Celebrado em 7 de abril, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola reforça a necessidade de enfrentar um problema que segue impactando milhões de estudantes no Brasil. Dados recentes da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, mostram que 39,8% dos jovens entre 13 e 17 anos já foram vítimas de bullying.
O levantamento evidencia que a prática está longe de ser pontual. Entre os entrevistados, 27,2% relataram ter sofrido agressões repetidas, ocorrendo pelo menos duas vezes. O dado reforça a preocupação de especialistas, que apontam o bullying como um fenômeno estrutural no ambiente escolar.
Segundo a assistente social e orientadora parental Thelma Nascimento, o cenário exige atenção coletiva. Para ela, os números revelam que o problema ultrapassa os muros da escola e envolve também família e sociedade. “Não é mais um caso isolado. É algo que precisa ser enfrentado por todos”, destaca.
A pesquisa também indica que a aparência física é o principal motivo das agressões, refletindo padrões sociais impostos desde cedo. Crianças e adolescentes acabam reproduzindo comportamentos aprendidos em casa, na convivência social e nas redes digitais, reforçando estigmas e exclusões.
Os impactos do bullying vão além das agressões visíveis. Especialistas alertam que as consequências emocionais podem ser profundas, incluindo baixa autoestima, dificuldades de socialização e sensação de não pertencimento. Em muitos casos, essas marcas acompanham os jovens por toda a vida.
Diante desse cenário, a data serve como um chamado para ações mais efetivas de prevenção, conscientização e acolhimento, tanto no ambiente escolar quanto fora dele.

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