A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que quase metade dos casos de demência no mundo poderia ser evitada ou retardada com ações preventivas. O dado faz parte de um conjunto atualizado de diretrizes voltadas a profissionais de saúde e gestores públicos.
De acordo com a entidade, a doença atinge atualmente mais de 57 milhões de pessoas e cresce em ritmo acelerado, com cerca de 10 milhões de novos diagnósticos anuais. A demência é causada por doenças cerebrais e compromete funções cognitivas, como memória, pensamento e autonomia.
Entre os principais fatores de risco apontados estão o tabagismo, o consumo de álcool, a inatividade física e o isolamento social. Condições crônicas, como hipertensão e diabetes, também contribuem para o desenvolvimento da doença, assim como a exposição à poluição.
A OMS enfatiza que, apesar de mais comum após os 65 anos, a demência não deve ser encarada como uma consequência natural do envelhecimento. Para especialistas, mudanças no estilo de vida ao longo da vida podem reduzir significativamente a incidência da doença.
As recomendações incluem controle rigoroso de doenças não transmissíveis, prática regular de exercícios, estímulo à socialização e atividades que promovam o funcionamento cognitivo.
Além do impacto na saúde, a demência gera elevados custos econômicos e sociais. Estima-se que a doença movimente cerca de 1,3 trilhão de dólares por ano globalmente, com grande parte desse valor associado ao cuidado prestado por familiares.
A OMS defende que investir em prevenção é a estratégia mais eficaz no momento, diante da ausência de tratamentos amplamente acessíveis capazes de modificar o curso da doença.

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