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12 abril 2021

Brasileiro depende mais de aplicativos para ter renda

Na pandemia, um contingente adicional de 11,4 milhões de pessoas passou a recorrer a apps para oportunidades de trabalho, diz pesquisa


Um fenômeno incentivado pela elevação das taxas de desemprego e pela necessidade de isolamento social, que obrigou milhares de restaurantes e estabelecimentos comerciais a manter as portas fechadas ou a funcionar com restrição ao atendimento aos clientes, obrigou um contingente adicional de 11,4 milhões de brasileiros a recorrer aos aplicativos para garantir uma parcela ou a totalidade de sua renda, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva obtida com exclusividade pelo Estadão.

Segundo o levantamento, com esse crescimento durante o último ano, o Brasil tem hoje aproximadamente 20% de sua população adulta – o equivalente a 32,4 milhões de pessoas – que utilizam algum tipo de app para trabalhar. Em fevereiro do ano passado – ou seja, antes do início da pandemia de covid-19 –, essa fatia era de 13%.

A pesquisa do Locomotiva ouviu 1,5 mil pessoas de uma amostra selecionada por meio dos parâmetros da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que serve de parâmetro das características socioeconômicas do Brasil. As entrevistas foram feitas entre os dias 12 e 19 de março.

O método do instituto inclui não apenas os apps que captam prestadores de serviços diretamente – como os serviços de transporte e de delivery –, mas também ferramentas que indiretamente contribuem para que as empresas e profissionais se comuniquem ou captem novos clientes no mundo virtual.

O presidente do Locomotiva, Renato Meirelles, afirma que o tamanho da dependência dessas plataformas de tecnologia ficou além das expectativas dos idealizadores do levantamento. “É um número muito grande. O dado inclui o brasileiro sem renda e que não conseguiu viver apenas com o auxílio emergencial. Isso mostra que os aplicativos se tornaram os maiores empregadores no Brasil hoje”, afirma.

Em tempos de isolamento social, diz Meirelles, os aplicativos ajudaram empreendedores a fazer contato com clientes e a entregar seus produtos. “Não se trata apenas de subemprego, os aplicativos ajudaram muito para que diversas empresas conseguissem se manter em pé. Houve um processo forte de digitalização na pandemia e esse é um caminho sem volta.”

Ferramentas


Entre as ferramentas mais utilizadas para quem lança mão da tecnologia para encontrar uma atividade, 34% dos entrevistados citaram os apps de redes sociais, como o Facebook, e 33%, os de mensagens, como o WhatsApp.

Também entram na conta as ferramentas de transporte, como Uber e 99, que foram utilizadas por 28% daqueles que acessaram os aplicativos para obter trabalho ou renda. Já 26% desse contingente recorreram a tecnologias de vendas online, como Mercado Livre e Magazine Luiza, e 14% às de entrega, caso de Rappi, iFood e Uber Eats.

A pesquisa mostra ainda a relevância dos aplicativos no total da renda de milhares de pessoas. Dos 32,4 milhões de brasileiros que têm renda via aplicativos, 16% deles afirmaram que essa tem sido a única fonte de renda e outros 15% disseram que os aplicativos respondem por metade dos ganhos.

Os aplicativos, contudo, também são usados como uma espécie de “bico”. Para 24% dos entrevistados, os apps são apenas um trabalho eventual, utilizados para dar um impulso às vendas de um negócio que existe fora do mundo virtual, por exemplo.

Salto na demanda


Os apps sentiram a alta da demanda em meio ao fechamento da economia. O vice-presidente financeiro e de estratégia do aplicativo de entregas iFood, Diogo Barreto, conta que o número de pedidos pelo aplicativo passou de 30 milhões, antes da pandemia, para 48 milhões, no fim do ano passado.

O total de estabelecimentos conectados ao app passou de 150 mil para 230 mil, na mesma comparação. Barreto conta que restaurantes de “nicho”, como veganos, que antes preferiam ficar de fora do iFood, entraram no aplicativo. Outros, como as churrascarias que funcionam em sistema de rodízio, reinventaram seu negócio para atuar com delivery.

O executivo do iFood diz ainda que outros estabelecimentos também surfaram a onda, como as padarias, que começaram a vender pizzas ou a entregar outros itens de alimentação para garantir uma receita extra.

Apesar desse crescimento da demanda, Barreto diz que a empresa decidiu não expandir o número de entregadores na mesma proporção. A estratégia foi adotada para evitar que a renda dos entregadores profissionais tivesse uma queda. Por isso, ao longo destes 12 meses de pandemia, o total de profissionais cadastrados cresceu em ritmo bem menor, passando de 150 mil para 160 mil.

