A exoneração do professor Roberto Serra da direção da Agência Marandu, vinculada à Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), provocou debate na comunidade acadêmica sobre o ambiente democrático da instituição. A decisão ocorreu após o docente oficializar sua candidatura à Reitoria.
Em carta aberta divulgada à comunidade universitária, Serra afirmou que recebeu a justificativa de que cargos de confiança exigem “unidade”. Apesar de reconhecer a prerrogativa do reitor em nomear e exonerar funções dessa natureza, o professor questionou o significado do ato.
Segundo ele, o afastamento não está relacionado ao desempenho à frente da Agência Marandu, cuja gestão destacou ter sido reconhecida. O docente defende que a exoneração ocorreu em razão do exercício de um direito democrático: disputar os rumos da universidade.
O caso levanta questionamentos sobre a condução do processo eleitoral na instituição. Serra aponta que outros docentes ligados a candidaturas distintas permanecem em cargos comissionados, o que, segundo ele, coloca em discussão o princípio da isonomia.
O professor afirmou que seguirá na disputa com uma campanha baseada em propostas e diálogo, defendendo uma universidade plural, com espaço para divergência e debate.
Veja a carta abaixo:






