08 maio 2025

O “acerto” de Brandão pode ser retrocesso para o Maranhão!


Participei duas vezes de grupos vitoriosos em eleições para o governo do Maranhão. A primeira foi com Jackson Lago, na “Frente de Libertação do Maranhão”. A segunda, elegendo Flávio Dino, com um grupo amplo de partidos de centro, direita e esquerda, que se uniram no chamado “Partido do Maranhão”.

O que me levou a esses caminhos foi a constatação de que o Maranhão precisava de alternância no comando do Estado. A mudança seria uma forma de oxigenar a política e romper com o ciclo vicioso do poder concentrado.

O alvo sempre foi o grupo Sarney e a “oligarquia” que, mesmo com diferentes nomes e rostos, revezava o poder entre seus membros. Ainda que nem todos fossem da mesma família, a lógica de domínio era a mesma — e isso, sem dúvida, não fazia bem ao Maranhão.

Enquanto concentrei todos os esforços em “libertar o Maranhão da oligarquia”, vi aquele sistema migrar para os municípios — de forma ainda mais perversa. Hoje, é possível listar mais de 100 oligarquias instaladas nas cidades maranhenses.

Esses grupos conseguiram eleger mais de 30 dos 44 deputados estaduais em 2022. E, ao contrário da antiga oligarquia estadual, os eleitos não são políticos experientes — são filhos, maridos, esposas, irmãos, pais, mães e parentes de primeiro grau de prefeitos maranhenses.

A Assembleia Legislativa, que já elegeu representantes de movimentos sociais e lideranças que honraram o Maranhão com seus mandatos, tornou-se um puxadinho de luxo das oligarquias regionais. Mandatos conquistados com uso abusivo de dinheiro público municipal, convênios e emendas liberadas por deputados federais e senadores.

Hoje, o Maranhão inteiro comenta o recente discurso do governador Brandão, que, em alto e bom som, enalteceu esse modelo que domina dezenas de municípios — um modelo sustentado por eleições turbinadas pelos cofres públicos, que condena as cidades ao “mais do mesmo”.

Como se não bastasse, embalado por parte significativa da imprensa, cogita-se ainda um parente do governador como possível candidato à sua sucessão.

Isso seria a aceitação retrógrada de que o Maranhão não pertence aos maranhenses — mas apenas aos parentes da classe política.

Seria um retrocesso brutal para o Maranhão — algo que nem mesmo o grupo Sarney ousou fazer.

A política, que deveria ser o meio para melhorar a vida da população, virou instrumento de ascensão familiar. Hoje, no Maranhão, o poder público é ocupado majoritariamente por familiares de políticos — muitos sem preparo ou aptidão para a função.

Em 2015, assumi a Secretaria de Indústria, Comércio e Energia no governo de Flávio Dino. Trabalhei com dedicação para dar visibilidade a uma secretaria que, até então, mal existia. Permaneci no cargo por apoio popular — mas, acima de tudo, porque nunca vi, naquela gestão, nenhum parente do governador ser lançado candidato a nada, nem interferir no governo como se fosse uma empresa familiar.

A cada dia que passa, fica mais claro: esse tipo de política não vai melhorar a vida de ninguém no Maranhão. Só o povo pode mudar esse sistema — e, com isso, melhorar a sua própria vida.

Por Simplício Araújo 

Cardeal americano Robert Prevost é o novo papa e se chamará Leão XIV



VATICANO - O Cardeal americano Robert Prevost é o novo papa. A fumaça branca surgiu no início da tarde desta quinta-feira (8) da chaminé instalada sobre a Capela Sistina, sinalizando que os 133 cardeais reunidos no Vaticano elegeram um novo papa. Ele se chamará Leão XIV.

A escolha do novo pontífice se deu após a terceira votação do dia e a quarta votação geral, iniciada na quarta-feira (7). A fumaça branca colocou a multidão reunida na Praça de São Pedro em êxtase.

Quem é o novo Papa?

Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, Prevost tem 69 anos e se torna o primeiro papa norte-americano da história da Igreja. É também o primeiro pontífice vindo de um país de maioria protestante.

Apesar da origem norte-americana, Prevost construiu grande parte de sua trajetória religiosa na América Latina, especialmente no Peru. Foi lá que se destacou até alcançar os cargos mais altos da Cúria Romana.

Ao ser eleito, ocupava duas funções importantes no Vaticano: prefeito do Dicastério para os Bispos — órgão responsável pela nomeação de bispos — e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina.

De perfil discreto e voz tranquila, Prevost costuma evitar os holofotes e entrevistas. No entanto, é visto como um reformista, alinhado à linha de abertura implementada por Francisco. Tem formação sólida em teologia e é considerado um profundo conhecedor da lei canônica, que rege a Igreja Católica.

Entrou para a vida religiosa aos 22 anos. Formou-se em teologia na União Teológica Católica de Chicago e, aos 27, foi enviado a Roma para estudar direito canônico na Universidade de São Tomás de Aquino.

Foi ordenado padre em 1982 e, dois anos depois, iniciou sua atuação missionária no Peru — primeiro em Piura, depois em Trujillo, onde permaneceu por dez anos, inclusive durante o governo autoritário de Alberto Fujimori. Prevost chegou a cobrar desculpas públicas pelas injustiças cometidas no período.

Em 2014, foi nomeado administrador da Diocese de Chiclayo, cargo em que foi ordenado bispo e permaneceu por nove anos. Nesse período, enfrentou a principal crise de sua trajetória: em 2023, três mulheres acusaram Prevost de acobertar casos de abuso sexual cometidos por dois padres no Peru, quando elas ainda eram crianças.

Segundo as denúncias, uma das vítimas telefonou para Prevost em 2020. Dois anos depois, ele recebeu formalmente os relatos e encaminhou o caso ao Vaticano. Um dos padres foi afastado preventivamente e o outro já não exercia mais funções por questões de saúde. A diocese peruana nega qualquer acobertamento e afirma que Prevost seguiu os trâmites exigidos pela legislação da Igreja. O Vaticano ainda não concluiu a investigação.

Durante sua passagem pelo Peru, Prevost também ocupou cargos de destaque na Conferência Episcopal local e foi nomeado para a Congregação do Clero e, depois, para a Congregação para os Bispos. Em 2023, recebeu o título de cardeal — função que ocupou por menos de dois anos antes de se tornar papa, algo raro na Igreja moderna.

Durante a internação de Francisco, Prevost foi o responsável por liderar uma oração pública no Vaticano pela saúde do então pontífice.

Fonte: Imirante.com

Justiça do MA condena Tim a pagar R$ 40 milhões por má qualidade de serviços no estado



Atendendo a uma solicitação do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), a Justiça condenou a operadora Tim a pagar R$ 40 milhões por danos morais coletivos, devido à má qualidade dos serviços de telefonia móvel prestados entre os anos de 2011 e 2013. A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, proferida na última terça-feira (6), e divulgada hoje (8).

O valor da indenização deverá ser destinado ao Fundo Estadual de Direitos Difusos. A condenação acolhe Ação Civil Pública ajuizada em dezembro de 2013 pela promotora de Justiça Lítia Teresa Costa Cavalcanti, da 12ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor.

De acordo com o MP-MA, a ação foi motivada por centenas de reclamações de usuários da operadora em diversos municípios maranhenses. As principais queixas envolviam falta de sinal, quedas constantes de chamadas e falhas no estabelecimento de ligações. Na época, a taxa de queda de ligações do Plano Infinity ultrapassava o limite de 2% permitido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Um relatório da própria Anatel apontou que, entre agosto de 2012 e agosto de 2013, a rede da Tim no Maranhão ficou indisponível por 24.115 horas — o equivalente a cerca de 1.005 dias de interrupção nos serviços.

