04 agosto 2026

Exoneração de candidato à Reitoria da UEMA levanta debate sobre democracia interna

A exoneração do professor Roberto Serra da direção da Agência Marandu, vinculada à Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), provocou debate na comunidade acadêmica sobre o ambiente democrático da instituição. A decisão ocorreu após o docente oficializar sua candidatura à Reitoria.

Em carta aberta divulgada à comunidade universitária, Serra afirmou que recebeu a justificativa de que cargos de confiança exigem “unidade”. Apesar de reconhecer a prerrogativa do reitor em nomear e exonerar funções dessa natureza, o professor questionou o significado do ato.

Segundo ele, o afastamento não está relacionado ao desempenho à frente da Agência Marandu, cuja gestão destacou ter sido reconhecida. O docente defende que a exoneração ocorreu em razão do exercício de um direito democrático: disputar os rumos da universidade.

O caso levanta questionamentos sobre a condução do processo eleitoral na instituição. Serra aponta que outros docentes ligados a candidaturas distintas permanecem em cargos comissionados, o que, segundo ele, coloca em discussão o princípio da isonomia.

O professor afirmou que seguirá na disputa com uma campanha baseada em propostas e diálogo, defendendo uma universidade plural, com espaço para divergência e debate.

Veja a carta abaixo: 



Menção a Lula gera vaias a Fufuca em evento político de Braide no Maranhão

A convenção partidária que oficializou a candidatura de Eduardo Braide (PSD) ao Governo do Maranhão foi marcada por um momento de tensão política envolvendo o deputado federal André Fufuca (PP). Durante seu discurso no evento, o parlamentar foi vaiado por parte do público ao mencionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O episódio ocorreu em meio à formação da chapa majoritária liderada por Braide, da qual Fufuca faz parte como pré-candidato ao Senado. A reação negativa da plateia evidenciou o clima de polarização presente no cenário político local, especialmente diante da associação de diferentes espectros ideológicos em uma mesma aliança.

Fufuca, que já integrou o governo federal como ministro do Esporte e declarou apoio a Lula em outras ocasiões, tem protagonizado movimentos políticos que o colocam em posição estratégica nas eleições de 2026.

Apesar das vaias, o evento seguiu com a confirmação da candidatura de Braide ao Palácio dos Leões. O ato reuniu lideranças políticas e apoiadores, consolidando a chapa que deve disputar o pleito estadual no próximo ano.

A convenção reforça o início de uma campanha que promete ser marcada por disputas intensas e alianças heterogêneas no Maranhão. 

Veja o vídeo abaixo: 



Presidente de ONG é condenado pelo TCU por irregularidades na aplicação de recursos do SUS

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-superintendente da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís, Jacques Douglas Oliveira Aranha, por irregularidades na aplicação de recursos federais do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão consta no Acórdão nº 1896/2026, aprovado pelo plenário da Corte.

De acordo com o TCU, as contas sob responsabilidade de Jacques Douglas, na condição de ordenador de despesas, foram consideradas irregulares. O julgamento aponta falhas na gestão de recursos públicos federais destinados à área da saúde.

Atualmente, Jacques Douglas preside o Instituto Maranhense de Atenção e Proteção Social (IMAPS), organização que mantém contratos com a Prefeitura de São Luís. Um dos acordos envolve a execução da Feirinha São Luís 2026, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), no valor superior a R$ 3,5 milhões.

Além disso, há registros de que, antes de deixar a gestão municipal, o então prefeito Eduardo Braide autorizou o pagamento de mais de R$ 15 milhões ao instituto presidido por Jacques Douglas.

O caso amplia o debate sobre a fiscalização de contratos públicos e a responsabilidade na aplicação de recursos federais.

01 agosto 2026

Convenção do PT oficializa Felipe Camarão ao Governo e Eliziane Gama ao Senado no Maranhão

O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou, em convenção partidária realizada em São Luís, os nomes do vice-governador Felipe Camarão como candidato ao Governo do Maranhão e da senadora Eliziane Gama para a disputa ao Senado nas eleições de 2026.

O evento reuniu lideranças políticas, militantes e representantes de movimentos sociais, consolidando a estratégia da sigla de disputar o comando do Executivo estadual com candidatura própria. A decisão reforça um movimento já articulado pela direção nacional do partido, que havia indicado Camarão como principal nome para liderar o projeto político no estado.

Felipe Camarão, atual vice-governador, tem trajetória ligada à área da educação e à gestão pública, tendo ocupado cargos estratégicos e defendido pautas voltadas ao desenvolvimento social. A escolha do seu nome foi construída internamente e respaldada por lideranças nacionais do PT, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Já Eliziane Gama, que atualmente exerce mandato no Senado, surge como o principal nome da chapa para manter a representação do campo político aliado no Congresso Nacional.

A convenção também marcou o início da mobilização eleitoral do partido no Maranhão, com discursos voltados à unidade partidária e à construção de alianças. A estratégia do PT busca fortalecer sua presença no estado e ampliar a base de apoio para as eleições de outubro.

31 julho 2026

Calendário eleitoral define regras e prazos para campanha de 2026

O calendário eleitoral de 2026 estabelece que a campanha oficial terá início em 16 de agosto, marcando o momento em que candidatos passam a poder divulgar suas candidaturas dentro das regras da legislação eleitoral.

Até lá, são permitidos apenas atos de pré-campanha, sem solicitação direta de votos. A propaganda antecipada permanece proibida e pode ser punida pela Justiça Eleitoral.

O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e segue até 1º de outubro, período em que os eleitores terão acesso às propostas dos candidatos por meio dos veículos de comunicação tradicionais.

Durante a campanha, estão liberadas ações como comícios, passeatas, carreatas, uso de alto-falantes — respeitando limites legais —, além de divulgação na internet e em jornais impressos.

A campanha se encerra oficialmente em 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno. Caso haja segundo turno, a propaganda será retomada e poderá ocorrer até 24 de outubro.

No dia da votação, a legislação proíbe qualquer tipo de propaganda ativa. Apenas manifestações individuais e silenciosas são permitidas, como o uso de acessórios que indiquem preferência política, sem abordagem a outros eleitores.