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21 abril 2021

Fiocruz entregará mais 5 milhões de doses da vacina nesta sexta-feira


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou hoje (21) que vai entregar, na próxima sexta-feira (23), 5 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 produzidas pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). A quantidade supera a previsão inicial para esta semana em 300 mil doses.

Por questões logísticas relacionadas à distribuição das vacinas, a Fiocruz passará a liberar os lotes para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) sempre às sextas-feiras. Segundo a fundação, a decisão foi tomada em conjunto com o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Na semana passada, Bio-Manguinhos também liberou 5 milhões de doses, porém em duas remessas, na quarta-feira e na sexta-feira. Para a semana que vem, o cronograma prevê mais 6,7 milhões de doses, o que fará com que a fundação entregue mais de 18 milhões de doses no mês de abril.

Para os próximos meses, a programação é que as entregas cresçam em volume e cheguem a 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho. Desse modo, a fundação cumprirá a meta de produzir 100,4 milhões de doses a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, conforme acordo de encomenda tecnológica firmado com a farmacêutica AstraZeneca. No segundo semestre, a Fiocruz prevê produzir 110 milhões de doses com IFA fabricado no Brasil.

Já foram entregues ao Programa Nacional de Imunizações 14,8 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, sendo 10,8 milhões produzidas por Bio-Manguinhos. As outras quatro milhões foram importadas prontas da Índia nos meses de janeiro e fevereiro.

(Agência Brasil)

15 abril 2021

Secretário de Saúde de São Luís, Dr. Joel, pode impulsionar retorno da Polícia Federal a Semus

Suspeitas ficaram evidentes com a exoneração da enfermeira Mágila Santos, braço direito do ex-secretário Lula Fylho, no dia em que a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da investigação que apura fraude na aquisição de equipamentos destinados ao combate à pandemia da covid-19 em São Luís.


A Operação Tempo Real, deflagrada pela Polícia Federal na manhã da última quinta-feira (8), com objetivo de desarticular uma organização criminosa formada por ex-servidores públicos e representantes de empresa, gerou dúvidas sobre nomeações de investigados na gestão do prefeito Eduardo Braide — que assumiu o comando da Prefeitura de São Luís desde o dia 1º de janeiro deste ano.


As suspeitas ficaram mais evidentes com a exoneração da enfermeira Mágila Izabel Souza dos Santos, braço direito do ex-secretário Lula Fylho, do cargo de superintendente de Assistência a Rede de Saúde. O mais curioso, é que o ato foi publicado pelo Diário Oficial do Município (DOM), no dia em que a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de constrição patrimonial na casa de investigados.

Segundo a reportagem apurou, Mágila dos Santos que também ocupava um importante cargo na gestão do ex-secretário de saúde de São Luís, Lula Fylho, havia sido exonerada logo após a saída do ex-titular da pasta, mas foi indicada pelo atual secretário de Saúde, Joel Nunes Júnior – o Dr. Joel, para a Superintendência de Assistência a Rede de Saúde, subordinada ao Secretário Adjunto de Ações e Serviços de Saúde, função que estava sendo ocupada precariamente pelo médico Egídio de Carvalho Ribeiro.


BRAÇO DA CORRUPÇÃO NA SEMUS

De acordo com informações obtidas com exclusividade, os investigadores federais querem descobrir se o grupo criminoso que atuou na Semus durante a gestão anterior, teria permanecido com o mesmo modus operandi também na gestão do Dr. Joel.

Levantamento realizado pelo reportagem junto ao Diário Oficial do Município (DOM) apontou que a enfermeira Mágila dos Santos não foi a única servidora da gestão Lula Fylho agraciada com cargos para compor a equipe de confiança do Dr. Joel na pasta.

Chama a atenção também a nomeação de Maria Geovanne do Nascimento Frazão para o cargo de Coordenadora de Mobilização e Educação Patrimonial, cargo de simbologia DAS/5, publicada no DOM no dia 05 de janeiro, tornada sem feito no dia seguinte, conforme consta no próprio Diário. Adivinhem o porquê?


Simplesmente porque a então nomeada, que exercia função de confiança na gestão anterior, figura como investigada na operação “Cobiça Fatal” que apura o desvio de milhões na Secretaria de Saúde do Município de São Luís.

Muito embora tal fato tenha sido informado à equipe de transição, a nomeação da ex-servidora contrariou uma decisão da 1ª Vara Federal da Capital, onde tramita o processo, impossibilitando que todos os investigados venham assumir qualquer função pública no curso da instrução processual.