Mudança veio para ficar


O professor da FEA/USP e especialista em Mercado de Trabalho, Wilson Amorim, destaca que a tecnologia, no mundo atual, “dirige o processo produtivo” – e isso afeta as relações de trabalho. “O que temos é uma realidade incontornável. Essas empresas agora são parte da paisagem da vida moderna, estando no meio do caminho entre a oferta e a demanda de produtos e serviços, como um intermediário”.

Na visão do especialista, é preciso olhar o fenômeno dos apps para celulares sob dois prismas. Ao mesmo tempo em que os aplicativos trazem alternativas de ocupação, de outro oferecem pouco poder de barganha para quem presta serviços ou faz vendas em sua plataforma.

O coordenador do curso de graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Joelson Sampaio, destaca que, com as medidas de restrição e mobilidade impostas pela necessidade de conter o contágio da covid-19, os aplicativos tiveram o papel de minimizar o impacto negativo da crise para muitas famílias.

“Várias empresas e famílias estão usando os aplicativos como forma de receita direta. Tem as pessoas que estão atuando em logística, caso dos entregadores, mas não é só isso. Há muitos pequenos empreendedores que passaram a utilizar os aplicativos para viabilizarem seus negócios”, diz.

(Estadão)

23 março 2021

Dados sobre disponibilidade de oxigênio são publicados pela Anvisa


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibilizou na internet informações sobre os níveis de produção, abastecimento e distribuição de oxigênio no Brasil. Os dados podem ser acessados em um painel específico.

Segundo a agência, ainda faltam informações de empresas, o que inclusive dificulta visualizar uma totalização nacional. Os primeiros dados, relativos ao período de 13 a 17 de março, trazem um universo de 100 empresas atuando na produção de oxigênio. Do total fornecido, 71,7% eram de companhias privadas, 25,9% de instituições públicas e 2,46% de distribuidoras.

São Paulo é o estado com o maior volume de fabricação de oxigênio no período analisado, com 7,3 milhões de metros cúbicos (m3), seguido por Minas Gerais (2,5 milhões de m3) e Rio de Janeiro (2 milhões de m3). Os estoques de produção mostrados no painel são pequenos. O estado com o maior estoque é o Amazonas: 1,17 milhão de m3.

Quando considerado o envase do oxigênio em cilindros, São Paulo novamente é o primeiro do ranking, com 1,18 milhão de m3. Em seguida vêm Ceará (1 milhão de m3) e Minas Gerais (875 mil de m3). Assim como na fabricação, nos cilindros, o Amazonas detém o maior estoque, com 1,17 milhões de m3.

Em comunicado oficial, a Anvisa explica que os dados sobre estoque devem ser observados de acordo com a capacidade de cada estado. “Eventuais dados de estoque zerados podem ocorrer devido à ausência de fornecimento de informações por parte das empresas ou por inexistência de empresas no estado. Assim, estados como o Acre, onde não existem empresas produtoras, não constarão no painel”, explica o informe.

Plano nacional


O Ministério da Saúde anunciou hoje (23) o Plano Oxigênio Brasil, com o intuito de dar auxílio a estados e municípios no abastecimento deste insumo. Segundo a pasta, os estados com mais dificuldade são Acre, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte e Rondônia.

De acordo com a pasta, já começaram a ser transportados cilindros e estruturas relacionadas à oferta de oxigênio de Manaus para outras localidades. Serão deslocados 120 concentradores para o Rio Grande do Norte e 200 para o Paraná. Também serão enviadas duas usinas de oxigênio para Santa Catarina, uma para o Acre e outra para Rondônia.

Ainda conforme o Ministério da Saúde, foi feita requisição de envio a partir de São Paulo de 400 cilindros para Rondônia, 240 para o Acre, 160 para o Rio Grande do Norte, 100 para o Ceará e 100 para a Região Sul.

Fonte: Agência Brasil.

07 dezembro 2020

A LENDA DA DIREITA MARANHENSE

Vou escrever algo sobre a história da trajetória política de um grande líder da Direita no Maranhão. Estou falando do médico paraense e professor de Medicina da UFMA, radicado maranhense, Allan Quadros Garcês.

Sua vida política começou em 2011, quando ele reuniu na Praça Deodoro cerca de 500 manifestantes, entre estudantes, professores e profissionais da área da Saúde para uma caminhada em protesto das condições de saúde ofertadas nos hospitais municipais e estaduais. A caminhada terminou com um abraço simbólico nos hospitais Socorrão 1, Maternidade Benedito Leite e Hospital Infantil Juvêncio Matos. Na época, após esta mobilização o Movimento NasRuas o convidaram para integrar em suas fileiras.

