07 agosto 2026

Prazo ampliado incentiva mestres do artesanato a oficializarem reconhecimento

O prazo para artesãos maranhenses solicitarem a Carteira Nacional de Mestre Artesão e Mestra Artesã foi prorrogado e agora segue até o dia 18 de outubro de 2026. A medida amplia a oportunidade para profissionais que preservam e difundem técnicas tradicionais obterem reconhecimento oficial.

Voltado a nomes de destaque no setor, o título considera critérios como domínio técnico, trajetória consolidada e, principalmente, a capacidade de transmitir conhecimentos a novas gerações. Atividades como oficinas, formação de aprendizes e atuação em comunidades são fatores determinantes na avaliação.

As inscrições podem ser feitas pela internet, através do Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro, ou por envio de documentação física. Após o período de inscrição, os candidatos passarão por uma análise criteriosa conduzida por uma comissão especializada.

A iniciativa reforça a importância do artesanato como patrimônio cultural e econômico, destacando o papel dos mestres artesãos na manutenção das tradições brasileiras.

Duas décadas depois, Lei Maria da Penha ainda enfrenta desafio da subnotificação

Vinte anos após sua criação, a Lei Maria da Penha segue como referência no combate à violência contra a mulher no Brasil, mas ainda esbarra em obstáculos como a subnotificação dos casos e a necessidade de maior engajamento da sociedade.

Sancionada em 2006, a legislação trouxe mudanças significativas ao sistema jurídico, incluindo medidas protetivas de urgência e maior rigor na punição de agressores. Esses mecanismos ampliaram a proteção das vítimas e facilitaram o acesso à Justiça.

Entretanto, especialistas alertam que muitos episódios de violência doméstica continuam invisíveis. De acordo com dados recentes, somente no Distrito Federal foram registradas 23 mil ocorrências em 2025, número considerado abaixo da realidade.

A chefe da Delegacia da Mulher do DF, Adriana Romana, afirma que ainda há uma “cifra oculta” de casos não denunciados. Segundo ela, fatores como medo, dependência financeira e pressões sociais dificultam que vítimas busquem ajuda.

A lei nasceu a partir de um caso emblemático ocorrido no Ceará, envolvendo Maria da Penha Maia Fernandes, que lutou por quase duas décadas por justiça após sofrer violência extrema. Sua história impulsionou mudanças legais e colocou o Brasil sob pressão internacional para agir.

Desde então, outras normas foram criadas para fortalecer o combate à violência de gênero, incluindo a tipificação do feminicídio. Iniciativas mais recentes, como o Pacto Nacional contra o Feminicídio, buscam ampliar a articulação entre instituições.

Para especialistas, além das políticas públicas, é fundamental que a sociedade participe ativamente, denunciando casos e apoiando vítimas. Canais como o Ligue 180 seguem sendo ferramentas essenciais nesse processo.

Centro Histórico de São Luís vira palco de celebração cultural com o festival FORREGGAE

O Centro Histórico de São Luís se prepara para receber, no dia 14 de agosto, o festival FORREGGAE, evento que une música, tradição e espiritualidade em uma programação voltada ao público maranhense. A festa acontece a partir das 17h, no Espaço Cultural Sueni, na Rua do Ribeirão.

A proposta do festival é destacar a conexão entre o forró e o reggae, dois ritmos que dialogam com a história e a identidade cultural do Maranhão. A combinação dos estilos cria um ambiente festivo que valoriza a diversidade e reforça a importância da cultura popular.

Outro destaque da edição deste ano é a homenagem a São Maximiliano Maria Kolbe, celebrado na mesma data. Conhecido como padroeiro da imprensa, o santo simboliza a comunicação e a disseminação de mensagens que fortalecem a comunidade — princípios que também norteiam o evento.

Realizado em um dos principais cartões-postais da cidade, o FORREGGAE deve atrair público local e visitantes, consolidando-se como uma iniciativa que promove cultura, integração e valorização das raízes maranhenses.

Eleições 2026: TSE reforça combate à desinformação com novo conselho especializado

Em meio às preocupações com a disseminação de fake news e o uso de inteligência artificial para manipulação de conteúdos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu criar um conselho consultivo para atuar durante as eleições de 2026.

A medida prevê a formação de um grupo multidisciplinar composto por especialistas em tecnologia, comunicação, segurança e combate ao crime organizado. O objetivo é oferecer suporte técnico e estratégico à Justiça Eleitoral na identificação e enfrentamento de práticas que possam comprometer a lisura do pleito.

O conselho terá atuação direta no acompanhamento de conteúdos digitais, incluindo aqueles gerados por inteligência artificial, tecnologia que tem ganhado destaque pela capacidade de criar vídeos, áudios e imagens falsificadas com alto grau de realismo.

Além de monitorar o cenário informacional, o grupo também poderá propor parcerias institucionais e iniciativas educativas voltadas à conscientização da população sobre os riscos da desinformação. As reuniões estão previstas para ocorrer mensalmente até o fim de 2026.

Os integrantes do conselho ainda não foram anunciados pelo TSE, mas a expectativa é que o grupo contribua para ampliar a segurança e a transparência do processo eleitoral.

06 agosto 2026

Mudança na Setres expõe rearranjos políticos e tensão entre aliados no Maranhão

A Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (Setres), anteriormente sob influência do Partido dos Trabalhadores (PT), passou por mudanças recentes que evidenciam tensões internas e reconfigurações políticas no Maranhão. A pasta era comandada por Henrique Sousa, também conhecido como Henrique Lula da Silva, que deixou o cargo em abril para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Antes de sair, Henrique articulou a permanência temporária de Rodrigo Gonçalves, dirigente partidário, à frente da secretaria. Durante esse período, relatos indicam que servidores contratados participaram de atividades políticas e eventos, seguindo orientações ligadas a apoios eleitorais, em meio a preocupações sobre a manutenção de seus vínculos profissionais.

Nos bastidores, havia a expectativa de que setores ligados ao governo estadual cumprissem acordos políticos envolvendo o controle partidário. No entanto, o movimento interno conduzido por lideranças petistas não avançou como previsto.

Diante desse cenário, o governo decidiu promover uma mudança na condução da Setres, transferindo o comando da pasta para o deputado estadual Yglésio Moisés. A decisão chamou atenção por representar uma mudança de perfil político na secretaria, historicamente associada ao campo progressista.

A reconfiguração reforça o clima de disputas e alianças em transformação no cenário político estadual, especialmente em um período pré-eleitoral.