14 abril 2026

Ponto facultativo amplia feriadão de Tiradentes em 2026 e movimenta turismo no país


O feriado de Tiradentes deve garantir um período prolongado de descanso para muitos brasileiros em 2026. Como a data cai em uma terça-feira, o governo federal definiu a segunda-feira, 20 de abril, como ponto facultativo, possibilitando a tradicional “emenda” e formando um feriadão de quatro dias, entre sábado (18) e terça (21).

A medida vale para órgãos públicos federais, enquanto, na iniciativa privada, a liberação depende de acordos entre empresas e trabalhadores. Ainda assim, a expectativa é de forte adesão ao descanso prolongado, especialmente em setores que tradicionalmente se beneficiam desse tipo de calendário.

Com mais dias livres, áreas como turismo, gastronomia e comércio tendem a registrar aumento no fluxo de consumidores. Destinos turísticos e polos regionais já se preparam para receber visitantes que aproveitam a oportunidade para viajar ou participar de eventos locais.

Na capital federal, Brasília, o período ganha um significado ainda maior. Além do feriado nacional, o dia 21 de abril também marca o aniversário da cidade, o que intensifica as celebrações e amplia a programação cultural, impactando diretamente o funcionamento de serviços e atividades.

Calendário favorece novos feriadões

O calendário de 2026 traz outras datas estratégicas que podem resultar em períodos prolongados de descanso ao longo do ano. Entre os destaques:

  • 1º de maio (Dia do Trabalhador): cai em uma sexta-feira
  • Corpus Christi (4 de junho): ponto facultativo em uma quinta, com possibilidade de emenda na sexta
  • 7 de setembro (Independência): em uma segunda-feira
  • 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida): também em uma segunda-feira
  • 2 de novembro (Finados): novamente em uma segunda
  • 20 de novembro (Consciência Negra): em uma sexta-feira
  • 25 de dezembro (Natal): em uma sexta-feira

Diante desse cenário, especialistas recomendam planejamento antecipado tanto por parte de empresas quanto de trabalhadores. A organização prévia permite ajustar escalas, programar viagens e aproveitar melhor os períodos de descanso ao longo do ano.

13 abril 2026

Justiça determina correções urgentes no Socorrão I e exige concurso para médicos em São Luís

 


Uma decisão da Justiça do Maranhão reacendeu o debate sobre a situação da saúde pública na capital. O Poder Judiciário determinou que o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís adotem medidas imediatas para corrigir falhas estruturais e sanitárias no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), uma das principais unidades de urgência e emergência da cidade.

A sentença atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Maranhão e foi assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos. Entre as determinações, está a proibição do uso de carros de anestesia como respiradores improvisados no pós-operatório, além da vedação da utilização de salas de recuperação anestésica como enfermarias — práticas consideradas inadequadas e de risco para os pacientes.

Outro ponto central da decisão é a obrigatoriedade de realização de concurso público para a contratação de médicos, visando reduzir a sobrecarga de profissionais e melhorar o atendimento à população.

A medida judicial reforça denúncias antigas sobre as condições da unidade, frequentemente alvo de críticas por superlotação, falta de equipamentos e precariedade estrutural. Nos bastidores, a decisão também reacende discussões sobre a origem dos problemas.

Segundo avaliações críticas, “tudo isso que ocorre no Socorrão é fruto da gestão ‘mal acabada’, uma gestão que se diga de passagem ‘perfeita’, do ex-prefeito Eduardo Braide, feita às pressas e com serviços mal executados, como se vê em hospitais e postos de saúde — na prática, um grande elefante branco”. A declaração reflete o tom de insatisfação de setores que apontam falhas acumuladas ao longo dos anos.

Enquanto isso, a população segue aguardando mudanças concretas. A decisão da Justiça estabelece um prazo para o cumprimento das medidas, sob pena de sanções, o que aumenta a pressão sobre os gestores públicos para que apresentem soluções efetivas e duradouras para um dos principais gargalos da saúde em São Luís.

Com informações Blog da Priscila Petrus

Prefeitura de Central do Maranhão entra na mira do MP por possíveis irregularidades em licitações

O Ministério Público do Estado do Maranhão decidiu aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Central do Maranhão. O caso, que inicialmente era tratado como uma apuração preliminar, evoluiu para um inquérito civil mais abrangente e segue sob sigilo.

As suspeitas recaem sobre processos licitatórios ligados ao fornecimento de materiais elétricos e à prestação de serviços funerários. De acordo com denúncias apresentadas por moradores, uma mesma empresa — a Metrópoles Construções e Planejamento EIRELI — teria sido contratada repetidas vezes pela gestão municipal, acumulando valores que giram em torno de R$ 1,1 milhão.

As informações levantadas até o momento apontam possíveis inconsistências na documentação apresentada pela empresa, além de indícios de que ela não possuiria estrutura suficiente para executar os serviços contratados. Há ainda suspeitas de que a companhia possa ter sido utilizada como empresa de fachada, com eventual ligação com agentes públicos.

Com a abertura do inquérito civil, o Ministério Público pretende analisar detalhadamente os contratos firmados, as movimentações financeiras envolvidas e a real capacidade operacional da empresa investigada.

Caso sejam confirmadas irregularidades, os responsáveis — tanto gestores públicos quanto eventuais envolvidos no esquema — poderão responder judicialmente. O avanço das investigações deve lançar luz sobre a lisura dos processos administrativos no município e pode ter desdobramentos relevantes na esfera política e jurídica local.

Fonte: Blog Veja Agora

Justiça pode decidir futuro de estátua gigante da Havan em São Luís após ação do Ministério Público



Uma estrutura de grande porte, visível de diversos pontos da cidade e já integrada à paisagem urbana, tornou-se alvo de uma disputa judicial que pode redefinir o cenário de São Luís. O Ministério Público do Maranhão ingressou na Justiça com um pedido para a retirada da réplica da Estátua da Liberdade instalada na unidade da Havan na capital.

A Ação Civil Pública, assinada pelo promotor Cláudio Rebêlo Correia Alencar, aponta diversas irregularidades na instalação do monumento, que possui cerca de 35 metros de altura. De acordo com o órgão, a estrutura teria sido erguida sem o devido cumprimento das normas urbanísticas e ambientais exigidas pelo município, sendo enquadrada como um “engenho publicitário de grande porte”.

Além das possíveis irregularidades legais, o Ministério Público sustenta que a estátua configura poluição visual. O argumento é de que o monumento destoaria dos elementos culturais locais, comprometendo a harmonia estética da cidade e interferindo no ordenamento urbano.

O caso teve início em 2021, após uma denúncia formal apresentada pelo coletivo #AquiNão sobre a instalação da estrutura na Avenida Daniel de La Touche. A partir dessa provocação, o MP abriu investigação, que posteriormente resultou na judicialização da questão.

Na ação, o órgão também questiona a atuação do poder público municipal, apontando possíveis falhas nos processos de fiscalização e autorização da obra.

Agora, caberá ao Judiciário avaliar os argumentos apresentados e decidir se há base legal para determinar a retirada da estátua — uma medida que pode gerar impactos não apenas no aspecto urbanístico, mas também no campo simbólico e comercial.

Até o momento, não há decisão. Enquanto isso, a estrutura permanece de pé, dividindo opiniões e consolidando-se como um dos pontos mais polêmicos da paisagem de São Luís.

Portões fechados e tensão crescente: crise na UFMA expõe bastidores de medo e disputas internas

 


A manhã desta segunda-feira amanheceu envolta em um silêncio inquietante — daqueles que anunciam tempestade. Portões fechados, corredores desertos e a ausência incomum de movimentação marcaram o início do dia na Universidade Federal do Maranhão. No centro desse cenário, uma decisão que ecoa mais do que aparenta: a Reitoria simplesmente não abriu.

Oficialmente, a medida foi tratada como preventiva. Nos bastidores, porém, o que se comenta é outra coisa — medo. O temor de novos protestos estudantis, que já ganharam força em outros momentos, parece ter sido suficiente para interromper o funcionamento de um dos principais núcleos administrativos da instituição.

A cena não é inédita. A universidade carrega um histórico recente de conflitos que vão muito além de divergências pontuais. Ocupações, denúncias e manifestações já transformaram o prédio da Reitoria em símbolo de resistência estudantil. Em episódios anteriores, alunos denunciaram condições consideradas inaceitáveis: alimentos impróprios para consumo, estruturas deterioradas e falhas graves nos serviços básicos. Problemas que, longe de serem resolvidos, parecem ter se acumulado — e inflamado ainda mais os ânimos.

O fechamento repentino, portanto, não foi interpretado como um simples ato administrativo. Para muitos, é um sinal claro de que a tensão voltou a níveis críticos — e pode estar prestes a transbordar.

Enquanto isso, a crise se intensifica em outras frentes. Neste exato momento, no auditório do Centro de Ciências Humanas (CCH), uma reunião do conselho ocorre sob clima igualmente carregado. Em pauta, um tema explosivo: a destituição do professor Façanha do cargo de diretor do CCA.



A movimentação é vista por setores da universidade como uma decisão de forte impacto político interno. Críticos classificam a medida como autoritária e apontam para um possível rompimento dentro da própria estrutura institucional, evidenciando divisões cada vez mais profundas entre grupos acadêmicos.

O nome do professor Luciano Façanha surge no centro dessa disputa, associado a decisões que, segundo opositores, sinalizam uma mudança de direção na condução interna da universidade. A leitura, entre diferentes grupos, é de que há uma reconfiguração de forças em curso — algo que amplia ainda mais o clima de instabilidade.

Entre corredores vazios e reuniões tensas, o que se vê é uma universidade em ebulição silenciosa.

Sem posicionamentos públicos claros e com demandas acumuladas ao longo dos anos, estudantes seguem mobilizados, ainda que nos bastidores. A administração, por sua vez, parece agir para conter o avanço de novos atos que, se confirmados, podem paralisar atividades e reacender confrontos já conhecidos pela comunidade acadêmica.

Os portões fechados da Reitoria, mais do que uma medida de cautela, tornaram-se um símbolo: o de uma instituição que enfrenta não apenas protestos, mas uma crise mais profunda, feita de insatisfação, disputas internas e ausência de diálogo efetivo.

Por ora, o silêncio predomina. Mas, dentro da UFMA, cresce a sensação de que ele não vai durar muito.