28 janeiro 2026

Após demissão de Itapary, Manuela assume SMTT em meio a novo risco de greve

A demissão de Maurício Itapary do comando da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) reacendeu o debate sobre a instabilidade administrativa na área de mobilidade urbana da capital maranhense. Em sua saída, o ex-secretário fez uma declaração enigmática ao comentar sua experiência na gestão municipal: “O mal por si só se destrói”, frase que repercutiu nos bastidores políticos e nas redes sociais.

Com a mudança, a Prefeitura de São Luís anunciou a nomeação de Manuela Fernandes para assumir a pasta. Até então à frente do Instituto de Previdência e Assistência do Município (IPAM), ela chega à SMTT em meio a um cenário marcado por crises recorrentes no sistema de transporte público e pela ameaça de novas paralisações de rodoviários.

Desde o início da gestão do prefeito Eduardo Braide, a Secretaria de Trânsito e Transportes tem sido uma das áreas mais instáveis da administração municipal. Em poucos anos, a pasta passou por sucessivas trocas de comando, com a passagem de diversos gestores, o que compromete a continuidade de políticas públicas e dificulta a implementação de soluções estruturais para o setor.

A saída de Itapary representa mais um capítulo desse processo de rotatividade administrativa. Com isso, a SMTT consolida-se como uma das secretarias com maior número de mudanças na atual gestão, reforçando a percepção de fragilidade na condução de uma área estratégica para a cidade.

As constantes mudanças na secretaria ocorreram em paralelo a episódios de tensão no sistema de transporte coletivo. Greves, paralisações e ameaças de interrupção dos serviços tornaram-se frequentes nos últimos meses, afetando diretamente milhares de usuários que dependem diariamente dos ônibus urbanos.

Especialistas apontam que os problemas do setor vão além de disputas administrativas e refletem desafios estruturais, como o modelo de concessão, o equilíbrio financeiro das empresas, as condições de trabalho dos rodoviários e a necessidade de maior articulação entre Prefeitura, empresas, sindicatos e órgãos de controle.

Ao assumir a SMTT, Manuela Fernandes enfrenta o desafio de estabilizar a pasta e conduzir negociações em um contexto de pressão social e política. A expectativa é que a nova secretária consiga construir diálogo com os diversos atores envolvidos e apresentar medidas capazes de reduzir a instabilidade do sistema de transporte público.

Enquanto isso, a troca no comando da secretaria expõe, mais uma vez, as dificuldades da gestão municipal em lidar com uma das áreas mais sensíveis da administração pública e evidencia que o transporte urbano continua sendo um dos principais desafios de São Luís.

Saída de Maurício Itapary da prefeitura expõe crise e levanta suspeitas sobre gestão cultural em São Luís

A saída de Maurício Itapary do primeiro escalão da Prefeitura de São Luís ampliou o clima de instabilidade política na gestão municipal. Exonerado dos cargos de secretário municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e de Cultura (Secult), funções que acumulava, o ex-gestor deixou o governo em meio a tensões administrativas e a repercussão de denúncias que começaram a circular nas redes sociais.

A decisão de exoneração teria sido comunicada na noite de terça-feira (27), e a publicação oficial do ato é esperada para esta quarta-feira (28). Em mensagem interna enviada a servidores da Secretaria de Cultura, Itapary confirmou que não permanecia mais à frente da pasta, reforçando a informação de sua saída do governo do prefeito Eduardo Braide.

Poucas horas após a exoneração, mensagens atribuídas a um suposto interlocutor passaram a circular nas redes sociais, sugerindo a existência de irregularidades relacionadas à organização do São João de São Luís de 2025, no âmbito da Secretaria Municipal de Cultura. Os conteúdos mencionam nomes de ex-integrantes da pasta e apontam a possibilidade de responsabilização por eventuais irregularidades.

Até o momento, não há confirmação oficial das acusações. Especialistas e fontes ligadas ao poder público ressaltam que denúncias dessa natureza precisam ser investigadas pelos órgãos competentes para que eventuais responsabilidades sejam apuradas com base em fatos e provas.

A exoneração de Itapary ocorre em um contexto de crise em áreas estratégicas da administração municipal, especialmente no sistema de transporte público da capital. A SMTT enfrenta pressões de usuários, empresários e trabalhadores, além da ameaça de paralisação do serviço, o que contribuiu para o desgaste da gestão da pasta.

Nos bastidores políticos, a queda do ex-secretário é interpretada como um sinal de reacomodação interna na equipe do prefeito e de tentativa de conter o desgaste público provocado por problemas no transporte e por questionamentos sobre a condução de políticas culturais.

Diante da repercussão do caso, cresce a expectativa por posicionamentos oficiais da Prefeitura de São Luís e dos citados nas mensagens que circulam nas redes sociais. O episódio reforça a necessidade de transparência na gestão pública e de investigação rigorosa de eventuais irregularidades.

Enquanto isso, a população acompanha os desdobramentos de mais um capítulo da crise administrativa na capital maranhense, que pode ter impactos políticos e institucionais nos próximos meses.

26 janeiro 2026

Turiaçu terá nova eleição após condenação por irregularidades no pleito de 2024

A Justiça Eleitoral decidiu cassar os mandatos do prefeito e do vice-prefeito do município de Turiaçu, no Maranhão, e determinou a realização de novas eleições para a escolha de novos gestores municipais. A decisão refere-se ao pleito municipal de 2024 e foi proferida pela 39ª Zona Eleitoral.

Segundo a sentença, o prefeito Edésio João Cavalcanti e o vice-prefeito Adonilson Alves Rabelo tiveram seus diplomas anulados após a comprovação de irregularidades graves durante o processo eleitoral. Entre os fatos apurados, a Justiça reconheceu a prática de compra de votos, considerada uma das infrações mais severas no âmbito da legislação eleitoral.

A decisão foi tomada no contexto de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), proposta pela Coligação Pela Liberdade de Turiaçu. Após análise das provas apresentadas, o juiz eleitoral responsável pelo caso concluiu que as irregularidades comprometeram a legitimidade do resultado das eleições e inviabilizaram a manutenção dos mandatos.

Com a cassação, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) deverá definir, nos próximos dias, a data para a realização de um novo pleito no município. Até lá, o cenário político local permanece indefinido, aguardando os desdobramentos administrativos e jurídicos da decisão.

Apesar da sentença, ainda cabe recurso às instâncias superiores da Justiça Eleitoral. No entanto, enquanto não houver nova decisão que altere o entendimento judicial, prevalece a determinação de nulidade do mandato concedido nas eleições de 2024.

O caso reforça a atuação da Justiça Eleitoral no combate a práticas ilegais durante campanhas e destaca a importância do respeito às regras democráticas para a legitimidade do processo eleitoral.

24 janeiro 2026

Prefeitura de Ribamar firma contrato milionário com banca pouco conhecida e acende alerta público

A contratação de uma banca organizadora de concurso público pela Prefeitura de São José de Ribamar, no Maranhão, tornou-se alvo de questionamentos após a homologação de um contrato no valor de R$ 1,27 milhão. O acordo prevê a organização de um certame com 1.938 vagas imediatas e foi firmado por meio de dispensa de licitação, mecanismo legal que, embora previsto na legislação, costuma exigir justificativas técnicas rigorosas e ampla transparência.

A escolha do Instituto Social da Cidadania Juscelino Kubitschek (Instituto JK) para conduzir o processo seletivo chama atenção não apenas pelo valor envolvido, mas também pelo modelo de custeio adotado. Segundo os documentos oficiais, os custos seriam pagos integralmente pelas taxas de inscrição dos candidatos, sem impacto direto sobre os cofres públicos. Especialistas, no entanto, apontam que esse formato pode transferir riscos financeiros aos participantes e reduzir o controle social sobre o valor final arrecadado e gasto.

Outro ponto que desperta debate é o perfil da instituição contratada. Embora esteja formalmente ativa e registrada como associação privada, o Instituto JK não figura entre as principais organizadoras de concursos de alcance nacional, o que levanta dúvidas sobre sua capacidade técnica para gerir um processo de grande porte, envolvendo milhares de candidatos e múltiplas etapas de avaliação.

Além disso, a entidade já foi citada em reportagens e questionamentos públicos relacionados a possíveis irregularidades em contratos e procedimentos administrativos, o que aumenta a sensibilidade da decisão tomada pela gestão municipal. Ainda que não haja condenações definitivas, a existência de controvérsias reforça a necessidade de cautela por parte do poder público.

Diante desse cenário, especialistas em gestão pública defendem que a prefeitura apresente esclarecimentos detalhados sobre os critérios que fundamentaram a dispensa de licitação, a escolha da banca organizadora e os mecanismos de fiscalização do concurso. Para eles, a transparência é essencial para garantir a confiança da população e dos candidatos em um processo que envolve recursos elevados e expectativas profissionais.

A contratação reacende o debate sobre a necessidade de maior controle e publicidade nos processos administrativos, sobretudo quando se trata de concursos públicos — instrumentos que deveriam ser pautados por isonomia, legalidade e credibilidade.

Fonte: Blog do Jamys Gualhardo 

22 janeiro 2026

UFMA de Pinheiro recebe nota insatisfatória e reacende denúncias de abandono do interior

Os resultados mais recentes do Exame Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Enade/Enamed), divulgados pelo Ministério da Educação, revelaram um cenário preocupante para o ensino de Medicina no Maranhão. Embora o desempenho insatisfatório de instituições privadas tenha chamado atenção inicialmente, os dados também expuseram fragilidades graves em universidades públicas, especialmente no interior do estado — com destaque para o campus de Pinheiro da Universidade Federal do Maranhão.

O curso de Medicina do UniCeuma obteve nota 2, conceito considerado insatisfatório, tanto em São Luís quanto em Imperatriz. A pontuação coloca a instituição sob risco de sanções administrativas, como restrição de vagas e exigência de planos de reestruturação. O resultado indica falhas estruturais e pedagógicas que podem comprometer a formação de futuros profissionais de saúde.

Entretanto, o desempenho da UFMA em Pinheiro ampliou o debate. O curso de Medicina do campus também recebeu nota 2, entrando na faixa de acompanhamento do MEC. O resultado reforça críticas antigas de docentes e estudantes, que denunciam o abandono do interior pela atual gestão da universidade, marcada pela precarização da infraestrutura, escassez de investimentos e ausência de políticas consistentes de fortalecimento acadêmico fora da capital.

O contraste interno na própria UFMA é evidente. Enquanto os cursos de Medicina de São Luís e Imperatriz alcançaram nota 4 — indicador de bom desempenho —, a realidade de Pinheiro revela desigualdade na distribuição de recursos e prioridades administrativas. A situação tem sido atribuída à concentração de investimentos nos grandes centros e à negligência em relação aos campi do interior, que enfrentam carência de laboratórios, campos de prática insuficientes e déficit de professores.

Na avaliação geral, a Universidade Estadual do Maranhão também obteve nota 4 no curso de Medicina em Caxias, figurando entre os melhores do estado. Já a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão, em Imperatriz, recebeu conceito 3, considerado regular. A AFYA Santa Inês, assim como a UFMA de Pinheiro, ficou com nota 2 e deverá passar por acompanhamento do Ministério da Educação.

Os dados revelam um contraste claro entre instituições e, no caso da UFMA, evidenciam que o bom desempenho de alguns campi não pode mascarar a precariedade de outros. A nota baixa em Pinheiro funciona como um alerta contundente sobre a falta de planejamento, investimento e compromisso com a interiorização do ensino superior de qualidade.

O cenário reacende o debate sobre a expansão dos cursos de Medicina no Maranhão e a necessidade de maior rigor na fiscalização, mas também expõe a responsabilidade das universidades públicas, que deveriam ser referência em excelência acadêmica. Sem mudanças concretas, os prejuízos recaem diretamente sobre os estudantes e, no futuro, sobre a população que dependerá desses profissionais de saúde.

Em tempos: A UFMA vive um caos completo de gestão. Vários campi do interior têm encaminhado denúncias de abandono, falta de estrutura física e de materiais de higiene e limpeza. Ou seja, um cenário de falência da administração dos campi, com superintendências inoperantes e uma gestão de planejamento que parece inexistente.

Em tempos 2: Recentemente o corpo de um desconhecido foi encontrado enterrado no campus, uma clara demonstração de que a gestão de Fernando Carvalho fracassou: sem planejamento, sem organização estrutural e sem segurança interna.

Ninguém sabe, ninguém viu — e o reitor permaneceu calado: calado estava, calado ficou.

Até mesmo quando um de seus assessores se envolveu com a terceirizada — um caso inédito — ele o manteve no cargo, demonstrando desrespeito à família e às crianças órfãs abandonadas.

20 janeiro 2026

Exaustão, instabilidade e silêncio: a crise de saúde mental entre professores das universidades estaduais

O debate sobre saúde mental no ensino superior deixou de ser periférico e passou a ocupar espaço central nas discussões acadêmicas em todo o país. Dados recentes e relatos de professores apontam para um cenário preocupante: o aumento significativo de quadros de burnout, ansiedade, depressão e exaustão emocional entre docentes universitários. No Maranhão, essa realidade se mostra ainda mais grave nas universidades estaduais, como a UEMA e a UEMASUL, onde problemas estruturais e trabalhistas agravam o desgaste cotidiano.

Pesquisas nacionais indicam que a sala de aula já não concentra sozinha as tensões do trabalho docente. Longas jornadas, cobrança constante por produtividade acadêmica, atividades burocráticas excessivas e a pressão por resultados extrapolam os limites institucionais e invadem o tempo pessoal. Fora da universidade, muitos professores continuam trabalhando de forma ininterrupta, o que contribui para um adoecimento progressivo e, muitas vezes, invisível.

A situação é agravada por fatores como contratos instáveis, ausência de concursos públicos regulares e infraestrutura precária, especialmente nos campi do interior. A insegurança profissional e a fragilidade dos vínculos impactam diretamente a saúde emocional dos docentes e comprometem a continuidade e a qualidade do ensino oferecido à população.

Um estudo da Universidade Federal do Pará (UFPA), que analisou a saúde mental de professores universitários brasileiros, reforça esse diagnóstico. A pesquisa identificou elevados índices de sofrimento psíquico, associados principalmente à sobrecarga de trabalho, ao estresse crônico e à precarização das condições de ensino — elementos presentes de forma intensa na realidade das universidades estaduais maranhenses.

Para a professora Carmem Barroso Ramos, da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), o modelo atual de trabalho acadêmico empurra os docentes para um ritmo insustentável. Segundo ela, a lógica da produtividade permanente transforma a carreira em um percurso de sobrevivência, no qual o descanso se torna exceção. “Mesmo nas férias, o professor continua trabalhando, respondendo e-mails, produzindo relatórios e planejando o próximo semestre. Isso vai nos consumindo aos poucos”, relata.

Ela também destaca o papel das tecnologias digitais, que ampliaram o espaço e o tempo de trabalho. O que antes parecia facilitar a rotina, hoje mantém o docente permanentemente conectado, sem limites claros entre vida profissional e pessoal, intensificando o estresse e a exaustão.

Apesar da gravidade do cenário, ainda são escassas as políticas públicas e institucionais voltadas ao cuidado com a saúde mental dos professores. Faltam programas permanentes de acolhimento psicológico, espaços coletivos de escuta e ações preventivas que reconheçam o adoecimento como um problema estrutural, e não individual.

Especialistas e representantes da categoria defendem que enfrentar essa realidade exige medidas concretas: investimento em infraestrutura, realização de concursos públicos, redução da carga burocrática e criação de políticas institucionais de cuidado. Cuidar da saúde mental dos docentes, ressaltam, é uma condição essencial para garantir a qualidade do ensino superior e o futuro da educação pública no Maranhão.

Fonte: SINDUEMA 

Viagem internacional de Othelino Neto chama atenção após novo flagrante nos Estados Unidos

Pela segunda vez em menos de oito meses, o deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) foi flagrado em viagem aos Estados Unidos. Desta vez, o parlamentar foi visto na segunda-feira (19) no Universal Orlando Resort, na Flórida, ao lado da esposa, a senadora Ana Paula Lobato (PSB).

A presença do deputado no exterior voltou a chamar atenção não pela viagem em si — prática comum durante períodos de recesso —, mas pelo silêncio adotado nas redes sociais. Conhecido por utilizar suas plataformas digitais para comentar temas sociais e indicadores de pobreza no Maranhão, Othelino não publicou registros da viagem, nem informou seus seguidores sobre o período de descanso fora do país.

Imagens obtidas com exclusividade mostram o parlamentar em área pública do parque temático, aguardando em fila ao lado da esposa. A cena reforça informações de que ele está em férias nos Estados Unidos, repetindo um roteiro semelhante ao de maio de 2025, quando também esteve na Flórida para comemorar o aniversário da senadora, ocasião marcada por uma festa em Miami.

Apesar da discrição nas redes, a viagem foi comunicada oficialmente à Assembleia Legislativa do Maranhão. De acordo com publicação no Diário Oficial da Alema, Othelino Neto informou à presidente da Casa, deputada Iracema Vale, que se ausentaria do país entre os dias 6 e 22 de janeiro de 2026, em conformidade com o regimento interno.

O contraste entre o discurso político frequentemente adotado pelo deputado e a opção por não divulgar suas viagens internacionais tem alimentado questionamentos e comentários nos bastidores da política maranhense. Até o momento, Othelino Neto não se manifestou publicamente sobre o assunto.

Drenagem milionária: investimentos da Prefeitura de São Luís não impedem enchentes em bairros da capital

Mesmo após um investimento superior a R$ 105 milhões em serviços de drenagem urbana ao longo de 2025, bairros de São Luís continuam enfrentando alagamentos recorrentes durante o período chuvoso. Levantamentos divulgados por blogs especializados em política e fiscalização de gastos públicos indicam que os recursos não resultaram em melhorias perceptíveis para a população.

De acordo com os dados publicados, a Prefeitura de São Luís, sob a gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD), destinou R$ 105.897.673,48 a uma única empresa — a Moriah Terraplanagem Construções e Comércio Ltda. — para serviços de manutenção e execução de obras de drenagem. Os pagamentos foram realizados ao longo do ano passado, totalizando 22 repasses, sendo o último no valor de aproximadamente R$ 2,8 milhões, quitado em dezembro.

Apesar do volume expressivo de recursos, moradores de regiões como Coroado, Africanos e áreas próximas à Avenida Edson Brandão, no bairro Anil, relatam que os problemas persistem. Em alguns trechos, obras recentes não resistiram às primeiras chuvas intensas, com estruturas danificadas e retorno imediato dos alagamentos.

Publicações anteriores já haviam alertado que, em pontos específicos como o Coroado, soluções técnicas definitivas poderiam custar significativamente menos do que os valores empenhados pela gestão municipal. Ainda assim, intervenções adotadas até agora, como limpezas pontuais de galerias, não teriam sido suficientes para eliminar os transtornos enfrentados pelos moradores.

Especialistas ouvidos em reportagens anteriores destacam que obras de drenagem exigem planejamento integrado, fiscalização rigorosa e execução adequada, sob risco de desperdício de recursos públicos. A crítica recorrente é de que intervenções feitas de forma emergencial e sem acompanhamento técnico tendem a falhar diante de eventos climáticos mais severos.

Até o momento, a Prefeitura de São Luís não apresentou um balanço detalhado que comprove a efetividade das obras realizadas nem um cronograma claro de soluções definitivas para os pontos críticos de alagamento na capital.

Enquanto isso, a cada novo período de chuvas, cenas de ruas inundadas voltam a se repetir, reforçando questionamentos sobre a eficiência do gasto público e a real prioridade dada à infraestrutura urbana da cidade.

Com informações Marco Aurélio D'eça 

19 janeiro 2026

Denúncia aponta nepotismo na Prefeitura de São João Batista e MPMA instaura investigação

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de São João Batista, instaurou procedimento investigatório para apurar denúncia de nepotismo contra o prefeito Emerson Lívio Soares Pinto, conhecido como Mecinho. A representação foi protocolada em 30 de setembro de 2025 pelo advogado Ítalo Diêgo Sousa de Alencar, em nome da servidora pública municipal Marineide Soares Campos.

Segundo o documento, o prefeito teria nomeado seis parentes diretos para ocupar secretarias municipais, prática que afronta os princípios constitucionais da legalidade, moralidade e impessoalidade, previstos no artigo 37 da Constituição Federal. A denúncia também cita a violação ao artigo 117, inciso VIII, da Lei nº 8.112/90, e à Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que proíbe a nomeação de parentes em cargos de confiança.

Os nomes citados na denúncia

Hildene Pereira Pinto – esposa do prefeito e primeira-dama, nomeada para a Secretaria Municipal Especial da Mulher.

Diolindo Silva Pinto – pai do prefeito, secretário de Articulação Política.

Rafaela de Jesus Pereira Pinto – cunhada do prefeito, titular da Secretaria de Administração, Gestão e Planejamento.

Verneylan Botelho Soares – sobrinho do prefeito, secretário de Infraestrutura, Obras, Transporte e Trânsito.

Jonis Maycon Santos Soares – primo do prefeito, apontado como responsável pela Secretaria de Relações Institucionais ou Meio Ambiente e Limpeza Pública.

José Domingos Câmara Filho – genro do prefeito, secretário de Saúde.


Em tese, tais nomeações configurariam ato de improbidade administrativa, nos termos do artigo 11 da Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa).







Encaminhamentos do MP

O MPMA notificou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) sobre a denúncia, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de fiscalização. O caso ganhou repercussão na Baixada Maranhense, já que envolve diretamente a estrutura administrativa do município e pode resultar em responsabilização política e judicial do gestor .

Contexto político

O prefeito Emerson Lívio já vinha sendo alvo de outras investigações, incluindo ações eleitorais por suposto abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2024 . Agora, a acusação de nepotismo amplia a pressão sobre sua gestão e pode levar a novas medidas judiciais.

14 janeiro 2026

Osmar Filho inicia 2026 com visitas comunitárias e escuta popular no São Francisco

O deputado estadual Osmar Filho (PDT) deu início às atividades de 2026 com uma agenda voltada ao contato direto com a população. Na sexta-feira (9), o parlamentar esteve na comunidade do São Francisco, em São Luís, onde se reuniu com moradores para ouvir reivindicações e discutir o planejamento de ações para o ano.

A visita contou com a presença da vereadora Clara Gomes (PSD), que acompanhou o encontro e reforçou o compromisso conjunto com as demandas da região. Durante a reunião, Osmar Filho destacou que começar o ano próximo às comunidades é essencial para garantir que as ações do mandato estejam alinhadas às necessidades reais da população.

“Estamos iniciando 2026 aqui no São Francisco, dialogando com os moradores e organizando as prioridades para este ano, sempre com foco em resultados concretos”, afirmou o deputado.

Clara Gomes também ressaltou a importância do trabalho integrado entre os mandatos municipal e estadual. Segundo ela, a atuação conjunta fortalece a capacidade de resposta às demandas da comunidade e amplia o alcance das políticas públicas em São Luís.

No encontro, Osmar Filho agradeceu ainda o apoio do secretário de Assuntos Municipalistas do Governo do Maranhão, Orleans Brandão, e do deputado federal Juscelino Filho (União Brasil), parceiros que, segundo ele, têm contribuído para viabilizar ações e projetos voltados ao bairro.

A reunião teve como principal objetivo a escuta ativa da população, consolidando uma atuação articulada entre diferentes esferas de governo e representantes políticos. A expectativa é que o planejamento definido a partir desse diálogo resulte em melhorias efetivas para o São Francisco ao longo de 2026.

13 janeiro 2026

Moradores do Cajueiro e Porto Grande ficam sem transporte após retirada de ônibus

Moradores da Zona Rural de São Luís iniciaram 2026 enfrentando sérias dificuldades de mobilidade após a suspensão de importantes linhas de transporte coletivo que atendiam a região. Desde o dia 1º de janeiro, as linhas T015 Porto Grande / Terminal Praia Grande e T019 Cajueiro / Terminal Praia Grande, operadas pelo Consórcio Central, deixaram de circular, prejudicando diretamente centenas de famílias.

De acordo com informações apuradas, a retirada dos ônibus está relacionada às más condições das vias nos bairros Porto Grande e Cajueiro. Ruas tomadas por buracos, trechos intrafegáveis e a completa ausência de manutenção tornaram inviável a circulação dos veículos do transporte público.

Moradores denunciam que a situação se arrasta há meses e reflete o abandono da Zona Rural por parte da Prefeitura de São Luís. Enquanto bairros da área nobre recebem obras frequentes, muitas delas alvo de questionamentos sobre custos, comunidades mais afastadas seguem sem infraestrutura básica. Em alguns trechos, a deterioração das vias é tão grave que ruas praticamente desapareceram.

Outro ponto que tem gerado revolta é a ausência de posicionamento da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e das empresas responsáveis pelo sistema. Até o momento, não houve anúncio de soluções ou previsão para a retomada das linhas suspensas. Nos bastidores, críticas apontam que a gestão municipal estaria priorizando gastos elevados com eventos festivos, como o Carnaval, em detrimento de serviços essenciais.

Além disso, a crise no transporte pode se agravar nos próximos dias. Trabalhadores rodoviários reclamam do não pagamento de subsídios por parte da Prefeitura, o que pode resultar em paralisações e ampliar ainda mais o caos na mobilidade urbana da capital.

Enquanto isso, moradores do Cajueiro e do Porto Grande seguem sem alternativas, enfrentando longas caminhadas, transporte irregular e dificuldades para chegar ao trabalho, escolas e unidades de saúde. A população cobra providências imediatas e pede que o poder público volte os olhos para a Zona Rural, historicamente esquecida pelas sucessivas gestões municipais.

Funcionários terceirizados da SEMFAZ enfrentam meses de salários e benefícios atrasados

Trabalhadores que atuam como apoio administrativo na Secretaria Municipal da Fazenda (SEMFAZ), em São Luís, enfrentam uma situação de incerteza e dificuldades financeiras após atrasos prolongados no pagamento de salários e benefícios. A prestação dos serviços é feita por meio da empresa LSL Locações e Serviços Ltda., responsável pela contratação dos profissionais.

De acordo com relatos obtidos por veículos de comunicação independentes, os funcionários estão há pelo menos dois meses sem receber salários. A empresa contratada alega que a inadimplência ocorre devido à ausência de repasses financeiros por parte da própria SEMFAZ. Informações apuradas indicam que o último pagamento à empresa teria sido efetuado no início de novembro de 2025, deixando em aberto valores referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro.

Além dos salários, benefícios como vale-transporte e ticket alimentação também estariam em atraso, comprometendo diretamente a subsistência de diversos trabalhadores. Diante da falta de recursos e de respostas concretas, parte dos profissionais teria suspendido o comparecimento às atividades.

Os trabalhadores relatam ainda falhas recorrentes na comunicação por parte do setor de Recursos Humanos da LSL. Segundo eles, prazos de pagamento teriam sido informados e posteriormente descumpridos, sem qualquer esclarecimento oficial sobre a real situação financeira ou previsão de regularização.

Outro ponto levantado é a ausência de repactuação contratual referente ao ano de 2025, que, segundo a empresa, ainda não foi formalizada. O contrato, iniciado em abril de 2025, prevê cláusulas que não autorizam a suspensão de pagamentos ou o descumprimento de obrigações financeiras, o que levanta questionamentos sobre a legalidade da situação e os prejuízos causados à continuidade dos serviços públicos.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma data para a regularização dos pagamentos. A informação mais recente aponta que a solução pode ficar condicionada à abertura do novo exercício financeiro da Prefeitura, prevista, de forma extraoficial, para fevereiro. A justificativa apresentada é a impossibilidade de realizar pagamentos antes dessa etapa administrativa.

O prefeito Eduardo Braide e o secretário responsável pela pasta ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso. A ausência de posicionamento oficial tem gerado críticas, sobretudo entre os trabalhadores afetados, que cobram transparência e providências urgentes para garantir seus direitos.

Enquanto isso, o impasse segue afetando diretamente servidores terceirizados e o funcionamento regular da Secretaria Municipal da Fazenda, ampliando o desgaste da gestão municipal diante dos servidores e da opinião pública.

Fonte: Observatório da Blogosfera 

07 janeiro 2026

Sem pressa, Camarão preserva projeto majoritário e segue no centro da disputa de 2026

O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), segue ocupando posição de destaque no xadrez político da sucessão estadual de 2026. Sem anunciar formalmente uma candidatura, mas também sem recuar do projeto majoritário, Camarão se consolida como uma das peças mais relevantes do debate sobre o futuro do governo do Estado.

Nos últimos dias, um movimento aparentemente técnico chamou atenção do meio político. Em publicação nas redes sociais, Camarão explicou detalhes do calendário eleitoral, com foco especial nas regras de desincompatibilização. Ao ressaltar que vice-governadores não precisam deixar o cargo para disputar eleições, o petista emitiu um sinal claro: permanece apto e disponível para diferentes cenários eleitorais.

A mensagem, embora didática, teve forte repercussão política. Na prática, o vice-governador reafirma que continua no jogo sucessório, preservando seu espaço enquanto as definições ainda não amadureceram. A estratégia amplia seu campo de atuação, permitindo desde uma eventual candidatura ao Palácio dos Leões até composições alternativas, seja em chapas majoritárias ou em articulações nacionais.

Aliados avaliam que o projeto de Camarão ao governo é real e sustentado, especialmente entre setores ligados ao chamado campo dinista, que veem nele um nome capaz de dar continuidade ao ciclo político iniciado com Flávio Dino. Manter essa possibilidade aberta também funciona como instrumento de pressão para que a sucessão não seja resolvida sem a participação desse grupo.

Internamente, no entanto, o PT maranhense vive um cenário de pluralidade. Enquanto parte da legenda defende o protagonismo de Camarão, outra ala prefere manter a aliança com o governador Carlos Brandão, sobretudo em função dos espaços que o partido ocupa na atual gestão estadual. A postura do PT, historicamente, tem sido evitar rupturas antecipadas enquanto ainda exerce influência institucional.

No plano nacional, o contexto pesa ainda mais. A direção do PT tem reiterado que a prioridade para 2026 será o fortalecimento da bancada no Senado, estratégia considerada fundamental para dar sustentação política a um eventual novo governo Lula. Essa orientação tende a influenciar diretamente as decisões nos estados, inclusive no Maranhão, onde alianças amplas podem se sobrepor a projetos individuais.

Diante desse cenário, Felipe Camarão surge como um nome flexível e estratégico dentro do partido. Mesmo que não venha a encabeçar uma chapa ao governo, sua participação no desenho final da sucessão é considerada praticamente inevitável. A condição de “coringa” reflete exatamente isso: um ator político que, sem pressa, mantém relevância e capacidade de interferência nos rumos do processo eleitoral maranhense.