Além delas, Dr. Joel também nomeou outros duas funcionárias de sua confiança, que são consideradas braços do ex-secretário investigado: Manuela Veiga Dias e Fabrícia Cavalcante Rocha, para atuarem como Diretora Geral e Administrativa, respectivamente, do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura – Socorrão II.


ENTENDA O CASO

No auge da primeira onda da covid-19, a organização criminosa instalada na Secretaria Municipal de Saúde, chefiada pelo ex-secretário Lula Fylho, causou prejuízo de R$ 478 mil aos cofres públicos.

Segundo a Polícia Federal, o esquema fraudulento era realizado em conluio entre funcionários da pasta e empresários, para fraudar licitações voltadas à compra de Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s.

Detalhe: tudo era acompanhado de perto pelo próprio secretário Lula Fylho e pela então assessora Magila Isabel dos Santos que foi, inclusive, nomeada como diretora administrativa do Hospital da Mulher, uma unidade que era referência para Covid na capital, e onde estavam concentrados todos os esforços e recursos do município para atendimento.


O mais estranho é que, já existia uma diretora administrativa no hospital, mas mesmo assim o secretário precisava de alguém de sua confiança para controlar a unidade que recebia o material dos convênios de aquisição dos EPIs.

(Blog do César Durans)

Fiocruz entrega 2,2 milhões de doses de vacinas contra covid-19

Fundação vai liberar mais 2,8 milhões na sexta-feira


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entregou hoje (14) 2,2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A fundação espera disponibilizar, nesta semana, um total de 5 milhões de doses, com a liberação de mais 2,8 milhões na sexta-feira (16).

A entrega semanal de 5 milhões de doses é a maior desde que a Fiocruz começou a produzir a vacina no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), em fevereiro. As primeiras doses foram entregues em 17 de março e, até 2 de abril, 4,1 milhões de doses foram liberadas para aplicação.

O total de doses entregues desde o início da produção chegou a 5,8 milhões na semana passada, e, com os números desta semana, a Fiocruz vai superar 10 milhões de doses produzidas e disponibilizadas por Bio-Manguinhos. Mais 4 milhões de doses da vacina foram importadas prontas da Índia e passaram pelo instituto tecnológico apenas para rotulagem em português.

Das 2,2 milhões de doses liberadas hoje, 215 mil ficarão no estado do Rio de Janeiro, onde ficam a sede da fundação e a fábrica de vacinas de Bio-Manguinhos. As demais serão distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e ao Distrito Federal.

No mês de abril, o cronograma da Fiocruz prevê a entrega de 18 milhões de doses de vacinas. Na semana que vem, serão mais 4,7 milhões, e, entre 26 de abril e 1 de maio, 6,7 milhões de doses chegarão ao PNI, superando a marca de 5 milhões alcançada nesta semana.

A previsão é que as entregas cresçam em volume nos próximos meses e cheguem a 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho. Desse modo, a fundação cumprirá a meta de produzir 100,4 milhões de doses a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, conforme acordo de encomenda tecnológica firmado com a farmacêutica AstraZeneca. No segundo semestre, a Fiocruz prevê produzir 110 milhões de doses com IFA fabricado no Brasil.

(Agência Brasil)

10 abril 2021

Série "Emserh em Bilhões": Contratações diretas durante a pandemia da Covid-19


A pandemia vem nos causando inúmeras situações desastrosas. Dentre elas o direito de Estados e Municípios efetuarem contratações sem trâmites licitatórios (contratações diretas). Medidas do período emergencial que abriram uma via contratual nas formalidades legais do direito administrativo seguindo os termos de lei federal de °13,303/2016. No Maranhão, o governo do Estado, junto a SES (Secretaria de Estado de Saúde) criaram a Emserh (Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares) no ano de 2012 amparada pela lei estadual N ° 9.732 para gerir a rede estadual de saúde no Estado do Maranhão.


Em 2015, já no governo Flávio Dino, a Emserh começou a desenvolver suas atividades para qual foi criada: diminuir custos contratuais e implantar com qualidade um novo conceito de saúde em toda a rede hospitalar estadual. A SES e a Emserh, no início de 2020 criaram o programa de combate a Covid-19. A principal determinação do programa era diminuir o contágio da Covid-19 entre toda a população do Estado do Maranhão, e diante das determinações, o programa, até novembro de 2020, obteve sucesso sendo o primeiro programa a criar o lockdown em todo o Brasil. O programa foi elogiado e copiado por todos os Estados e Municípios da federação.

