06 dezembro 2025

Denúncia de violência doméstica feita por Mariana Brandão agita cenário político e cobra posicionamento do governo

A vice-prefeita de Paço do Lumiar, Mariana Brandão — sobrinha do Carlos Brandão, governador do Maranhão — tornou público, na manhã deste sábado (6), que teria sido vítima de agressões praticadas pelo então companheiro, Ítalo Augusto Reis Carvalho. Nas redes sociais, ela postou imagens que, segundo afirma, retratam marcas no corpo decorrentes de violência doméstica. 

Mariana justificou a exposição das imagens afirmando que vinha sofrendo pressões e julgamentos por ter encerrado o relacionamento. No relato, disse que jamais aceitaria continuar calada diante do que classificou como agressões “dentro de casa”. Embora tenha apagado a postagem minutos depois, prints circulam amplamente em grupos de mensagem e redes sociais. 

O caso provocou grande repercussão por envolver uma figura pública e por atingir diretamente o núcleo político da família no poder. Apesar da gravidade das acusações, até o momento nenhuma nota oficial foi divulgada pela família Brandão nem por representantes do governo ou da prefeitura — o que intensifica a cobrança por esclarecimentos. 

O silêncio oficial contrasta com a forte repercussão nas redes e nos bastidores políticos. A divulgação das imagens reacende o debate sobre violência doméstica, especialmente em contextos de poder, e coloca sob pressão não apenas o denunciado, mas também instituições e atores públicos responsáveis por investigar e responder a essa denúncia.

Cabe lembrar que esta denúncia — se confirmada — ocorre num ambiente já sensível em Paço do Lumiar, marcado por polêmicas envolvendo contratos públicos milionários e estruturas de poder familiar. 

04 dezembro 2025

Após denúncia, UFMA reativa parte dos bebedouros do RU, mas estudantes seguem sem acesso pleno à água potável

Três semanas após a interrupção total do fornecimento de água nos bebedouros do Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal do Maranhão, a repercussão de uma denúncia publicada pelo Blog forçou a administração a adotar medidas emergenciais. Dois dos seis equipamentos voltaram a funcionar, ainda de forma limitada, revelando que a solução poderia ter sido tomada com antecedência.

Durante 21 dias, estudantes enfrentaram uma situação considerada crítica: um bebedouro interditado, quatro sem qualquer funcionamento e outro liberando apenas água quente — inadequada para consumo em São Luís, cidade marcada por altas temperaturas devido à sua localização próxima à Linha do Equador. A falta de acesso à água potável atingiu milhares de alunos especialmente nos horários de maior movimento, como almoço e jantar.

Com a pressão pública, a UFMA restabeleceu parcialmente o serviço, mas o retorno de apenas dois bebedouros está longe de atender à demanda diária do restaurante universitário. Relatos de filas, disputa por espaço e escassez continuam frequentes, reforçando a percepção de que a resposta da administração foi insuficiente e tardia.

Apesar da gravidade da situação, o pró-reitor de Assistência Estudantil, Danilo Lopes, e o reitor Fernando Carvalho não se manifestaram até o momento. A ausência de posicionamento oficial contrasta com o discurso de “eficiência” e “inovação” constantemente divulgado pela gestão universitária.

O episódio reacende o debate sobre a fragilidade da assistência estudantil na UFMA e evidencia, mais uma vez, que providências concretas só são adotadas após forte pressão externa. O blog seguirá acompanhando o caso e cobrando providências para que todos os bebedouros sejam plenamente restabelecidos, garantindo aos estudantes o direito básico à água potável.

03 dezembro 2025

Pedido de cassação contra Eduardo Braide chega à Câmara de São Luís e deve ser analisado nos próximos dias

Uma representação protocolada nesta terça-feira (2) reacendeu o clima de tensão política na capital maranhense ao pedir a cassação do mandato do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). O documento, apresentado por um servidor municipal aposentado, acusa o gestor de infrações político-administrativas e crime de responsabilidade.

A denúncia foi encaminhada à Mesa Diretora da Câmara Municipal e distribuída à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e à Comissão de Orçamento, que deverão emitir parecer sobre a admissibilidade do pedido.

Segundo o documento, Braide teria descumprido a Lei Municipal nº 7.729/2025, que estabelece o subsídio do prefeito e determina o teto remuneratório no âmbito do município. A representação sustenta que, apesar da legislação vigente, o Executivo não estaria aplicando corretamente o teto, ao mesmo tempo em que teria autorizado cortes considerados ilegais nos contracheques de servidores, aposentados e pensionistas desde novembro de 2024.

O autor afirma ainda que o prefeito teria adotado postura “seletiva” no cumprimento das normas, gerando prejuízo financeiro a categorias específicas e violando os princípios de legalidade e moralidade administrativa.

Além das questões remuneratórias, a representação cita possível desvio de finalidade em gastos públicos realizados em 2024. Parte desses apontamentos já é alvo de análise por técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), conforme menciona o próprio documento apresentado à Câmara.

Ao final, o denunciante solicita que seja aberto processo político-administrativo contra o prefeito e que o caso seja encaminhado ao Ministério Público do Maranhão e ao TCE para aprofundamento das investigações.

