Funcionários da empresa de ônibus Expresso Rei de França, conhecida como 1001, participaram de uma reunião na manhã deste sábado (21) e parte deles assinou acordo de demissão. A medida provoca impactos diretos no sistema de transporte público e compromete a circulação de coletivos em pelo menos 15 bairros da Grande São Luís.
A decisão ocorre em meio a uma crise financeira que a empresa enfrenta desde o ano passado, marcada por atrasos salariais e paralisações sucessivas.
Bairros afetados
Com a redução das atividades, seguem prejudicadas as linhas que atendem comunidades como:
Ribeira
Viola Kiola
Vila Itamar
Tibiri
Cohatrac
Parque Jair
Parque Vitória
Alto do Turu
Vila Lobão
Vila Isabel Cafeteira
Vila Esperança
Pedra Caída
Recanto Verde
Forquilha
Ipem Turu
Moradores dessas regiões relatam dificuldades para se deslocar ao trabalho e a compromissos essenciais, especialmente no fim de semana.
Reunião e acordos rescisórios
Durante o encontro realizado nesta manhã, trabalhadores de diferentes setores foram informados sobre a situação operacional da empresa. Parte da categoria aderiu a acordos rescisórios. Segundo relatos de funcionários, nem todos os direitos trabalhistas serão quitados de imediato.
Em nota oficial, a Expresso Rei de França afirmou que não houve decretação de falência e que a empresa segue em funcionamento, adotando medidas administrativas para reorganização das atividades.
A direção informou ainda que os acordos apresentados tiveram caráter voluntário, permitindo aos trabalhadores acesso ao saque do FGTS e ao seguro-desemprego como forma de garantir amparo neste período de transição.
Histórico de paralisações
A crise se arrasta desde novembro de 2025. A primeira greve ocorreu em 14 de novembro, quando rodoviários suspenderam as atividades por salários atrasados e falta de pagamento de benefícios como plano de saúde e tíquete-alimentação. O movimento durou 12 dias.
Em 24 de dezembro, véspera de Natal, nova paralisação voltou a afetar o serviço, sendo encerrada cinco dias depois. Já em 26 de janeiro deste ano, motoristas realizaram outra interrupção total da frota após pagamento parcial dos vencimentos.
No comunicado divulgado, a empresa atribuiu a atual situação financeira a dificuldades estruturais do sistema de transporte coletivo urbano, destacando atrasos e ajustes nos repasses de subsídios públicos destinados ao custeio da operação.
A Expresso Rei de França afirmou ainda que mantém diálogo com o poder público, sindicatos e autoridades competentes para buscar a regularização dos fluxos financeiros e a preservação dos postos de trabalho.
Enquanto isso, passageiros seguem enfrentando incertezas quanto à regularidade das linhas e à normalização do serviço na capital maranhense.

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