Infelizmente o Estado equivocou-se quando teve que decidir em priorizar as eleições municipais, deixando o programa de combate a Covid-19 para o segundo plano, decisão que levou o Estado ao novo recomeço do programa de combate a Covid-19. Entrelaçado ao programa, está as contratações diretas de empresas ligadas aos serviços de combate a Covid-19. Diante desse direito criado por lei, o blog vem questionando a falta de clareza desses recursos que devem estar subscritos nos contratos, contudo a população não tem como se certificar se os procedimentos das prestações de serviços das contratadas estão seguindo os critérios determinados por lei. Existem plataformas que infelizmente não efetuam o propósito para as quais foram criadas: levar informações convincentes e detalhadas para que o contribuinte possa entender como está sendo aplicado o dinheiro público.

Já há questionamentos em vários contratos de prestações de serviços, como por exemplo, a compra de respiradores mecanizados. O blog, com base na lei de acesso a informação, criou uma série onde o principal foco é esclarecer a transparência dessas contratações emergenciais diretas, onde bilhões estão sendo gerenciados pela SES e Emserh.


Em seu primeiro capítulo, temos a contratação da empresa TRANSPARMA TERRA PLANAGEM, PAVIMANTAÇÃO, CONSTRUÇÃO, CIVIL MEC, AGRICULA LTDA. Valor do contrato de R$ 17.467.242,40 (dezessete milhões quatrocentos e sessenta e sete mil duzentos e quarenta e dois reais e quarenta centavos). Contrato que a nossa equipe já tomou ciência e diante da realidade dos fatos irá publicar em detalhes na manhã da próxima segunda-feira 10/04/2021.

(Blog do César Durans)

08 abril 2021

Previna-se! Quatro variantes do Coronavírus estão em circulação no Maranhão


O Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen-MA), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizou um mapeamento da prevalência de novas variantes do SARS-CoV-2 no Maranhão. O resultado desse estudo apontou que, das mais de 90 variantes que circulam atualmente no país, quatro foram registradas no estado.

Segundo o diretor geral do Lacen-MA, Lídio Gonçalves, o Governo do Maranhão, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realiza o constante acompanhamento da evolução dos casos de Covid-19 para monitorar o surgimento de novas variantes e a prevalência delas. “O Lancen-MA, em parceria com instituições nacionais, como o Instituto Evandro Chagas e a Fiocruz, realiza uma vigilância genômica constante para a identificação de novas variantes que circulam no Estado do Maranhão. E através desse sequenciamento, conseguimos identificar a atual prevalência das novas variantes no território maranhense”, explica o diretor Lídio Gonçalves.

Foi realizado o mapeamento das 73 amostras enviadas para análise, das quais 70 apresentaram mutação. De acordo com a análise, a principal variante que circula no estado é a P.1. A estimativa do Lacen-MA é que esta linhagem seja responsável por mais de 60% das infecções por Covid-19. Esta é considerada Variante de Atenção (VOC) registrada inicialmente em Manaus (AM) e identificada no Maranhão na primeira quinzena de janeiro.

As três outras variantes registradas foram identificadas como Variantes de Interesse (VOI) e apresentaram menor prevalência, ou seja, um percentual menor de contágio. Uma delas é a P.2, que teve origem no Rio de Janeiro e já circula em todo o país desde o ano passado, com prevalência de 13,8% no estado.

Outra variante é a N.9, que também já está em circulação em praticamente todo o país e no Maranhão apresenta atualmente a incidência de apenas 5,5%. Além destas, há a mais recente descoberta, a variante N.10, identificada inicialmente no estado do Maranhão e com recentes registros de casos no Amapá. A N.10 já apresenta uma prevalência de 19,4%.

“Esses dados são referentes ao mês de fevereiro e já estamos analisando as amostras do mês de março, para sabermos se esses números se mantiveram ou se essas prevalências aumentaram. O esperado é que tenha aumentado a prevalência da P.1, visto que ela vem crescendo desde o mês de janeiro”, alerta o diretor do Lacen.

Reinfecção

Como as variantes P.1 e P.2 foram as primeiras a serem identificadas no país, já existem estudos relacionados a elas que confirmam a existência de casos ligados à reinfecção, sugerindo a possibilidade das pessoas que já tiveram a Covid-19 anteriormente serem reinfectadas com uma nova variante. Por isso, a necessidade de manter o distanciamento social e as medidas sanitárias, como utilização de máscara, álcool em gel e a higienização correta das mãos com água e sabão, mesmo já tendo contraído o vírus em algum momento.

