10 fevereiro 2025

Impasse nas negociações leva rodoviários de São Luís a decretar greve geral


São Luís enfrentará uma paralisação total do transporte público a partir desta quinta-feira (13). O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Rodoviários, que confirmou a greve após uma reunião na manhã desta segunda-feira (10). O presidente da entidade, Marcelo Brito, explicou que o movimento seguirá o prazo legal de 72 horas antes de ser iniciado.

A decisão ocorre após sucessivas tentativas de mediação no Ministério Público do Trabalho (MPT), que não chegaram a um acordo. As negociações envolveram representantes da Procuradoria, da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), da Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), do Sindicato dos Rodoviários e das empresas operadoras do serviço.

De acordo com os rodoviários, a principal reivindicação da categoria é a melhoria salarial e de condições de trabalho. No entanto, as empresas alegam dificuldades financeiras e afirmam não ter recursos para conceder os reajustes solicitados, mantendo apenas as condições atuais.

A MOB e a Prefeitura de São Luís informaram que a SMTT está analisando a possibilidade de conceder subsídios ao setor para viabilizar melhorias, mas até o momento nenhuma medida concreta foi apresentada.

Com a greve, a população da Grande São Luís pode enfrentar grandes dificuldades para se deslocar. O transporte público é um dos principais meios de locomoção na capital maranhense, e a paralisação deve afetar milhares de trabalhadores e estudantes.

A expectativa agora é de que novas rodadas de negociação ocorram antes do início da greve, para tentar evitar a paralisação total do serviço. Enquanto isso, os usuários do transporte público precisarão buscar alternativas para seus deslocamentos diários.

Estudantes exigem respostas da PROAES e organizam plenária contra cortes na moradia universitária


A decisão da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PROAES) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) de extinguir a política de hospedagem nas residências universitárias gerou forte indignação entre os estudantes. O anúncio, feito sem qualquer consulta à comunidade acadêmica, representa um grande risco para a permanência estudantil, especialmente para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A política de hospedagem tem sido um suporte essencial para estudantes que chegam de outras cidades e precisam de um local temporário até conseguirem vaga definitiva na residência universitária. Sem essa alternativa, muitos podem se ver obrigados a abandonar a universidade, evidenciando um descaso da administração com o direito à educação.

Além do fim da hospedagem, os estudantes denunciam o estado de abandono das residências universitárias. Infraestrutura precária, falta de manutenção e ausência de suporte básico são problemas crônicos que a PROAES, sob a gestão do pró-reitor Danilo Lopes, não tem demonstrado interesse em resolver. Em vez de apresentar soluções para essas demandas urgentes, a gestão opta por medidas que aprofundam o sucateamento da assistência estudantil.

A falta de diálogo tem sido uma marca da atual administração. O pró-reitor Danilo Lopes, responsável direto pela política de assistência estudantil, tem ignorado as reivindicações dos estudantes e tomado decisões arbitrárias que impactam diretamente a vida acadêmica de centenas de alunos. A comunidade universitária exige mais transparência e comprometimento na gestão das políticas de permanência.

Diante desse cenário, os Centros e Diretórios Acadêmicos convocam uma plenária para esta segunda-feira, às 12h30, na Área de Vivência do Restaurante Universitário (RU). O objetivo é debater os impactos da decisão da PROAES e organizar uma mobilização coletiva para pressionar a administração da UFMA a reverter essa medida.


Os estudantes reforçam que a luta pela permanência estudantil é um direito e que não aceitarão retrocessos. "A gestão de Danilo Lopes tem sido marcada pelo descaso e pela falta de diálogo. É inadmissível que a UFMA continue retirando direitos e dificultando ainda mais a permanência dos alunos", afirmam os organizadores da plenária.

A expectativa é de que a mobilização ganhe força nos próximos dias, com mais pressão sobre a reitoria para garantir a manutenção da hospedagem e melhores condições para os residentes universitários.

