Trabalhadores que atuam como apoio administrativo na Secretaria Municipal da Fazenda (SEMFAZ), em São Luís, enfrentam uma situação de incerteza e dificuldades financeiras após atrasos prolongados no pagamento de salários e benefícios. A prestação dos serviços é feita por meio da empresa LSL Locações e Serviços Ltda., responsável pela contratação dos profissionais.
De acordo com relatos obtidos por veículos de comunicação independentes, os funcionários estão há pelo menos dois meses sem receber salários. A empresa contratada alega que a inadimplência ocorre devido à ausência de repasses financeiros por parte da própria SEMFAZ. Informações apuradas indicam que o último pagamento à empresa teria sido efetuado no início de novembro de 2025, deixando em aberto valores referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro.
Além dos salários, benefícios como vale-transporte e ticket alimentação também estariam em atraso, comprometendo diretamente a subsistência de diversos trabalhadores. Diante da falta de recursos e de respostas concretas, parte dos profissionais teria suspendido o comparecimento às atividades.
Os trabalhadores relatam ainda falhas recorrentes na comunicação por parte do setor de Recursos Humanos da LSL. Segundo eles, prazos de pagamento teriam sido informados e posteriormente descumpridos, sem qualquer esclarecimento oficial sobre a real situação financeira ou previsão de regularização.
Outro ponto levantado é a ausência de repactuação contratual referente ao ano de 2025, que, segundo a empresa, ainda não foi formalizada. O contrato, iniciado em abril de 2025, prevê cláusulas que não autorizam a suspensão de pagamentos ou o descumprimento de obrigações financeiras, o que levanta questionamentos sobre a legalidade da situação e os prejuízos causados à continuidade dos serviços públicos.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma data para a regularização dos pagamentos. A informação mais recente aponta que a solução pode ficar condicionada à abertura do novo exercício financeiro da Prefeitura, prevista, de forma extraoficial, para fevereiro. A justificativa apresentada é a impossibilidade de realizar pagamentos antes dessa etapa administrativa.
O prefeito Eduardo Braide e o secretário responsável pela pasta ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso. A ausência de posicionamento oficial tem gerado críticas, sobretudo entre os trabalhadores afetados, que cobram transparência e providências urgentes para garantir seus direitos.
Enquanto isso, o impasse segue afetando diretamente servidores terceirizados e o funcionamento regular da Secretaria Municipal da Fazenda, ampliando o desgaste da gestão municipal diante dos servidores e da opinião pública.
Fonte: Observatório da Blogosfera


Nenhum comentário:
Postar um comentário