A vacinação é a principal ferramenta para impedir a circulação do sarampo e proteger principalmente crianças contra as formas graves da doença. Com o registro de novos casos em 2026 e o alerta do Ministério da Saúde sobre o risco de reintrodução do vírus no Brasil, a atenção ao calendário de imunização ganhou ainda mais importância.
O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido por meio de gotículas e partículas respiratórias eliminadas durante tosse, espirro, fala ou respiração.
De acordo com as orientações apresentadas pelo Ministério da Saúde, a proteção de rotina começa aos 12 meses de idade.
Aos 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral;
Aos 15 meses: segunda dose, normalmente com a vacina tetraviral;
Dos 5 aos 29 anos: pessoas sem vacinação adequada devem receber duas doses, respeitando intervalo mínimo de 30 dias;
Dos 30 aos 59 anos: quem não possui comprovação de vacinação anterior deve receber uma dose.
A Sociedade Brasileira de Imunizações considera protegido contra o sarampo quem recebeu duas doses ao longo da vida, com intervalo mínimo de um mês entre elas e aplicadas a partir dos 12 meses.
Em situações de risco elevado, como surtos ou exposição a casos da doença, a primeira dose pode ser antecipada para crianças a partir dos 6 meses.
Essa dose, porém, não substitui as duas doses previstas no esquema de rotina. Ou seja, mesmo a criança que recebeu a chamada “dose zero” deve continuar o calendário normalmente a partir dos 12 meses.
Em junho, o Ministério da Saúde recomendou a aplicação da dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses diante do cenário epidemiológico e do risco de reintrodução do sarampo no país.
Existem diferentes formulações capazes de oferecer proteção contra a doença. A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já a tetraviral também inclui proteção contra varicela, conhecida como catapora.
A dupla viral protege contra sarampo e rubéola e pode ser utilizada, por exemplo, em estratégias de bloqueio vacinal durante surtos.
A indicação da vacina e do número de doses deve levar em consideração a idade, o histórico de vacinação e a situação epidemiológica. Por isso, quem possui dúvidas sobre a própria situação vacinal deve procurar uma unidade de saúde.
A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Mulheres que não foram vacinadas ou que possuem esquema incompleto devem receber a imunização no período do puerpério, conforme orientação dos profissionais de saúde.
Em situações de surto, autoridades podem adotar estratégias adicionais, incluindo a avaliação da necessidade de uma terceira dose para pessoas que já possuem o esquema completo.
A vacinação permanece como uma das medidas mais importantes para evitar novos casos e interromper a transmissão do sarampo.