Histórico de sanções

Essa não é a primeira punição aplicada à operadora por falhas nos serviços. Em 2011, o Procon-MA suspendeu a venda de linhas da Tim após uma pane no sistema. Ainda naquele ano, a empresa foi multada em R$ 208,5 mil e, posteriormente, em mais R$ 500 mil, por interrupções nos serviços nos dias 15 e 16 de setembro.

Outras fiscalizações revelaram que a operadora não cumpria as metas de qualidade definidas no Plano Geral de Metas da Anatel. Em 2013, uma campanha publicitária da empresa foi considerada enganosa pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, o que resultou em multa de R$ 1,65 milhão.

A própria Anatel também registrou, em março de 2013, que 234.272 clientes maranhenses foram prejudicados por falhas da operadora, resultando em um prejuízo financeiro de cerca de R$ 129,8 mil.

No mesmo ano, o Procon aplicou uma multa de R$ 4,5 milhões à Tim e suspendeu a comercialização de chips e habilitação de novas linhas por 217 dias, até que fossem comprovadas medidas de melhoria nos serviços.
Outras determinações

Além da indenização coletiva, a Justiça determinou que a Tim apresente, no prazo de 30 dias, uma lista completa de usuários do Plano Infinity, com as respectivas datas de adesão e saída, desde o lançamento do plano em 29 de março de 2009. O descumprimento acarretará multa diária de R$ 10 mil, revertida ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos dos Consumidores.

A operadora também foi condenada a pagar R$ 1 mil, a título de dano moral individual, para cada consumidor prejudicado, além de restituir os valores pagos pelo Plano Infinity no período entre 2009 e a data da sentença.

Fonte: Imirante.com

07 maio 2025

Atraso em bolsas da PROAES afeta estudantes e compromete permanência

Estudantes da instituição foram surpreendidos nesta semana com a confirmação de mais um atraso no pagamento das bolsas e auxílios concedidos pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES). Segundo nota oficial divulgada pela própria Pró-Reitoria, os valores referentes ao mês de abril só serão creditados entre os dias 9 e 12 de maio de 2025 — um intervalo que ultrapassa o início do mês letivo e compromete a rotina de centenas de bolsistas.

A justificativa, genérica e sem detalhes, afirma apenas que o atraso ocorre "excepcionalmente", e que a equipe está "trabalhando diligentemente" para resolver a situação. Contudo, para os estudantes que dependem do auxílio para alimentação, transporte e moradia, a espera representa um agravamento na já delicada situação de permanência estudantil.

"Não tem como manter os estudos com tanto descaso. A gente conta com esse dinheiro para viver", afirma Letícia Santos, estudante de Ciências Sociais, bolsista do auxílio-permanência há dois anos. Como ela, muitos universitários relatam dificuldades com aluguel, alimentação e compra de materiais essenciais.

Essa não é a primeira vez que a universidade enfrenta atrasos no repasse das bolsas. O histórico recorrente de falhas no cronograma de pagamentos levanta dúvidas sobre a gestão dos recursos destinados à assistência estudantil e a falta de transparência no processo. A PROAES, até o momento, não apresentou explicações claras sobre a origem do problema, tampouco divulgou medidas concretas para evitar novas ocorrências.

Em um contexto de crescente evasão e vulnerabilidade estudantil, o atraso reforça a sensação de abandono vivida por alunos de baixa renda, que dependem integralmente das políticas de permanência. "É incoerente defender a inclusão social sem garantir o básico para quem já conquistou a vaga", aponta o representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), em nota.

A comunidade acadêmica aguarda atualizações e cobra da universidade mais responsabilidade, compromisso e, sobretudo, respeito com os estudantes que mantêm a instituição viva.

Em tempos:  Danilo Lopes, pró-reitor da PROAES, volta a demonstrar, de forma clara e transparente, sua incapacidade à frente da pasta. Como se não bastassem as inúmeras denúncias envolvendo o processo de seleção das bolsas, há também críticas sobre o uso dessas bolsas para a cooptação de lideranças estudantis e de conselheiros universitários — ou melhor, de pseudo-conselheiros.

