28 janeiro 2026

Após demissão de Itapary, Manuela assume SMTT em meio a novo risco de greve

A demissão de Maurício Itapary do comando da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) reacendeu o debate sobre a instabilidade administrativa na área de mobilidade urbana da capital maranhense. Em sua saída, o ex-secretário fez uma declaração enigmática ao comentar sua experiência na gestão municipal: “O mal por si só se destrói”, frase que repercutiu nos bastidores políticos e nas redes sociais.

Com a mudança, a Prefeitura de São Luís anunciou a nomeação de Manuela Fernandes para assumir a pasta. Até então à frente do Instituto de Previdência e Assistência do Município (IPAM), ela chega à SMTT em meio a um cenário marcado por crises recorrentes no sistema de transporte público e pela ameaça de novas paralisações de rodoviários.

Desde o início da gestão do prefeito Eduardo Braide, a Secretaria de Trânsito e Transportes tem sido uma das áreas mais instáveis da administração municipal. Em poucos anos, a pasta passou por sucessivas trocas de comando, com a passagem de diversos gestores, o que compromete a continuidade de políticas públicas e dificulta a implementação de soluções estruturais para o setor.

A saída de Itapary representa mais um capítulo desse processo de rotatividade administrativa. Com isso, a SMTT consolida-se como uma das secretarias com maior número de mudanças na atual gestão, reforçando a percepção de fragilidade na condução de uma área estratégica para a cidade.

As constantes mudanças na secretaria ocorreram em paralelo a episódios de tensão no sistema de transporte coletivo. Greves, paralisações e ameaças de interrupção dos serviços tornaram-se frequentes nos últimos meses, afetando diretamente milhares de usuários que dependem diariamente dos ônibus urbanos.

Especialistas apontam que os problemas do setor vão além de disputas administrativas e refletem desafios estruturais, como o modelo de concessão, o equilíbrio financeiro das empresas, as condições de trabalho dos rodoviários e a necessidade de maior articulação entre Prefeitura, empresas, sindicatos e órgãos de controle.

Ao assumir a SMTT, Manuela Fernandes enfrenta o desafio de estabilizar a pasta e conduzir negociações em um contexto de pressão social e política. A expectativa é que a nova secretária consiga construir diálogo com os diversos atores envolvidos e apresentar medidas capazes de reduzir a instabilidade do sistema de transporte público.

Enquanto isso, a troca no comando da secretaria expõe, mais uma vez, as dificuldades da gestão municipal em lidar com uma das áreas mais sensíveis da administração pública e evidencia que o transporte urbano continua sendo um dos principais desafios de São Luís.

Saída de Maurício Itapary da prefeitura expõe crise e levanta suspeitas sobre gestão cultural em São Luís

A saída de Maurício Itapary do primeiro escalão da Prefeitura de São Luís ampliou o clima de instabilidade política na gestão municipal. Exonerado dos cargos de secretário municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e de Cultura (Secult), funções que acumulava, o ex-gestor deixou o governo em meio a tensões administrativas e a repercussão de denúncias que começaram a circular nas redes sociais.

A decisão de exoneração teria sido comunicada na noite de terça-feira (27), e a publicação oficial do ato é esperada para esta quarta-feira (28). Em mensagem interna enviada a servidores da Secretaria de Cultura, Itapary confirmou que não permanecia mais à frente da pasta, reforçando a informação de sua saída do governo do prefeito Eduardo Braide.

Poucas horas após a exoneração, mensagens atribuídas a um suposto interlocutor passaram a circular nas redes sociais, sugerindo a existência de irregularidades relacionadas à organização do São João de São Luís de 2025, no âmbito da Secretaria Municipal de Cultura. Os conteúdos mencionam nomes de ex-integrantes da pasta e apontam a possibilidade de responsabilização por eventuais irregularidades.

Até o momento, não há confirmação oficial das acusações. Especialistas e fontes ligadas ao poder público ressaltam que denúncias dessa natureza precisam ser investigadas pelos órgãos competentes para que eventuais responsabilidades sejam apuradas com base em fatos e provas.

A exoneração de Itapary ocorre em um contexto de crise em áreas estratégicas da administração municipal, especialmente no sistema de transporte público da capital. A SMTT enfrenta pressões de usuários, empresários e trabalhadores, além da ameaça de paralisação do serviço, o que contribuiu para o desgaste da gestão da pasta.

