A decisão da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) de desativar o Espaço da Ciência provocou reações dentro da comunidade acadêmica e levantou questionamentos sobre os rumos da instituição. Considerado um dos principais polos de divulgação científica do estado, o espaço deve ter suas atividades encerradas no formato atual.
O projeto, que começou a ser estruturado em 2014 e foi inaugurado em 2021, recebeu investimentos significativos e se consolidou como referência em educação científica, com grande fluxo de visitantes presenciais e digitais.
A comunicação da desativação veio acompanhada da exoneração do coordenador, professor Antônio Oliveira. Segundo ele, a decisão foi apresentada como administrativa, sem detalhamento público dos critérios adotados.
Entre as mudanças previstas, os equipamentos do espaço serão realocados e as atividades passarão a ocorrer de forma itinerante. Ao mesmo tempo, a universidade planeja instalar uma academia de musculação no Campus Paulo Freire, medida que intensificou críticas de parte da comunidade acadêmica.
Para estudantes e docentes, a substituição ou redução de iniciativas científicas por outros tipos de estrutura levanta dúvidas sobre as prioridades institucionais, especialmente em um contexto de desafios para a pesquisa e a extensão universitária.
A reitoria, por sua vez, afirma que não se trata de encerramento definitivo, mas de uma reestruturação com o objetivo de ampliar o alcance e diversificar as atividades do espaço.
O tema segue gerando mobilização, com a organização de manifestações simbólicas em defesa da ciência e da preservação de iniciativas voltadas ao conhecimento dentro da universidade.