O diretor do Lacen destaca também que todas as novas variantes estão relacionadas aos casos de reinfecção pelo país, sendo a P.1, relacionada com a maior capacidade de transmissão. “Apesar de ainda não haver nenhum caso cientificamente comprovado de reinfecção no Maranhão, essa já é uma realidade observada em outros estados. Além disso, o processo de vacinação também é importante, para reduzir a possibilidade do surgimento de outras linhagens. Visto que as novas linhagens surgem à medida que há o aumento da transmissão”, pontua Lídio Gonçalves.

23 março 2021

Dados sobre disponibilidade de oxigênio são publicados pela Anvisa


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibilizou na internet informações sobre os níveis de produção, abastecimento e distribuição de oxigênio no Brasil. Os dados podem ser acessados em um painel específico.

Segundo a agência, ainda faltam informações de empresas, o que inclusive dificulta visualizar uma totalização nacional. Os primeiros dados, relativos ao período de 13 a 17 de março, trazem um universo de 100 empresas atuando na produção de oxigênio. Do total fornecido, 71,7% eram de companhias privadas, 25,9% de instituições públicas e 2,46% de distribuidoras.

São Paulo é o estado com o maior volume de fabricação de oxigênio no período analisado, com 7,3 milhões de metros cúbicos (m3), seguido por Minas Gerais (2,5 milhões de m3) e Rio de Janeiro (2 milhões de m3). Os estoques de produção mostrados no painel são pequenos. O estado com o maior estoque é o Amazonas: 1,17 milhão de m3.

Quando considerado o envase do oxigênio em cilindros, São Paulo novamente é o primeiro do ranking, com 1,18 milhão de m3. Em seguida vêm Ceará (1 milhão de m3) e Minas Gerais (875 mil de m3). Assim como na fabricação, nos cilindros, o Amazonas detém o maior estoque, com 1,17 milhões de m3.

Em comunicado oficial, a Anvisa explica que os dados sobre estoque devem ser observados de acordo com a capacidade de cada estado. “Eventuais dados de estoque zerados podem ocorrer devido à ausência de fornecimento de informações por parte das empresas ou por inexistência de empresas no estado. Assim, estados como o Acre, onde não existem empresas produtoras, não constarão no painel”, explica o informe.

Plano nacional


O Ministério da Saúde anunciou hoje (23) o Plano Oxigênio Brasil, com o intuito de dar auxílio a estados e municípios no abastecimento deste insumo. Segundo a pasta, os estados com mais dificuldade são Acre, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte e Rondônia.

De acordo com a pasta, já começaram a ser transportados cilindros e estruturas relacionadas à oferta de oxigênio de Manaus para outras localidades. Serão deslocados 120 concentradores para o Rio Grande do Norte e 200 para o Paraná. Também serão enviadas duas usinas de oxigênio para Santa Catarina, uma para o Acre e outra para Rondônia.

Ainda conforme o Ministério da Saúde, foi feita requisição de envio a partir de São Paulo de 400 cilindros para Rondônia, 240 para o Acre, 160 para o Rio Grande do Norte, 100 para o Ceará e 100 para a Região Sul.

Fonte: Agência Brasil.

14 novembro 2020

PROTOCOLO PARA APLICAÇÃO DE TROMBOLÍTICOS EM PACIENTES DA REDE PÚBLICA SERÁ IMPLANTADO PELA SEMUS

Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) de São Luís que atuam nas unidades de urgência e emergência participaram, na manhã deste sábado (14), de um treinamento para, de maneira pioneira, implantar em São Luís, o protocolo de trombólise no infarto agudo do miocárdio (IAM). O IAM é geralmente causado pela obstrução de uma artéria do coração por um coágulo, assestado em uma placa de gordura rompida.  

A dissolução do coágulo pelo medicamento trombolítico promove a desobstrução da artéria, restabelecendo o suprimento de sangue para o músculo do coração. Este procedimento, que deve ser instituído com a maior brevidade possível, reduz significativamente o risco de morte e de sequela cardíaca no paciente acometido, permitindo ainda que o mesmo seja submetido a um cateterismo posteriormente, de forma mais eletiva, para complementar a desobstrução da artéria relacionada ao infarto. 

O modelo que será implantando na capital maranhense já é utilizado em inúmeros hospitais de todo o Brasil e segue orientações das diretrizes internacionais. A capacitação contou com presenças dos médicos cardiologistas Dr. Mauro Fonseca, Dr. Francisco Monteiro e Dr. Nilton Santana, respectivamente, presidente, diretor científico e diretor administrativo da Sociedade Brasileira de Cardiologia, seccional do Maranhão. 

