23 outubro 2026

Lula ou Flávio? Datafolha aponta 50% para cada e regra eleitoral pode favorecer petista em empate absoluto

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) apresentou um cenário de equilíbrio entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento, os dois candidatos aparecem com 50% dos votos válidos, percentual que desconsidera votos brancos, nulos e eleitores indecisos.

Nas intenções de voto totais, Flávio Bolsonaro registra 47%, contra 46% de Lula. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores presencialmente entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-09709/2026.

Um detalhe previsto na legislação brasileira estabelece que, caso os candidatos obtenham exatamente a mesma quantidade de votos no segundo turno, será considerado eleito aquele que tiver maior idade.

Nesse cenário hipotético, Lula seria beneficiado por ser mais velho que Flávio Bolsonaro.

Entretanto, os 50% registrados para cada candidato na pesquisa não representam uma previsão de empate absoluto na apuração. Os percentuais são estimativas estatísticas e estão sujeitos à margem de erro.

Outro dado relevante do levantamento é a presença de eleitores que ainda não definiram seu voto.

Na pesquisa espontânea, Flávio Bolsonaro aparece com 46%, enquanto Lula registra 45%. O percentual de indecisos subiu de 3% para 4%.

Com a proximidade da votação, a mobilização dos eleitores e a decisão daqueles que permanecem indecisos podem ser determinantes para o resultado final.

O segundo turno acontece neste domingo, 25 de outubro, quando os brasileiros escolherão o próximo presidente da República.

22 outubro 2026

Bares e restaurantes podem ter prejuízos com Lei Seca de 22 horas no Maranhão

A decisão de restringir a comercialização de bebidas alcoólicas durante 22 horas no Maranhão, no próximo domingo (25), reacendeu o debate sobre os impactos econômicos da chamada Lei Seca no setor de bares e restaurantes.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a proibição está prevista para começar à meia-noite e terminar somente às 22h, abrangendo praticamente todo o dia do segundo turno das eleições.

A restrição poderá afetar estabelecimentos que dependem da movimentação de consumidores aos domingos, especialmente aqueles que comercializam bebidas alcoólicas como parte importante de suas atividades.

O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, criticou a adoção da Lei Seca, afirmando que a medida representa uma intervenção nas atividades comerciais sem demonstrar resultados efetivos para a segurança do processo eleitoral.

De acordo com a entidade, a experiência do primeiro turno mostrou que a realização das eleições não depende necessariamente da suspensão da venda de bebidas alcoólicas.

A associação também chama atenção para os possíveis reflexos sobre trabalhadores e empresários, que podem enfrentar redução de receitas durante o período de restrição.

Apesar de ser adotada em alguns estados, a Lei Seca não é uma exigência da legislação federal para as eleições brasileiras.

Cada unidade da Federação pode ter regras próprias, conforme as decisões das autoridades competentes.

No segundo turno de 2026, oito estados terão restrições estaduais, enquanto Rondônia aplicará a medida apenas em quatro municípios.

A Abrasel defende que as autoridades considerem a responsabilidade individual dos cidadãos e busquem alternativas que preservem a segurança eleitoral sem prejudicar o funcionamento das atividades econômicas.

21 outubro 2026

Gestão Fred Campos amplia rede de saúde de Paço do Lumiar com entrega de novo CAPSi

A gestão do prefeito Fred Campos realizou, nesta terça-feira (20), mais uma entrega na área da saúde pública de Paço do Lumiar. Trata-se do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi), equipamento destinado ao atendimento especializado de crianças e adolescentes.

A inauguração representa uma ampliação da estrutura municipal de assistência psicossocial e busca facilitar o acesso da população a serviços de acompanhamento em saúde mental.

Sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), a unidade reúne profissionais de diferentes especialidades e ambientes destinados ao atendimento individual e coletivo.

O espaço dispõe de brinquedoteca, farmácia, consultórios, fraldário, banheiros adaptados, cozinha e sala de descanso.

Ampliação dos serviços especializados

O CAPSi atenderá crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes, incluindo situações relacionadas ao uso prejudicial de álcool e outras drogas.

A assistência será organizada por meio do Projeto Terapêutico Singular (PTS), instrumento que permite estabelecer estratégias específicas de acompanhamento conforme as necessidades identificadas pela equipe.

Além das consultas, poderão ser desenvolvidas oficinas, grupos terapêuticos, orientação familiar e visitas domiciliares.

A cerimônia de inauguração reuniu o prefeito Fred Campos, a secretária de Saúde, Ana Lúcia, a diretora Rubenilda Teixeira e representantes do sistema de Justiça, entre eles o juiz Douglas Martins e o promotor Samaroy Batalha.

Atendimento à população

O novo centro está localizado na Avenida 14, próximo à Escola Bandeira Tribuzzi, e funcionará das 7h às 19h.

O acesso ocorrerá por demanda espontânea, permitindo que os responsáveis procurem diretamente o serviço para avaliação inicial.

A entrega do equipamento faz parte das ações anunciadas pela administração municipal para fortalecer a rede pública de saúde e ampliar a assistência especializada em Paço do Lumiar.

Ônibus gratuitos nos fins de semana? Proposta de Lula poderá beneficiar passageiros de São Luís e de todo o Maranhão

Os usuários do transporte coletivo de São Luís, da Região Metropolitana e de outros municípios maranhenses poderão ser beneficiados por uma proposta apresentada nesta quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende estabelecer a gratuidade no transporte coletivo aos sábados, domingos e feriados em todo o Brasil.

Caso seja aprovada e regulamentada, a medida poderá representar uma mudança importante na rotina de milhares de passageiros que utilizam ônibus para deslocamentos pessoais, familiares e atividades de lazer.

Na Região Metropolitana de São Luís, o transporte coletivo é utilizado por moradores da capital e de municípios como São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

A eventual implantação da tarifa zero poderá facilitar o acesso a praias, parques, centros comerciais e outros espaços de convivência durante os períodos de descanso.

Entretanto, a aplicação prática da medida dependerá das regras que forem aprovadas e dos mecanismos de financiamento e execução estabelecidos posteriormente.

Para custear a gratuidade, o governo federal pretende utilizar recursos vinculados às emendas parlamentares.

A proposta considera uma parcela equivalente a 26,8% do montante global anual dessas emendas, mas ainda não detalha como ocorrerá a distribuição dos valores.

Esse ponto deverá integrar as discussões no Congresso Nacional, especialmente em relação à participação de estados e municípios na implementação da política.

O anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, quatro dias antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para domingo (25).

A iniciativa também acontece após a promulgação da emenda constitucional que estabeleceu o fim da jornada de trabalho na escala 6x1.

É importante destacar que a tarifa zero ainda não está em vigor. A gratuidade somente poderá ser implementada após a tramitação e aprovação da proposta no Congresso Nacional e a definição das regras necessárias à sua aplicação.

Enquanto isso, os passageiros do Maranhão continuam sujeitos às regras de cobrança atualmente existentes nos respectivos sistemas de transporte.

20 outubro 2026

Lula coloca sigilos de familiares e empresas em jogo e cobra transparência de Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma proposta de divulgação de informações financeiras e fiscais envolvendo os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

O requerimento prevê a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL), além de familiares e empresas relacionadas aos dois políticos.

A condição estabelecida pelo presidente é que ambos autorizem o acesso às informações, referentes aos últimos oito anos.

Um dos pontos que chamam atenção no documento é a inclusão de pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios, administradores ou responsáveis financeiros.

Na petição, Lula relaciona a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda. como vinculada a ele.

O documento também aponta cinco empresas que teriam ligações com Flávio Bolsonaro, incluindo uma estrutura empresarial no exterior, conhecida como offshore.

A existência de empresas ou estruturas societárias no exterior não constitui, por si só, irregularidade. A proposta apresentada pretende permitir a divulgação de informações para conhecimento público.

O presidente também propõe que a medida alcance a primeira-dama Janja e seus cinco filhos.

Do lado de Flávio Bolsonaro, o requerimento menciona a esposa Fernanda, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan.

Segundo o documento, a divulgação das informações antes de quarta-feira (21) seria importante para que os eleitores tivessem acesso aos dados antes da votação de domingo.

A petição foi encaminhada ao ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE.

Até o momento descrito na reportagem original, não havia confirmação de que Flávio Bolsonaro tivesse aceitado a proposta.

O episódio coloca o debate sobre transparência patrimonial e financeira no centro da disputa presidencial, em um momento decisivo para a escolha do próximo presidente da República.