A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta terça-feira (26) o registro do medicamento Ozivy, uma nova opção para o tratamento do diabetes tipo 2 no país. O produto é a primeira caneta injetável desenvolvida no Brasil com semaglutida sintética, substância já conhecida por seu uso em terapias modernas contra a doença.
O Ozivy utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, cuja patente expirou em março deste ano. A liberação representa um avanço na ampliação de alternativas terapêuticas, especialmente após o fim da exclusividade do produto original.
Indicado para adultos com diabetes tipo 2, o medicamento deve ser utilizado como complemento a hábitos saudáveis, como dieta equilibrada e prática de exercícios físicos. A aplicação será feita por meio de uma caneta injetável de uso semanal, semelhante ao modelo já adotado por outros tratamentos com semaglutida.
Um diferencial importante está na conservação: o Ozivy precisa ser mantido sob refrigeração antes e após o início do uso, seguindo orientações específicas para garantir sua eficácia.
Apesar de ter ação semelhante ao medicamento de referência, o Ozivy não é considerado genérico. De acordo com a regulamentação brasileira, produtos biológicos não possuem versões genéricas, sendo classificados, nesse caso, como medicamentos novos — ainda que sejam análogos sintéticos.
O pedido de registro foi apresentado pela farmacêutica EMS em 2023. Desde então, o medicamento passou por uma rigorosa análise técnica que avaliou critérios de eficácia, segurança e qualidade, conforme exigências da Anvisa.
Com o registro aprovado, o medicamento ainda depende da definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos para ser comercializado. Só após essa etapa a empresa poderá disponibilizá-lo nas farmácias, conforme sua estratégia de lançamento.
Já a possível oferta no Sistema Único de Saúde ainda não está garantida. Para isso, o Ozivy precisará ser avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, responsável por analisar a viabilidade de inclusão de novos tratamentos na rede pública. A decisão final cabe ao Ministério da Saúde, e nem todos os medicamentos aprovados pela Anvisa chegam a ser incorporados ao sistema.
A aprovação do Ozivy marca um novo momento no mercado farmacêutico brasileiro, ampliando a concorrência e potencialmente facilitando o acesso a tratamentos mais modernos para o diabetes tipo 2.