Nos bastidores políticos, a queda do ex-secretário é interpretada como um sinal de reacomodação interna na equipe do prefeito e de tentativa de conter o desgaste público provocado por problemas no transporte e por questionamentos sobre a condução de políticas culturais.

Diante da repercussão do caso, cresce a expectativa por posicionamentos oficiais da Prefeitura de São Luís e dos citados nas mensagens que circulam nas redes sociais. O episódio reforça a necessidade de transparência na gestão pública e de investigação rigorosa de eventuais irregularidades.

Enquanto isso, a população acompanha os desdobramentos de mais um capítulo da crise administrativa na capital maranhense, que pode ter impactos políticos e institucionais nos próximos meses.

26 janeiro 2026

Turiaçu terá nova eleição após condenação por irregularidades no pleito de 2024

A Justiça Eleitoral decidiu cassar os mandatos do prefeito e do vice-prefeito do município de Turiaçu, no Maranhão, e determinou a realização de novas eleições para a escolha de novos gestores municipais. A decisão refere-se ao pleito municipal de 2024 e foi proferida pela 39ª Zona Eleitoral.

Segundo a sentença, o prefeito Edésio João Cavalcanti e o vice-prefeito Adonilson Alves Rabelo tiveram seus diplomas anulados após a comprovação de irregularidades graves durante o processo eleitoral. Entre os fatos apurados, a Justiça reconheceu a prática de compra de votos, considerada uma das infrações mais severas no âmbito da legislação eleitoral.

A decisão foi tomada no contexto de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), proposta pela Coligação Pela Liberdade de Turiaçu. Após análise das provas apresentadas, o juiz eleitoral responsável pelo caso concluiu que as irregularidades comprometeram a legitimidade do resultado das eleições e inviabilizaram a manutenção dos mandatos.

Com a cassação, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) deverá definir, nos próximos dias, a data para a realização de um novo pleito no município. Até lá, o cenário político local permanece indefinido, aguardando os desdobramentos administrativos e jurídicos da decisão.

Apesar da sentença, ainda cabe recurso às instâncias superiores da Justiça Eleitoral. No entanto, enquanto não houver nova decisão que altere o entendimento judicial, prevalece a determinação de nulidade do mandato concedido nas eleições de 2024.

O caso reforça a atuação da Justiça Eleitoral no combate a práticas ilegais durante campanhas e destaca a importância do respeito às regras democráticas para a legitimidade do processo eleitoral.

24 janeiro 2026

Prefeitura de Ribamar firma contrato milionário com banca pouco conhecida e acende alerta público

A contratação de uma banca organizadora de concurso público pela Prefeitura de São José de Ribamar, no Maranhão, tornou-se alvo de questionamentos após a homologação de um contrato no valor de R$ 1,27 milhão. O acordo prevê a organização de um certame com 1.938 vagas imediatas e foi firmado por meio de dispensa de licitação, mecanismo legal que, embora previsto na legislação, costuma exigir justificativas técnicas rigorosas e ampla transparência.

A escolha do Instituto Social da Cidadania Juscelino Kubitschek (Instituto JK) para conduzir o processo seletivo chama atenção não apenas pelo valor envolvido, mas também pelo modelo de custeio adotado. Segundo os documentos oficiais, os custos seriam pagos integralmente pelas taxas de inscrição dos candidatos, sem impacto direto sobre os cofres públicos. Especialistas, no entanto, apontam que esse formato pode transferir riscos financeiros aos participantes e reduzir o controle social sobre o valor final arrecadado e gasto.

Outro ponto que desperta debate é o perfil da instituição contratada. Embora esteja formalmente ativa e registrada como associação privada, o Instituto JK não figura entre as principais organizadoras de concursos de alcance nacional, o que levanta dúvidas sobre sua capacidade técnica para gerir um processo de grande porte, envolvendo milhares de candidatos e múltiplas etapas de avaliação.

Além disso, a entidade já foi citada em reportagens e questionamentos públicos relacionados a possíveis irregularidades em contratos e procedimentos administrativos, o que aumenta a sensibilidade da decisão tomada pela gestão municipal. Ainda que não haja condenações definitivas, a existência de controvérsias reforça a necessidade de cautela por parte do poder público.