07 fevereiro 2025

Cachorro desvenda sepultura clandestina de tartaruga na UFMA e expõe falha ambiental


O campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi palco de um episódio inusitado e preocupante: a descoberta de uma sepultura clandestina de uma tartaruga marinha resgatada pelo Projeto Queamar. O animal, que passou mais de dois meses em um hospital improvisado dentro da universidade, acabou falecendo no dia 16 de setembro. O que deveria ser um procedimento técnico adequado de descarte virou um verdadeiro escândalo ambiental, revelado de maneira inesperada – por um cachorro caramelo.

O resgate e o "Hospital" no meio do campus

A história começou com o resgate da tartaruga, que foi acolhida com toda a atenção e levada para um espaço improvisado dentro da UFMA. A iniciativa, apesar de bem-intencionada, levanta questionamentos sobre a capacidade da instituição em lidar com fauna marinha debilitada. Afinal, por que um animal em risco foi levado para um campus universitário em vez de um centro especializado?


Após lutar bravamente por sua vida, a tartaruga não resistiu e faleceu. O desdobramento do caso, no entanto, é o que mais chama atenção: em vez de um descarte adequado conforme normas ambientais e diretrizes do Comitê de Ética Animal, o corpo do animal foi enterrado sem critério técnico dentro da universidade.

A descoberta pela "Força-Tarefa Canina"

O que deveria ter permanecido oculto foi exposto de forma inusitada. O responsável pela revelação não foi um agente ambiental ou um pesquisador, mas sim um cachorro vira-lata que circula pelo campus. O animal, em uma de suas costumeiras explorações em busca de comida, farejou algo suspeito e escavou a cova improvisada da tartaruga, trazendo à tona a negligência da gestão universitária.


A descoberta mobilizou a equipe de manutenção da UFMA, que, ao lado do cão-detetive, constatou a irregularidade. A revelação gerou indignação na comunidade acadêmica e entre ambientalistas, que agora cobram explicações sobre o procedimento adotado e a responsabilidade pela falha.


As perguntas sem respostas

O caso levanta uma série de questões:

  • A UFMA possui um protocolo oficial para descarte de fauna silvestre?
  • O Comitê de Ética Animal foi acionado e acompanhou o processo?
  • Quem autorizou o enterro clandestino dentro da universidade?
  • A gestão da UFMA pretende revisar suas diretrizes ambientais ou seguirá contando com a fiscalização dos caramelos do campus?

A falta de transparência e o caráter improvisado da situação expõem falhas graves no manejo da fauna dentro da universidade. O episódio reflete não apenas um descaso ambiental, mas também a necessidade urgente de protocolos claros e fiscalização adequada.

Por enquanto, o único agente atuante na investigação foi o cachorro que revelou o caso. Resta saber se ele receberá algum reconhecimento ou se continuará sua vigilância solitária pelos corredores da UFMA, atento a novas irregularidades.

06 fevereiro 2025

Carnaval 2025 começa com show de Margareth Menezes e festa em São Luís


O Carnaval de 2025 promete começar com muita energia em São Luís. No próximo sábado, dia 8 de fevereiro, a ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes desembarca na capital maranhense para comandar o primeiro grande show da temporada pré-carnavalesca. O evento acontece na área de lazer do Rio Poty Hotel & Resort e contará com uma produção grandiosa assinada pelo empresário Juninho Luang.

Além do show de Margareth Menezes, a noite será abrilhantada pela presença de uma ala da bateria da Estação Primeira de Mangueira, uma das escolas de samba mais icônicas do Brasil. Vinda diretamente do Rio de Janeiro, a bateria promete trazer o ritmo contagiante do samba para animar o público maranhense.

A festa começa cedo, às 17h, com duas atrações locais de peso. O Marabloco, ligado à escola de samba Marambaia do Samba, atual campeã do Carnaval maranhense, dará início à celebração. Em seguida, o público poderá curtir o Bicho Terra, um dos grupos mais tradicionais do estado, conhecido por seu som vibrante e sua identidade marcante no Carnaval do Maranhão.

Com um repertório que mistura axé, samba e ritmos afro-brasileiros, Margareth Menezes promete transformar a noite em um verdadeiro esquenta para o Carnaval. O evento é uma grande celebração da cultura brasileira, reunindo diferentes expressões musicais e fortalecendo os laços entre os carnavais do Maranhão e do Rio de Janeiro.

