18 setembro 2026

Romaria de São José de Ribamar preserva tradição religiosa que atravessa gerações no Maranhão

 


Uma tradição marcada por promessas, orações e agradecimentos volta a reunir milhares de fiéis no Maranhão neste sábado (19). A Grande Romaria Caminho de São José de Ribamar será realizada durante a noite e a madrugada, levando devotos da Cohab, em São Luís, até o Santuário de São José de Ribamar.

A peregrinação de 21 quilômetros é realizada pela MA-201 e tem início previsto para as 19h30. Durante o percurso, os participantes encontrarão oito estações de oração, onde serão realizadas pausas de aproximadamente dez minutos.

Mais do que uma caminhada, a romaria representa para muitos devotos uma tradição familiar. Alguns participam pela primeira vez, enquanto outros repetem o percurso todos os anos como forma de agradecer, cumprir promessas ou pedir proteção.

A manifestação religiosa também reúne pessoas que percorrem o trajeto em silêncio e grupos que rezam, cantam e compartilham a experiência durante a madrugada.

A devoção a São José de Ribamar está ligada à própria formação histórica do município. Segundo a tradição, um navegador português teria enfrentado uma forte tempestade na Baía de São José e invocado a proteção do santo. Após a tempestade cessar, ele teria construído uma capela voltada para o mar e levado uma imagem de São José de Portugal.

A tradição aponta o ano de 1615 como marco da construção da primeira capelinha.

Entre 1915 e 1917, foi construída a atual Igreja Matriz. Em 1942, o local foi elevado à categoria de paróquia e, em 2011, recebeu o título de Santuário Arquidiocesano São José de Ribamar.

De acordo com o pesquisador Antônio Miranda, as homenagens ao santo começaram ainda no século XVII. Segundo ele, padres que chegaram à região por volta de 1618 encontraram imagens da Sagrada Família já veneradas pelas populações indígenas que viviam no local.

O primeiro registro de uma grande romaria é de 1821.

A peregrinação ganhou uma nova dimensão em 2001, quando as imagens de São José de Ribamar foram levadas a São Luís para restauração. Na ocasião, a comunidade local, junto a romeiros e peregrinos, realizou uma grande caminhada que posteriormente passou a ser conhecida como Caminho de São José de Ribamar.

Em 2024, a festa foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Maranhão.

O festejo de 2026 tem como tema “Santuário: Casa da Paz, Morada da Caridade” e segue até 27 de setembro, quando ocorre a procissão de encerramento.

No dia 19, além da romaria, está prevista a carreata de translado da Imagem Peregrina, com saída do Santuário às 7h e destino à Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Cohab.

A chegada dos romeiros ao Santuário está prevista para a madrugada do dia 20, com missa às 4h na Concha Acústica da Praça da Matriz.

17 setembro 2026

U.E.B. Menino Jesus de Praga terá aulas no atual prédio até 18 de setembro

Pais e responsáveis pelos alunos da U.E.B. Menino Jesus de Praga, em São Luís, foram comunicados sobre o encerramento do atual contrato de aluguel do imóvel onde funciona a unidade de ensino.

De acordo com o aviso divulgado pela escola, o contrato firmado com a Prefeitura de São Luís permanece vigente até 18 de setembro de 2026. O comunicado informa ainda que, por questões contratuais e legais, não seria possível realizar a renovação antes dessa data.

A direção informou que o processo de renovação poderá ser iniciado somente a partir de 19 de setembro. Enquanto isso, segundo outro comunicado afixado na fachada da escola, as aulas continuarão acontecendo normalmente no atual prédio até o dia 18.

A unidade também pediu tranquilidade aos pais e responsáveis e afirmou que qualquer alteração será comunicada posteriormente.



Felipe Camarão defende industrialização do Maranhão e maior geração de empregos

 


O vice-governador do Maranhão e candidato ao Governo do Estado, Felipe Camarão (PT), apresentou propostas para o desenvolvimento dos setores industrial, comercial e do agronegócio durante o Encontro da Classe Empresarial, realizado na terça-feira (15), pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) e pelo Conselho da Indústria do Estado do Maranhão (Ciema).

Durante a reunião, Camarão defendeu uma estratégia de industrialização baseada na transformação, dentro do próprio Maranhão, de parte dos produtos primários produzidos no estado. Segundo ele, a medida poderia contribuir para ampliar a geração de empregos e renda e aumentar a retenção de recursos na economia maranhense.

O candidato também destacou a necessidade de investimentos em infraestrutura, principalmente na recuperação e modernização da malha viária. A proposta, conforme apresentada no encontro, busca melhorar o transporte da produção e facilitar o deslocamento da população para serviços essenciais.

Entre as medidas apresentadas também estão a redução da burocracia, a digitalização dos serviços públicos e o fortalecimento da segurança jurídica para estimular a instalação de novos empreendimentos.