A expectativa é de que o pedido seja colocado em pauta ainda nesta semana. Caso a representação seja admitida, a Casa iniciará um rito semelhante ao previsto na Lei Orgânica do Município, que pode resultar desde arquivamento até a cassação do mandato do prefeito.

Até o momento, a Prefeitura de São Luís não se manifestou oficialmente sobre as acusações.

02 dezembro 2025

Candidatos Contestam Processo Seletivo da SEMA por Aprovar Apenas Estagiários Já Ativos

Uma retificação no cronograma do processo seletivo de bolsistas do Programa de Desenvolvimento em Gestão Ambiental (PDGA), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), desencadeou uma série de denúncias e questionamentos sobre a transparência da seleção.

De acordo com relatos enviados à reportagem, o resultado final divulgado no dia 26 de novembro teria aprovado exclusivamente candidatos que já atuavam como estagiários dentro da própria SEMA. As denúncias apontam que não houve, na prática, um processo seletivo, mas apenas a manutenção de estagiários que já integravam a pasta, sem abertura real para novos concorrentes.

Candidatos que acompanharam o processo afirmam que nenhuma etapa concreta de seleção — como entrevistas, análise comparativa de currículos ou prova — teria sido realizada para justificar o resultado final. A lista de aprovados, segundo os denunciantes, seria composta apenas por nomes já conhecidos dentro da secretaria.

“Eles chamaram exatamente as mesmas pessoas que já estavam lá. Não houve transferência, nem substituição, nem oportunidade para novos candidatos. A seleção simplesmente manteve quem já estava”, relata uma candidata que participou da inscrição, mas prefere não se identificar.

A retificação do cronograma, publicada dias antes da divulgação do resultado final, gerou ainda mais dúvidas entre os participantes. Para muitos, a mudança reforçou a percepção de que o processo estava direcionado.

Especialistas em gestão pública consultados pela reportagem destacam que, embora não seja ilegal que estagiários já vinculados à pasta participem da seleção, é necessário garantir igualdade de condições, critérios objetivos e transparência, sobretudo em programas financiados com recursos públicos.

Até o momento, a SEMA não divulgou nota oficial sobre as denúncias. A reportagem solicitou esclarecimentos à secretaria e aguarda resposta sobre os critérios adotados, a composição da banca avaliadora e os procedimentos efetivamente realizados ao longo da seleção.

Enquanto isso, candidatos cobram a revisão do resultado e maior fiscalização por parte de órgãos de controle e transparência, argumentando que o processo, tal como conduzido, coloca em dúvida a credibilidade do programa e pode prejudicar oportunidades para novos estudantes interessados em atuar na área ambiental.

Fonte: A Capital Slz 

Prefeitura de São Luís desembolsa quase R$ 9 milhões em transporte por aplicativo durante greve de motoristas

A paralisação de motoristas de duas empresas do transporte coletivo em São Luís gerou um gasto expressivo aos cofres municipais. Em apenas 10 dias, a Prefeitura desembolsou R$ 8.743.636,35 para custear corridas por aplicativo destinadas aos usuários afetados pelo movimento grevista. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (2).

De acordo com as informações, o valor total envolve R$ 5.524.060,31 já pagos à 99 Tecnologia e outros R$ 3,2 milhões empenhados, conforme a Nota de Empenho nº 260/2025.

A medida foi adotada após o prefeito Eduardo Braide (PSD) decidir não repassar cerca de R$ 400 mil em subsídios solicitados pelas empresas de ônibus para manter a operação durante a greve. O montante recusado é quase 20 vezes menor que o valor posteriormente direcionado ao transporte por aplicativo.

Ao anunciar a alternativa emergencial, Braide justificou que não faria repasses porque as empresas estariam operando com apenas 80% da capacidade. No entanto, a Lei Complementar nº 07/2025, que regulamenta o uso de transporte por aplicativo em situações excepcionais, determina que o recurso só deve ser utilizado quando menos de 60% da frota estiver circulando.

A discrepância entre a justificativa e o texto da legislação tem alimentado críticas de especialistas e observadores da gestão municipal, que apontam flexibilização de regras e falta de fiscalização adequada.

O gasto expressivo reacendeu o debate sobre prioridades orçamentárias. Técnicos ouvidos por veículos independentes afirmam que valores semelhantes poderiam financiar reformas de escolas, ampliação de serviços essenciais e melhorias no sistema de saúde municipal.

Além disso, críticos argumentam que a Câmara Municipal tem se mostrado distante das discussões sobre o tema, deixando sem resposta questionamentos acerca de transparência, legalidade e eficiência do gasto emergencial.

O episódio se soma a outros embates públicos entre a Prefeitura e o setor de transporte coletivo. Nos últimos anos, Braide alternou declarações contra as empresas, denúncias de suposta má gestão do sistema e negociações que incluíram aumento de repasse para garantir o fim de greves anteriores.

Enquanto isso, a população segue enfrentando instabilidade no serviço de transporte público, com impactos diretos na mobilidade urbana e no cotidiano de trabalhadores e estudantes.

Com informações Blog Observatório da Blogosfera