A expectativa é de casa cheia para essa grande festa, que marca o início das festividades carnavalescas na capital maranhense.



05 fevereiro 2025

Crise na UFMA: Reitor desconsidera Estatuto e gera incerteza administrativa


A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) enfrenta uma crise administrativa sob a gestão do Reitor Fernando Carvalho, acusado de desrespeitar processos e normas institucionais.

Suas tentativas de promover mudanças em nome da modernização são vistas como inconsistentes, principalmente por ter participado em 2019 da reorganização que resultou na atualização do Estatuto e Regimentos da UFMA.

O atual reitor participou ativamente dessas reformas, mas agora parece ignorar essa estrutura normativa ao fazer alterações administrativas questionáveis que nunca foram incorporadas ao Estatuto e aos Regimentos da UFMA, agora, apresenta a proposta de extinção dos Departamentos, considerados subunidades acadêmicas segundo o Artigo 8º do Estatuto.

O discurso do reitor é recheado de termos vagos que não esclarecem as mudanças propostas ou suas implicações ou atualizações das normas da universidade.

Existem, ainda, preocupações sobre a capacidade, da atual assessoria do reitor, em entender as complexidades da instituição e a preservação dos princípios da administração pública.

A comunidade universitária teme um retorno à insegurança jurídica se essas novas regras forem aprovadas sem seguir os procedimentos adequados estabelecidos no Artigo 13 do Estatuto Universitário, que exige deliberação pelo Conselho Universitário com maioria absoluta para alteração estatutária.

Nesse cenário conturbado, fica a reflexão: será que o Reitor acredita ser possível construir uma Universidade forte como” tranças loiras de um rei careca”, ou seja, alicerçar suas ações sobre algo superficial enquanto ignora a realidade fundamental das normas e da UFMA?

À medida que se avolumam os questionamentos e crescem as pressões sobre Fernando Carvalho neste delicado momento, muitos se perguntam até onde irá a aceitação das medidas propostas pela comunidade universitária e quais serão as consequências para a UFMA nos próximos anos.

Em tempos: Na realidade, o Conselho do CCSO não foi convocado para conhecer, apreciar e votar a proposta, e os departamentos também não foram chamados a enviar suas deliberações. Precisamos reunir o CCSO e deliberar sobre o assunto. Essa não é uma mudança simples, pois o Estatuto assegura claramente a autonomia dos departamentos, conforme o artigo 92, inciso XI, da Resolução nº 416-CONSUN, de 09 de maio de 2022:

"Compete à Assembleia Departamental: apreciar e aprovar propostas sobre criação, fusão ou extinção de Departamentos Acadêmicos."

"Dessa forma, todos os departamentos deveriam ter sido consultados, e a proposta deveria ser votada com base nessas manifestações. Os(as) conselheiros(as) precisam respeitar essas prerrogativas, uma vez que não atuam em nome próprio, mas como representantes."

Quem concorda em participar de uma Reunião Coletiva para discutir a questão, definir um posicionamento no CONSEPE e CONSAD e encaminhar a demanda à gestão? (Relatos de uma professora do CCH).

Em tempos 2: Informações sobre a pauta alertam que o reitor teria realizado uma manobra perigosa, o que pode configurar improbidade administrativa. Agora, aguardamos o desfecho dessa vexatória reunião.

Em tempos 3: Há relatos de que o DCE da UFMA pretende chamar Greve Geral na universidade e  acionar o Ministério Público Federal (MPF) para solicitar a anulação de qualquer decisão tomada nessa reunião. Isso ocorre devido a uma suposta manobra indevida do pró-reitor da PROAES, que teria induzido o reitor a um erro jurídico.

Aparentemente o reitor substituiu irregularmente os conselheiros estudantis sem autorização legal da entidade tudo para garimpar votos (em troca de bolsas),Se confirmada, essa situação representará um grande constrangimento para a gestão da UFMA, sendo a anulação das decisões um marco negativo para a administração. Mas essa será uma pauta para outro momento.