16 março 2026

Alunos da UFMA criticam postura da universidade em meio à crise do transporte público

A manutenção das atividades acadêmicas em meio à crise no transporte público em São Luís provocou forte reação de estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Em manifestações e notas divulgadas nas redes sociais, alunos criticaram a decisão da universidade de manter o calendário letivo mesmo durante a paralisação dos rodoviários.

De forma irônica, estudantes questionaram as alternativas para chegar ao campus: “Qual dessas soluções vocês preferem? Vamos voando, de carroça ou andando?”. Segundo eles, a situação evidencia um problema maior: a dificuldade de acesso à universidade durante a greve do transporte coletivo.



Os estudantes argumentam que a universidade não pode se tornar um espaço elitista, onde apenas quem possui carro, moto ou dinheiro para complementar o valor do voucher oferecido pela prefeitura consegue frequentar as aulas. Outro ponto levantado diz respeito aos alunos que utilizam o benefício para se deslocar ao trabalho e que, diante da paralisação, enfrentam dificuldades até mesmo para retornar para casa.

A decisão de manter as aulas também foi questionada por entidades estudantis. Integrantes do Centro Acadêmico de Ciências Sociais afirmaram que um cronograma atrasado não pode servir como justificativa para ignorar os impactos da greve no cotidiano dos universitários. “Afinal, somos nós os mais prejudicados com isso”, afirmaram.

No debate interno, o tom das críticas se intensificou. Dirigentes e militantes da UJS/PCdoB, bolsistas da PROAES e fundações e membros do chamado “DCE fake de Danilo Lopes” chegaram a chamar o reitor Fernando Carvalho de “burro, jumento ou asno”, expressão utilizada em meio à indignação com a nota informativa divulgada pela universidade sobre a greve dos rodoviários.

Para os estudantes, a posição institucional da UFMA não leva em consideração as diferentes realidades vividas pelos alunos. Diante da situação, o Centro Acadêmico de Ciências Sociais orientou que estudantes entrem em contato com os professores responsáveis pelas disciplinas para solicitar o cancelamento das aulas ou alternativas que evitem prejuízos acadêmicos.

A principal preocupação é que alunos que não consigam chegar ao campus sejam penalizados com faltas. “O que não pode é pôr falta nos alunos que faltarão essas aulas”, diz a orientação divulgada pelo centro acadêmico.

Além das dificuldades de mobilidade, estudantes também relataram problemas de infraestrutura no campus. Segundo relatos, o campus passou o dia inteiro sem energia elétrica e, em alguns setores, o problema persistiu no dia seguinte. O COLUN foi citado como um dos locais afetados, com registros de goteiras, salas sem luminárias e outras deficiências estruturais.

Diante desse cenário, alunos cobram sensibilidade da administração universitária e medidas que considerem as dificuldades enfrentadas durante a paralisação do transporte público na capital maranhense.

Em tempos: Os “meninos” de Mister Mojaro transformaram o grande “Rei-tor” em motivo de chacota nas redes sociais — os mesmos que, na gestão passada, fizeram o mesmo com o magnífico anterior. Curiosamente, os atuais empoderados e cooptados por bolsas de pesquisa não foram suficientes para satirizar e humilhar o “Boca Treme-Treme”. Um ano antes da eleição para reitor, ele já havia sido deposto pelos seus próprios aliados.

Em tempos 2: Enquanto isso, a oposição cresce e vai se fortalecendo ainda mais, especialmente agora diante de documentos que supostamente apontam para casos de improbidade administrativa e possível falsidade ideológica envolvendo grupos ligados à PROAES.

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