompanhar o eclipse, o público brasileiro poderá recorrer a transmissões ao vivo disponíveis na internet.

O professor Marcos Calil, do Setor de Observatório da Urânia Planetário, destaca que as transmissões online permitirão acompanhar o fenômeno mesmo em regiões onde o eclipse não será visível.

Quem pretende observar eclipses solares em outras oportunidades deve ficar atento às recomendações de segurança. Óculos de sol comuns não protegem os olhos contra os danos provocados pela observação direta do Sol.

Também é indispensável utilizar filtros solares apropriados em câmeras, telescópios e binóculos quando esses equipamentos forem direcionados ao Sol.