Uma análise mais profunda das lideranças estudantis revela um número surpreendente de beneficiários dessas bolsas, conforme apurado por nossas fontes. Ao que tudo indica, todos estão com “dinheirinho no bolso”, especialmente aqueles indicados por um grupo político estudantil alinhado com Danilo Lopes. Há denúncias sérias contra alguns desses indivíduos, incluindo fraudes, falsidade ideológica e processos em andamento tanto na Polícia Federal quanto na Polícia Civil.

Além disso, a situação do Restaurante Universitário é alarmante: a qualidade da comida é péssima, e a empresa responsável tem sido acobertada, mesmo diante de inúmeros erros. Como se não bastasse, outros programas e bolsas sociais voltados aos estudantes foram extintos sem qualquer justificativa ou consulta prévia à diretoria oficial do DCE.

Vivemos tempos difíceis na Universidade Federal do Maranhão, enfrentando o que muitos consideram a pior gestão de sua história. Resta saber até onde vai o declínio da nossa universidade.

05 maio 2025

“Comida cara e ruim”: Restaurante da UFMA vira alvo de revolta e investigação

São Luís (MA) — O Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) está no centro de uma série de denúncias envolvendo má qualidade dos alimentos, valores milionários pagos à empresa fornecedora e suspeitas de irregularidades administrativas. A situação tem gerado revolta entre estudantes e servidores, que enfrentam diariamente longas filas para receber refeições descritas como insuficientes, mal preparadas e, segundo relatos, até com presença de insetos e larvas.


Segundo levantamento feito por um blog local, o custo das refeições fornecidas pela empresa contratada ultrapassa R$ 13 por porção, totalizando cerca de R$ 27,60 por dia por aluno (almoço e jantar). Esse valor, segundo estudantes, seria mais do que suficiente para uma refeição completa e de melhor qualidade em restaurantes populares da região, como na Vila Embratel ou no bairro Sá Viana.

“Se esse valor fosse repassado diretamente aos estudantes, muitos comeriam muito melhor em estabelecimentos da própria comunidade. O problema é que a empresa recebe milhões por ano e entrega uma comida de péssima qualidade”, afirmou um aluno, que preferiu não se identificar.

A situação se agravou após mudanças recentes na forma de servir: antes, os próprios estudantes se serviam dos acompanhamentos, ficando a proteína sob responsabilidade da empresa. Agora, toda a montagem do prato passou para o controle da fornecedora, o que, segundo usuários, resultou em porções ainda menores.


Além da má qualidade, há relatos preocupantes sobre o destino das sobras das refeições. Denúncias indicam que restos de comida estariam sendo vendidos a pequenos criadores de porcos da região do Itaqui-Bacanga, gerando lucro adicional para a empresa. “Isso é duplamente lucrativo: ganham com o contrato e com o reaproveitamento das sobras, enquanto os estudantes passam fome ou adoecem com a comida servida”, desabafa outro universitário.

O contrato com a empresa fornecedora, segundo fontes internas, pode render até R$ 14 milhões por temporada, oriundos de verbas federais. A renovação constante do contrato, mesmo diante de inúmeras queixas e denúncias formais, levanta supostas " suspeitas sobre a existência de favorecimento e possível esquema de desvio de verbas". Hábil questionamentos sobre a atuação do gabinete da Reitoria e da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proaes), especialmente em relação à transparência dos processos licitatórios e à fiscalização da execução do contrato.

Os estudantes exigem respostas e cobram a atuação do Ministério Público Federal para investigar a destinação dos recursos, a qualidade e a quantidade dos alimentos fornecidos, e a real demanda atendida pelo RU.

“Estamos falando de dinheiro público, de verba que deveria garantir dignidade aos estudantes. O que temos hoje é um retrato do descaso e da má gestão”, declarou um representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

A UFMA ainda não se manifestou oficialmente sobre as denúncias.