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14 maio 2021

Falso ganhador de loteria que levou R$ 73 milhões da Caixa é condenado

Gerente do banco que teria ajudado no golpe e outras quatro pessoas também foram condenadas. Crime foi revelado durante a Operação Éskhara, da Polícia Federal.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A Justiça Federal condenou Márcio Xavier de Lima e outras cinco pessoas por um golpe milionário contra uma agência da Caixa Econômica Federal de Tocantinópolis, no norte do estado, em dezembro de 2013. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Márcio Xavier se passou por ganhador da Lotofácil e conseguiu levar pouco mais de R$ 73 milhões do banco.

Ele teria tido a ajuda do então gerente da agência, Robson Pereira do Nascimento para completar a fraude e de outras quatro pessoas para fazer a lavagem e ocultação do dinheiro. Os nomes dos outros condenados são Alberto Nunes Tugeiro Filho, Antônio Rodrigues Filho, Ernesto Vieira de Carvalho Neto e Talles Henrique de Freitas Cardoso. As penas de cada um variam de cinco a 13 anos de prisão e multas.

A defesa de Robson Pereira do Nascimento disse que já preparou o recurso contra a decisão. O G1 não conseguiu falar com os advogados dos demais condenados.

Um sétimo acusado da fraude, Paulo André Pinto Tugeiro acabou sendo inocentado. A Justiça entendeu que não havia provas do envolvimento dele. O MPF disse que vai recorrer para pedir penas maiores aos outros envolvidos e a revisão da decisão de absolver Paulo André Pinto.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O crime


O golpe foi revelado durante a Operação Éskhara, da Polícia Federal. A fraude teria levado três meses para ser arquitetada. O grupo apresentou uma Declaração de Acréscimo Patrimonial (DAPLoto) falsa ao banco. O documento é emitido pela Caixa quando será feito o pagamento de bilhete de loteria premiado.

Segundo o MPF, Márcio Xavier foi até a agência e foi atendido pessoalmente por Robson, mesmo com ele estando de férias. O gerente usou as próprias senhas para acessar os sistemas do banco e recebeu o envelope com a DAPLoto falsa. O concurso referente ao prêmio foi realizado em 5 de dezembro de 2013.

O gerente teria aberto uma conta com um nome falso para Márcio Xavier e realizado a transferência. Em seguida, foram feitas 15 novas operações para outras nove contas para tentar despistar a origem do dinheiro. Com a fraude, os criminosos teriam feito dezenas de transferências financeiras menores, comprado sete veículos zero km e até um avião para tentar ocultar o dinheiro.

Na época, a fraude foi considerada a maior da história da Caixa Econômica. O valor levado era o dobro de todo o orçamento do município onde o crime ocorreu naquele ano e a situação deixou os moradores indignados.

O que dizem os citados


A defesa de Robson Pereira do Nascimento disse que já preparou o recurso, uma vez que o cliente fez colaboração premiada no processo e que não ficou satisfeita com o resultado do julgamento.

Os advogados que representam Antônio Rodrigues Filho, Paulo André Pinto Tugeiro e Alberto Nunes Tugeiro Filho não atenderam as ligações.

O G1 não consegui localizar a defesa de Márcio Xavier de Lima, Talles Henrique de Freitas Cardoso e Ernesto Vieira de Carvalho Neto.

(G1)

15 abril 2021

Secretário de Saúde de São Luís, Dr. Joel, pode impulsionar retorno da Polícia Federal a Semus

Suspeitas ficaram evidentes com a exoneração da enfermeira Mágila Santos, braço direito do ex-secretário Lula Fylho, no dia em que a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da investigação que apura fraude na aquisição de equipamentos destinados ao combate à pandemia da covid-19 em São Luís.


A Operação Tempo Real, deflagrada pela Polícia Federal na manhã da última quinta-feira (8), com objetivo de desarticular uma organização criminosa formada por ex-servidores públicos e representantes de empresa, gerou dúvidas sobre nomeações de investigados na gestão do prefeito Eduardo Braide — que assumiu o comando da Prefeitura de São Luís desde o dia 1º de janeiro deste ano.


As suspeitas ficaram mais evidentes com a exoneração da enfermeira Mágila Izabel Souza dos Santos, braço direito do ex-secretário Lula Fylho, do cargo de superintendente de Assistência a Rede de Saúde. O mais curioso, é que o ato foi publicado pelo Diário Oficial do Município (DOM), no dia em que a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de constrição patrimonial na casa de investigados.

Segundo a reportagem apurou, Mágila dos Santos que também ocupava um importante cargo na gestão do ex-secretário de saúde de São Luís, Lula Fylho, havia sido exonerada logo após a saída do ex-titular da pasta, mas foi indicada pelo atual secretário de Saúde, Joel Nunes Júnior – o Dr. Joel, para a Superintendência de Assistência a Rede de Saúde, subordinada ao Secretário Adjunto de Ações e Serviços de Saúde, função que estava sendo ocupada precariamente pelo médico Egídio de Carvalho Ribeiro.