Diante desse cenário, especialistas em gestão pública defendem que a prefeitura apresente esclarecimentos detalhados sobre os critérios que fundamentaram a dispensa de licitação, a escolha da banca organizadora e os mecanismos de fiscalização do concurso. Para eles, a transparência é essencial para garantir a confiança da população e dos candidatos em um processo que envolve recursos elevados e expectativas profissionais.

A contratação reacende o debate sobre a necessidade de maior controle e publicidade nos processos administrativos, sobretudo quando se trata de concursos públicos — instrumentos que deveriam ser pautados por isonomia, legalidade e credibilidade.

Fonte: Blog do Jamys Gualhardo 

22 janeiro 2026

UFMA de Pinheiro recebe nota insatisfatória e reacende denúncias de abandono do interior

Os resultados mais recentes do Exame Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Enade/Enamed), divulgados pelo Ministério da Educação, revelaram um cenário preocupante para o ensino de Medicina no Maranhão. Embora o desempenho insatisfatório de instituições privadas tenha chamado atenção inicialmente, os dados também expuseram fragilidades graves em universidades públicas, especialmente no interior do estado — com destaque para o campus de Pinheiro da Universidade Federal do Maranhão.

O curso de Medicina do UniCeuma obteve nota 2, conceito considerado insatisfatório, tanto em São Luís quanto em Imperatriz. A pontuação coloca a instituição sob risco de sanções administrativas, como restrição de vagas e exigência de planos de reestruturação. O resultado indica falhas estruturais e pedagógicas que podem comprometer a formação de futuros profissionais de saúde.

Entretanto, o desempenho da UFMA em Pinheiro ampliou o debate. O curso de Medicina do campus também recebeu nota 2, entrando na faixa de acompanhamento do MEC. O resultado reforça críticas antigas de docentes e estudantes, que denunciam o abandono do interior pela atual gestão da universidade, marcada pela precarização da infraestrutura, escassez de investimentos e ausência de políticas consistentes de fortalecimento acadêmico fora da capital.

O contraste interno na própria UFMA é evidente. Enquanto os cursos de Medicina de São Luís e Imperatriz alcançaram nota 4 — indicador de bom desempenho —, a realidade de Pinheiro revela desigualdade na distribuição de recursos e prioridades administrativas. A situação tem sido atribuída à concentração de investimentos nos grandes centros e à negligência em relação aos campi do interior, que enfrentam carência de laboratórios, campos de prática insuficientes e déficit de professores.

Na avaliação geral, a Universidade Estadual do Maranhão também obteve nota 4 no curso de Medicina em Caxias, figurando entre os melhores do estado. Já a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão, em Imperatriz, recebeu conceito 3, considerado regular. A AFYA Santa Inês, assim como a UFMA de Pinheiro, ficou com nota 2 e deverá passar por acompanhamento do Ministério da Educação.

Os dados revelam um contraste claro entre instituições e, no caso da UFMA, evidenciam que o bom desempenho de alguns campi não pode mascarar a precariedade de outros. A nota baixa em Pinheiro funciona como um alerta contundente sobre a falta de planejamento, investimento e compromisso com a interiorização do ensino superior de qualidade.

O cenário reacende o debate sobre a expansão dos cursos de Medicina no Maranhão e a necessidade de maior rigor na fiscalização, mas também expõe a responsabilidade das universidades públicas, que deveriam ser referência em excelência acadêmica. Sem mudanças concretas, os prejuízos recaem diretamente sobre os estudantes e, no futuro, sobre a população que dependerá desses profissionais de saúde.

Em tempos: A UFMA vive um caos completo de gestão. Vários campi do interior têm encaminhado denúncias de abandono, falta de estrutura física e de materiais de higiene e limpeza. Ou seja, um cenário de falência da administração dos campi, com superintendências inoperantes e uma gestão de planejamento que parece inexistente.

Em tempos 2: Recentemente o corpo de um desconhecido foi encontrado enterrado no campus, uma clara demonstração de que a gestão de Fernando Carvalho fracassou: sem planejamento, sem organização estrutural e sem segurança interna.

Ninguém sabe, ninguém viu — e o reitor permaneceu calado: calado estava, calado ficou.

Até mesmo quando um de seus assessores se envolveu com a terceirizada — um caso inédito — ele o manteve no cargo, demonstrando desrespeito à família e às crianças órfãs abandonadas.