Outra ação política que sucedeu esta caminhada, foi um protesto emblemático realizado pelo médico na Praça dos Pescadores na Av. Litorânea, onde Allan Garcês criou um cenário de cemitério no local. Na época, São Luís completava 399 anos, o médico fixou 399 cruzes ao redor do monumento dos pescadores e espalhou alguns caixões pelo local, simbolizando cada cruz um ano de falência de uma Saúde precária. Estes dois movimentos realizados chamaram a atenção, tanto da Câmara Municipal, como da Assembleia Legislativa que o convidaram para debater sobre o assunto em uma audiência pública no auditório da Assembleia, evento este deixando o recinto completamente lotado com mais de 350 participantes.

Em 2012 recebeu o título de Cidadão Ludovicense e saiu candidato a vereador pela primeira vez na política, não conseguindo se eleger.

No ano de 2014, Garcês iniciou o movimento contra a corrupção, participando de vários protestos no combate a corrupção na saúde o que culminou na sua liderança local no movimento nacional do Impeachment da ex-presidente Dilma, atraindo para si a ira do Governador Flávio Dino, que passou a persegui-lo a ponto de demiti-lo dos plantões que realizava em Barreirinhas. Nascia neste momento sua identificação com a ideologia de Direita.

Em 2015 em uma das várias viagens a Brasília para participar dos eventos do Impeachment, entre eles, o acampamento histórico na frente do Congresso Nacional, conheceu o Deputado Federal Jair Bolsonaro. Iniciava neste momento uma amizade que culminaria futuramente na sua ida para Brasília.

Em São Luís vários eventos e caminhadas de protestos a favor do Impeachment foram liderados pelo médico, como as monumentais caminhadas na litorânea e a memorável exposição, na Praça Maria Aragão, do boneco inflável de 16 metros chamado Pixuleco, que representava o ex-presidente Lula, vestido com traje de presidiário. Tal coragem resultou neste dia, em ataque e agressão física do médico, por parte de alguns membros da esquerda (PT, PCdoB, CUT e MST) que passaram também a atacá-lo em suas redes sociais.

Em 2017 Allan idealizou e fundou juntamente com outros seguidores de Direita, a UDM-UNIÃO DA DIREITA MARANHENSE, a primeira organização oficialmente criada de Ideologia de Direita no Estado. A organização tinha como principal objetivo fomentar debates políticos ideológicos de Direita e apoiar candidatos às futuras eleições.

Ainda em 2017, Dr. Allan Garcês foi condecorado com a medalha do Mérito Patriota, na cidade de Curitiba em reconhecimento ao combate da corrupção. Neste ano o Deputado Estadual Edilazio Junior ofereceu o Título de Cidadão Maranhense pela Assembleia Legislativa, porém não sendo concedido em tempo hábil no ano legislativo.

Em 2018 o médico saiu candidato a Deputado Federal apoiado pela UDM e pelo então candidato a Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro. Com a eleição de Bolsonaro, Allan Garcês recebeu o convite para participar em Brasília do Governo de Transição em novembro de 2018, vindo assumir posteriormente importante cargo no 2° escalão do Ministério da Saúde e 3° escalão no Governo Federal. Mas o crescimento deste médico não terminou aí.

Em 2019, a Deputada Estadual Dra. Helena Dualibe, resgatou o título ora concedido de Cidadão Maranhense pelo Dep. Edilázio, afim de conceder oficialmente ao Dr. Allan, na ocasião, deputados governistas sob o comando do Governador Flávio Dino, realizaram uma nova votação e neste momento recusaram o título que já tinha até sido publicado no Diário da Assembleia, quando concedido pelo Deputado Edilázio. Neste mesmo ano, em 2019, Garcês é condecorado pela Câmara Federal do Congresso Nacional com a Medalha Patriota, concedida pela Deputada Federal Carla Zambelle.

Morando em Brasília, em virtude de ter assumido uma Diretoria na Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Allan Garcês implantou o Projeto Gestão Itinerante, o qual passou a visitar Estados e Municípios levando as principais ações que estavam sendo executadas pelo Ministério. O pioneirismo deste projeto, resultou-lhe em um reconhecimento nacional, fazendo com que o Governador do Estado de Roraima lhe fizesse uma visita em seu gabinete para lhe fazer um convite para ser o Secretário de Estado da Saúde de Roraima, cargo que ocupou com muita competência e responsabilidade.

Blog Ilha Rebelde