De acordo com a secretária municipal de saude, Natália Mandarino, o objetivo é melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes com infarto do miocárdio na rede municipal, reduzindo os riscos de morte e de sequelas, como a insuficiência cardíaca (coração fraco). “Todos na tratativa tomaram conhecimento do protocolo que deverá, doravante, nortear o atendimento aos pacientes com esta grave enfermidade. No nosso meio, embora a abordagem por cateterismo (angioplastia) já esteja disponível há anos no SUS, fatores ligados à demora no atendimento, regulação e deslocamento para o hospital realizador do procedimento fazem com que um tempo precioso seja perdido e o benefício dessa forma de tratamento diminua significativamente, com piora do prognóstico do paciente", informou Mandarino. 

Nesse sentido, de acordo com a secretária, é vital, literalmente, que o paciente possa ser tratado imediatamente após o diagnóstico, ainda na unidade do atendimento inicial, com o trombolítico, para o qual já há farta evidência científica em termos de redução de mortalidade e complicações futuras, para só depois ser submetido ao cateterismo e tratamento complementar da obstrução, com benefícios adicionais imediatos e a longo prazo.

Na capital maranhense, uma parte dos recursos para implementação desse programa é oriunda de emenda parlamentar destinada por deputados federais e vereadores, com destaque para a nova e promissora gestão da SEMUS, na pessoa da Drª Natália Mandarino.

Por Mauro Vagner

02 setembro 2020

HU-UFMA alerta para prevenção de câncer colorretal



SÃO LUÍS - O mês de setembro é dedicado à prevenção do câncer colorretal, e o Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA) não podia deixar passar em branco uma causa tão importante sem alertar a população. Além do mês de setembro, foi escolhida a cor verde para conscientizar a sociedade sobre esse cuidado. O câncer colorretal é um tumor que acomete o intestino grosso (subdividido em cólon e reto) e vem se tornando uma doença cada vez mais incidente na população brasileira.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que, para cada ano entre 2020 e 2022, sejam registrados 40.990 novos casos de câncer colorretal. O tumor já é o segundo tipo mais frequente entre homens e mulheres.

Estudos da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) indicam que o grande acréscimo no número de novos casos de tumores no intestino esteja vinculado ao maior acesso das pessoas a métodos de diagnóstico, como a colonoscopia.

No Brasil, o exame é indicado a partir dos 50 anos para indivíduos sem histórico na família de tumor ou pólipo no intestino. No entanto, seguindo a nova orientação da American Cancer Society, a SBCP trabalha para atualizar sua recomendação para rastreamento de câncer colorretal, que iniciaria já a partir dos 45 anos. Nos casos de histórico familiar ou mesmo quando há alterações do hábito intestinal, a recomendação é fazer o exame com mais antecedência.

O chefe do Serviço de Coloproctologia do HU-UFMA, João Batista Barreto, ressaltou a importância de alertar a população. “Hábitos saudáveis e prevenção são essenciais para evitar esse tipo de câncer. A população precisa ser informada e se conscientizar sobre a doença. Essa é uma oportunidade de sensibilizar e promover a prevenção, mostrando que apenas um exame de colonoscopia pode ser determinante para um bom diagnóstico, evitando a evolução da doença.”

Sintomas

Os sintomas do câncer colorretal na maioria das vezes surgem em estágio mais avançados da doença e consistem em mudança repentina e persistente dos hábitos intestinais, como diarreia, constipação e fezes com sangue e escuras, além de dor abdominal, anemia, fraqueza e perda de peso.

Prevenção

Entre os hábitos que podem influenciar no surgimento da doença estão obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, dieta rica em carne vermelha e em alimentos processados.

História prévia de pólipos e câncer colorretal (pessoal ou familiar), diabetes tipo 2 e doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa e doença de Crohn) são fatores que podem aumentar o risco de aparecimento do câncer de cólon e reto.

Entre os bons hábitos que devem ser seguidos a fim de prevenir o câncer de intestino, estão: ingerir diariamente fibras (25 a 30g), frutas e verduras (2,5 xícaras) e peixes duas a três vezes por semana; evitar a ingestão exagerada de álcool, alimentos gordurosos, carne vermelha e embutidos; praticar atividade física regularmente e não fumar.

Por Alexsandra Jácome com informações da Sociedade Brasileira de Coloproctologia