Na área da educação, Camarão propôs incentivar o empreendedorismo entre estudantes da rede estadual, com participação de instituições como UEMA, UEMASUL, IEMA e FAPEMA em projetos destinados a jovens empreendedores.

Ao final do encontro, representantes da Fiema e do Ciema entregaram ao candidato o Mapa Estratégico da Indústria do Maranhão, documento que reúne propostas do setor produtivo para o desenvolvimento econômico do estado.

Vacina contra HPV passa a ser indicada para vítimas de violência sexual a partir dos 2 anos

 


Crianças vítimas de violência sexual a partir dos 2 anos passaram a integrar o público recomendado para vacinação contra o HPV no Brasil. A atualização foi anunciada pelo Ministério da Saúde em nota técnica publicada nesta semana.

A medida modifica a orientação que anteriormente estabelecia a vacinação para vítimas de violência sexual com idade entre 9 e 45 anos. A ampliação considera tanto a vulnerabilidade das crianças quanto o crescimento das notificações de violência sexual entre menores de 9 anos.

Os dados reunidos pelo Ministério da Saúde apontam crescimento significativo das ocorrências. Entre crianças de 0 a 4 anos, foram registrados 7.845 casos em 2024, contra 1.671 em 2014. Entre aquelas de 5 a 14 anos, as notificações passaram de 6.594 para 29.135.

Também houve aumento entre adolescentes de 15 a 19 anos, com os registros passando de 1.632 para 6.869 no período analisado.

O HPV pode causar infecções que, em determinados casos, estão relacionadas ao desenvolvimento de câncer. Entre os tumores associados ao vírus estão os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe.

A infecção também pode provocar verrugas anogenitais e lesões nas vias aéreas superiores.

Segundo a nota técnica, a violência sexual durante a infância aumenta a vulnerabilidade à aquisição de infecções sexualmente transmissíveis. O documento também aponta que uma parcela das vítimas pode sofrer novas situações de violência, aumentando as possibilidades de exposição ao HPV.

O Ministério da Saúde destaca ainda que a violência sexual pode estar relacionada a consequências emocionais, transtornos mentais, dificuldades de aprendizagem e outros impactos que podem acompanhar a vítima ao longo da vida.

16 setembro 2026

Nova etapa de pesquisa avalia potencial da polilaminina contra lesões medulares

 


Uma substância experimental que pode contribuir para a recuperação de movimentos após lesões na medula espinhal entrará, neste mês, em uma nova etapa de desenvolvimento. Os primeiros testes clínicos da polilaminina em humanos estão previstos para começar em 24 de setembro.

A pesquisa é desenvolvida pela farmacêutica Cristália em conjunto com cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Inicialmente, cinco pacientes participarão do estudo, que terá como principal finalidade verificar a segurança da substância.

Os voluntários terão entre 18 e 72 anos e precisarão atender a critérios específicos definidos pela Anvisa. Entre as exigências estão ter sofrido trauma medular há menos de 72 horas, apresentar lesão completa entre as vértebras T2 e T10 e possuir indicação de cirurgia para descompressão da medula.

A aplicação da polilaminina ocorrerá durante o procedimento cirúrgico, diretamente na medula. Os pacientes serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Depois da cirurgia, deverão realizar reabilitação na AACD e permanecerão sob acompanhamento dos pesquisadores por seis meses.

A polilaminina é produzida em laboratório a partir da laminina, proteína encontrada naturalmente no organismo humano. O trabalho foi desenvolvido pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, que investiga a substância há mais de 20 anos.

A hipótese científica é que a substância possa auxiliar na reconstrução de conexões afetadas por uma lesão medular. Isso ocorre porque a laminina está relacionada ao ambiente necessário para a movimentação dos axônios, estruturas responsáveis pela transmissão dos sinais entre os neurônios.

Os pesquisadores já observaram resultados positivos em experimentos com ratos. Posteriormente, entre 2016 e 2021, oito pessoas receberam a substância durante um estudo-piloto.

Cinco pacientes que sobreviveram apresentaram algum ganho motor. Três morreram em decorrência das lesões sofridas. Apesar dos resultados observados, a equipe científica ainda não pode estabelecer uma relação direta entre a recuperação motora e o uso da polilaminina.

Isso ocorre porque o estudo-piloto não tinha as características necessárias para comprovar a eficácia do tratamento. A utilização posterior da substância em caráter compassivo também não permite conclusões científicas, já que essas aplicações ocorreram fora de um protocolo de pesquisa controlado.

A fase 1 será dedicada principalmente à segurança. Se os resultados forem considerados adequados, uma nova solicitação poderá ser encaminhada à Anvisa para continuidade da pesquisa.

Nas fases 2 e 3, a quantidade de participantes será ampliada e os pesquisadores poderão avaliar a eficácia da substância e compará-la com os tratamentos disponíveis.

Somente depois da conclusão de todas as etapas e da análise dos resultados pelos órgãos competentes será possível determinar se a polilaminina poderá ser registrada e disponibilizada para uso da população.