14 janeiro 2026

Osmar Filho inicia 2026 com visitas comunitárias e escuta popular no São Francisco

O deputado estadual Osmar Filho (PDT) deu início às atividades de 2026 com uma agenda voltada ao contato direto com a população. Na sexta-feira (9), o parlamentar esteve na comunidade do São Francisco, em São Luís, onde se reuniu com moradores para ouvir reivindicações e discutir o planejamento de ações para o ano.

A visita contou com a presença da vereadora Clara Gomes (PSD), que acompanhou o encontro e reforçou o compromisso conjunto com as demandas da região. Durante a reunião, Osmar Filho destacou que começar o ano próximo às comunidades é essencial para garantir que as ações do mandato estejam alinhadas às necessidades reais da população.

“Estamos iniciando 2026 aqui no São Francisco, dialogando com os moradores e organizando as prioridades para este ano, sempre com foco em resultados concretos”, afirmou o deputado.

Clara Gomes também ressaltou a importância do trabalho integrado entre os mandatos municipal e estadual. Segundo ela, a atuação conjunta fortalece a capacidade de resposta às demandas da comunidade e amplia o alcance das políticas públicas em São Luís.

No encontro, Osmar Filho agradeceu ainda o apoio do secretário de Assuntos Municipalistas do Governo do Maranhão, Orleans Brandão, e do deputado federal Juscelino Filho (União Brasil), parceiros que, segundo ele, têm contribuído para viabilizar ações e projetos voltados ao bairro.

A reunião teve como principal objetivo a escuta ativa da população, consolidando uma atuação articulada entre diferentes esferas de governo e representantes políticos. A expectativa é que o planejamento definido a partir desse diálogo resulte em melhorias efetivas para o São Francisco ao longo de 2026.

13 janeiro 2026

Moradores do Cajueiro e Porto Grande ficam sem transporte após retirada de ônibus

Moradores da Zona Rural de São Luís iniciaram 2026 enfrentando sérias dificuldades de mobilidade após a suspensão de importantes linhas de transporte coletivo que atendiam a região. Desde o dia 1º de janeiro, as linhas T015 Porto Grande / Terminal Praia Grande e T019 Cajueiro / Terminal Praia Grande, operadas pelo Consórcio Central, deixaram de circular, prejudicando diretamente centenas de famílias.

De acordo com informações apuradas, a retirada dos ônibus está relacionada às más condições das vias nos bairros Porto Grande e Cajueiro. Ruas tomadas por buracos, trechos intrafegáveis e a completa ausência de manutenção tornaram inviável a circulação dos veículos do transporte público.

Moradores denunciam que a situação se arrasta há meses e reflete o abandono da Zona Rural por parte da Prefeitura de São Luís. Enquanto bairros da área nobre recebem obras frequentes, muitas delas alvo de questionamentos sobre custos, comunidades mais afastadas seguem sem infraestrutura básica. Em alguns trechos, a deterioração das vias é tão grave que ruas praticamente desapareceram.

Outro ponto que tem gerado revolta é a ausência de posicionamento da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e das empresas responsáveis pelo sistema. Até o momento, não houve anúncio de soluções ou previsão para a retomada das linhas suspensas. Nos bastidores, críticas apontam que a gestão municipal estaria priorizando gastos elevados com eventos festivos, como o Carnaval, em detrimento de serviços essenciais.

Além disso, a crise no transporte pode se agravar nos próximos dias. Trabalhadores rodoviários reclamam do não pagamento de subsídios por parte da Prefeitura, o que pode resultar em paralisações e ampliar ainda mais o caos na mobilidade urbana da capital.

Enquanto isso, moradores do Cajueiro e do Porto Grande seguem sem alternativas, enfrentando longas caminhadas, transporte irregular e dificuldades para chegar ao trabalho, escolas e unidades de saúde. A população cobra providências imediatas e pede que o poder público volte os olhos para a Zona Rural, historicamente esquecida pelas sucessivas gestões municipais.