BRAÇO DA CORRUPÇÃO NA SEMUS

De acordo com informações obtidas com exclusividade, os investigadores federais querem descobrir se o grupo criminoso que atuou na Semus durante a gestão anterior, teria permanecido com o mesmo modus operandi também na gestão do Dr. Joel.

Levantamento realizado pelo reportagem junto ao Diário Oficial do Município (DOM) apontou que a enfermeira Mágila dos Santos não foi a única servidora da gestão Lula Fylho agraciada com cargos para compor a equipe de confiança do Dr. Joel na pasta.

Chama a atenção também a nomeação de Maria Geovanne do Nascimento Frazão para o cargo de Coordenadora de Mobilização e Educação Patrimonial, cargo de simbologia DAS/5, publicada no DOM no dia 05 de janeiro, tornada sem feito no dia seguinte, conforme consta no próprio Diário. Adivinhem o porquê?


Simplesmente porque a então nomeada, que exercia função de confiança na gestão anterior, figura como investigada na operação “Cobiça Fatal” que apura o desvio de milhões na Secretaria de Saúde do Município de São Luís.

Muito embora tal fato tenha sido informado à equipe de transição, a nomeação da ex-servidora contrariou uma decisão da 1ª Vara Federal da Capital, onde tramita o processo, impossibilitando que todos os investigados venham assumir qualquer função pública no curso da instrução processual.

Além delas, Dr. Joel também nomeou outros duas funcionárias de sua confiança, que são consideradas braços do ex-secretário investigado: Manuela Veiga Dias e Fabrícia Cavalcante Rocha, para atuarem como Diretora Geral e Administrativa, respectivamente, do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura – Socorrão II.


ENTENDA O CASO

No auge da primeira onda da covid-19, a organização criminosa instalada na Secretaria Municipal de Saúde, chefiada pelo ex-secretário Lula Fylho, causou prejuízo de R$ 478 mil aos cofres públicos.

Segundo a Polícia Federal, o esquema fraudulento era realizado em conluio entre funcionários da pasta e empresários, para fraudar licitações voltadas à compra de Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s.

Detalhe: tudo era acompanhado de perto pelo próprio secretário Lula Fylho e pela então assessora Magila Isabel dos Santos que foi, inclusive, nomeada como diretora administrativa do Hospital da Mulher, uma unidade que era referência para Covid na capital, e onde estavam concentrados todos os esforços e recursos do município para atendimento.


O mais estranho é que, já existia uma diretora administrativa no hospital, mas mesmo assim o secretário precisava de alguém de sua confiança para controlar a unidade que recebia o material dos convênios de aquisição dos EPIs.

(Blog do César Durans)

30 março 2021

Operação Apachetas é deflagrada pela Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (30/3), na baixada maranhense, a Operação APACHETAS, a qual tem por escopo combater os crimes de tráfico internacional de substâncias entorpecentes, associação para o tráfico, lavagem de capitais e o comércio ilegal de armas de fogo (e munições) naquela região. Os entorpecentes comercializados eram provenientes de países produtores de cocaína (Peru e Colômbia) com os quais o Brasil faz fronteira.



A investigação conduzida pela Polícia Federal teve início em 2017 e, após a realização de inúmeras diligências, foi possível identificar e qualificar dezenas de envolvidos que em comunhão de desígnios constituíram, no mínimo, três associações criminosas com atuação nos estados do Amazonas, Rondônia, Pará e Maranhão.

Ademais, com a investigação policial foi possível acompanhar a apreensão de aproximadamente 600 kg de cocaína, bem como efetuar o desmantelamento de um laboratório próprio para manipulação de drogas (com balança de precisão, material de embalagem, prensa hidráulica e diversos produtos químicos para mistura/refino).

Neste contexto, a Polícia Federal representou judicialmente por 26 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão, sendo tais pedidos deferidos pela 2º Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão. Além das prisões e buscas, a operação teve como objetivo a descapitalização das organizações criminosas com o sequestro de bens e valores.

Os cumprimentos de tais ordens judiciais ocorreram nas cidades de Manaus/AM, Castanhal/PA, Vilhena/RO, bem como em Pinheiro/MA e contou com participação de 160 servidores da Polícia Federal e 4 investigadores da Policia Civil do Maranhão - PCMA, os quais auxiliaram as buscas com a utilização de dois cães farejadores.

Os envolvidos, caso condenados, podem ser apenados com até 47 anos de reclusão.

A operação foi denominada APACHETAS, que historicamente consiste em um amontoado de pedras que o viajante (indígena) colhe na beira da estrada e deposita, umas em cima das outras, durante caminhada pelas trilhas da cordilheira dos Andes (Peru). O viajante esconde (para utilizar posteriormente) junto à apacheta a massa de folhas de coca (matéria prima com o que se produz a cocaína).

(Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão)