19 agosto 2025

Educação ou política? Prefeitura de Ribamar na mira por contrato de R$ 11,6 milhões

Um relatório técnico levantou suspeitas graves sobre a aplicação de recursos públicos em São José de Ribamar. Documentos apontam que a Prefeitura empenhou R$ 8,1 milhões no dia 27 de março de 2025, destinados à empresa Editora Cactos, mesmo sem contrato formalizado. O acordo, no valor de R$ 11,6 milhões, só foi assinado em 1º de abril, dias após a liberação da verba.

A prática, segundo especialistas em controle de contas públicas, fere a legislação, que só permite empenhos após a formalização contratual. “Trata-se de uma irregularidade considerada grave pelo Tribunal de Contas da União”, alertou uma fonte ligada à área de fiscalização.

Suspeitas de uso político

O caso ganha ainda mais repercussão pelo contexto eleitoral. O filho do prefeito é pré-candidato a deputado estadual em 2026, o que levanta dúvidas sobre possível desvio de finalidade dos recursos. A coincidência entre a movimentação financeira e o calendário político aumenta as suspeitas de que o contrato poderia ter sido usado para alimentar um caixa paralelo de campanha.

Além disso, investigações contra a atual gestão estariam paralisadas em órgãos de combate à corrupção, o que gera questionamentos sobre blindagem política.

Recursos do FUNDEB no centro da polêmica

O dinheiro em questão é oriundo do FUNDEB, fundo federal destinado à educação básica. Caso se confirme o desvio, estudantes da rede municipal podem estar sendo prejudicados para financiar interesses eleitorais.

“Não é apenas uma questão de livros ou materiais didáticos. É sobre o futuro das crianças e a correta aplicação de recursos federais”, destacou um analista político ouvido pela reportagem.

Pressão por investigação

Diante do volume de recursos e da gravidade das suspeitas, cresce a pressão para que o caso seja investigado por Ministério Público, Polícia Federal e Tribunal de Contas da União.

Enquanto a Prefeitura não se pronuncia oficialmente, a pergunta que ecoa em Ribamar é direta: educação ou campanha?






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