Funcionários terceirizados da SEMFAZ enfrentam meses de salários e benefícios atrasados

Trabalhadores que atuam como apoio administrativo na Secretaria Municipal da Fazenda (SEMFAZ), em São Luís, enfrentam uma situação de incerteza e dificuldades financeiras após atrasos prolongados no pagamento de salários e benefícios. A prestação dos serviços é feita por meio da empresa LSL Locações e Serviços Ltda., responsável pela contratação dos profissionais.

De acordo com relatos obtidos por veículos de comunicação independentes, os funcionários estão há pelo menos dois meses sem receber salários. A empresa contratada alega que a inadimplência ocorre devido à ausência de repasses financeiros por parte da própria SEMFAZ. Informações apuradas indicam que o último pagamento à empresa teria sido efetuado no início de novembro de 2025, deixando em aberto valores referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro.

Além dos salários, benefícios como vale-transporte e ticket alimentação também estariam em atraso, comprometendo diretamente a subsistência de diversos trabalhadores. Diante da falta de recursos e de respostas concretas, parte dos profissionais teria suspendido o comparecimento às atividades.

Os trabalhadores relatam ainda falhas recorrentes na comunicação por parte do setor de Recursos Humanos da LSL. Segundo eles, prazos de pagamento teriam sido informados e posteriormente descumpridos, sem qualquer esclarecimento oficial sobre a real situação financeira ou previsão de regularização.

Outro ponto levantado é a ausência de repactuação contratual referente ao ano de 2025, que, segundo a empresa, ainda não foi formalizada. O contrato, iniciado em abril de 2025, prevê cláusulas que não autorizam a suspensão de pagamentos ou o descumprimento de obrigações financeiras, o que levanta questionamentos sobre a legalidade da situação e os prejuízos causados à continuidade dos serviços públicos.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma data para a regularização dos pagamentos. A informação mais recente aponta que a solução pode ficar condicionada à abertura do novo exercício financeiro da Prefeitura, prevista, de forma extraoficial, para fevereiro. A justificativa apresentada é a impossibilidade de realizar pagamentos antes dessa etapa administrativa.

O prefeito Eduardo Braide e o secretário responsável pela pasta ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso. A ausência de posicionamento oficial tem gerado críticas, sobretudo entre os trabalhadores afetados, que cobram transparência e providências urgentes para garantir seus direitos.

Enquanto isso, o impasse segue afetando diretamente servidores terceirizados e o funcionamento regular da Secretaria Municipal da Fazenda, ampliando o desgaste da gestão municipal diante dos servidores e da opinião pública.

Fonte: Observatório da Blogosfera 

07 janeiro 2026

Sem pressa, Camarão preserva projeto majoritário e segue no centro da disputa de 2026

O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), segue ocupando posição de destaque no xadrez político da sucessão estadual de 2026. Sem anunciar formalmente uma candidatura, mas também sem recuar do projeto majoritário, Camarão se consolida como uma das peças mais relevantes do debate sobre o futuro do governo do Estado.

Nos últimos dias, um movimento aparentemente técnico chamou atenção do meio político. Em publicação nas redes sociais, Camarão explicou detalhes do calendário eleitoral, com foco especial nas regras de desincompatibilização. Ao ressaltar que vice-governadores não precisam deixar o cargo para disputar eleições, o petista emitiu um sinal claro: permanece apto e disponível para diferentes cenários eleitorais.

A mensagem, embora didática, teve forte repercussão política. Na prática, o vice-governador reafirma que continua no jogo sucessório, preservando seu espaço enquanto as definições ainda não amadureceram. A estratégia amplia seu campo de atuação, permitindo desde uma eventual candidatura ao Palácio dos Leões até composições alternativas, seja em chapas majoritárias ou em articulações nacionais.

Aliados avaliam que o projeto de Camarão ao governo é real e sustentado, especialmente entre setores ligados ao chamado campo dinista, que veem nele um nome capaz de dar continuidade ao ciclo político iniciado com Flávio Dino. Manter essa possibilidade aberta também funciona como instrumento de pressão para que a sucessão não seja resolvida sem a participação desse grupo.

Internamente, no entanto, o PT maranhense vive um cenário de pluralidade. Enquanto parte da legenda defende o protagonismo de Camarão, outra ala prefere manter a aliança com o governador Carlos Brandão, sobretudo em função dos espaços que o partido ocupa na atual gestão estadual. A postura do PT, historicamente, tem sido evitar rupturas antecipadas enquanto ainda exerce influência institucional.

No plano nacional, o contexto pesa ainda mais. A direção do PT tem reiterado que a prioridade para 2026 será o fortalecimento da bancada no Senado, estratégia considerada fundamental para dar sustentação política a um eventual novo governo Lula. Essa orientação tende a influenciar diretamente as decisões nos estados, inclusive no Maranhão, onde alianças amplas podem se sobrepor a projetos individuais.

Diante desse cenário, Felipe Camarão surge como um nome flexível e estratégico dentro do partido. Mesmo que não venha a encabeçar uma chapa ao governo, sua participação no desenho final da sucessão é considerada praticamente inevitável. A condição de “coringa” reflete exatamente isso: um ator político que, sem pressa, mantém relevância e capacidade de interferência nos rumos do processo eleitoral maranhense.

20 dezembro 2025

Felipe Camarão recebe apoio do PSOL e da Rede Sustentabilidade para a disputa estadual

Em duas reuniões realizadas na tarde desta sexta-feira (19), o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), recebeu dirigentes do PSOL e da Rede Sustentabilidade em encontros que consolidaram o apoio dessas legendas à sua pré-candidatura ao Governo do Estado em 2026 e reforçaram compromissos com pautas nacionais, como a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a defesa da democracia. 

O primeiro encontro envolveu lideranças do PSOL local, que destacaram a importância da unidade das forças progressistas no Maranhão. A conversa, além de tratar da estratégia eleitoral, teve foco na organização de um ato público previsto para 8 de janeiro, cujo lema central será a defesa das instituições democráticas e a reafirmação do posicionamento “Golpe nunca mais”. 

Em declaração durante o evento, o presidente do PSOL em São Luís, Franklin Douglas, afirmou que o partido estará junto com Camarão tanto na mobilização social quanto na disputa eleitoral estadual. “Estaremos juntos no dia 8 de janeiro nas ruas, denunciando o golpe, e Felipe pode contar conosco na trajetória rumo a libertar o Maranhão das antigas oligarquias”, disse o dirigente. 

Na sequência, Camarão recebeu representantes estaduais da Rede Sustentabilidade — Selma, Sidney e Chicão — em um encontro que tratou dos desafios políticos e sociais do estado. A conversa abordou a necessidade de fortalecer uma frente ampla de esquerda que una forças em torno de propostas de justiça social, desenvolvimento sustentável e democracia. 

Segundo os participantes, a construção de alianças mais amplas é vista como fundamental para enfrentar a conjuntura política estadual e apoiar agendas que vão desde a educação e inclusão social até políticas ambientais, em sintonia com debates nacionais. 

O apoio do PSOL e da Rede a Camarão ocorre em um contexto de movimentações políticas mais amplas no país, com discussões sobre federações partidárias e alianças eleitorais rumo a 2026. Internamente, lideranças do PSOL têm demonstrado interesse em fortalecer a parceria com a Rede Sustentabilidade, em vez de se integrar diretamente ao PT, numa tentativa de preservar a autonomia programática da legenda. 

Para Camarão, que já tem atuação consolidada no estado por meio de sua trajetória como vice-governador e gestor na área da educação, o novo apoio reforça seu capital político para enfrentar a disputa estadual e ampliar a presença de uma frente progressista no Maranhão. 

Os próximos meses tendem a ser de intensa articulação política no estado, com eventos públicos e conversas estratégicas entre as principais lideranças da esquerda. O ato de 8 de janeiro surge como primeiro teste de mobilização conjunta após as recentes declarações de apoio, simbolizando a aposta no engajamento popular e defesa das instituições em meio ao calendário eleitoral que se aproxima.